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há 20 dias

A grande família CGRE

Curso de Aprimoramento é realizado no Centro Cultural Campestre

Redação

01/02/2026

A grande família CGRE

Líderes da Coordenadoria-Geral das Regiões Estaduais (CGRE) em frente ao Casarão Mestre e Discípulo (Centro Cultural Campestre, jan. 2026). Foto: Grupo Arco-íris

Existem, no japonês, duas palavras que expressam dimensões profundas do valor humano: jinzai e soka. A primeira remete ao ato de lapidar a personalidade, formando indivíduos dotados de princípios humanísticos.

A segunda, ao movimento de criar valor — transformar pessoas, situações e realidades por meio do esforço, da criatividade e da ação.

Quando dizemos que alguém é um “valor humano”, estamos afirmando que essa pessoa dedica sua vida, através da prática budista, a assimilar valores elevados e, assim, tornar-se um ser humano melhor. Criar valor é, simultaneamente, aprimorar-se e cultivar no coração virtudes como coragem, honestidade e sinceridade.

O presidente Ikeda resume esse processo com precisão: “Somente por meio de genuínos esforços surgem pessoas de verdadeira capacidade. Tudo se resume a se uma pessoa deixa para os outros ou se assume plena responsabilidade para si. Essa é a chave para se tornar uma pessoa de valor”.1

Foi com o espírito de criar valor e projetar o futuro, que os líderes das Subcoordenadorias acima de Coordenadoria-Geral das Regiões Estaduais (CGRE) se reuniram para um fim de semana de diálogo profundo.

Entre os dias 30, 31 de janeiro e 1º de fevereiro, os líderes venceram distâncias e se encontraram no Centro Cultural Campestre, para o Curso de Aprimoramento (Capri), cujo foco esteve no fortalecimento das localidades e da organização de base.

Incentivo — fonte de acolhimento

Os líderes centrais da BSGI acompanharam todo o encontro. Ricardo Miyamoto, coordenador da Divisão Sênior da BSGI e Selma Inoguti, coordenadora da Divisão Feminina da BSGI, incentivaram os lideres.

Miyamoto_CGRE

Miyamoto relembrou a histórica visita de Ikeda sensei em 1993 ao Centro Cultural Campestre, ocasião em que impulsionou o kosen-rufu e convidou os líderes a assumirem a mesma determinação: “Vamos liderar o movimento de expansão, sempre juntos com sensei”.

Selma desejou que 2026 se torne o ano mais significativo da vida de todos e destacou a importância do autocuidado: “Como líderes, precisamos estar bem para ir ao encontro das pessoas. Que possamos atuar com empatia em cada localidade”.

Selma_CGRE

Juventude Soka — união, alegria, leveza e ousadia

A manhã de domingo começou com um diálogo da Juventude Soka com Edjan Santos, coordenador da Juventude Soka da BSGI.

Antes de sua fala, líderes das coordenadorias convidaram os presentes a iniciarem um novo capítulo para a geração futura: “A juventude é a força da esperança que não recua diante das adversidades. É a esperança que se torna concreta”.

Edjan_CGRE

Edjan destacou o poder das palavras, citando o exemplo da peneira publicado na Terceira Civilização, de março de 2003, e reforçou: “Promover o desenvolvimento da organização é nossa responsabilidade. Se for necessário corrigir alguém, façamos isso com máxima benevolência, e com nós mesmos também”. Em seguida, compartilhou trecho de um discurso de Ikeda sensei sobre postura e convidou todos a construírem um grande movimento pelo kosen-rufu: “Que não reste arrependimento, pois praticamos o ensinamento correto”.

JS_CGRE

“Sou o Shin’ichi Yamamoto da minha localidade” — CGRE como força de tração

Líderes da CRE Leste, CRE Sul, CRE Oeste e CRE Paraná subiram ao palco para compartilhar as práticas vitoriosas de suas localidades: vitórias construídas indo ao encontro dos membros, realizando visitas e diálogos que iluminam a filosofia de paz, cultura e educação.

