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Meio Ambiente

Brasil Seikyo

Notícias

Conservar a biodiversidade

REDAÇÃO

O encontro do Departamento Ambiental (Depam) foi realizado em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, com o tema “Conservação da Biodiversidade e Criação de Valor em Tempos de Crise”. Participaram da atividade cerca de cinquenta pessoas.

As ações dos agentes do Depam foram compartilhadas num vídeo, e a integrante do departamento Daisy Partal relatou sobre os projetos que idealizou, como educadora, com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Também foram citados trechos da Proposta de Paz 2021, do presidente Ikeda, para ilustrar os propósitos do departamento, que visa melhorar a sociedade e o planeta por meio de ações ambientais.

O diálogo foi realizado em formato de entrevista e, nessa conversa, foram trazidos temas expostos na proposta de paz, como a crise da Covid-19, exemplos de projetos na África e no Instituto Soka Amazônia, a revitalização do ambiente e a dignidade humana. O responsável pelo Departamento de Artistas (Depart), Ronaldo Robles, explicou sobre os aspectos da prática budista em meio ao contexto pandêmico; também citou a condição das pessoas em situação de refúgio, o aquecimento global e as epidemias como questões a serem repensadas com amplitude: “Precisamos pensar nas pessoas, na economia, no meio ambiente como uma teia, tal como Ikeda sensei sugere em sua Proposta de Paz. Com seu raciocínio, ele nos provoca a refletir sobre as ações que podemos realizar diante da nossa realidade. Esse é o primeiro passo para uma mudança positiva expressiva”.

10-6-2021

Notícias

Instituto Soka Amazônia comemora 27 anos

REDAÇÃO

O Instituto Soka Amazônia celebrou 27 anos de fundação [comemorados em 25 de junho] com evento exibido para mais de quinhentas pessoas, pelo YouTube, em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

Na abertura do evento, foi apresentado um vídeo documentário que retratou o bioma, a diversidade da Amazônia e sua preservação. O presidente do Instituto Soka Amazônia, Edson Akira Sato, explicou os propósitos do instituto nesse contexto, com base no pensamento do fundador: “O Dr. Daisaku Ikeda acredita na reforma do ser humano como ferramenta essencial para a criação de uma sociedade de coexistência harmoniosa entre indivíduo e meio ambiente. É com esse pensamento que desenvolvemos nossas ações”.

Jean Dinelly, gestor da Reserva Particular do Patrimônio Natural Dr. Daisaku Ikeda, citou os termos de cooperação do instituto com universidades da região e a universidade Soka do Japão; os trabalhos desenvolvidos com instituições governamentais e não governamentais, na Secretaria de Ensino, na indústria, salientando a adesão ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele também expôs o mais recente projeto, “Manaus, te Quero Verde”, aderido pelo Instituto Soka Amazônia, no qual cada estudante da rede municipal de ensino plantará até dez mudas de árvores nativas até o fim de 2022.

Assuntos como reflorestamento, plantio e pesquisas foram discutidos na sessão de perguntas e respostas. E o engenheiro ambiental do Instituto Soka Amazônia, Rodrigo Izumi, fez uma dinâmica explicação a respeito da coleta de sementes, realizadas em expedições pela mata, abordando os processos de beneficiamento, armazenamento e produção de mudas.

A coordenadora de projetos educacionais, Tais Tokusato, apresentou os trabalhos no setor empresarial, entre os quais se destacam os plantios com a participação dos funcionários, e salientou a atuação do instituto em eventos na Costa Rica, nos Estados Unidos, Japão e, visando à Conferência das Partes (COP) neste ano, no Reino Unido. No setor da educação, falou sobre a Rede Pedagógica Ambiental — que oferece suporte aos professores, gestores e funcionários das escolas da região, compartilhando conceitos de educação ambiental, com base no humanismo Soka —, a Carta da Terra, as propostas de paz do Dr. Daisaku Ikeda e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além disso, citou a Academia Ambiental, que leva esse conteúdo aos estudantes em sala de aula, agora em formato virtual, atendendo à quatro novas localidades. “Estamos vivendo um momento de significativo avanço e o mais importante é plantar a semente de uma nova consciência nas pessoas para gerarmos uma grande transformação no mundo”, finalizou.

10-6-2021

Notícias

Instituto Soka Amazônia divulga projeto ambiental

REDAÇÃO

O Instituto Soka Amazônia participou do 1º Encontro Arborizando Manaus, idealizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), promovido na manhã de 14 de julho, no anfiteatro do Parque Municipal do Mindu, na capital amazonense, com a participação de representantes de diferentes instituições, obedecendo às medidas de segurança e de higiene com relação ao coronavírus.

O objetivo do encontro, que assinalou o lançamento do novo Plano Diretor de Arborização Urbana de Manaus, foi divulgar, debater ações e compartilhar projetos, campanhas e diferentes iniciativas de arborização realizadas no município. Entre elas, o Instituto Soka Amazônia, em conjunto com as Ocas do Conhecimento Ambiental (iniciativa que leva ações de conscientização ambiental para alunos da rede municipal de ensino em Manaus), apresentou o projeto “Manaus, Te Quero Verde” — proposta que surge da parceria entre o Instituto Soka Amazônia e a Fundação Rede Amazônica, que atuam com a doação das mudas, com apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A ideia é sensibilizar a comunidade escolar em relação à preservação ambiental e, para isso, cada aluno da rede municipal deve plantar dez mudas de árvores nativas que resultarão em um total de 3 milhões de novas árvores na capital amazonense.

No topo: projeto de plantio é apresentado em evento municipal

5-8-2021

Notícias

Instituto Soka Amazônia avança com plantios

REDAÇÃO

Em 27 de agosto, o Instituto Soka Amazônia liderou um plantio de 120 mudas de árvores, entre elas espécies frutíferas e ameaçadas de extinção. O evento foi organizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Amazonas.

A iniciativa fez parte das movimentações comemorativas do Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto, e, ainda pela manhã, os mais de quarenta voluntários do grupo de caminhada sustentável do Sesc já se preparavam para as atividades. A primeira árvore foi plantada na praça do Sesc em homenagem a um dos alunos da instituição, que, aos 83 anos, faleceu neste ano por complicações da Covid-19.

A BSGI também participou do evento, ao lado de parceiros do Instituto Soka Amazônia, como a Fundação Rede Amazônica, validando tais ações com o selo “Consciência Limpa”. Vale lembrar que as mudas foram cultivadas e cedidas pelo instituto, que, no momento, realiza ações referentes a projetos como “Memorial Vida”, que planta uma árvore para cada vítima da Covid-19 no Brasil, e “Manaus, Te Quero Verde”, proposta que inclui os alunos da rede municipal de ensino no plantio de mudas nativas na capital amazonense.

2-9-2021

Relato

Por um mundo melhor

Desde criança, acalentava o sonho de fazer algo que tornasse o mundo um lugar melhor para viver. Não sabia ao certo qual carreira escolher, mas meu mestre da vida, Daisaku Ikeda, sempre nos orienta a sonhar grande e foi por meio desse encorajamento que decidi ser cientista.

Vencer sempre

Pratico o Budismo de Nichiren Daishonin desde pequeno e não me vejo sem esta maravilhosa filosofia. Obtive diversos benefícios e a recitação do Nam-myoho-renge-kyo foi fundamental para a concretização de todos eles.

Aos 14 anos, estava focado nos estudos e conquistei duas medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática. Aos 16, fui vitorioso ao conseguir meu primeiro emprego, enquanto ainda estava no ensino médio. Nessa época, decidi ser cientista, pois era apaixonado por matemática, física, química e biologia. Assim, aos 18 anos concretizava o objetivo de entrar na universidade para cursar química e, após vários desafios, realizei, aos 21 anos, um intercâmbio nos Estados Unidos. Retornei ao Brasil com uma certeza ainda maior sobre o meu sonho.

Tornar-se cientista não é um caminho fácil e iniciei essa jornada em 2019, ingressando no mestrado em química analítica e inorgânica no Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo. Confesso que tive um pouco de receio, tamanho era o desafio, mas recitei daimoku para que tudo corresse da melhor forma possível. E foi o que aconteceu.

Ao longo da minha pesquisa, meu orientador foi solícito, auxiliando-me com os experimentos e as discussões dos resultados. Meu projeto de pesquisa era difícil, e tive inúmeros problemas. Quando os experimentos finalmente estavam fluindo, teve início a pandemia do coronavírus e interrompi os trabalhos.

Na época, havia me inscrito para uma bolsa de mestrado de valor maior, que me dava a oportunidade de realizar um estágio de pesquisa no exterior. No entanto, meu projeto foi recusado duas vezes. No terceiro pedido de reconsideração, já em 2020, fui aprovado, com início do programa em abril. A ideia era estagiar com um professor da Universidade de Helsinki, Finlândia. Contudo, diante do cenário atual, com novas burocracias para o visto, não pude viajar.

Fiquei triste, mas foquei no mestrado e aproveitei o período de distanciamento social para escrever o texto do exame de qualificação. Também recitei muito daimoku. Então, preparando-me para a próxima etapa do meu sonho, o doutorado, juntei dinheiro o ano inteiro para pagar a inscrição do processo seletivo.

Na universidade que escolhi, devido à pandemia, uma das provas necessárias para a seleção foi eliminada. Com isso, percebi que era a hora certa de aceitar esse desafio e ser vitorioso.

Sem desistir

Chegou 2021, as atividades presenciais do mestrado haviam sido retomadas, porém num ritmo mais lento. Eu já havia ultrapassado o tempo médio de um curso de mestrado, que geralmente dura dois anos. Para concluir meu projeto de pesquisa, precisaria me esforçar muito, trabalhando de manhã, tarde e noite, sábados e domingos. Em paralelo, recitava o máximo de daimoku determinado a vencer nessa etapa, aliás algo que continuo a fazer.

Foi em meio a esses esforços que soube da aprovação no programa de doutorado nos Estados Unidos, com uma bolsa integral e que poderia começar em setembro de 2021. Fiquei muito feliz!

Entretanto, para ingressar no curso, precisaria completar o mestrado cuja etapa final é a elaboração da dissertação.

Nessa fase, tive apoio da família, que se empenhava comigo na prática da fé, dos meus amigos e companheiros da Gakkai, os quais sempre me ajudavam com incentivos cada vez que eu me sentia desmotivado.

Apesar do cenário atual e das dificuldades que tinha pela frente, decidi que transformaria minha situação. Eu me dediquei muito, e seguirei me esforçando. No dia 1º de julho, entreguei minha dissertação e, no dia 10 de agosto, realizei a defesa, último passo para obter o título de mestre. Consegui!

Agora, vivo as descobertas do doutorado — um dos maiores objetivos que conquistei. Não foi um processo barato, pois os valores para a inscrição, provas e visto eram em dólar. Mas, sem dúvida, o esforço foi recompensador. Além disso, receber a carta de admissão da universidade foi emocionante.

Mesmo tendo de ficar longe fisicamente dos amigos, da minha família e dos companheiros da organização, meu coração estará do lado de cada um deles. Sigo confiante para dar mais um passo rumo ao grande sonho de me tornar cientista e contribuir para que o mundo se torne um lugar melhor.

Ter um grande sonho não é fácil. Porém, acreditar no potencial que possuímos e que o Budismo de Nichiren Daishonin nos ensina a despertar é o caminho para romper os próprios limites.


familia

Thiago com a família

No topo: no laboratório do Instituto de Química de São Carlos, SP. As fotos foram tiradas antes da pandemia do coronavírus

Thiago Rubio, 26 anos. Estudante. Resp. pela DMJ do Distrito Rio Claro, Sub. Anhanguera, CLP, CGESP.

