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Saúde

Brasil Seikyo

Saúde

“Unir a fome com a vontade de comer”

Comer faz parte do nosso dia a dia; é uma necessidade fisiológica. É dos alimentos que retiramos os nutrientes necessários para o funcionamento do nosso organismo.

Precisamos comer para nutrir o corpo, mas muitas vezes ingerimos os alimentos sem pensar nisso, apenas para saciar a fome ou por gula. Não raro após uma refeição vem a frase “Nossa, estou explodindo!”. Depois que terminamos uma refeição, nós nos damos conta de que comemos além do que precisávamos.

Devido à praticidade, muitas vezes optamos por alimentos industrializados (salgadinhos, comidas congeladas, bolachas, enlatados) e fast-foods (lanches, pizzas), alimentos com níveis reduzidos de nutrientes e ricos em gorduras e calorias. Sem falar dos corantes, conservantes e outras substâncias que podem torná-los artificialmente mais saborosos, com cheiro e cores atraentes, mas nocivos ao organismo. Saciar a fome não significa estarmos nutridos.

Essa é a “fome oculta”, a carência de micronutrientes necessários para nosso corpo, em que não notamos alterações fisiológicas no organismo, mas que causa o comprometimento das etapas do processo metabólico; no sistema imunológico; e no desenvolvimento físico e mental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada quatro pessoas no mundo passe fome oculta. A manifestação mais evidente e comum é a anemia (falta de ferro) que atinge 1,6 bilhão de pessoas, segundo dados da última pesquisa global sobre a doença feita pela OMS em 2008.

Diante desse cenário, cabe a cada um refletir sobre a importância do hábito alimentar e quanto isso pode impactar sua qualidade de vida hoje e influenciar seu futuro. Temos o poder de decidir como desejamos conduzir nossa vida.

Que tal dar mais sabor à sua alimentação? Deixá-la mais saudável pode agregar valor à nossa vida e aos que estão ao nosso redor.

O preparo de comidas pode ser um momento de relaxamento e até de diversão com amigos e familiares. Que tal experimentar combinações interessantes dos alimentos e montar saborosos cardápios variados? Nós temos à mão diversos livros, vídeos e sites com receitas deliciosas e dicas legais, além de vários programas de TV que nos dão muitas ideias para explorarmos amplas possibilidades gastronômicas.

O costume de fazer uma refeição, por mais simples que seja, em família ou com amigos constitui o tão aguardado momento de encontro e de diálogo. Comer junto tem uma função social muito importante, segundo estudiosos e historiadores.

Montanari diz em História da Alimentação:

"No sistema de valores elaborado pelo mundo grego e romano, o primeiro elemento que distingue o homem civilizado das feras e dos bárbaros (que estão eles próprios ainda próximos do estado animal) é a comensalidade: o homem civilizado come não somente (e menos) por fome, para satisfazer uma necessidade elementar do corpo, mas, também (e sobretudo), para transformar essa ocasião em um momento de sociabilidade, em um ato carregado de forte conteúdo social e de grande poder de comunicação: 'Nós não nos sentamos à mesa para comer — lemos em Plutarco — mas para comer junto'".1

Sim, o ato de comer pode ser mais do que um momento de saciar a fome. Ou melhor, podemos “unir a fome com a vontade de comer”. Com pitadas de boa vontade, sabedoria e criatividade em nossa alimentação, podemos tornar nossa vida mais saudável e também prazerosa.

Nota:

1. FLANDRIN, J. L.; MONTANARI, M. História da Alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998. p. 108-117.

3-12-2019

Saúde

Quebrando o tabu sobre a saúde mental

Nascemos para ser felizes. E, para conquistar esse objetivo, existe um caminho a trilhar: precisamos aprender a viver neste mundo repleto de desafios — bullying, pobreza, desemprego, guerras, intolerância, preconceito, autoritarismo. Independentemente da idade, da classe social, do nível de escolaridade ou do gênero, todos nós enfrentamos problemas diariamente; eles fazem parte da nossa vida.

Como lidar com tudo isso? Para não ficarmos paralisados ou desanimados diante dessas questões, podemos ressignificar os acontecimentos e encontrar uma maneira de conquistar uma condição de vida de elevada satisfação.

