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há 13 horas

Shakubuku é compartilhar a felicidade

É realizada a primeira aula da Juventude Soka na Vanguarda

Redação

04/03/2026

Shakubuku é compartilhar a felicidade

Integrantes da Juventude Soka na Vanguarda. Sede da Juventude Soka da BSGI. São Paulo, fev. 2026. Fotos: Grupo Arco-íris

“Pessoas que possuem ao menos ‘uma frase do Gosho que adoro’ são fortes. Mesmo que se deparem com adversidades são invencíveis.”

Essa citação é de Ikeda sensei e consta no livro Vozes para um Futuro Brilhante.1 Na explanação, presidente Ikeda incentiva os jovens a lerem os escritos de Nichiren Daishonin como força transformadora para a vida pessoal e que possam contribuir para a construção de uma sociedade melhor.

No plano de atuação de 2026, a Juventude Soka da BSGI promove a atividade Juventude Soka na Vanguarda, iniciativa que busca conscientizar e capacitar jovens na realização do shakubuku. As inscrições foram abertas no ano passado para todos que desejavam participar dos encontros, e a primeira aula ocorreu em 21 de fevereiro, na Sede da Juventude Soka da BSGI, em São Paulo.

O clima era de animação e expectativa. Na abertura, os participantes acompanharam relatos, compartilharam experiências e dialogaram com veteranos da organização.

Cauê Barreira, vice-coordenador da Juventude Soka da BSGI, abriu o encontro compartilhando sua vivência com o shakubuku. Crescido em uma família budista, Cauê contou que, por muito tempo, achou difícil iniciar conversas sobre o budismo. Sua percepção era de que todos ao redor já sabiam que ele praticava, e, portanto, se alguém tivesse interesse, bastaria perguntá-lo. “Se quisessem saber sobre budismo, podiam me perguntar. Se eu falasse de budismo do nada, seria estranho”, recordou.

Caue Barrera

A virada começou em 2010, quando ingressou na universidade e participou de projetos da Divisão dos Universitários (DUni). Essa experiência o levou, em 2013, a um intercâmbio na Holanda — um momento em que, segundo ele, sentiu-se livre para se apresentar como budista e dialogar naturalmente sobre o tema com quem encontrava. Ele chegou a estabelecer contato com a organização local, destacando o reconhecimento internacional da BSGI. “Voltei ‘cara de pau’. Percebi que o medo de parecer fanático era coisa da minha cabeça. Quando oramos sinceramente para compartilhar o budismo, as oportunidades aparecem”, afirmou.

A atividade seguiu com a exibição do vídeo “Campanha de Fevereiro e a Luta de Shakubuku”, relembrando fevereiro de 1952, marco histórico da expansão do kosen-rufu impulsionado por Daisaku Ikeda, então com 24 anos. Atendendo à determinação do presidente Toda, Ikeda sensei assumiu a campanha de propagação com a meta de contribuir para a conquista das 750 mil famílias. O Distrito Kamata entrou para a história ao realizar mil shakubukus em um único mês.

Em seguida, Caíque Matayoshi, secretário da Juventude Soka da BSGI, conduziu a explanação da matéria “A Missão dos Bodisatvas da Terra”. Ele começou com uma pergunta simples: “O que é um bodisatva?”. Após ouvir “uma pessoa que desperta”, Caíque devolveu a questão: “E quem aqui é um bodisatva?”. Com as mãos erguidas, explicou: “Bodisatvas são aqueles que despertam para a missão de despertar e salvar outras pessoas. É fácil praticar só por nós mesmos, mas a verdadeira missão é lutar pela felicidade do próximo”. Sua apresentação contou com slides transmitidos também à sala virtual.

Caique Matayoshi

O momento “Sala Vip” trouxe o veterano Sandro Teruya, responsável da RM Santana, CNSP. Ele respondeu a perguntas como: “O que é a prática de shakubuku?” e “Quais foram seus maiores desafios?”. Em tom sincero, contou: “Eu era um jovem questionador e achava que shakubuku era só número. Meu sentimento era de dúvida: por que fazer isso?”.

Sandro compartilhou um episódio difícil de sua vida, já casado e com o primeiro filho. Em busca de orientação, perguntou a um veterano: “Por que precisamos fazer shakubuku?”. A resposta foi direta: “Sem shakubuku, você não vai transformar a sua vida. Procure Ikeda sensei sempre”.

Sandro Teruya atividade JS Vanguarda

Sobre os benefícios do shakubuku, Sandro destacou: “Não é sobre estar sob os holofotes, mas sobre como nos portamos diante das pessoas e das situações. Shakubuku elimina nossa arrogância, nossos preconceitos. É uma oportunidade de desenvolver o diálogo. Quando fazemos uma luta de shakubuku, fazemos com o espírito de vencer infalivelmente nossos desafios”.

E completou: “O daimoku é como uma semente plantada no coração de alguém, cedo ou tarde, ela germina. É possível que todas as pessoas conheçam o budismo, mesmo com tantas distrações no mundo”.

A programação seguiu com uma dinâmica em grupo para integrar os participantes do Juventude Soka na Vanguarda. Em cada roda, os jovens se apresentaram, compartilharam hobbies, experiências e dúvidas, criando um ambiente acolhedor e descontraído.

dialogo JS vanguarda_1

dialogo JS vanguarda_2

Bruna Ikeda, coordenadora dos Sucessores Ikeda da BSGI, também trouxe uma reflexão marcante ao recordar uma resposta que ouvira de sua avó ao perguntar sobre a prática de shakubuku na juventude: “Eu não podia perder tempo”. Bruna contou que todas as pessoas que conviveram com sua avó recitaram daimoku em algum momento. “Fazer shakubuku é se comprometer com o bem mais precioso do outro: a vida!”, concluiu.

Bruna Ikeda JS vanguarda

fotoi final JS vanguarda

Colaboração: Grupo Arco-íris


Nota:

1. IKEDA, Daisaku. Vozes para um Futuro Brilhante. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2023, p. 288.

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