9-9-2021

Especial

Um discurso pela era do soft power

REDAÇÃO

Há trinta anos, em 26 setembro de 1991, o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, expressava suas ideias no emblemático discurso que proferiu na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Com o tema “A Era do Soft Power e da Filosofia de Motivação Interior”, trouxe uma análise profunda e revolucionária sobre o comportamento humano no contexto social o qual se apresentava, pela ótica do humanismo budista. A palestra em Harvard significou, além disso, ampla perspectiva no mundo intelectual em defesa da paz e da dignidade da vida.


Provocar a mudança

O fim da década de 1980 e o início da década de 1990 representam um período de transições e de conflitos no mundo, como o término da guerra entre Irã e Iraque, em 1988, seguido da retirada da ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) do Afeganistão, em 1989, após dez anos de invasão; isso culmina na dissolução da URSS posteriormente. Ainda em 1989, cai o Muro de Berlim, marcando o fim da Guerra Fria. No entanto, a década de 1990 se inicia com a Guerra do Golfo. 

A época é tomada por autoritarismo, intolerância, desvalorização da vida e interesse pelo poder. O cientista político estadunidense e teórico de relações internacionais, Joseph Nye atribui tais características ao que ele denomina “hard power”. No fim da década de 1990, Nye difundiu este como um dos conceitos utilizados pelos Estados em relação ao poder, mas também o “soft power”, que corresponde à persuasão em vez da força.

O Dr. Ikeda se aprofundou no conceito de “soft power”, defendendo a crença da automotivação e dos contínuos esforços de cada pessoa para evidenciar seu potencial intrínseco, visando à criação de uma sociedade colaborativa e pacífica — atributos da cultura Soka. Isso significou um impulso na nova corrente de pensamento que surgia em meio a tantos desafios globais.

Antes de proferir o discurso em Harvard, Daisaku Ikeda dialoga com o Dr. Neil L. Rudenstine, um homem simples que se formou na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e que na época se torna o 26º presidente de Harvard.

O líder da SGI relembra:

Perguntei-lhe diretamente: “Em uma época de intensas mudanças como a nossa, quais devem ser as prioridades máximas da educação universitária?” Sua resposta também foi direta: “Primeiro, os estudantes devem adquirir conhecimento básico em seu campo de estudo. Segundo, devem desenvolver uma profunda visão da vida. Se os estudantes possuí­rem uma sólida filosofia, eles serão capazes de realizar mudanças em seu ambiente flexivelmente e continuar a crescer”.1


Fundo de cena

O presidente Ikeda descreve aquele setembro de 1991, ocasião da palestra, realizada na cidade de Boston: “À medida que atravessávamos o rio Charles, o Oceano Atlântico ia se destacando à direita. Uma agradável brisa outonal acariciava a superfície do rio. Nosso destino era a Universidade Harvard”.2

O Auditório Weiner da John F. Kennedy School of Government [Escola de Governo John F. Kennedy] foi o local destinado àquele evento. As cadeiras enfileiradas formam um semicírculo em torno do púlpito. Um painel anunciava o título em inglês da palestra “A Era do Soft Power e da Filosofia de Motivação Interior”. O Dr. Ikeda detalha: “Recordo-me de que o evento começou por volta das 18 horas. Além do corpo docente de Harvard, a audiência incluía professores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, da Universidade Tufts e da Universidade de Boston. (...) Quando terminei, houve uma breve pausa, e então o auditório irrompeu em aplausos. Senti uma profunda gratidão”.3

Após, o próprio Dr. Joseph Nye, diretor do Centro de Assuntos Internacionais de Harvard na ocasião, e o professor Ashton Carter, diretor do Centro de Assuntos Científicos e Internacionais da Escola de Governo John F. Kennedy, expressaram suas considerações.



Como tudo começou

O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, deu passos significativos para difundir o humanismo Soka no mundo acadêmico ao publicar uma edição revisada da obra de Tsunesaburo Makiguchi — Teoria do Valor (Kachi Ron) — e doar exemplares para 422 instituições acadêmicas em cinquenta países e territórios. Josei Toda dizia frequentemente que o princípio do respeito absoluto à dignidade da vida e o espírito de benevolência que constituem a filosofia budista sustentada pela Soka Gakkai deveriam ser inseridos nas instituições acadêmicas com o objetivo de levar a felicidade às pessoas. “Quando as universidades do mundo inteiro começarem a apreciar a filosofia budista, a estudar e a pesquisar sobre isso, surgirá certamente um novo movimento intelectual”.4

Com sua palestra, Ikeda sensei concretizava também o desejo de Josei Toda. No romance Nova Revolução Humana, ele descreve sobre o primeiro discurso que fez numa universidade fora do Japão, salientando seu anseio de chegar a Harvard. “Quando chegaram ao hotel, Shin’ichi [pseudônimo do presidente Ikeda na obra] disse aos líderes que o acompanhavam: ‘Gostaria de continuar proferindo palestras em universidades para divulgar amplamente o pensamento budista. Chegará o dia em que discursarei em distintas instituições como a Universidade Harvard’”.5

Anos depois, numa época improvável, Daisaku Ikeda discursa nessa universidade e também em vários centros universitários pelo mundo. “Esperava que meu discurso em Harvard, em particular, fosse um ponto de encontro do conhecimento ocidental e da sabedoria oriental, como também um diálogo brilhante tendo como enfoque um sério reexame dos princípios religiosos. Além disso, queria lançar uma nova luz sobre a história da perspectiva do ser humano”.6

Dois anos depois, em 24 de setembro de 1993, realiza o segundo discurso na instituição, intitulado “O Budismo Mahayana e a Civilização do Século 21”. “Em ambos os discursos em Harvard, minha intenção não foi expor o budismo como um oriental que se dirige aos ocidentais que pouco conhecem sobre a sua filosofia. Ao contrário, com base em propósitos comuns com meus ouvintes, tentei examinar a questão de como o pensamento budista pode contribuir para o mundo no século 21”.7


Avanço ininterrupto

A palestra em Harvard repercutiu amplamente nos Estados Unidos e em vários países, mas, principalmente, impulsionou o movimento pacífico promovido pela Soka Gakkai no campo da educação e da pesquisa com foco na criação de cidadãos globais.

Em março de 1993, é inaugurado o Centro de Pesquisas para o Século XXI de Boston, com a meta de se tornar uma rede de cidadãos do mundo. No mesmo ano, é inaugurado o Centro Ikeda para a Paz, a Aprendizagem e o Diálogo, em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos, cuja missão é construir culturas de paz por meio do aprendizado e do diálogo.

Além disso, vale salientar a ampliação do sistema educacional Soka com os ideais de formar líderes que atuem em prol da cultura, do humanismo e da paz, e para a coexistência criativa entre pessoa e ambiente.

Os temas expostos na palestra sugerem um modelo social de coexistência criativa e pacífica que se inicia com a autorreforma do ser humano. Podem ser considerados respostas assertivas no contexto atual envolto nas crises políticas, humanitárias, ambientais e até diante da crise pandêmica e os desafios socioeconômicos que uma pandemia traz, mas também dos avanços que podem ser realizados. “Hoje, mais de dez anos após meu primeiro discurso, o soft power na informação, conforme demonstrado pela atual revolução de tecnologia de informação, está tendo um forte impacto nos sistemas sociais. Através de recursos como a internet, as pessoas do mundo inteiro estão simultaneamente conectadas. Por essa única razão, mais que nunca, as pessoas necessitam de uma força de motivação interior de autocontrole e consideração pelos demais”,8 conclui.


O legado de Harvard

Harvard foi fundada em 1636, 140 anos antes da independência dos Estados Unidos, sendo considerada um centro do intelecto no país.

É a universidade mais antiga da América. Quando foi fundada, a matéria cálculo não era oferecida pela instituição, pois o cálculo ainda não tinha sido inventado.

De suas célebres salas surgiram figuras proeminentes atuantes em todos os campos, entre as quais seis presidentes estadunidenses, mais de trinta ganhadores do Prêmio Nobel e trinta recebedores do Prêmio Pulitzer.

A universidade se destaca por atender às exigências dos tempos e da sociedade de abrir as portas da educação para o mundo, sendo referida como “Nações Unidas privada” e um “conglomerado do saber”.

Possui 79 bibliotecas, sendo o sistema bibliotecário mais antigo do país.

Conta com um Departamento de Estudos de Sânscrito e de Hindi e um Centro de Estudos de Religiões Mundiais.

Pontos citados na palestra

1. Substituição permanente do hard power: “Iniciei meu discurso destacando que a força motriz da história quase sempre dependeu do hard power do poder militar, do autoritarismo político e da riqueza, mas que em anos recentes a importância relativa desse poder havia diminuído gradativamente, dando lugar ao conhecimento, à informação, à cultura e às ideias — os instrumentos do soft power. (...) A espiritualidade de automotivação seria o meio para conseguir isso”. 

2. Restauração da filosofia: “A filosofia teria crescente importância, e a consciência moral amplamente fundamentada e de valor universal se tornaria cada vez mais necessária. Defendi, portanto, uma restauração da filosofia que desencadeasse a energia inata do indivíduo”.

3. Japão e Estados Unidos: “Meu discurso teve como subtítulo ‘Para o Desenvolvimento de uma Nova Relação entre o Japão e os Estados Unidos’. (...) Discutindo sobre as relações do passado, salientei que a tendência do Japão moderno de oscilar entre os extremos da autoconfiança excessiva e a timidez devia-se à clara falta de autocontrole gerado interiormente”.

4. Contato entre culturas diferentes: “Argumentei ainda em meu discurso que, quando pessoas de diferentes culturas entram em contato, ambas as partes devem atuar a partir de uma espiritualidade voltada para o interior que fortaleça o autocontrole. Nesse sentido, defendi que o princípio budista de origem dependente, que sustenta que todos os seres e fenômenos existem ou ocorrem numa relação com outros seres ou fenômenos, tem grande importância como a chave para criar harmonia”.

5. Unicidade com o ambiente: “Também apresentei o conceito budista da unicidade do ser vivo e seu meio ambiente — a ideia de que o mundo subjetivo do indivíduo e o mundo objetivo do meio ambiente são dois aspectos integrantes da mesma entidade”.

6. Revitalização dos laços humanos: “Numa era de soft power, enfatizei que as pessoas procuram ansiosamente por uma filosofia que restaure e rejuvenesça laços humanos insubstituíveis como a amizade, a confiança e o amor”.


Fonte: Terceira Civilização, ed. 397, set. 2001.

LEIA O DISCURSO NA ÍNTEGRA

no Brasil Seikyo, ed. 1.793, 30 abr. 2005, p. A5.

Notas:

1. Terceira Civilização, ed. 397, set. 2001, p. 8.

2. Ibidem, p. 1 e 2.

3. Ibidem, p. 2.

4. IKEDA, Daisaku. Luz do Sol. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo. In: Brasil Seikyo, ed. 2.079, 16 abr. 2011, p. A13. Parte 3.

5. Ibidem.

6. Terceira Civilização, ed. 397, set. 2001, p. 3.

7. Ibidem, p. 6.

8. Ibidem, p. 7.

16-9-2021

Notícias

BSGI integra Projeto Primavera Dourada

REDAÇÃO / COLABORAÇÃO LOCAL


No dia 1o de setembro foi realizada a cerimônia de inauguração da grande cortina dourada de tsurus [ave japonesa, símbolo de saúde, boa sorte, felicidade, longevidade e fortuna] de papel instalada na entrada principal do Boulevard Shopping Londrina, PR.

Essa ação faz parte do Projeto Primavera Dourada cujo objetivo é fomentar a esperança na população, em meio à pandemia; comemorar a chegada da primavera; e divulgar o Setembro Dourado, considerado pelos órgãos de saúde pública o mês da prevenção do câncer infantojuvenil. Além disso, a produção dos pássaros de papel é revertida em fundos pelo shopping para uma organização não governamental (ONG) da cidade.

A BSGI da localidade integra a equipe de participantes convidados para a produção das dobraduras em conjunto com outras 23 organizações de origem japonesa presentes na região. E as entidades colaboradoras foram homenageadas com um tsuru de madeira pela participação.