Quando temos dificuldades de lidar com as situações e sentimos angústia a ponto de interferir em nosso cotidiano, seja em pensamento, sentimento, comportamento, seja na saúde física, significa que nossa saúde mental não anda bem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social. Então, se nossa mente não é saudável, estamos com problemas de saúde.

Segundo estimativas da OMS em relatório divulgado em 2017, o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo (18,6 milhões; 9,3% da população) e o quinto em casos de depressão (11,5 milhões; 5,8% da população). Esses números expressivos mostram que não estamos conseguindo lidar com os problemas e precisamos fazer algo para reverter essas estatísticas.

Quando estamos com alguma doença física, vamos logo ao médico. Mas, diante de alguma questão que envolve nosso psicológico, muitas vezes deixamos para segundo plano. Existem diversos tabus em torno da saúde mental. Procurar um psicólogo para muitos pode soar como frescura ou coisa de maluco. Alguns têm dificuldades de enfrentar suas questões internas, negam a doença e criam resistência em lidar com tais problemas. Tudo isso faz com que se adie a busca por um profissional, colocando a responsabilidade em fatores externos como falta de tempo ou no fato de ser apenas para quem tem condições de pagar por terapias (há vários serviços que oferecem terapias a preços acessíveis, como atendimentos gratuitos em clínicas escolas de universidades).

O preconceito que se gera em torno da saúde mental pode ser motivo de as pessoas terem dificuldades de se abrir com amigos e familiares a respeito de suas angústias e de buscar ajuda de um especialista, o que traz sérios prejuízos para a própria vida.

É evidente que a solução dos problemas não está simplesmente em ir a um especialista. Por meio de técnicas científicas, um psicólogo contribuirá para o autoconhecimento, para que a pessoa encontre meios de lidar com a realidade e desenvolva capacidades e habilidades necessárias para o enfrentamento de situações conflitantes. Cada uma tem pleno potencial de conquistar a felicidade.

Não podemos ignorar que a saúde mental é um problema do nosso século. Se desejamos cultivar um mundo com mais qualidade de vida, precisamos dialogar sobre esse tema.

8-1-2020

Editorial

Nobres vencedores

O mundo acaba de conhecer neste mês os vencedo­res do Prêmio Nobel 2021, tradicional condecoração que comemora 120 anos.

O químico sueco e inventor da dinamite Alfred Nobel declarou em testamento seu último desejo: que sua fortuna fosse destinada a pessoas que se destacassem por descobertas e contribuições pelo bem da humanidade. Quatro anos após o seu falecimento, em 1900, foi criada a Fundação Nobel, e no ano seguinte, concedido o primeiro prêmio. Anualmente, a honraria internacional é concedida em seis categorias — medicina, física, química, literatura, paz e economia.

Em 2002, Ikeda sensei recebeu das mãos de Michael Nobel, membro da família Nobel, então presiden­te da Nobel Family Society e renomado defensor de causas sociais, uma placa de bronze comemorativa gravada em 1907 com o perfil de quatro integrantes da família, incluindo o de Alfred Nobel.

O presidente Ikeda afirmou:


Aceitei humildemente essa distinção como representante da SGI, uma organização dedicada à paz, à cultura e à educação. O fato de eu ter recebido essa homenagem foi como se todos vocês a tivessem recebido.1
 


Ao lado desse presente, tesouro da família Nobel, Ikeda sensei já recebeu significativas distinções e as reparte com seus predecessores e com os preciosos membros da SGI. Ele declara qual é a honraria que recebem aqueles que se dedicam ao bem da humanidade: "Não existe glória maior ou honra mais verdadeira do que encontrar o Budismo Nichiren e abraçar o Gohonzon. Essa é uma magnífica insígnia que abrilhantará nossa vida eternamente. O budismo ensina que nossa felicidade está inextricável e indissoluvelmente ligada à dos outros, e vice-versa. Uma alegria inigualável emana ao dedicarmos corajosamente nossa vida à missão de bodisatvas da terra, lutando pela nossa felicidade e pela felicidade de outras pessoas".2

Nesta edição, no mês em que celebramos o aniversário de fundação da BSGI, Brasil Seikyo traz matéria especial sobre a atuação de seus membros, nobres vencedores, que se empenham pelo bem do próximo como “paladinos da vida que resplandecem de nobreza e de uma luz insuperável como seres humanos”.3

Ótima leitura!