Priscila Goes, coordenadora da Juventude Soka da CGRE, exaltou a coragem dos participantes: “Aqui reconfirmamos nosso juramento de atuar pela felicidade das pessoas. Este é o levantar dos verdadeiros discípulos de Ikeda”.

Claudia Nakamassu, coordenadora da Divisão Feminina, celebrou o avanço de 2025 e anunciou o foco para 2026: visitas familiares e encontros de “vida a vida”: “Vamos viver sem nenhum arrependimento”.

Representando a Divisão Sênior, Takao Sakamoto reforçou a força da união: “Uma única árvore não forma uma floresta. Juntos, construiremos a floresta de valores humanos da CGRE”.

O coordenador da CGRE, Jose Luiz Prieto, destacou sobre a responsabilidade: “O verdadeiro discípulo age onde o mestre não está. Vamos dialogar com as famílias, promover respeito e fortalecer uma cultura de paz”.

O diálogo que motiva o ser humano

Miguel Shiratori participou dos dois dias do aprimoramento, durante os quais dialogou com os líderes sobre o avanço da organização, a relação de mestre e discípulo e a postura do líder da Soka Gakkai.

Migyel_CGRE

No domingo, por mais de quarenta minutos, ele respondeu a perguntas dos líderes, todas relacionadas ao desenvolvimento da localidade, ao papel da organização na sociedade e ao futuro da SGI.

De maneira enfática, Shiratori salientou que a leitura das obras Revolução Humana e Nova Revolução Humana é uma fonte essencial de busca e desenvolvimento pessoal e organizacional.

Segundo ele, “o ser humano e o propósito do Budismo Nichiren é transformar o coração do cidadão, transformar a nossa localidade e estabelecer o elevado ensino capaz de mudar o ser humano. Devemos mudar o nosso coração em primeiro lugar. Nós somos os protagonistas dessa nova fase de desenvolvimento da Gakkai”.

Ele destacou que as perguntas fundamentais são: “O que estou fazendo para mudar a sociedade?” e “Qual a minha postura diante dos acontecimentos?”

Shiratori reforçou que não adianta lamentar e manter uma postura passiva diante da realidade: “Nossa postura é fundamental para o avanço”.

Pensando no futuro, Shiratori incentivou cada líder a recitar daimoku para elevar o próprio estado de vida: “Nossa oração é o juramento que desperta a natureza de buda em todos, e o nosso juramento seigan é diário. Devemos romper nossas ilusões, e esse rompimento só acontece com a recitação do intrépido daimoku. O importante da vida é jamais ser derrotado”.

“Acreditar que somos bodisatvas”

Em outro momento, ao ser questionado sobre o imediatismo, Shiratori ressaltou que devemos compreender a época em que vivemos e nos basear nos ensinamentos do Budismo Nichiren e nos incentivos de Ikeda sensei.

Segundo ele, temos várias tendências na vida, e mudar aquelas que impedem nosso desenvolvimento é um processo gradativo. Tudo se torna possível quando existe relacionamento humano como a amizade, empatia. “A nossa iluminação, o nosso aspecto, é a melhor forma de incentivar as pessoas a compreenderem a vida”.

Ele reforçou que cada vida encontrada é uma nova experiência e que, como líderes, nunca devemos desistir das pessoas, por mais desafiador que seja, pois “elas são nossos agentes positivos e representam oportunidades para realizarmos a revolução humana”.

Outra pergunta respondida por Shiratori se referiu às funções da maldade. Ele explicou que tais funções têm o papel de nos afastar da órbita de Ikeda sensei e da organização e que, para combater isso, é necessário dialogar. Ele recomendou a leitura do capítulo “Corrida Impetuosa”, do volume 29 da Nova Revolução Humana.

Ao final, Shiratori incentivou: “Não vamos ser enganados pela maldade. Vamos recitar o daimoku com coragem, vamos dialogar com as pessoas e, como líderes, ir ao encontro de cada uma para ouvir. O que os senhores [líderes] estão realizando hoje será o descortinar de uma imensurável vitória na vida pessoal, organizacional e de nosso país”.

Nota:

1. Brasil Seikyo, ed. 1.396, 1o jan. 1997, p. 7.

Fotos: Grupo Arco-íris | Colaboração local

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