No total, foram confeccionados 32 mil tsurus dos quais mil foram produzidos por 25 membros da Divisão Feminina (DF) e da Divisão dos Jovens (DJ) da BSGI durante o mês de agosto. “Ficou muito bonito! É emocionante de se ver e realmente nos transmite esperança!, cita a vice-responsável pela DF da Sub. Norte do Paraná, Marcia Matsu­naga Moriyama.

16-9-2021

Notícias

Proteger a vida

REDAÇÃO / COLABORAÇÃO LOCAL

No dia 21 de setembro, o Instituto Soka Amazônia (ISA), em conjunto com a Fundação Rede Amazônica, realizou a conferência Consciên­cia Limpa XP: Caminhos e Oportunidades para uma Manaus mais Arborizada. O evento presencial, transmitido também pelas redes sociais, foi a segunda live organizada em setembro pelo Instituto Soka Amazônia; a primeira ocorreu no dia 14 com abordagens sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O segundo encontro contou com representantes de ambas as instituições, bem como da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

Cientes da importância da bio­diversidade da Floresta Amazônica, fundamental para a sobrevivência de diversas espécies animais, os conferencistas destacaram aspectos como apoio ao Banco de Sementes e a prévia produção de mudas, etapas essenciais para obterem resultados concretos. Sobre as mudas, Jean Dinelly, representante do Instituto Soka Amazônia, sugere atenção ao tempo de preparação (sete a oito meses) e do olhar cuidadoso que se deve ter com elas, pois cada espécie requer trato específico.

Seguindo o diálogo, levantou-se ainda a necessidade de as empresas desenvolverem uma profunda consciência ambiental para que ações como essas alcancem sucesso. Marcia Lyra, diretora da Fundação Rede Amazônica, esclareceu que a instituição não trabalha diretamente com plantio de mudas, daí a parceria de projetos com o Instituto Soka Amazônia, que realiza com maestria esse tipo de ação. Uma das falas mais impactantes do evento foi quando Jean Dinelly, ao ser perguntado sobre os desafios que enfrentam, citou o raciocínio do Dr. Daisaku Ikeda, presidente da SGI, de que se trata de “um cenário de oportunidades para todos aqueles que desejam proteger a vida e a vida da floresta”, sendo o ISA o local propício para tal. Em continuidade às ações para este ano, a próxima live está programada para o dia 20 de outubro e o tema será 6o Seminário das Águas, 18a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Sobre o futuro, Akira Sato, diretor do Instituto Soka Amazônia, declara: “Junto com a Fundação Rede Amazônica, temos promovido debates sobre sustentabilidade, e agora nos parece oportuno envolver mais agentes nessas discussões e expandir o conceito de que pequenas ações somadas se transformam em grandes resultados. É o caso da arborização em Manaus, para a qual contribuímos de forma prática, seguindo o princípio que o fundador do ISA, Dr. Daisaku Ikeda, vem difundindo pelo mundo de que ‘seres humanos e meio ambiente exercem influência um sobre o outro’”.

30-9-2021

Notícias

Aplicativo a favor do verde

REDAÇÃO

Em ação conjunta, Instituto Soka Amazônia (ISA), Fundação Rede Amazônica (Fram) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) promoveram um ciclo de diálogos, iniciado em maio e encerrado em grande estilo nos dias 20 e 21 de outubro. O 6º Seminário Águas da Amazônia foi transmitido via internet, mas também contou com participação presencial, seguindo todos os protocolos de segurança recomendados pelos ór­gãos de saúde. Entre os presentes estavam Marcya Lira, secretária executiva do Fram; Dra. Denise Gutierrez, coordenadora de tecnologia social do Inpa; e Akira Sato, presidente do ISA.

Integrante da programação da 18a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cujo tema estabelecido para 2021 foi a “Transversalidade da Ciência, Tecnologias e Inovações para o Planeta”, o 6º Seminário Águas da Amazônia procurou discutir justamente os três aspectos centrais do tema à questão das águas amazonenses. Como especialistas, foram convidados Thiago Terada, CEO da Águas de Manaus, empresa responsável pelo abastecimento hídrico, coleta e tratamento de esgoto da capital; e o Dr. Sávio Ferreira, pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

Thiago Terada explanou sobre a busca de eficiência na gestão dos recursos hídricos na área urbanizada do município, assunto de grande interesse nacional. Já o Dr. Sávio discorreu sobre o efeito da expansão urbana da cidade de Manaus nos igarapés, e ressaltou alterações consideráveis nesses cursos d’água, comparando informações coletadas entre aqueles que ficam próximos às áreas urbanizadas e os que ficam mais distantes.

Tree Earth

Na ocasião, foi lançado também o aplicativo Tree Earth, parceria entre o ISA, VS Academy, Faculdades Idaam e Fram, cuja principal funcionalidade é, via geolo­calização, monitorar o plantio e o desenvolvimento de mudas plantadas ou apoiadas pelo ISA. Vicente Tino, CEO da VS Academy, idealizador do aplicativo, revela que o projeto foi desenvolvido a partir da necessidade do Instituto Soka Amazônia de apresentar à sociedade os resultados dos esforços empreendidos no plantio das mudas. Tino nos conta também que o projeto avançou tanto que ganhou outras funcionalidades, como calcular a emissão de gás carbônico do usuá­rio a partir dos seus hábitos.


Veja no BS+

Notícia comple­ta sobre o lançamento do aplica­tivo Tree Earth em:

https://app.brasilseikyo.com.br/conteudo/999559914/instituto-soka-amazonia-lanca-aplicativo

4-11-2021

Notícias

Divisão dos Universitários em ação

REDAÇÃO

Desde que foi fundada, a Divisão dos Universitários (DUni) da BSGI vem assumindo a honrosa responsabilidade de expandir os ideais do presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), Dr. Daisaku Ikeda, não somente para os membros da organização, mas também para a sociedade. No dia 6 de novembro, os integrantes do grupo de estudos sobre a obra do Dr. Daisaku Ikeda do Núcleo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) promoveram um encontro que abordou o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), parte da Agenda 2030. A mesa de trabalhos contou com a presença de Eliane Jocelaine, secretária de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, pelo município de Campinas (SP), a qual iniciou suas palavras refletindo sobre a paz, não como utopia, mas como algo a ser construído e que beneficie a coletividade. “A paz deve ser um elemento de motivação, para que nos reconheçamos interdependentes e possamos, a partir disso, construir hoje propostas mais integradas e inclusivas”, declara Jocelaine.

Múltiplas possibilidades

Inclusão é um tema que vem sendo cada vez mais discutido em diferentes esferas: da acessibilidade urbana a questões educacionais e profissionais. Cientes disso, os membros da DUni da RM Jabaquara (Sub. Congonhas, CNSP) decidiram levar o assunto para a atividade da divisão, já que é comum entre eles realizar esse tipo de diálogo informativo, explorando a temática no dia a dia. Nayara Ramos, responsável pela DUni da RM, afirma: “Sempre que apresentamos temas dessa importância aos jovens, mostramos não somente dados e fatos relacionados, mas também como pôr o tema em prática de acordo com a visão budista de prezar cada ser humano. A proposta é que cada um se coloque em posição de vanguarda e, com um pouco mais de conhecimento, mude o ambiente ao redor da melhor forma possível”.

Nayara também revela que existe uma preocupação por parte da DUni em ampliar o rol de assuntos a ser discutidos nas atividades da divisão, porque é ali que eles terão a oportunidade de discuti-los da ótica dos direcionamentos do presidente Ikeda. Para ela, esse processo oportuniza uma transformação profunda em cada indivíduo: “Sabemos que é necessária uma grande mudança, porém ela acontece primeiro no coração de cada jovem, em cada família e em cada localidade até se refletir de forma grandiosa na sociedade como um todo”.

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Temas atuais são pauta constante nos encontros dos universitários da RM Jabaquara

No topo: encontro do Polo Unicamp contou com presença de Eliane Jocelaine, secretária de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, pelo município de Campinas (SP)

11-11-2021

Especial

Abraço coletivo

REDAÇÃO

“Myoho-renge-kyo é a natureza de buda que existe em todos os seres vivos.”1 Essa afirmação do buda Nichiren Daishonin (1222–1282) revela algo muito especial, frequentemente discutido dentro da Soka Gakkai: a dignidade da vida humana. Todos os seres humanos são essencialmente dignos, e compreender a importância da vida de cada um é essencial para o convívio harmonioso na sociedade. O Dr. Daisaku Ikeda, presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), filósofo e humanista, sempre ressalta esse aspecto em suas reflexões. Em uma delas, exprime que “O budismo ensina o valor e a dignidade de todas as formas de vida. Por isso, proteger e prezar a vida deve constituir a filosofia fundamental dos praticantes budistas”.2

Voltando à frase de Daishonin, ele afirma que todos os seres vivos possuem o estado de buda. Na sociedade, mediante tantas situações que vivenciamos ou que tomamos conhecimento, é até comum que inicialmente sejamos levados a sentimentos como tristeza, desesperança ou mesmo a revolta. Porém, sob a luz dos ensinamentos budistas, aprendemos sobre a nobre missão de prezar a vida e, consequentemente, cada pessoa. Não podemos ignorar o fato de que agimos de acordo com a condição de vida que manifestamos e, por vezes, algumas pessoas cometem atos impensados. É nesse ponto que percebemos a importância do empreendimento chamado kosen-rufu, pelo qual cada indivíduo desperta para seu imenso potencial e compreende como é essencial empoderar também os demais acerca dessa mesma consciência. Atuar em prol desse ideal é uma das facetas de prezar a vida, na qual você não se prende somente ao seu desenvolvimento, mas se dedica a evidenciar o melhor no outro.

Prezar a si e ao outro

Colaborar para o desenvolvimento das pessoas e da sociedade é um caminho no qual existem algumas etapas. Uma delas é a do desenvolvimento individual, ou do prezar a si mesmo. Nessa “fase”, aprendemos a importância de reconhecer nossas qualidades, potencialidades e nossos tesouros internos e valorizá-los. Quase paralelamente surge o autoaprimoramento e a compreensão de pontos que precisam ser melhorados. É no convívio com outras pessoas que polimos esses aspectos da nossa vida e assim podemos transformar nosso interior de maneira profunda. É por meio do autoconhecimento que despertamos também para a importância de prezar o outro. Não é fácil chegar até aqui. E, com o estudo do budismo, aprendemos que, com a recitação do

Nam-myoho-renge-kyo, conseguimos transformar o coração. Baseando-se na frase de Nichiren Daishonin, o presidente Ikeda afirma: “Portanto, se você recitar Nam-myoho-renge-kyo, mesmo uma única vez, diz ele [Nichiren], ‘estará chamando e reunindo ao seu redor a natureza de buda de todos os seres vivos’3 e sua própria natureza de buda também será ‘ativada e evidenciada’”.4

Zelar pelo núcleo familiar

Nos últimos meses, muito se falou sobre quanto as relações familiares foram impactadas pela pandemia. Entre aspectos positivos e negativos, tivemos muitas boas notícias a respeito de como as relações foram aprimoradas nesse período. Prezar a família está relacionado com aspectos como zelar pela saúde, estreitar as relações, dialogar, saber se o outro está bem, interessar-se de verdade por aquelas pessoas. Aumentaram as oportunidades de convívio, cresceram os momentos de dizer “eu te amo”.