Notas:

1. Brasil Seikyo, ed. 1.697, 26 abr. 2003, p. A3.

2. Idem, ed. 2.404, 27 jan. 2018, p. B4.

3. Idem, ed. 1.697, 26 abr. 2003, p. A3.

14-10-2021

Notícias

Distrito Veloso dialoga sobre saúde masculina

REDAÇÃO


O dia 24 de novembro foi um marco para o desenvolvimento dos membros do Distrito Veloso, da RM Osasco Oeste (Sub. Castelo/Régis, CGSP). É que nesse dia foi realizado o Novembro Azul, encontro promovido a partir da união da Divisão Sênior (DS) com a Divisão Masculina de Jovens (DMJ) para reforçar a necessidade de cuidados com a saúde masculina, com ênfase na prevenção do câncer de próstata, tão discutidos no mês de novembro. A reunião virtual foi aberta aos participantes de todas as divisões e atraiu cerca de cinquenta pessoas.

Na atividade, a palavra-chave foi “conscientização” cuja proposta era alertar sobre a importância dos cuidados com a saúde cada vez mais cedo, o que possibilita diagnósticos e tratamentos cada vez mais precoces. A interatividade, mesmo diante de um tema tão sério, foi motivada a partir da palestra do médico Ronaldo Utiyama, que esclareceu, de forma leve e direta, as principais dúvidas e mitos acerca do tema no tradicional momento “Pergunte ao Doutor”.

Para Luiz Guilherme, responsável pela DMJ do Distrito Veloso, o encontro foi esclarecedor e funcionou como excelente oportunidade para obter mais esclarecimentos. “O ponto alto da atividade foi o momento de perguntas e respostas, em que vários membros da DS tiraram suas dúvidas e contaram relatos sobre os exames realizados, como o de próstata, ou relacionados a outros problemas de saúde que eles venceram. Foi um grande momento de incentivo! Muitos pediram para falar e disseram que ficaram mais tranquilos para fazer exames e decididos a se cuidar após ouvir as experiências dos veteranos da localidade”, conta Guilherme.

José Luiz Venturas, responsável pela DS do Distrito Veloso, salientou que o Novembro Azul de 2021 teve um saldo positivo: “A atividade foi muito boa. Um momento de conscientização masculina na tentativa de quebrar alguns tabus da sociedade. É o segundo ano que o realizamos. Foi uma oportunidade de alertar para a prevenção ao câncer de proposta e quanto essa doença mata. Mesmo sendo um diálogo direcionado aos homens mais velhos, realizamos conjuntamente com a DMJ, para que os jovens entendam a necessidade de se cuidar”. Ele também revelou que, ao final, recebeu ligações de membros da DS decididos a agendar e fazer os exames. “Ao ouvir isso, acredito que o propósito da atividade foi alcançado. Se houve aqueles que abriram a mente e decidiram se cuidar, isso já me deixou bastante feliz”, confessa o líder.

2-12-2021

Relato

A vida é feita de escolhas

Eu me chamo Gilmar Soares, tenho 63 anos, sou escritor e artista plástico. Uma das lições mais importantes que aprendi com a prática da fé é que sempre temos chance de um recomeço. Não há oração sem resposta. Moro em Osasco (SP) e estou na Soka Gakkai desde 2012. Mas foi a partir do início de 2019 que assumi o budismo como prática essencial.

Dez anos antes de me converter ao budismo, ou seja, em 2002, aos 43 anos, fui acometido de um câncer. Internado em caráter de emergência no Hospital do Servidor Público Estadual, após um quadro intensivo de dores na coluna. Três dias depois, recebi o resultado: linfoma não Hodgkin (LNH), um tipo de câncer de fácil tratamento quando identificado a tempo, o que não era o meu caso. Pelo diagnóstico tardio, minhas chances eram quase nulas, pois, além de um tumor maligno na região lombar, havia muitas metástases no abdome. Tive uma compressão medular, paralisando para sempre os membros inferiores e me tornando uma pessoa com deficiência. Foram três meses de internação deitado em uma só posição e sentindo os efeitos da quimioterapia. A partir daí, eu iniciava uma verdadeira maratona de diversas internações, ora por infecção urinária, ora por procedimentos cirúrgicos. Fiquei privado das atividades mais simples e dependente da ajuda de outras pessoas.

