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OFBHI celebra 33 anos com olhar firme para o futuro

Redação

13/04/2026

OFBHI celebra 33 anos com olhar firme para o futuro

No Brasil, durante sua quarta visita ao país, em 1993, Ikeda sensei fundou a Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda (OFBHI), com o propósito de promover a paz e o humanismo por meio da música.

Para celebrar seus 33 anos de fundação, a OFBHI promoveu em uma atividade no domingo, 12 de abril, na Sala Mestre e Discípulo do Centro Cultural Dr. Daisaku Ikeda, em São Paulo. O evento recebeu os integrantes da OFBHI, familiares, amigos e contou com a presença do pianista e compositor Amaral Vieira.

Foi exibido um vídeo histórico reunindo imagens marcantes da trajetória da OFBHI e diversos encorajamentos do presidente Ikeda para a OFBHI. A apresentação teve início com a orientação de Ikeda sensei, proferida em 28 de fevereiro de 1993, data da fundação da OFBHI: “Tornem-se a primeira orquestra do mundo!1 e relembrou momentos significativos, como apresentações em espaços culturais de destaque na capital paulista, entre eles Museu de Arte de São Paulo (Masp) e a Sala São Paulo, além de experiências internacionais, como a viagem aos Estados Unidos em 2012 e a apresentação no Japão. A projeção concluiu-se com um chamado rumo aos 35 anos da OFBHI, a serem celebrados em 2028.

Foi anunciado também o Conselho do Departamento Musical, responsável por orientar artisticamente todos os níveis da orquestra e uma nova estrutura organizacional da OFBHI, contemplando maestro, spalla, responsáveis pela Camerata Ikeda e lideranças de naipes, reforçando um modelo de gestão voltado ao desenvolvimento técnico, artístico e humano de todos os integrantes foram apresentados.

Com os olhos voltados para 2028, Erick Ariga, responsável do Departamento Musical, compartilhou três objetivos centrais para a orquestra: que todos os membros contem com orientação técnica no estudo musical; que os ensaios sejam o verdadeiro foco do desenvolvimento, compreendendo as apresentações como resultado desse processo; e que os integrantes ampliem sua formação artística por meio do contato com boas orquestras e diferentes expressões culturais.

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Mauro Koiti Shimada, responsável da OFBHI

Na sequência, Mauro Koiti Shimada agradeceu a presença de convidados, familiares e membros, bem como o empenho dos grupos horizontais que possibilitaram a realização da atividade. Enfatizou que a atualização estrutural representa um passo importante para o fortalecimento da OFBHI e incentivou os integrantes a se tornarem referência para as futuras gerações. Citando a obra Nova Revolução Humana, compartilhou o encorajamento de Ikeda sensei: “Todos os revezes se transformarão em trampolim para a vitória”.2

Música como instrumento de transformação humana

Um dos momentos mais aguardados do encontro foi a fala do pianista e compositor Amaral Vieira. Ele expressou sua alegria em participar da celebração e destacou que o encontro simbolizava mais do que uma data comemorativa: era a renovação de um ideal que transcende o tempo.

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Pianista e compositor Amaral Vieira

Ao abordar a missão da orquestra, ressaltou que a música pode ser muito mais do que arte — pode ser um instrumento de transformação humana

Ikeda sensei compreendia que a música não nasce apenas da técnica, mas da vida. A técnica é necessária, sem dúvida. Ela é o instrumento. Mas o que dá sentido à música é a qualidade da vida que a expressa.
Por isso, ao longo desses 33 anos, fomos chamados não apenas a estudar partituras, mas a estudar a nós mesmos. A enfrentar nossas inseguranças, a superar nossas limitações, a transformar nossas fraquezas em força.
A nossa orquestra é, acima de tudo, um espaço de desenvolvimento humano. Um lugar onde cada integrante é desafiado a se tornar uma versão mais elevada de si mesmo. Não buscamos apenas excelência artística, buscamos excelência humana.

O professor destacou ainda que a música nasce da vida e que tocar de verdade exige profundidade interior. Em um mundo marcado por conflitos e superficialidade, afirmou: “A OFBHI manifesta valores fundamentais como harmonia, escuta, construção e esperança”. Concluiu, reforçando que a orquestra deve continuar sendo um ponto de luz para a sociedade: “Se a vida é uma grande sinfonia, que possamos afiná-la diariamente com coragem, interpretá-la com sabedoria e jamais esquecer que, sob a regência de Ikeda sensei, nenhum de nós jamais tocará sozinho”.

Selma Inoguti, coordenadora da Divisão Feminina da BSGI, em suas palavras de incentivo, convidou todos a renovarem sua decisão. Ela propôs a reflexão sobre qual será o verdadeiro aspecto da OFBHI a partir daquele dia e destacou o espírito de Nonin, que significa “Aquele que Consegue Suportar”.

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Selma Inoguti, coordenadora da Divisão Feminina da BSGI

“Quanto mais resistência as ondas enfrentam, mais fortes elas se tornam”3, esse era o lema de Ikeda sensei na juventude, compartilhou Selma.

Ao final de seus incentivos, Selma fez um convite: “Não podemos ir embora da atividade do mesmo jeito que chegamos. Para tanto, cada qual seja referência na organização de base, no local em que estão, sendo alegria e transformação”.

Encerrando a atividade, a Camerata Ikeda emocionou os presentes ao executar as músicas Eterna Jornada com Sensei [Eternal Journey with Sensei (The Song of Our Vow)] e Sekai no Tomoto [Amigos do Mundo].

foto comemorativa 33 anos OFBHI

Leia mais:

Superar e suportar 

Novo dia com nova decisão 

Assista

Concerto da OFBHI no Masp

Apresentação da OFBHI na Sala São Paulo

Notas:

1. Cf. Brasil Seikyo, ed. 1.932, 22 mar.c2008, p. A4.

2. 2. Cf. IKEDA, Daisaku. Canção do Triunfo. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v.19, 2024.

3. Brasil Seikyo, ed. 2.281, 27 jun. 2015, p. B1

Colaboração: Grupo Arco-íris da BSGI

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