O presidente Ikeda declara:

Como praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin, devemos cuidar dos nossos integrantes da família e estimá-los. É importante que realizemos nossa revolução humana e nos desenvolvamos de modo que possamos nos tornar fonte de luz transmitindo o brilho da esperança a todos. O caminho direto para a construção da harmonia familiar é cada qual se transformar num radiante sol dentro da família.5

Atenção ao bloco e à comunidade

Uma maneira de exercitar o cuidado com as pessoas, além do nosso núcleo familiar, é o empenho nas organizações de base da BSGI. O companheirismo entre os membros do bloco e da comunidade forma uma sublime relação que deve ser permeada pelo respeito e conduzida pelo humanismo. Em essência, zelar pelos nossos companheiros de organização é algo que o presidente Ikeda sugere com certa frequência, conforme ele orienta:

Vamos nos empenhar em prezar cada pessoa, e juntos dialogarmos e nos incentivarmos mutuamente desejando o desenvolvimento da nossa localidade e da sociedade conforme o desejo de Nichiren Daishonin”.6

Combater a violência

Outra questão essencial quando se pensa em prezar a vida é o combate à injustiça e à violência, sendo a violência urbana um fenômeno recorrente nos tempos atuais. Conforme as cidades evoluem comercial e demograficamente, elas atraem para si tanto o bônus como o ônus, intrínsecos ao desenvolvimento. Temos cada vez mais acesso a notícias sobre injustiças sociais, violência doméstica, física, verbal e moral. Como reagir a isso tudo?

Enquanto budistas, aprendemos a importância da oração e da ação, sem uso da violência, utilizando a sabedoria. O diálogo é fundamental em todas as esferas e em todos os momentos. Como diz o personagem Jiro Honda, da obra Jiro Monogatari, “Sem o combate à injustiça, não pode haver um mundo de amor, harmonia e criação. E, sem um mundo assim, não pode haver orgulho nem alegria na vida”.7 Nossas orações têm o poder de harmonizar qualquer situação e é por meio das nossas ações, sempre prezando pelo bem social, que elas tomam forma.

Zelar pela saúde

Dentro da ideia de “prezar a si”, podemos relacionar ações concretas (obviamente dentro da realidade de cada um), tais como desenvolver bons hábitos de higiene, ter maior cuidado com a alimentação, não descuidar da saúde mental, realizar atividades físicas etc. Cuidar da própria saúde é, também, uma maneira de prezar as pessoas com as quais convivemos. Sobre a relação entre saúde individual e desenvolvimento social, o Dr. Ikeda afirma:

Só será possível alcançar um século de verdadeira felicidade, paz e saúde quando as pessoas do mundo inteiro evidenciarem o brilho da dignidade da vida, e todos puderem desfrutar juntos uma vida longa e realizada. Essa é a razão de existir do nosso movimento budista.8


Utilizando palavras do primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi, o Dr. Ikeda fala sobre o real significado de felicidade e destaca a importância da SGI nesse contexto:

Makiguchi sensei afirmou: “O principal requisito para a felicidade é saúde. E o segredo da saúde é se manter ativo”. Essa era sua firme convicção. A SGI é um oásis espiritual. Empreender ações visando o kosen-rufu ao lado dos nossos companheiros da organização nutre nossa vida, infundindo em nosso ser a energia que eleva nossa saúde e energia vital, e constitui um manancial de felicidade.9

Cuidar do planeta

Quando nos referimos a “prezar a vida”, um dos aspectos que normalmente está vinculado é o cuidado com o meio ambiente. O princípio budista de “unicidade da vida e seu ambiente”

(esho-funi), revela a necessidade de elevar nossa condição de vida, com a recitação do daimoku, para nos relacionar positivamente com o mundo.10 Dentro dessa lógica está contida também a necessidade de zelar pelo planeta.

É muito comum encontrar registros da forma como o Dr. Daisaku Ikeda pensa as questões ambientais, e suas propostas de paz enviadas anualmente à Organização das Nações Unidas (ONU) são bons exemplos disso. A Proposta de Paz de 2016, por exemplo, traz reflexões e proposições sobre temas como altruísmo, importância do diálogo e abolição das armas nucleares como abordagens para a valorização da vida. Além disso, ele delega aos jovens o papel principal da transformação da sociedade:

Mais que tudo, é a profundidade do compromisso que vive no coração da geração mais jovem que transformará o mundo onde armas nucleares ameaçam a vida e a dignidade das pessoas num mundo onde todas as pessoas vivam em paz e manifestem plenamente a sua dignidade inerente.11

Ação conjunta

O que moverá a sociedade para o caminho de valorização da vida é a conscientização do respeito mútuo. Porém, até que se atinja a coletividade, é fundamental o aprimoramento individual. Na SGI, o ato de valorizar a vida perpassa questões que envolvem os indivíduos e também o mundo, baseando pensamentos, palavras e ações na Lei Mística de Nam-myoho-renge-kyo. Nesse sentido, valorizar a vida não é uma ação furtiva, mas uma missão, conforme orienta o Dr. Ikeda:

Nada é tão vasto e poderoso como a vida dos bodisatvas da terra que recitam Nam-myoho-renge-kyo e ensinam outras pessoas a fazer o mesmo. Nosso movimento pelo kosen-rufu é um grande empreendimento — que abrange os céus, a terra e todos os seres vivos — para revelar a natureza de buda, o poder positivo inato das pessoas que foram devastadas pelo desespero e pelos infortúnios, divididas pela desconfiança e pelo conflito.
Nossos nobres membros, enquanto desafiam a própria revolução humana e combatem corajosamente os muros do carma que os afrontam, também oram pela felicidade das pessoas e pela paz no local em que residem. Rompendo as barreiras que dividem corações e mentes, eles construíram uma rede global dedicada à realização do ideal de Daishonin de “estabelecer o ensinamento para a pacificação da terra”.12

Notas:

1. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 135, 2020.

2. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 15, p. 284, 2019.

3. Cf. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 135, 2020.

4. Terceira Civilização, ed. 638, out. 2021.

5. Brasil Seikyo, ed. 2.352, 31 dez. 2016.

6. Idem, ed. 2.166, 2 fev. 2013.

7. KOJIN, Shimomura. Jiro Monogatari. Tóquio: Kokudosha Co. Ltd., 1975. p. 374.

8. Brasil Seikyo, ed. 2.356, 28 jan. 2017.

9. Ibidem.

10. Cf. Brasil Seikyo, ed. 2.443, 10 nov. 2018.

11. Terceira Civilização, ed. 573, maio 2016.

12. Idem, ed. 638, out. 2021.



Prezar a vida diariamente

Muito do que fazemos em nosso dia a dia configura “prezar a vida” tanto individual como coletivamente. Listamos aqui alguns pontos:

Atenção com a alimentação

Nos últimos meses, Brasil Seikyo trouxe em suas páginas algumas dicas da nutricionista Ana Paula Cony alertando para os cuidados com a alimentação e seus reflexos na saúde como um todo. Cuidar da saúde física é uma forma de prezar a vida. Abaixo, segue a lista dos textos e em qual edição de Brasil Seikyo encontrá-los:

2.546Voltando pro Eixo – alimentação após as festas de fim de ano.

2.551Comida de Verdade – alimentação em tempos de pandemia.

2.560Micro-organismos do Bem – cuidados com o intestino.

2.571O Melhor Combustível – relação entre cérebro e cuidados com o intestino.

2.576Pele Bem Cuidada – Relação entre a derme e a alimentação.

2.580Leve como uma Pluma – cuidados com a alimentação para ter um bom sono.


Mente sã: a minha e a do próximo

Colunista sobre psicologia no Brasil Seikyo? Essa novidade, assim como a nutricionista, foi um dos diferenciais do jornal neste ano. Rosa Carbone, psicoterapeuta, especialista em terapia cognitiva comportamental, vem colaborando com o periódico por meio de textos que nos faz perceber a importância de cuidar da nossa mente e de como apoiar aquelas pessoas mais próximas que atravessam alguma dificuldade de cunho psicológico. Junto com a prática budista, buscar cuidados com especialistas da saúde mental ou física constitui passos importantes para o desenvolvimento não só de si mesmo, mas também de núcleos ao redor, como família e amigos. Revisite aqui os textos de Rosa Carbone para BS:

2.548 / 2.549 Cuidado em Dobro – cuidados com a mente em épocas de isolamento social.

2.559Solte o Verbo – somatização.

2.567Donos da Própria Mente – TEPT: transtornos de estresse pós-traumático.

2.576Mergulho em Si – diferença entre psicoterapia, psicanálise e terapia.


Educação

Dedicar-se a estudar é fator fundamental para o desenvolvimento individual e, consequentemente, para se abrir ao mundo, o que impulsiona o pensamento de prezar a vida. Educar-se, assim como colaborar na educação de outras pessoas, também é prezar a vida. Em uma mensagem enviada em 2004, para a Coorde­nadoria Educacional da BSGI, o Mestre enfatiza:

A educação é o grande caminho que assegura a herança do humanismo do passado para o futuro. Espero que atuem como altivos pioneiros da educação humanística e avancem imponentemente pela estrada da unidade budismo-educação. Vamos construir prazerosamente o “século da educação” e o “século da Coordenadoria Educacional do Brasil”.1


Leitura e estudo

Assim como a educação, a leitura tem um grandioso poder: o de abrir a mente das pessoas. Ferramenta essencial para o desenvolvimento humano, por ser uma das formas de adquirir conhecimento e autonomia de pensamento, a leitura também é um fator considerável para o ato de prezar a vida. Fazer uma leitura mais crítica de obras literárias para refletir de forma mais abrangente é importante. Ikeda sensei frequentemente indica a leitura de obras clássicas ou cita destacados autores da sociedade contemporânea. Para os que não gostam muito de ler, uma dica valiosa é a experimentação. Ler um pouco dos clássicos, ou de ficção, ou de biografias etc. até descobrir o gosto pela leitura. Os audiolivros também são alternativas que podem ajudar bastante.


Zelar pelo ambiente

Ações concretas visando ao desenvolvimento global são um dos pontos fortes da BSGI. Por exemplo, a Divisão dos Jovens (DJ) está engajada em popularizar as ações da agenda 2030, tendo como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotados pela Organização das Nações Unidas (ONU), assim como desenvolver ações que colaborem para o seu estabelecimento. Outro exemplo é o do Instituto Soka Amazônia (ISA) que, por diversas frentes, atua incessantemente com ações de replantio, estudos sobre as águas e eventos de conscientização que abrangem um público cada vez maior. Sobre essa amplitude e também sobre as ações de plantio, o ISA lançou, recentemente, em parceria com instituições, o aplicativo Tree Earth, que ajuda no acompanhamento do desenvolvimento de mudas que foram plantadas com apoio da instituição.


Nota: 1. Brasil Seikyo, ed. 1.735, 14 fev. 2004.

18-11-2021

Terceira Civilização

Na prática

Suas ações transformam o mundo!

Alicerce do movimento Soka

A expressão “Pensar globalmente, agir localmente” foi cunhada pelo cientista francês e importante pensador das questões ambientais René Dubos (1901­–1982) e difundida pela futuróloga norte-americana Hazel Henderson, com quem o presidente Ikeda publicou em coautoria o livro Cidadania Planetária — Seus Valores, Crenças e Ações Podem Criar um Mundo Sustentável. O conceito tem se destacado há décadas, sobretudo nos temas relacionados ao meio ambiente, mas também nos campos acadêmicos, de inovação, desenvolvimento socioeconômico e dos direitos humanos.

Ikeda sensei diz no livro que o alicerce do movimento em prol da paz, promovido pela SGI, está em sintonia com o pensamento de Dubos. “O Sr. Makiguchi [primeiro presidente da Soka Gakkai] ensinou a importância de compreender que cada ser humano é mais do que um cidadão de seu próprio país. Todos nós somos integrantes da região onde vivemos e, ao mesmo tempo, somos cidadãos de todo o mundo”.2

Em sua obra Jinsei Chirigaku [Geografia da Vida Humana], Makiguchi sensei destacou que os indivíduos devem ter consciência em três níveis de cidadania. O primeiro é a consciência de nossas raízes e compromissos locais, baseados em nossa comunidade. O segundo é o senso de pertencermos a uma comunidade nacional. E o terceiro é compreender que todos nós somos cidadãos do mundo e que o mundo é o palco onde representamos o drama da nossa vida.3

Desse modo, entendemos que a humanidade e seu meio estão entrelaçados em um único corpo — assim como apresentado no conceito de “origem dependente” — e nada existe de maneira isolada. A partir dos ensinamentos budistas e dos incentivos do presidente Ikeda, os membros da SGI compreendem que seus esforços não são apenas para o progresso pessoal, mas principalmente para o bem-estar da sociedade.