Muitas vezes me perguntava “Que condenação é esta que caiu sobre a minha cabeça?”. E me sentia no mais baixo grau da condição humana.

Se, de um lado, o câncer é capaz de polir nossa alma, do outro, o tempo nos lapida para o convívio com esse mal. Assim, 50% era câncer, e a outra metade dependia da minha luta pela vida. Portanto, deveria ser resiliente e não me entregar.

A esperança surge

No dia 23 de abril de 2012, numa consulta de rotina, conheci a Dona Jandira Francisca, da cidade de Avaré, SP. Por ela expressar tanta segurança, pela primeira vez falei sobre as minhas pelejas contra o câncer e minha vida sobre uma cadeira de rodas. Confesso que só me abri para aquela senhora, porque supunha não vê-la jamais. Ao término da nossa conversa, ofertou-me um dos seus cartões com a frase Nam-myoho-renge-kyo, recomendando-me que, em momentos aflitivos, orasse, firmando pensamento na força daquelas palavras. Foi meu único encontro com ela e, mesmo não acreditando, sentia que algo inexplicável me chamava a atenção naquele cartão e naquelas palavras.

Então, no dia 28 desse mesmo período, recebi a visita de um líder da nossa região, o qual me acompanha até hoje, e duas semanas depois participaria da minha primeira reunião budista. Senti um clima acolhedor, mas estranhei a leitura do sutra em outro idioma, e eu não entendia nada. Ainda assim, gostei da maneira com a qual os budistas enfrentam o cotidiano. Estava incerto quanto ao budismo e tentava fugir dos problemas me sobrecarregando de atividades. Pintava, escrevia, fazia palestras e era estudante no mestrado em sociologia na Universidade de São Paulo (USP).

Como eu não tinha uma prática assí­dua, em 2017, num momento impensado, eu me afastei do mestrado e do budismo. Só não devolvi o Gohonzon, nosso objeto de devoção, pois algo em mim não havia desistido totalmente. Os companheiros do bloco ao qual eu pertencia sempre se mostraram compreensivos e solidários, não só pela minha causa, como também por aquela indecisão.

Com a expansão da pandemia da Covid-19 e os problemas relacionados ao câncer, tive crise de ansiedade, obrigando-me a um tratamento psicológico. Pela necessidade de me sobressair a esse clima de aflição e medo, decidi retomar o budismo como forma de luta, fé e devoção. A priori, confesso que é terrível estar mergulhado na escuridão profunda, mas me dei conta de que a força do Nam-myoho-renge-kyo seria capaz de me amparar na certeza da vitória total.

Voltei ao budismo como prática essencial e, hoje, ao fazer daimoku, de maneira efetiva e fervorosa, passei a ver minha cadeira de rodas como parte integrante do meu corpo. Oro pela cura do câncer e por todos os males que assolam a humanidade. Jamais orei magoa­do com os percalços da vida, ao contrário, aprendi no budismo a preciosa lição de “transformar o veneno em remédio”.

Em 27 de dezembro de 2021, fui a uma consulta de avaliação e recebi o diagnóstico final. Estava curado do câncer, pois, se em vinte anos não houve refluxo da doença, ficaria dispensado da hematologia.

Foram anos lutando e digo que o poder do Nam-myoho-renge-kyo é o verdadeiro instrumento da vitória. Venci a doença, trabalho com arte, lancei um livro e sigo a vida confiante, com base na prática da fé e nos incentivos de Ikeda sensei, que leio nos periódicos e nos livros. Ao longo desses anos, obtive a solidariedade e o apoio de muitas pessoas. Minha gratidão aos meus líderes e companheiros Soka, aos familiares preciosos e às pessoas que se mostraram solidárias à minha causa pela vida.

Reafirmo meus agradecimentos a Ikeda sensei, com quem aprendi uma das mais importantes lições: “Não importam as provações da sociedade, jamais sejam derrotados! Independentemente de quais intempéries surjam na vida, vençam a qualquer custo!”.¹ Gratidão ao Mestre!

Gilmar Soares, 63 anos. Sociólogo e artista plástico. Membro da Comunidade Farol, RM Osasco Oeste, CGESP.

