BM
Notícias
há um dia
"Do chão da Baixada ao despertar da Esperança"
Redação
27/03/2026

Esperança foi tema central do encontro realizado pela Sub. Grande Rio. Acima, foto comemorativa. mar. 2026. Fotos: Colaboração local
Do chão da Baixada Fluminense, jovens, crianças e famílias se reuniram para transformar a esperança em ação. Em um encontro marcado pelo diálogo e construção coletiva, a Juventude Soka da Sub. Grande Rio mostrou que esperançar é mais do que acreditar: é agir juntos para romper muros, fortalecer vínculos e criar, desde agora, o mundo que se deseja viver.
A Juventude Soka da Sub. Grande Rio promoveu um encontro com o objetivo de dialogar sobre a esperança. Pensado de forma intergeracional, o evento permitiu que cada faixa etária vivenciasse o tema de maneira concreta, criando vínculos por meio do diálogo e de dinâmicas significativas, embasado no tema da atividade: “Do chão da Baixada ao despertar da Esperança”.
Os Sucessores Ikeda, da faixa etária de 5 a 9 anos, participaram da atividade de colorir a história “A menina que plantou a esperança”, inspirado na obra de Esperança Garcia. Já os Sucessores Ikeda de 10 a 13 anos refletiram sobre temas que impactam o cotidiano, como poluição, bullying, preconceito e desarmonia. A partir desses diálogos, construíram as folhas de uma árvore simbólica, tendo como base os conceitos de esperança e de “esperançar”.
A Juventude Soka, composta por jovens de 14 a 35 anos, estudou o escrito As Perseguições ao Venerável e aprofundou o conceito de “esperançar”, de Paulo Freire, como um convite à ação coletiva para a construção de um mundo ideal. Como dinâmica, cada jovem escreveu em um post-it algo que considerava “impossível” de mudar em sua própria vida ou na comunidade. Em grupo, o desafio foi encontrar o “Inédito Viável” para cada situação, tendo como pergunta-guia: qual é o primeiro passo real e possível para rachar esse muro?
A proposta buscou evidenciar que a esperança não é passiva, mas uma construção coletiva, expressa na ideia: “Eu espero com você para que possamos agir juntos”.
O Grupo Coração do Rei Leão também marcou presença no encontro. A interação teve início com a música “Aquarela”, convidando os participantes a cantarem e refletirem sobre a letra. Em seguida, com base na matéria do Grupo Coração do Rei Leão publicada no Brasil Seikyo, todos foram convidados a uma imersão a partir das seguintes perguntas:
- Como era sua relação no passado enquanto filho?
- Que benefícios essa relação trouxe para sua vida atual?
- Como era sua relação de mestre e discípulo?
Após esse momento de reflexão, cada participante compartilhou suas respostas e atribuiu uma nota à própria postura como praticante e discípulo. O objetivo foi estimular uma reflexão profunda sobre a atuação como pais e mães, especialmente no que diz respeito ao envolvimento dos filhos nas atividades e nos grupos horizontais.
“A maioria dos pais saiu com a determinação de mudar a postura em relação ao envolvimento dos filhos nas atividades”, compartilham Maria de Fátima Santos de Oliveira, consultora da Sub. Grande Rio, e Ana Marinho, responsável da RM Belford Roxo.
Bruna Barros, responsável pela Juventude Soka da Sub. Grande Rio, reafirmou o propósito do encontro: “O objetivo deste encontro é, antes de tudo, assumir o compromisso de criar espaços cada vez mais acolhedores para nós, jovens, dentro da Sub Grande Rio. É resgatar a paixão! Uma pessoa apaixonada é imbatível, vocês sabem, né? Ela se dedica, se entrega e carrega sempre aquele bonito brilho nos olhos”.
Bruna também destacou sua visão de uma organização ideal:
Na organização dos meus sonhos há arte, diálogo, acolhimento e empoderamento. Na organização dos meus sonhos, os jovens erram e acertam, mas não perdem seu valor por isso e continuam sendo tratados com respeito. Na organização dos meus sonhos, a gente encara tudo com alegria. É um lugar que revitaliza a energia vital de cada pessoa, motivada e incentivada pela prática da fé, do daimoku e do caminhar junto com o bom amigo.
Compartilhe