Sobre isso, Ikeda sensei ressalta: “Vocês estão dando um maravilhoso exemplo do que é ser um bom cidadão na comunidade, estão trabalhando pela felicidade das pessoas e se empenhando para contribuir por uma sociedade melhor e um futuro brilhante”.4 Para elucidar como esse tema ocorre na prática, destacamos algumas ações que a organização e seus membros promovem em prol da transformação da humanidade.

Ação local — impacto global

Os praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin da Soka Gakkai são estimulados a assumir a responsabilidade de criar um mundo melhor. Para tanto, recitam diariamente Nam-myoho-renge-kyo (daimoku) e trechos do Sutra do Lótus (gongyo) para fortalecer a energia vital, e compartilham os ensinamentos do budismo com o sincero desejo de que outras pessoas consigam superar seus desafios. Além disso, participam das reuniões de palestra — atividade mensal dos membros da organização de um pequeno núcleo —, nas quais iniciantes e veteranos da prática budista trocam incentivos para que o potencial de cada um seja despertado, reverberando também para as pessoas ao seu redor.

Em inúmeros países em que a SGI está presente, seus integrantes promovem movimentos que impactam de forma positiva a localidade e, em âmbito maior, a sociedade, fazendo valer o conceito tema desta matéria: “pensar globalmente, agir localmente”. Em paralelo a essas iniciativas locais, a SGI também promove diversas frentes de impacto social com base nos ensinamentos humanísticos do Budismo Nichiren, das quais veremos alguns exemplos a seguir.

Educação que transforma

As ações institucionais nas áreas da educação têm por objetivo desenvolver pessoas conscientes de seu papel social transformador. Por essa razão, o presidente Ikeda se empenhou para criar um pujante sistema educacional no Japão e em vários países — desde a educação infantil até a universidade —, assentado na educação humanística idealizada pelo professor e também fundador da Soka Gakkai Tsunesaburo Makiguchi. Além disso, organizações constituintes da SGI ao redor do mundo promovem iniciativas para o desenvolvimento educacional em sua respectiva localidade.

Um grande exemplo são os jovens da SGI-Camboja. Eles estão ajudando a melhorar a alfabetização e proporcionando aos alunos das áreas rurais acesso às alegrias da leitura. Nessas áreas, poucas escolas públicas disponibilizam bibliotecas e os alunos muitas vezes não têm acesso a outros materiais de leitura além de livros didáticos. O projeto teve início em 2014, quando foram doados livros infantis em khmer, idioma oficial do país, para duas escolas do ensino fundamental.

“Quando nós, jovens da SGI-Camboja, nos reunimos para discutir como contribuir com nossas comunidades locais, decidimos doar livros para escolas públicas e batizamos a iniciativa de ‘Luz do Aprendizado’”, diz Socheth Sok, coordenadora da Divisão dos Jovens do país.5

A Coordenadoria Educacional (CEduc) da BSGI desenvolve em todo o Brasil inúmeros projetos na área educacional fundamentados na “teoria da criação de valor”6 de Makiguchi sensei. Uma das atividades é a Academia Magia da Leitura, cujo intuito é aperfeiçoar as habilidades de oralidade, leitura e escrita dos participantes, além de despertar neles o desejo de ampliar conhecimento por meio da análise textual de obras memoráveis da literatura brasileira e estrangeira, dos livros de autoria do presidente Ikeda e dos periódicos da Editora Brasil Seikyo.

Cultura em benefício das pessoas

Em sua atuação pelo bem-estar da sociedade, a SGI também promove atividades e iniciativas culturais ensejando que seus membros evidenciem força capaz de transformar positivamente o meio em que vivem.

Sobre a importância da cultura e da arte, o presidente Ikeda disse certa ocasião:

A arte é uma arma poderosa na luta pela paz; é uma das expressões mais elevadas do triunfo humano. Os esforços daqueles que se dedicam a aperfeiçoar sua arte servem para edificar a paz e a cultura em benefício de toda a humanidade.7

Para tanto, várias instituições foram idealizadas por ele, como a Associação de Concertos Min-On, fundada em 1963, e o Museu de Arte Fuji de Tóquio, aberto em novembro de 1983, em Hachioji, ambos no Japão. Este último abriga um acervo de valor inestimável, com itens originários do Oriente e do Ocidente, incluindo quadros, esculturas, cerâmicas, porcelanas, armaduras e espadas medievais, medalhas e fotografias. Apresentações culturais, palestras e exposições são alguns dos eventos promovidos pela SGI com o intuito de desenvolver o potencial de cada integrante e aproximar o povo das variadas formas de arte.

Já no Brasil, são inúmeros projetos promovidos pela Coordenadoria Cultural (CCult) da BSGI, dos artísticos aos inclusivos. Destacamos aqui o Núcleo de Inclusão em Libras (NIL) cujo objetivo é expandir o entendimento do Budismo de Nichiren Daishonin para os surdos por meio da Língua Brasileira de Sinais.

Meio ambiente

Depoimento de Jean Dinelly Leão, engenheiro ambiental no Instituto Soka Amazônia

Sou engenheiro ambiental e trabalho no Instituto Soka Amazônia (ISA) desde 2016. Minha atuação se concentra na gestão da Reserva Particular Dr. Daisaku Ikeda, em todas as áreas que envolvem o relacionamento com parceiros institucionais e na atenção à legislação que ampara nossas atividades.

No instituto, estamos empenhados em pôr em prática os conceitos filosóficos propostos por nosso fundador, Dr. Daisaku Ikeda, nos quais seres humanos e o meio ambiente são unos e, ao mesmo tempo, exercem influência um sobre o outro.

Os principais projetos desenvolvidos pelo ISA são:

Academia ambiental — aulas de educação ambiental promovidas pelo instituto para jovens da rede municipal de ensino sobre a importância da conservação das espécies, o manejo da biodiversidade e a interação com o meio ambiente.

Conservação da natureza — conjunto de ações que permitem à comunidade local contribuir com a proteção da Amazônia a partir da coleta de sementes, da produção de mudas nativas em risco iminente de extinção e do plantio de mudas junto com a sociedade.

Apoio à pesquisa — parcerias com as principais universidades locais e centros de pesquisa, disponibilizando as áreas da Reserva Particular Dr. Ikeda para obtenção de conhecimentos científicos.

Os projetos desenvolvidos pelo Instituto Soka Amazônia têm beneficiado diversos setores da sociedade local, com destaque para a classe acadêmica, a indústria e, principalmente, as comunidades ribeirinhas. Em muitas oportunidades, os trabalhos realizados pela equipe do instituto provocam reflexão e, por vezes, mudança no comportamento dos moradores locais. Certa vez, ao visitarmos uma comunidade ribeirinha que vivia do extrativismo e do corte da madeira, mostramos que, para obter as sementes de determinadas árvores, era necessário pagar por elas. Um dos integrantes afirmou não imaginar que existia valor nas sementes, e que daquele momento em diante sua conduta seria a de preservar aquelas espécies.

Temos muito a fazer pela Amazônia enquanto instituto. Creio que, nos próximos anos, mais avanços serão obtidos em parceria com a comunidade da região, levando ao mundo a certeza de que na Amazônia existem pessoas e instituições preocupadas com a integridade ecológica local e seu impacto global, traduzidas em ações socioambientais.

Orgulho de pertencer à SGI

Em todos os lugares, membros da Soka Gakkai Internacional dedicam-se incessantemente à autorreforma — com a prática contínua e diária de gongyo e daimoku, do estudo do budismo, da relação de companheirismo estabelecida com os integrantes da organização local e dos incentivos do presidente Ikeda, além da participação e do apoio a projetos específicos em diversos setores, do educacional ao ambiental. Com esses esforços constantes, a consciência de serem agentes transformadores se expande, e uma energia positiva e vibrante se instaura na vida deles, irradiando vivacidade para os membros da família, da comunidade e a sociedade. Ikeda sensei diz:

Não temos artifícios secretos, nossos membros se encorajam mutuamente e aceitam os desafios impostos pela reforma individual de seu caráter. A vitória de cada pessoa sobre seu “eu menor” impulsiona o desenvolvimento social e, por fim, influencia a história da humanidade. Esse é o âmago do nosso movimento da revolução humana.8

Um dos grandes estudiosos do Budismo de Nichiren Daishonin Richard Hughes acompanha há décadas os trabalhos realizados pela Soka Gakkai e a SGI em prol da paz, da cultura e da educação. Ele ressaltou:

O Budismo de Nichiren Daishonin é uma das linhas budistas mais tradicionais do Japão e, na Soka Gakkai, ele assumiu a forma de um dos movimentos mais vibrantes, modernos e dedicados que existe. (...) Estudiosos começaram a reconhecer a Soka Gakkai como uma força positiva no mundo e como um excelente modelo daquilo que é chamado de “budismo de engajamento social” e essa é uma contribuição que atrai o mundo contemporâneo.9

Assim como observado pelo Dr. Seager, as atividades da SGI são um movimento efetivo de pessoas engajadas não somente pela felicidade de si, mas também para a felicidade de toda a humanidade. Compreender que cada integrante da organização e das instituições Soka cooperam verdadeiramente para a construção de um mundo melhor enche o coração de orgulho e de alegria. Simples ações na vida cotidiana, firmadas no humanismo budista, têm potencial transformador incalculável. Então, lembre-se: por meio de suas ações no local em que está, você pode mudar o mundo!

Notas:

1. Brasil Seikyo, 1.793, 30 abr. 2005, p. A5.

2. IKEDA, Daisaku; HENDERSON, Hazel. Cidadania Planetária — Seus Valores, Crenças e Ações Podem Criar um Mundo Sustentável. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2019. p. 95.

3. Cf. Brasil Seikyo, ed. 1.718, 4 out. 2003, p. A3.

4. Brasil Seikyo, ed. 1.607, 9 jun. 2001, p. A3.

5. Disponível em: https://www.sokaglobal.org/in-society/initiatives/cambodia-light-of-learning.html. Acesso em: 6 ago. 2021.

6. Tsunesaburo Makiguchi desenvolveu os princípios da educação humanística baseado em sua “teoria da criação valor”, que abarca: “belo, benefício e bem”.

7. Brasil Seikyo, ed. 1.742, 3 abr. 2004, p. A3.

8. Brasil Seikyo, ed. 2.361, 25 fev. 2017, p. B4.

9. Terceira Civilização, ed. 405, maio 2002, p. 2.

1-9-2021

Capa

A capacidade de alterar o rumo da história

Em maior ou menor escala, estamos cada vez mais em contato com as consequências do impacto que o ser humano vem causando ao meio ambiente ao longo dos séculos. Essa proximidade pode se dar de forma direta, vivenciando catástrofes ou fenômenos naturais extremos, ou indireta, pelo contato com notícias de tais ocorrências, pesquisas e resultados de perspectivas.

Independentemente da forma, essa constante interação tem aumentado a conscientização sobre a importância da preservação ambiental, em especial entre os jovens — incluindo os brasileiros —,1 e diversas medidas, projetos e iniciativas vêm sendo desenvolvidos em muitos locais do mundo.

Dentre eles, podemos identificar duas vertentes maiores: uma que prevê a atuação de grupos de pessoas, sejam cidadãs ou líderes, visando ao estabelecimento de medidas coletivas — como exemplo podemos citar a Cop26, encontro de representantes de 197 nações, realizado em novembro deste ano, em Glasgow (Escócia), dedicado a discutir medidas para limitar as mudanças climáticas atualmente em curso no planeta.2 Outra vertente se empenha em encontrar maneiras de empoderar cada indivíduo a gerar a mudança a partir de si, como o lowsumerism, ou baixo consumo. Esse movimento propõe minimizar danos causados ao meio ambiente com a diminuição do consumo e com a escolha consciente de fornecedores e marcas que tenham cadeias produtivas e formas de descarte sustentáveis.3

Ainda que cada uma dessas vertentes e medidas possua questões e limitações, um estudo recente indicou que, se um conjunto delas for posto em prática, podemos frear a atual degradação ambiental, e até revertê-la.4 Ou seja, ainda há esperança, porém ela deve ser endereçada e cultivada com urgência.