9

Gilmar em seu trabalho de artista plástico

 


10

com a família: ele, ao centro, com a neta Maria Alice no colo; de pé, da esq. para a dir., os filhos Raphael (com o neto Henrique no colo), Juliana e Aruê; a esposa, Alice, e a nora Ive.



12

em encontro da DS, antes da pandemia da Covid-19: Gilmar (abaixo, à dir.), tendo à esquerda seu veterano Milton

Nota:

1. Brasil Seikyo, ed. 2.073, 26 fev. 2011, p. B4.

17-3-2022

Colunista

Andropausa — cuidados para os homens

O que é a andropausa?

O que acomete a saúde masculina é um tipo de hipogonadismo, ou queda do hormônio masculino pelos testículos. Quando tal queda é acentuada, esse é um fenômeno conhecido como andropausa. A testosterona sérica apresenta um declínio gradual e progressivo com o envelhecimento. Os hormônios masculinos são produzidos, em sua maioria, nos testículos e pequena porção nas glândulas suprarrenais. A produção com êxito desses hormônios está invariavelmente ligada à integridade do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, sistema que integra o hipotálamo no cérebro, a glândula hipófise, também no cérebro e as gônadas.

A saúde sexual pode ser avaliada como um mecanismo que levará a conclusões sobre a saúde do homem. As dosagens anuais da testosterona, o hormônio masculino que começa a declinar a partir dos 45 e 50 anos, são de muita relevância. A diminuição dos hormônios no processo de envelhecimento do homem, sobretudo da testosterona, o principal hormônio do sexo masculino, ainda é pouco abordada entre o público em questão. A queda do hormônio masculino não acomete o homem, como a mulher, pois o distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM) não é um processo generalizado. Segundo pesquisas científicas, 33% dos homens acima dos 60 anos sofrerão desse mal devido à diminuição da produção do hormônio masculino, testosterona.

Quais são os sintomas da andropausa?

A deficiência de testosterona apresenta uma variedade de sintomas e pode estar relacionada a diversas doenças. A queda hormonal pode ser caracterizada pelos seguintes sintomas: alterações de humor, cansaço, sensação de perda de energia, diminuição da libido e disfunção erétil, perda de massa óssea e massa muscular.

Há ainda aumento de alguns problemas de saúde, como doença cardiovascular, diabetes, obesidade, hipertensão e aumento do colesterol.

Enquanto na menopausa a mulher transitará da suficiência para a insuficiência hormonal em uma janela de meses ou poucos anos, evento sinalizado ainda pela ausência da menstruação, na andropausa os efeitos são pulverizados ao longo de dez, quinze anos e ocorrem sem qualquer aviso prévio.

Os homens podem sentir uma queda importante dos níveis de testosterona a partir de 40 a 50 anos; então, verifique se está com alguns desses sintomas: falta de energia e cansaço excessivo, sentimentos de tristeza frequentes, diminuição do desejo sexual, diminuição da capacidade de ereção, ausência de ereções espontâneas pela manhã, diminuição de pelos no corpo, incluindo na barba, diminuição da massa muscular, acúmulo de gordura visceral e dificuldade de concentração e problemas de memória.

É importante lembrar que a maior parte dos homens apresenta apenas alguns desses sintomas, mas é fundamental consultar um endocrinologista ou um urologista, para avaliar a saúde e prevenir problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, que também são comuns nessa fase da vida. Ao contrário da crença popular, a testosterona não é somente um hormônio sexual. Seu papel na manutenção da libido é apenas um dentre os duzentos processos nos quais ela está presente.

Sim, pessoal! Embora seja mais frequente depois dos 45, temos casos de homens com 35 anos se queixando de alguns sinais. Com a andropausa, podem surgir fadiga muscular, insônia, alterações do humor, diminuição de massa corpórea, perda de libido e disfunção erétil. Nessa fase da vida, geralmente é necessário mais tempo para ereção.



Mudança de hábito

Você sabia que mudanças no estilo de vida podem reduzir os sintomas da andropausa?

Uma dessas mudanças é ajustar a dieta. Um padrão mais plant based, rico em hortaliças e frutas, com redução no consumo de carnes vermelhas e na ingestão de carboidratos refinados. É importante ressaltar que há casos em que a dieta não é suficiente e é indicado fazer a terapia de reposição hormonal e/ou uso de fitoterápicos. Tudo depende de cada organismo. Mas, lembre-se: ela deve ser feita de forma segura, sempre com um profissional auxiliando.

