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há 2 dias
Do Rio para o Mundo: A nova era do kosen-rufu
Redação
12/03/2026

Juventude Soka do Rio de Janeiro em atividade comemorativa. Centro Cultural do Rio de Janeiro, mar. 2026. Foto. BS
Em 10 de março de 1966, Ikeda sensei chegava ao Rio de Janeiro em sua segunda visita ao Brasil. Sessenta anos depois, em 11 de março de 2026, uma comitiva da SGI, liderada pelo diretor-geral Yoshiki Tanigawa, retornou à cidade maravilhosa para dar início às comemorações desse marco histórico da BSGI.
A cerimônia, realizada no Centro Cultural do Rio de Janeiro, contou com a energia da Juventude Soka carioca, que iluminou o ambiente com entusiasmo e esperança. Antes da abertura oficial, dois jovens converteram-se ao Budismo Nichiren — um fato que deu ainda mais significado ao encontro, ressaltando que os jovens cariocas seguem firmes como “o sol da esperança”.
Miguel Shiratori, presidente da BSGI , apresentou a comitiva composta por Yoshiki Tanigawa, diretor-geral; Shinji Ushioda, diretor-executivo de Planejamento Estratégico; Mitsuo Nishikata, coordenador da Divisão dos Jovens; Mitsuaki Asano, diretor-executivo da Primeira Divisão de Relações Internacionais; Takuya Yonezawa, diretor do Departamento da América Latina; Yuta Hashizume, vice-coordenador do mesmo departamento; Carolina Saida, intérprete; e os repórteres do Seikyo Shimbun, Takaaki Ito e Alex Raymond. A recepção calorosa dos jovens demonstrou a alegria de acolher representantes da SGI.
Philippe Watanabe, coordenador da Juventude Soka do Rio de Janeiro, destacou o espírito dos jovens fluminenses: “A Juventude Soka do Rio luta diariamente. Anda de metrô, a pé, enfrenta sua rotina com coragem e, mesmo cansada, irradia a alegria e a espontaneidade que só o carioca tem”, afirmou.
E concluiu com determinação: “Se o Rio de Janeiro for vitorioso, o Brasil será vitorioso. Se o Brasil for vitorioso, o caminho para a vitória do mundo se abrirá. Que ninguém fique de fora dessa órbita de vitória”.
Em seguida, Mitsuo Nishikata, coordenador da Divisão dos Jovens da SGI, subiu ao palco vestindo uma camiseta com o lema “Josho Rio, number one”. Ele expressou sua gratidão por conhecer o Rio de Janeiro e compartilhou parte de sua trajetória, marcada por desafios familiares superados pela prática sincera da fé e pela concretização de shakubuku.
Nishikata também relembrou o momento em que encontrou Ikeda sensei pessoalmente, episódio que considera o ponto central de sua relação de mestre e discípulo: “Em fevereiro de 2000, eu estava no 9º ano do Ensino Fundamental quando Ikeda sensei realizou uma sessão de fotos com alunos da Escola Soka de Kansai. Ele nos disse que poderíamos fazer qualquer pergunta. Um aluno do Ensino Médio perguntou: ‘Qual palavra você mais valoriza?’”.
Com atenção total dos jovens, ele compartilhou a resposta inesquecível de Ikeda sensei: “Vença na vida e vença o seu próprio coração. A verdadeira vitória não depende da avaliação ou comparação com os outros. O verdadeiro vitorioso é aquele que consegue afirmar: ‘Eu venci’”.
Reforçando a importância do shakubuku, Nishikata declamou uma estrofe do poema O Azul é mais Azul que o Anil, dedicado aos jovens por Ikeda sensei em 1988:
Não questione se a grandiosa / correnteza do kosen-rufu / é ou não uma certeza no curso da história. / Questione sim, a todo momento, / se possui ou não a paixão / de tornar o kosen-rufu uma certeza / em seu próprio coração / com o labor e suor de si mesmo.
Ao final, convidou os jovens cariocas a assumirem seu papel de protagonistas: “Rumo ao centenário de fundação da Soka Gakkai, em 2030, desafiemo-nos com coragem e determinação, promovendo uma expansão de shakubuku tão grandiosa que todos digam: o novo avanço do kosen-rufu mundial começou aqui, no Rio de Janeiro”.
Yoshiki Tanigawa, diretor-geral, iniciou suas palavras afirmando: “Não há alegria maior do que estar aqui no Brasil, Monarca do Mundo, e ainda na Josho Rio, com esses jovens que são a vanguarda”.
Tanigawa destacou a confiança que Ikeda sensei depositava na juventude: “Ele [presidente Ikeda] acreditava que juventude é sinônimo de luta e sem luta abnegada, não há alma nos jovens”.
De maneira leve, ele comentou sobre um dilema comum dos jovens: “‘Não participo das atividades como gostaria devido ao trabalho… como conciliar tudo?’”.
E respondeu com clareza: “A chave está na determinação de fazer o que deve ser feito, independentemente das circunstâncias. Jamais retroceder. Em tempos difíceis, muitos desistem antes mesmo de agir e isso é fracasso. O essencial é decidir que dará o melhor no trabalho e nas atividades, criando tempo para recitar daimoku com seriedade e assim obter a sabedoria necessária para transformar a situação”.
Ao final da atividade, os jovens puderam fazer perguntas, que foram respondidas com base nas orientações de Ikeda sensei e nos escritos de Nichiren Daishonin.
Acompanhe as próximas matérias na Central de Notícias do site da Editora Brasil Seikyo e a cobertura completa na próxima edição do Brasil Seikyo. Em breve, publicaremos também a sessão de perguntas e respostas na íntegra.
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