Diante desse quadro, mesmo com possibilidades de melhoria, o agravamento progressivo da situação ambiental já começou a afetar a saúde mental de muitas pessoas, gerando a denominada “ansiedade climática”.5 Apesar de se tratar de um diagnóstico em estudo, atualmente se entende que essa “ansiedade climática” resulta do contato constante com concepções negativas relacionadas ao tema (de forma direta ou indireta) e do sentimento de incapacidade de mudar a situação, bem como do entendimento de que os demais esforços hoje realizados, individual e coletivamente, também são insuficientes para produzir mudanças efetivas. Nutrir outras emoções, como indignação, angústia e desesperança, contribui para o agravamento dos sintomas.6

Crises ambientais, pessoas sem esperança, sociedade imersa em dificuldades: podemos pensar que somos os únicos a viver em um contexto assim, mas, ao investigarmos a história humana, conseguimos encontrar contextos anteriores similares. A seguir, vamos destacar dois deles.

Reconhecer a própria capacidade

No Japão do século 13, as pessoas sofriam com desastres naturais e com epidemias. A sociedade, por sua vez, estava assolada por ideologias escapistas que cultivavam o egoísmo e levavam as pessoas a adotar sistemas de pensamento que consideravam os seres humanos como impotentes, além de acreditarem que um ambiente ideal existiria apenas após a morte.7 Na Proposta de Paz de 2020, o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, explica como essa perspectiva influencia a interação entre a pessoa e seu entorno:

Se as pessoas visualizarem o mundo como um lugar cheio de sofrimento, correrão o grande risco de interagir com ele de forma equivocada. Elas podem, por exemplo, buscar apenas a liberdade individual do sofrimento, incapazes e resignadas diante da dura realidade da sociedade ou cair em formas passivas de vida, à espera de que outra pessoa solucione seus problemas.8

Em meio a essa situação, Nichiren Daishonin se levantou para mostrar, com base no Sutra do Lótus, que o ideal de mundo buscado pelas pessoas não estava longe ou distante da realidade, mas que, por meio dos esforços de cada uma delas, o local em que elas se encontravam poderia ser transformado positivamente.

Durante a sua existência, Daishonin se empenhou incansavelmente para mostrar a veracidade desse caminho. Porém, com o passar dos séculos, essa sabedoria dedicada ao povo acabou encerrada dentro de mosteiros e foi afastada do seu propósito original. Ela retornou ao povo somente no início do século 20, com a dedicação do professor Tsunesaburo Makiguchi e de seu discípulo, Josei Toda, na fundação da Soka Gakkai, organização leiga cujo objetivo primordial seria, e continua a ser, a revolução interior de cada pessoa — e, portanto, do seu ambiente.

Isso se tornou ainda mais necessário no período pós-guerra do Japão (principalmente na primeira década após a derrota do país na guerra, em 1945), período em que a nação estava arrasada econômica, estrutural e moralmente. As pessoas se viam sem esperança, sem recursos e muitas vezes sem saúde para seguir em frente.

Foi nesse contexto que, após sofrer na prisão e ter conhecimento do falecimento do seu mestre, Josei Toda assumiu para si a missão de expandir a Soka Gakkai. Fazendo de cada incentivo oferecido às pessoas a base dos seus esforços, Toda sensei lhes mostrava como poderiam alterar o rumo de sua vida daquele momento em diante, por meio da prática budista.

Esse movimento, que ganhou ainda mais ímpeto com a atuação de seus discípulos, principalmente do jovem Daisaku Ikeda, trouxe também uma grande mudança para o Japão — percebida, inclusive, por pessoas de fora do país, assim como consta no relato do cidadão chinês Chu Qianxun: 9

Chu Qianxun nascera na China em 1923 e fora morar em Formosa aos 23 anos. Por ter estudado no Japão, na Universidade Waseda, no período da guerra, falava fluentemente o japonês.
Em 1960, quando a empresa em que trabalhava enviou-o para o Japão com o propósito de conhecer o desenvolvimento do seu parque industrial, um amigo contou-lhe sobre a Soka Gakkai. Ele veio acompanhando a rápida recuperação do Japão após a guerra e acreditava que esse desenvolvimento devia-se à influência de uma religião que possibilitou a revitalização do povo japonês.
Quando ouviu as explicações sobre a Gakkai e sobre o budismo de Nichiren Daishonin, ele teve a certeza de que seu pensamento estava correto. Ingressou imediatamente na Gakkai acreditando ser a força que poderia construir um novo mundo.
Depois de retornar para Formosa, passou a assinar o jornal Seikyo Shimbun e a estudar o budismo para criar uma base mais sólida na prática da fé. Por outro lado, entrou em contato com a Sede Central da Soka Gakkai em Tóquio para obter o endereço dos associados residentes em Taipé e foi conhecê-los percorrendo a cidade de canto a canto.

A consciência de Chu Qianxun sobre a importância de uma filosofia de vida elevada que embasasse a transformação de todo um país relaciona-se diretamente com o cerne do pensamento budista, conforme mostrado anteriormente. E ele não só ficou impressionado, mas decidiu agir para dar continuidade a esse processo em sua localidade.

Dentro da Soka Gakkai e da SGI, são inúmeros os relatos de indivíduos que, assim como Chu Qianxun, se inspiraram e se capacitaram a alterar o rumo de sua história, bem como de sua localidade e até de seu país. Porém, o budismo não para por aí: o estudo dos ensinamentos nos habilita entender onde essa mudança se origina, como ela opera na vida de cada pessoa e de que maneira isso gera efeitos no ambiente ao redor.

Saber como opera a mudança

Tanto o buda Shakyamuni como Nichiren Daishonin mostravam, respectivamente, por meio de parábolas e ensinamentos, que cada pessoa é sim capaz de transformar o local em que habita. Essa possibilidade, conforme já indicado, é explicada pelo princípio da “unicidade da vida e seu ambiente” (jap. esho-funi): 

Cada vida é única, e ao se manifestar neste mundo, a existência exclusiva que ela forma molda ao mesmo tempo um ambiente que seja compatível com ela. Para comprovar a veracidade desse princípio, basta observarmos o ambiente de uma pessoa em particular, pois seu meio revela de maneira clara todas as tendências e características de sua vida. Se tentarmos imaginar um ser humano sem um meio ambiente, estaremos falando de um ser mítico.
Como a influência da vida se estende ao seu meio ambiente, este muda de modo automático de acordo com a condição de vida. Assim, um meio ambiente, que é o reflexo da vida interior de seus habitantes, sempre revelará a mesma característica daqueles que nele habitam.10

Ou seja, há uma relação de influência direta entre a pessoa e seu entorno. Portanto da mesma forma que o meio evidencia a condição de vida de seus habitantes, a alteração dessa condição pode ser iniciada por uma pessoa que nele resida:

Na visão budista, a profunda unicidade da vida e do seu ambiente conduz, de forma natural, à ideia de que a energia vital de uma única pessoa pode influenciar a vida de outros seres vivos e até a vida fundamental da humanidade. Além disso, a mente de todos os seres humanos pode se tornar uma única mente, e exercer contínua influência, tanto física como espiritualmente, nos outros seres vivos e em todo o meio ambiente. (...)
Uma vez que a influência da energia vital de uma única pessoa tem a capacidade de se expandir a ponto de alcançar até a essência de toda a humanidade, o futuro depende dessa concordância — de que a vida humana é um fenômeno de importância primordial em nosso mundo. O futuro faz parte do exemplo de vida de cada pessoa e de como ela expressa a energia vital cósmica.11 

O Dr. Ikeda explica que esse destino está em nossas mãos: 

Somos livres para decidir qual caminho seguir, e o ser humano possui a capacidade inata para escolher o melhor. A questão é como desenvolver essa sabedoria que existe em nossa energia vital de forma que ela atue pela vida e criatividade no Universo.
Mesmo que uma pessoa seja capaz de amar e de confiar, se sua força motivadora for débil, ela não conseguirá influenciar outras pessoas, muito menos a humanidade como um todo. Por outro lado, mesmo que possua uma forte energia motivadora, se a sua relação com os outros for guiada pela dúvida, pela suspeita e pelo antagonismo, ela poderá destruir a si própria e até a raça humana. Quando descobrirmos como empregar nossa energia vital pela criação e preservação da vida humana e do cosmos, quando compreendermos como viver em verdadeira harmonia com o Universo, o ensinamento da unicidade da vida e do seu ambiente se tornará a grandiosa filosofia prática capaz de salvar a humanidade.12

Assim como verificamos na impressão de Chu Qianxun sobre a reconstrução do Japão, a Soka Gakkai e a SGI existem justamente para esse propósito: o de ensinar e propagar formas elevadas e harmônicas de vida, a fim de construir um futuro de esperança. Na Proposta de Paz deste ano, o Dr. Ikeda reafirma esse objetivo:

Soka significa “criação de valor” e personifica nosso compromisso, enquanto Soka Gakkai, de criar uma sociedade cujos princípios orientadores são a busca pela felicidade de si e dos outros ao possibilitar a máxima expressão da capacidade humana de gerar valor.
Descrevendo o dinamismo da criação de valor, Tsunesaburo Makiguchi (1871–1944), primeiro presidente da Soka Gakkai, comparou-o a uma “flor de lótus em uma água lamacenta”, uma imagem encontrada no Sutra do Lótus.13 A flor de lótus desabrocha perfumada, imaculada pelas águas lamacentas das quais ela retira seu sustento. Isso ilustra que, por mais profundo que sejam o caos e a confusão da época, podemos nos recusar a permitir que isso nos oprima, permanecendo sempre fiéis a nós mesmos. O poder ilimitado da criação de valor, que é intrínseco à vida, possibilita que cada um de nós transforme nossas circunstâncias em um palco no qual podemos viver nossa missão única, transmitindo esperança e segurança para todos ao redor.14

O budismo ensina que tudo pode ser direcionado de forma positiva, até sentimentos aparentemente negativos como a indignação15 diante do atual cenário. A mudança reside em nossa disposição para aprender um novo olhar sobre nós mesmos e sobre o local que habitamos, capacitando-nos a agir de modo diferente e a empregar nossas habilidades, energia e ações em prol de uma revitalização interior e exterior profunda. Assim sendo, encontraremos e abriremos caminhos mais sustentáveis e de maior esperança a começar deste momento, tanto para nós como para todos com quem compartilhamos este mundo ao unir a sabedoria e a prática budistas aos métodos da sociedade que mais fizerem sentido para cada um de nós.

A ativista ambiental Dra. Wangari Maathai afirmou: “O futuro não existe no futuro. Pelo contrário, ele nasce somente por meio de nossas ações no presente, e se desejamos realizar algo no futuro, devemos agir com esse propósito agora”.16 Por 91 anos, a Soka Gakkai, construída com os esforços de seus fundadores e dos membros da SGI ao redor do mundo, empenhou-se a empoderar cada pessoa a alterar seu destino e sua história, e consequentemente seu meio a partir do local e do momento onde se encontram.

Que possamos, enquanto membros da BSGI, aplicar essa transformação em nosso cotidiano, dentro da nossa realidade específica, com base na prática e no estudo do budismo, bem como no incentivo de pessoa a pessoa de acordo com as orientações do Mestre! À semelhança de Chu Qianxun, confirmaremos essas mudanças com os próprios olhos e construiremos um círculo virtuoso de perpetuação de alterações positivas em nós e em nosso ambiente, de agora em diante, inspirando esperança e revitalização onde estivermos.