A boa notícia é que a alimentação adequada pode ajudá-lo a passar por essa fase mais suavemente. Algumas dicas importantes:


Aumente o consumo de alimentos antioxidantes como açafrão, chá verde, azeite, frutas cítricas, frutas vermelhas, linhaça e chia, sementes como girassol/abóbora e gergelim.

Folhosos verde-escuros: é excelente fonte de vitamina A, que regula as variações hormonais, além de ser rica em fibras e auxiliar nos movimentos gastrointestinais.

Aveia: estimula o corpo a produzir dopamina e serotonina, ajudando a melhorar o humor.

Sardinha e demais peixes gordos: ricos em ômega 3 (EPA e DHA), ajuda a regular o humor e é bastante eficaz no tratamento de pacientes com depressão.

Aumente o consumo de água para minimizar a retenção de líquidos.

Consuma alimentos como aveia, banana, chocolate com alto teor de cacau e castanhas. Eles elevam a produção de serotonina, aumentando a sensação de bem-estar físico e emocional.

Acompanhamento médico é ne­cessário e faz toda a diferença.

 

Ana Paula Cony

 

Fontes:


https://www.minhavida.com.br/saude/temas/andropausa. Acessado 12 de abril de 2022, 21:13

https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/andropausa-o-que-eh-e-como-lidar

14-4-2022

Terceira Civilização

Saúde

Visão do budismo sobre a doença

Texto adaptado da série de entrevistas “Aos Meus Jovens Amigos, Líderes da Nova Era”, e publicado no jornal Seikyo Shimbun [Japão], 25, 26 e 27 jul. 2012 e no jornal Brasil Seikyo, ed. 2.289, 29 ago. 2015, p. B2.

Daishonin afirma: “A luz do Sol atravessa a escuridão mais profunda” (CEND, v. I, p. 332) e “o Sutra do Lótus é como o Sol” (Ibidem).

Como membros da SGI que recitam Nam-myoho-renge-kyo e que fundamentam a vida na Lei Mística, o brilhante sol da esperança reluz fortemente em nosso coração. Somos capazes de dissipar toda a escuridão e amenizar até mesmo a mais profunda corrente do carma.

Na batalha contra a doença, seja a nossa ou a de outros, alcançamos a condição mais saudável.

Ore daimoku confiando no poder do Gohonzon. Lance-se à batalha sem medo e com paciência. Recuse-se a aceitar a derrota. Nunca negligencie um único passo. No fim, vocês certamente triunfarão!

A vida é longa, por isso não há por que apressar as coisas. No caso de transtornos psicológicos, acredito que seja prudente procurar ajuda profissional e levar o tempo necessário para se cuidar e fazer o tratamento de forma adequada. Cada situação é diferente. Não há uma receita médica universal, mas há um ponto que quero lhes dizer: nenhum de vocês, que têm a Lei Mística como base da vida, está destinado à infelicidade.

Devemos calorosamente observar e apoiar as pessoas que estão enfrentando dificuldades e problemas mentais, visualizando, em longo prazo, seu bem-estar e incentivando seus familiares. Aqueles que cuidam de pessoas com transtorno mental e psicológico também enfrentam grandes desafios. Por isso, devem encontrar maneiras criativas para se distrair e renovar as energias.

Demonstrar carinho e apoio aos que sofrem de transtorno mental nos leva a cultivar um verdadeiro espírito de compaixão e também à criação de uma sociedade humanística.

As pessoas que experimentam grandes sofrimentos se tornam extraordinárias. Aqueles que passaram por momentos de profunda dor são capazes de ajudar muitos outros indivíduos. Essas pessoas têm uma importante missão. Esse é o ensinamento do Budismo Nichiren, bem como a conduta de vida dos bodisatvas.

O presidente Josei Toda declarou: “Externamente, podemos aparentar ser ‘bodisatva da pobreza’ ou ‘bodisatva da doença’, mas isso é apenas um papel que desempenhamos no drama da vida. Na essência, nós somos genuínos bodisatvas da terra!”.

Ele também disse: “As pessoas que lutaram contra sérias doenças compreendem a profundidade da vida”.