Compreender, empoderar, fortalecer e agir

Diante do atual cenário climático, muitas pessoas se sentem incapazes de alterar o rumo da história — gerando, inclusive, quadros de ansiedade especificamente relacionados a questões ambientais. Por outro lado, o budismo, filosofia milenar praticada e propagada pela Soka Gakkai e pelos Três Mestres (Tsunesaburo Makiguchi, Josei Toda e Daisaku Ikeda), traz luz a essa questão, mostrando de que forma cada vida se relaciona ao seu entorno e como, ao alterarmos fundamentalmente nosso interior, também mudamos o exterior, assim como o Dr. Ikeda afirma:

Quando nos dedicamos a entender com profundidade os ensinamentos budistas e de que forma a prática do budismo opera em nossa vida, passamos a nos empoderar e fortalecer também o sentido de agir positivamente em prol da criação de um futuro climático melhor a todos. Conforme a ativista ambiental Wangari Maathai afirmou: “Mesmo que pensemos que determinada ação individual seja muito pequena, imagine se ela for repetida milhões de vezes. Isso fará a diferença”.17

Em 91 anos de história, a Soka Gakkai e a SGI foram palco de inúmeros dramas de vitória e revitalização da vida e do ambiente. Agora é a vez de nos levantar e, inspirados por essas histórias reais, agir a fim de alterar o rumo da história atual, comprovando, até 2030, centenário da organização, que somos sim capazes de criar “um futuro climático melhor a todos”, transformando “nossas circunstâncias em um palco no qual podemos viver nossa missão única, transmitindo esperança e segurança para todos ao redor”.

Notas:

1. Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/cresce-preocupacao-com-meio-ambiente-entre-jovens-brasileiros-24651920. Acesso em: 30 set. 2021.

2. Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/aquecimento-global/noticia/2021/08/09/cop26-quais-as-grandes-metas-da-onu-para-limitar-as-mudancas-climaticas.ghtml. Acesso em: 4 out. 2021.

3. Disponível em: https://www.meliuz.com.br/blog/futuro-do-consumo/. Acesso em: 4 out. 2021.

4. Disponível em: https://www.rethinkx.com/climate-implications. Acesso em: 4 out. 2021.

5. Disponível em: https://yaleclimateconnections.org/2020/02/how-climate-change-affects-mental-health/. Acesso em: 4 out. 2021.

6. Disponível em: https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3918955. Acesso em: 4 out. 2021.

7. Cf. Terceira Civilização, ed. 621, maio 2020, p. 14-67.

8. Ibidem.

9. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 7, p. 185-186, 226, 2018.

10. IKEDA, Daisaku. Vida — Um Enigma, uma Joia Preciosa. São Paulo: Editora Brasil Seikyo. 2019. p. 217.

11. Ibidem, p. 57.

12. Ibidem, p. 58.

13. (Tradução de) MAKIGUCHI, Tsunesaburo. Makiguchi Tsunesaburo Zenshu [Obras Completas de Tsunesaburo Makiguchi], v. 10, p. 22.

14. Terceira Civilização, ed. 633, maio 2021, p. 55-61.

15. Ibidem, p. 36.

16. Terceira Civilização, ed. 621, maio 2020, p. 14-67.

17. Terceira Civilização, ed. 621, maio 2020, p. 14-67.

1-11-2021

RDez

Matéria de Capa

Dedicação pela vida e pelo meio ambiente

Idealizado em 1991 pelo presidente Ikeda para que se tornasse um centro de pesquisas. O Instituto Soka — Amazonas comemora 25 anos neste mês, tornando-se referência de estudos e comprovando que é possível fazer a diferença local promovendo a mudança global

Em sua mensagem¹ enviada pela inauguração do tão aguardado Laboratório de Pesquisas Ecológicas Dr. Daisaku Ikeda, o presidente Ikeda comenta que Charles Darwin, que elaborou a teoria da evolução das espécies, ficou impressionado com a riqueza da Floresta Amazônica. O escritor nascido em Viena Stefan Zweig, ao conhecer a Amazônia, disse que seu sonho de infância era ver a correnteza do rio Amazonas. Nosso mestre, desde criança, acalentou o desejo de conhecer o grande Amazonas, e o centro de pesquisas idealizado por ele simboliza o avanço que acontecerá por sua contribuição ao bem-estar social.

O que é RPPN? 

O Instituto Soka — Amazonas é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), uma categoria de unidade de conservação em que, pela vontade do proprietário, se compromete com a preservação da área, dos recursos hídricos, manejo de recursos naturais, desenvolvimento de pesquisas científicas, manutenção de equilíbrios climáticos ecológicos entre vários outros serviços ambientais. O local não poderá mais ser explorado. 

Fonte: wwf.org.br.

Linha do tempo

1990 

Aquisição da área: compra do espaço de 52 hectares que antes era conhecido como Olaria Lajes. 

1994 

Inauguração do Centro de Pesquisas Ecológicas da Universidade Soka, em 26 de junho, com plantio de 35 mil mudas. 

1995

Reconhecimento de RPPN, em 4 de agosto de 1995. 

1996

Inventário florestal e realização da primeira coleta de sementes de árvores reflorestadas. 

2001 

Inauguração da Sede Administrativa e Laboratório; reconhecimento do Sítio Arqueológico Daisaku Ikeda. 

2008

Projeto Agenda 21 nas Escolas. 

2014 

Estabelecimento do nome Instituto Soka — Cepeam [atual Instituto Soka — Amazonas]. 

2017

Adotada a denominação de RPPN Dr. Daisaku Ikeda

Quer conhecer o Instituto Soka — Amazonas? 

Para mais informações, entre em contato com o Departamento de Organização da BSGI.

Instituto Soka – projetos e programas

Academia Ambiental 

Voltada para crianças e adolescentes das redes de ensino pública e privada, promove palestras e visitação nas trilhas ecológicas da RPPN Dr. Daisaku Ikeda. 

Programa Sítio Arqueológico Dr. Daisaku Ikeda

Integra o desenvolvimento de projetos para o estudo das manifestações culturais e materiais do passado amazônico no Baixo Rio Negro e buscam entender as culturas e o modo de vida das diferentes sociedades humanas que habitaram esta região. 

Intercâmbio de Alunos

Promove o compartilhamento de experiências e de conhecimentos entre estudantes através da realização de pesquisas. Tendo as universidades como principais parceiras, em conjunto com a Universidade Federal do Amazonas, recebe alunos de diversos países.

Programa Amigos do Cepeam² 

Exclusivo para pessoas que têm como objetivo aproximar o instituto de toda a comunidade global e que desejam aprofundar seu relacionamento com o meio ambiente visando contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil e do mundo, conforme os objetivos do Dr. Daisaku Ikeda.

Programa Semear® 

Idealizado pelo Instituto Soka — Amazonas e pela BSRM Consultoria, combina dois ou mais programas e projetos relacionados com Educação Ambiental, Pesquisa Científica e Desenvolvimento de um Banco de Sementes Urbano de Espécies Nativas da Amazônia.

Programa Sementes da Vida® 

Idealizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas — TJAM, pela Vara Especializada do Meio Ambiente e Questões Agrárias — VEMAQA e pelo Instituto Soka, este programa realiza o plantio de uma muda de espécie amazônica para cada criança nascida na cidade de Manaus.

Programa Banco de Sementes® 

Mantido desde 1991 pelas instituições mantenedoras e pelo Programa Amigos do Cepeam, visa a plena recuperação da área do Instituto Soka, que, no passado, foi uma olaria portuguesa — e no futuro virá a se tornar uma área totalmente preenchida com o replantio de espécies amazônicas.

A Longa e Distante Correnteza do Amazonas

Esse poema foi dedicado por Ikeda sensei aos membros do Brasil às 13h24 de Miami, Estados Unidos, e nele retrata suas visitas ao nosso país e faz referência à natureza brasileira como o majestoso rio Amazonas. O Mestre coloca suas expectativas no desenvolvimento do Brasil. 

Oh! Meus jovens heróis de sublime missão, 

Que bailam em chão brasileiro, 

Sejam Majestosos como o Amazonas! 

Sejam Imponentes como o Amazonas! 

E construam o grande rio do eterno kosen-rufu 

Como o Amazonas, 

que nunca conheceu a interrupção.

Você se interessou? Para ler o poema na íntegra, faça seu login em: https://extra2.bsgi.org.br/#top

NRH na vida

“O ‘ambiente’ é tudo aquilo que faz parte do mundo em que vivemos. Este princípio explica que a ‘vida’ e seu ‘ambiente’ mantêm uma relação inseparável. Portanto, quando uma pessoa (vida) promove uma mudança em si mesma, no ambiente também ocorrerá a mesma mudança. Por exemplo, quando vocês voltarem felizes para casa por terem tirado boas notas como resultado de seus esforços nos estudos, sentirão um ambiente diferente dentro de casa. Acharão seus pais mais felizes e até mesmo a refeição parecerá mais saborosa. Quando fortalecemos nossa determinação, isso se reflete na maneira de sentir o ambiente e ele se transforma em conformidade com essa determinação” 

Fonte: Nova Revolução Humana, v. 9, p. 109 .

Curiosidades sobre o Amazonas 

Águas que não se misturam 

O Encontro das Águas é um ponto turístico brasileiro, pois é onde o rio Solimões se encontra com o rio Negro. Apesar do nome, as águas do rio Negro são cristalinas, já o Solimões possui águas barrentas, e a diferença de composição, acidez, temperatura e densidade evita a mistura dos dois. Devido ao grande contraste, esse fenômeno pode ser visto até do espaço. 

Rio Amazonas 

O Laboratório de Pesquisas Ecológicas destaca-se próximo onde começa o rio Amazonas, que forma a maior bacia fluvial do mundo: sua largura chega a 8 quilômetros e sua profundidade, na planície brasileira, chega até 200 metros. Em menos de meio minuto de vazão, poderia saciar a sede de todos os habitantes do mundo. O rio Amazonas tem 1.100 afluentes. 

Poeta da floresta 

Thiago de Mello é poeta e tradutor, reconhecido como um ícone da literatura regional e um dos poetas mais influentes e respeitados do Brasil. Nascido em Barreirinha, no Amazonas, em 30 de março de 1926. Foi o revisor de inúmeras propostas de paz escritas por Daisaku Ikeda, sendo a última participação em 2017.

8-6-2019

Matéria de Capa

Tudo o que existe faz parte de um único universo

Os seres e seus ecossistemas estão ligados, e nós, humanos, também estamos nessa! Além disso, influenciamos e muito essa conexão invisível. Curioso? Chega mais!

Como vimos, o ambiente tem seu equilíbrio natural e todas as coisas estão interligadas. Até nós, seres humanos, estamos!

No Budismo Nichiren, isso é chamado de “origem dependente” (em japonês, engi): os seres e os fenômenos existem ou ocorrem pela relação com os demais. Indo mais a fundo, qualquer vida gerada na Terra — seja um ser microscópico, uma planta, um animal ou ser humano — também está relacionada com todo o universo.

No romance Nova Revolução Humana, ao dialogar com uma Estudante, sensei explica que nós somos iguais ao universo:

A forma redonda de nossa cabeça é como a esfera celestial, nosso cabelo equivale às incontáveis estrelas. Nossos olhos são o Sol e a Lua: quando estão abertos, é dia, e quando estão fechados, é noite. E nossas sobrancelhas são as estrelas da Ursa Maior. Quando inspiramos e expiramos pelo nariz, isso equivale ao vento que sopra pelos vales. As doze principais articulações de nosso corpo representam os doze meses e todas as outras pequenas articulações são os dias do ano. O sangue que corre por nossas veias representam os rios — as grandes artérias são como os grandes rios e os vasos capilares são os riachos. 

(Nova Revolução Humana, v. 14, p. 251)

Dá para entender, então, que nada existe isoladamente ou está desconectado. Nós mesmos somos o próprio universo!