Tudo na vida possui um significado.

Nichiren Daishonin registrou: “Mesmo as joias e os tesouros que preenchem o maior sistema mundial não são substitutos para a vida” (WND, v. I, p. 1019). Embora um indivíduo esteja doente, esse fato não é capaz de impedir a manifestação da nobreza, da dignidade e da beleza inerente. Todos, sem exceção, possuem um tesouro infinitamente precioso e nobre.

10-12-2019

Saúde

Atenção aos cuidadores

Vivemos em coletividade e por meio do relacionamento com as outras pessoas, nós nos reconhecemos e nos desenvolvemos. Esse é um dos aprendizados pelos quais aqueles que passam pela doença — paciente e cuidador — registram em sua vida.

Ninguém deseja ficar doente, muito menos dependente de cuidados de alguém. Porém, dependendo da gravidade da doença, cuidados se farão necessários.

Esse importante suporte geralmente acontece por pessoas mais próximas — família, amigos, vizinhos, colegas de trabalho. Dentre esses, há os que assumem maior responsabilidade, chamados “cuidadores”.

Os cuidados podem ser desde a simples supervisão da medicação ou da alimentação até os cuidados totais em que há a necessidade do acompanhamento em todas as atividades, como banho, uso de fraldas, dentre outras inúmeras tarefas.

A preocupação constante e o acúmulo de tarefas podem gerar estresse e diversos efeitos prejudiciais à saúde do cuidador. A síndrome de Burnout é conhecida como a síndrome do cuidador e é uma das manifestações graves dessa situação. Ela se manifesta com sintomas físicos (cansaço, dores de cabeça, dores musculares) e psíquicos (depressão, ansiedade, problemas de memória, pensamentos de suicídio).

Pesquisa1 realizada no Brasil pela Censuswide e divulgada pela Embracing Carers mostrou que:

- 53% dos entrevistados se dizem cansados.

- 46% dos cuidadores muitas vezes não têm tempo para agendar ou comparecer às suas próprias consultas médicas.

- 61% afirmam precisar de cuidados médicos por conta de sua saúde mental.

- Dois em cada cinco (44%) dos cuidadores não profissionais afirmam colocar a saúde da pessoa de quem estão cuidando acima da deles.

Dividir responsabilidades com as pessoas da rede de apoio e buscar outras opções podem ser um assunto complexo, mas é preciso ser discutido visando à saúde do cuidador e também à pessoa doente.

Atuar sinceramente pela felicidade das pessoas é uma atitude nobre que representa extrema benevolência, humanismo e engrandece a vida de quem realiza essa nobre ação. Entretanto, Daisaku Ikeda, líder humanista e presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI) alerta: “Preocupar-se unicamente com a própria felicidade é egoísmo. Preocupar-se só com a felicidade das pessoas é hipocrisia. A verdadeira felicidade é se tornar feliz junto com os outros”.2

Por essa razão, o cuidador precisa olhar para si, para suas necessidades, e buscar maneiras de realizar o autocuidado em todos os aspectos. Ao cuidar de si, o cuidador demonstra imensa consideração com a pessoa cuidada.

Como primeira atitude e característica do ser humano, o cuidado revela a natureza humana e a maneira mais concreta de ser humano. Sem o cuidado, o homem deixa de ser humano, desestrutura-se, definha, perde o sentido e morre. Se ao longo da vida não fizer com cuidado tudo o que empreender, acaba por prejudicar a si mesmo e por destruir o que estiver à sua volta.3

Vamos cuidar uns dos outros. Essa consciência é a base para o desenvolvimento e a transformação da nossa sociedade.

Nota:
1. A pesquisa feita em 2018 teve como público-alvo seiscentos cuidadores entre 18 e 75 anos. Realizada pela farmacêutica alemã Merck, a pesquisa faz parte da iniciativa global chamada Embracing Carers que promove ações focadas nas necessidades dos cuidadores não profissionais.

2. Brasil Seikyo, ed. 1.527, 9 out. 1999, p. 3.

3. BOFF, L. Saber Cuidar: Ética do Humano — Compaixão pela Terra.Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.

7-2-2020

Saúde

Mudar nossas próprias crenças negativas

Trechos de um ensaio de Daisaku Ikeda, líder da SGI, sobre o seu encontro com Dr. Martin Seligman, ex-presidente da Associação de Psicologia dos Estados Unidos. Publicado no jornal Seikyo Shimbun [Japão], 22 abr. 2002 e na revista Terceira Civilização, ed. 421, set. 2003, p. 9.

O Dr. Seligman enfatiza a necessidade de prestarmos atenção às explicações que damos aos fatos e ao diálogo inconsciente que mantemos com nós mesmos quando enfrentamos algum problema. Não percebemos os subterfúgios do nosso próprio pensamento porque durante anos eles se tornaram habituais.

Ele sugere que um método para nos conscientizarmos desses hábitos do pensamento é escrevermos o que pensamos quando deparamos com alguma situação constrangedora. Se descobrirmos que tendemos a reagir aos acontecimentos de forma pessimista, podemos praticar o exercício de “questionar” nossas próprias crenças negativas para mudar essa tendência.

Por exemplo, digamos que você ligue e deixe uma mensagem para sua amiga entrar em contato, mas ela não o faz. Pessoas com hábitos de pensamento pessimista explicarão a situação a si próprias dizendo: “Será que ela está me ignorando?” ou “Ela não liga porque acha que sou interesseiro”. Ao ouvir alguém chegar a essa conclusão a seu respeito, você lhe diz que essa pessoa está errada, mas quando explica para si próprio, cai na armadilha de pensar que suas conclusões são corretas. Por isso, questionar objetivamente nossas próprias crenças negativas pode ser útil: “De fato, ela sempre foi gentil comigo e não me ignoraria” ou “Agora me lembro, ela disse que estaria muito ocupada esta semana” ou “Talvez ela não esteja se sentindo bem”.

Você também poderia tentar outra linha de raciocínio: “E mesmo que ela estiver me ignorando, e daí? Quem disse que eu tenho de ser perfeito em tudo e que todo mundo precisa gostar de mim? Não importa o que os outros pensem, estou fazendo o melhor que posso. Não há por que ficar me atormentando!”.

O Dr. Seligman diz que devemos praticar esse tipo de pensamento positivo e gravar frases otimistas na mente.

As pessoas que praticam uma religião fazem isso em suas orações.

Uma vez que adquirimos a habilidade de sermos otimistas, jamais a perdemos; é como aprender a nadar ou a andar de bicicleta.

Em essência, a teoria do Dr. Seligman é que as pessoas podem mudar sua vida. De que maneira? Mudando seu modo de pensar. (...)

O budismo é a suprema psicologia da esperança, a suprema filosofia de vida da esperança. Um buda é aquele que percebe e compreende os maravilhosos poderes da mente.

As pessoas possuem uma capacidade infinita para a mudança que depende do seu estado de espírito. Além disso, o princípio budista dos “três mil mundos num único momento da vida” (ichinen sanzen), exposto no Sutra do Lótus, elucida que a transformação no estado de espírito de um único indivíduo pode mudar a sociedade e o ambiente em que habita. Seria muito mais fácil para nós, então, transformarmos nossa própria e pequena vida individual de acordo com a nossa vontade e conduzi-la na direção que queremos. Não há nenhuma razão para desistirmos.

Vamos descartar frases como “Eu não sirvo para nada” ou “Isso é impossível”. Quaisquer que sejam as circunstâncias que nos encontremos agora, vamos dizer a nós mesmos: “Eu vencerei no final!” “Eu tenho a melhor família do mundo!” e “Eu sou a pessoa mais feliz da face da Terra!”.

21-2-2020

RDez

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Mensagem para a Divisão Sênior da BSGI

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Você pediu...

#1 - Comportamento diante das dificuldades

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Em dia com sensei

#3 - Avançar sem temer

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Dr. Sidney Tojer - Parte 2

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Dr. Sidney Tojer - Parte 1

Como está sua quarentena?

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Entrevista com José Luiz Prieto

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Parte final - Tem perspectiva para o fim da pandemia? Depas da BSGI fala um pouco sobre os próximos dias.

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Entrevista com Anderson Yoshikawa

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Minuto Saúde - Máscaras de pano

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Solução caseira para prevenir que o novo coronavírus chegue em sua casa

Como está sua quarentena?

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Entrevista com Meiry Hirano

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Entrevista Como está sua quarentena - com Monique Tiezzi