Células positivas que compõem o universo

No livro Vida: Um Enigma, uma Joia Preciosa, o presidente Ikeda também faz comparação do universo com o corpo humano, mas em relação às células cancerígenas. Ele alerta que o câncer é uma célula traiçoeira e egoísta que despreza as outras células e devora o corpo, e que, como seres humanos, não devemos nos tornar esse tipo de célula se espalhando pelo universo.¹

Para se tornar uma “célula” positiva, que coopera e transforma o universo, é necessário se sintonizar com ele. Isso é possível com a prática da fé. Ao recitar daimoku, sua vida se une ao universo e então você adquire sabedoria e determinação para agir de forma altruísta. Se o objetivo for contribuir para o meio ambiente, com certeza será um agente positivo da mudança.

Conscientes desse ponto, vamos juntos nos conectar por meio da prática da fé e dialogar com cada amigo que encontrarmos, mostrando a importância de nossas ações em prol das demais pessoas e do meio ambiente. É desse modo que todos se movimentarão por um mundo melhor!

Em busca de uma coexistência harmoniosa entre indivíduo e natureza²

Fundado em 1991, em Manaus, o Instituto Soka Amazônia (antes Centro de Pesquisas e Estudos Ambientais do Amazonas — Cepeam) é uma iniciativa liderada pelo pacifista, filósofo, escritor e poeta Daisaku Ikeda com foco na criação de projetos de conscientização ambiental e para a proteção da região amazônica. Ele acredita que a pessoa e seu ambiente são inseparáveis, continuamente exercendo influência direta entre si.

As ações realizadas pelo Instituto Soka Amazônia têm base em três frentes: educação ambiental, banco de sementes naturais e pesquisa científica. Essas frentes estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em meio à pandemia, o instituto promove atividades e palestras on-line com diálogos inter-religiosos, pondo em ação projetos, como o Memorial Vida e Biosequestro de Carbono, e dando continuidade a muitos outros que estavam ocorrendo.

Para mais informações:

https://institutosoka-amazonia.org.br/

NRH na vida

“O caminho para a felicidade reside em estabelecer uma autonomia pessoal, não ficando mais à mercê de desejos egoístas ou de impulsos instintivos, cooperar com os outros e viver em harmonia com a natureza. Alcança-se uma vida assim quando se busca alinhar a vida com o princípio eterno que existe dentro de todos os seres humanos e, na realidade, permeia e une o universo inteiro. Este, de acordo com o budismo, é o caminho da revolução humana. Sem essa transformação interior, os problemas que se impõem à humanidade serão insolúveis.” 

(Nova Revolução Humana, v. 21, p. 212)

1-6-2021

Matéria de Capa

Nosso mundo — #GenerationRestoration

Tudo está interligado, desde um pequeno grão de pólen até as imensas florestas que cobrem a Terra. Para saber mais sobre isso, embarque nesta leitura com a RDez

Celebrado pela primeira vez em 5 de junho de 1974, o Dia Mundial do Meio Ambiente evoluiu e, atualmente, se transformou numa plataforma global que impulsiona diversas ações envolvendo milhões de pessoas e instituições. Neste ano [2021], o tema da comemoração é “Restauração de Ecossistemas”; afinal, sustentam a vida na Terra. Mas qual é a relação entre o globo terrestre e os ecossistemas existentes?

Para nos aprofundarmos no assunto, é preciso, primeiro, entender o que é um ecossistema. É um conjunto de comunidades — animais, plantas, fungos, micro‑organismos, entre outros — que vivem em determinado local e interagem entre si e com o ambiente à sua volta, constituindo um sistema equilibrado e autossuficiente. Eles existem em diferentes escalas no planeta; o maior é a própria biosfera, a qual corresponde a todos os locais em que existe vida. Outro exemplo são as florestas com sua grande biodiversidade.

Porém, o ecossistema pode ocorrer em escala microscópica, como numa única planta: engloba vários organismos que interagem entre si permitindo sua sobrevivência. E o incrível é que, do menor ecossistema ao da imensa biosfera, todos estão interligados! Descubra mais a seguir.

Conexão invisível, resultados visíveis

Dando um zoom nos ecossistemas, percebe-se que eles estão conectados por detalhes tão pequenos que até passam despercebidos.

Exemplo é a polinização, a transferência de pólen das flores. Imagine uma abelha voando pela floresta: para que se alimente e produza o mel, ela pousa de flor em flor coletando o pólen utilizando os pelos do corpo. Porém, no trajeto, deixa cair um pouco de pólen aqui e ali, fertilizando o solo por onde passa.

Não somente a abelha, muito outros animais também são polinizadores e ajudam no transporte de nutrientes e de sementes de um local a outro. Através dessa rede invisível, toda a floresta se fortalece e prospera transbordante de vida.

Há muitos processos invisíveis que contribuem para o funcionamento dos ecossistemas, e podem não aparentar, mas estão interligados e em equilíbrio total.

Ação imediata

A questão levantada no encontro de especialistas no assunto neste Dia Mundial do Meio Ambiente é que muitos ecossistemas estão se degradando, ou seja, perderam a capacidade natural de recuperação e estão entrando em colapso. Com isso, quase um milhão de espécies e de plantas correm risco de extinção, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).¹

Eis que chega nossa vez: a natureza é resiliente, mas, com a nossa ajuda, ela pode perdurar ainda mais! O primeiro passo é a nossa conscientização em relação ao meio ambiente. Quando entendemos a importância de preservá‑lo e ensinamos isso aos outros, muitos se envolvem e agem de forma sábia.

Um segundo passo é entrar em ação utilizando, por exemplo, os Rs da sustentabilidade: reduzir, reutilizar e reciclar.²

Ao reduzir o gasto de água, enquanto toma banho ou escova os dentes, e economizar energia, a pessoa estará agindo de modo consciente para ajudar a preservar o planeta.

Reutilizar garrafa pet, caixa de leite e outros materiais oferece um novo propósito para um produto que seria jogado no lixo. Essa prática auxilia na redução da quantidade de matéria‑prima, energia e água necessárias para a fabricação de novos produtos.

Por último, mas não menos importante, reciclar materiais permite que o produto seja reintegrado à cadeia de produção e consumo, não sendo necessário gastar com novas matérias-primas.

Essas simples ações realizadas em grande escala causam enorme impacto no meio ambiente, auxiliando-o a restaurar o equilíbrio natural. Então, partiu ajudar nosso planeta Terra!

Geração Restauração

A temática “Restauração do Ecossistema” foi lançada, e a ação já está bombando no mundo todo. Na mídia social, o movimento #GenerationRestoration, criado pelas Nações Unidas, cresce a cada dia e muitas pessoas compartilham seus atos sustentáveis na rede.

A restauração do ecossistema é uma tarefa monumental e cada ação conta. Palestras, projetos, movimentos e até artes de conscientização foram amplamente realizados!

Exemplo de restauração no Brasil é o do fotógrafo Sebastião Salgado e de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, que, com a ajuda de milhares de voluntários e de doações, restauraram uma área de 7 mil hectares.³Impressionante!

1-6-2021

Matéria da Divisão da Esperança

Relação da vida com o meio ambiente

Em junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, e muitas pessoas já aprenderam por que é tão importante preservar os recursos naturais 

O dia 5 de junho marca o Dia Mundial do Meio Ambiente. Entre 3 e 14 de junho de 1992, aconteceu a Eco-92, no Rio de janeiro, uma conferência mundial sobre desenvolvimento sustentável com o objetivo de que as pessoas e as instituições tomassem maior consciência da preservação da vida como um todo. No entanto, mesmo após esse grande evento, a degradação ambiental no mundo continua avançando. 

No Budismo Nichiren, há o princípio da “unicidade da vida e seu ambiente” (esho‑funi, em japonês). Ao estudar a origem da palavra, vemos que e significa “o ambiente que possibilita a existência da vida”, e sho refere‑se à vida em si, por exemplo, cada um de nós. O termo funi pode ser traduzido por “dois fenômenos independentes, mas não na essência”. Ou seja, a pessoa e o ambiente são dois fenômenos independentes, porém um não existe separado do outro. 

Todos nós estamos intimamente conectados ao lugar em que vivemos e possuímos o potencial de influenciar o ambiente, de forma positiva ou negativa. Assim, a transformação do nosso ambiente se inicia pela nossa reforma interna, que certamente vai gerar mudança de atitudes.

A falta de entendimento desse princípio budista resulta em impacto negativo, tal como desmatamento desenfreado. Nós, Sucessores Ikeda 2030, temos papel fundamental na preservação natural por entendermos que o meio ambiente preservado é vital para o bem da humanidade. 

“Querer transformar o ambiente sem a mudança de si próprio é tão absurdo quanto à tentativa de endireitar uma sombra sem mexer o corpo” (Brasil Seikyo, ed. 1.624, 20 out. 2001, p. A6). Então, para termos sucesso, devemos primeiro mudar a nós mesmos.

Manter o nosso “eu” em sintonia 

Podemos pensar que o meio ambiente se refere apenas a aspectos naturais como árvores, rios etc. Assim como o princípio da “unicidade da vida e seu ambiente” nos ensina, nós também somos parte do ambiente e por isso devemos cuidar muito bem dele. 

Usando o conhecimento da força que existe na lei de causa e efeito dá para entender melhor como tudo acontece. Por exemplo, um papel de bala jogado na rua pode se juntar a outros resíduos, entupir um bueiro e causar inundações e enchentes; do contrário, descartar corretamente o lixo ou reciclá-lo permite que ele seja reaproveitado para novos materiais. Por isso, é muito importante termos consciência do impacto que nossos atos têm no ambiente. Como budistas, sabemos que causas sempre produzem efeitos. 

Preservar o meio ambiente é uma tarefa essencial para todos nós. O presidente Ikeda declara: “Um ambiente poluído e sujo não é natural. Quando as pessoas vivem nesse tipo de ambiente, seu coração também se torna poluído. Essa é a unicidade da vida e do ambiente” (Juventude: Sonhos e Esperanças, v. 1, p. 248). 

Devemos nos dedicar cada vez mais para manter o coração e o ambiente em sintonia, sempre limpos e em equilíbrio. Para isso, devemos ter iniciativas como economizar água, não jogar lixo em lugar inapropriado, reciclar, reutilizar e reaproveitar materiais que podem estar até em nossa casa. Vale muito a pena conversar com amigos e familiares sobre a importância desse assunto e sobre como contribuir de forma positiva para o meio ambiente e a sociedade e também para nossa própria vida. A mudança individual impulsiona a mudança do próprio ambiente e das pessoas que estão por perto. 

Lembre-se: o que fazemos hoje marca nosso presente e todo o futuro. 

Dicas sustentáveis 

O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida 

Esse filme conta a história de um garoto chamado Ted que vive num lugar onde as árvores são feitas de plástico e tudo é artificial. Ele deixa a cidade em busca de uma árvore real, e nessa aventura descobre por que não existe mais natureza. 

ECOSIA 

No site de buscas ecosia.com, uma árvore é plantada a cada 45 pesquisas feitas. Você faz suas buscas e ainda ajuda no reflorestamento de áreas devastadas ao redor do mundo. 

Esperança Challenge

Bora cultivar uma amizade verde?

Já pensou em ter uma plantinha em casa para criar a responsabilidade de cuidar dela todos os dias? Com o passar do tempo, ela se desenvolverá, e você também. 

Além disso, será a sua amiga! Você deve estar sempre atento: planta precisa de água, atenção e carinho, já que também é um ser vivo. 

Instituto Soka Amazônia  

O presidente Ikeda fundou o Instituto Soka Amazônia para preservar o meio ambiente a partir da Floresta Amazônica. Localizado em Manaus, uma de suas propostas é promover ações dinâmicas e criativas de educação ambiental pela transformação do ser humano para a edificação de uma sociedade de coexistência harmoniosa entre indivíduo e natureza.

1-6-2021

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