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há 13 horas
3º relatório Curso de Aprimoramento da Primavera da SGI
Redação
18/04/2026

O terceiro dia do curso de aprimoramento foi, sem dúvida, um dos mais marcantes até aqui, reunindo aprendizado profundo, emoção intensa e momentos históricos que ficarão registrados para toda a vida.
Pela manhã, às 10h30, participamos de uma sessão especial no Soka Bunka Center, em Shinanomachi, iniciando com o gongyo em torno do Sr. Yoshiki Tanigawa, diretor-geral da SGI. Em seguida, foi aberto um diálogo em formato de perguntas e respostas, conduzido em um ambiente de grande proximidade.
Logo no início, o Sr. Tanigawa destacou: somos todos da família Soka, e, por isso, podemos perguntar com liberdade e sinceridade, criando um clima de confiança, acolhimento e profundidade.
A primeira pergunta foi feita por uma senhora da Índia, que trouxe um tema essencial: como incentivar a Divisão de Estudantes, especialmente diante das dificuldades naturais dessa fase da vida.
O Sr. Tanigawa respondeu a partir de sua própria experiência. Ele compartilhou que nasceu em uma família que já praticava o budismo, mas que, no início, sua mãe foi contrária a prática. Explicou que, na infância, os jovens muitas vezes não conseguem compreender plenamente o significado da fé, e por isso não adianta impor ou exigir compreensão imediata. O ponto central, segundo ele, é oferecer amor, cuidado e presença constante.
Ele destacou que esse carinho fica gravado no coração da criança ao longo da vida, e que são as atitudes dos pais, mais do que palavras, que fazem com que os filhos validem a prática. Ressaltou também que, quando há excesso de controle ou cobrança, existe o risco de afastamento. Por isso, é fundamental respeitar o tempo de cada jovem.
Outro ponto muito enfatizado foi a prioridade dos estudos. Ele orientou que, na fase escolar, os pais devem apoiar plenamente essa etapa, garantindo que o jovem se desenvolva bem academicamente. Ao mesmo tempo, destacou que o mais importante é que, nos momentos cruciais da vida, o jovem saiba que pode recorrer ao Gohonzon, essa consciência é o verdadeiro alicerce.
Ao final, ele fez um comentário espontâneo sobre os participantes da Índia, destacando que, em sua última visita ao país, ficou impressionado com o grande número de perguntas realizadas, chegando a mais de duas horas de diálogo e elogiou profundamente esse espírito de busca.
A segunda pergunta foi feita por um jovem sênior do Chile, que abordou um tema extremamente atual: a polarização política e seus impactos na organização, especialmente quando geram desarmonia entre os membros.
O Sr. Tanigawa iniciou sua resposta levantando uma reflexão: qual é o verdadeiro objetivo quando pensamos em política? Mudar o sistema? Promover uma troca de poder? Ele destacou que existem muitas diferenças e visões, mas que o ponto central não está nessas mudanças externas.
Ele enfatizou que a visão da Soka Gakkai é a transformação interna das pessoas, a revolução humana. A verdadeira mudança da sociedade não acontece apenas por estruturas políticas, mas pela transformação do coração humano.
Reforçou que a missão da organização é levar felicidade as pessoas, independentemente do contexto político. Questionou se, de fato, a sociedade muda apenas com a troca de partidos ou sistemas, e concluiu que o essencial é a transformação das pessoas.
Destacou ainda que todos são companheiros, independentemente de suas opiniões, e que o objetivo maior é expandir o Budismo Nichiren e contribuir para a melhoria da sociedade. Um ponto importante foi quando afirmou que posições e ideologias não constroem união, o que constrói união é o propósito comum.
A terceira pergunta veio de um jovem sênior da Itália, que trouxe uma questão importante sobre a relação entre gerações: como aproveitar a experiência dos veteranos sem criar distanciamento em relação aos jovens.
O Sr. Tanigawa respondeu de forma muito prática, explicando que, em determinados momentos, é necessário focar nos jovens, sem que isso represente exclusão dos veteranos. Ele destacou que não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, e que a organização precisa ter clareza de prioridades em cada fase.
Compartilhou um exemplo muito interessante sobre o presidente Ikeda, mencionando que, embora Ikeda sensei tenha visitado o México duas vezes oficialmente, os membros consideram que ele esteve lá cinco vezes, contando até mesmo suas passagens pelo aeroporto. Isso, segundo ele, demonstra o profundo espírito de gratidão dos membros.
A partir disso, reforçou um princípio essencial: o líder deve se dedicar aos membros e não o contrário. Essa é a base da liderança na Soka Gakkai.
A quarta pergunta foi feita por uma jovem senhora dos Estados Unidos, que trouxe uma questão profunda e sensível: como orientar pessoas que estão sofrendo, especialmente quando enfrentam perdas, e quando a oração parece não ser respondida.
O Sr. Tanigawa iniciou reforçando que, mesmo diante das maiores dificuldades, é fundamental não perder a fé Em seguida, destacou que a forma de orientar deve ser simples, humana e acessível. Ele enfatizou que o mais importante é ajudar a pessoa a aliviar o coração naquele momento. Para isso, é essencial escutar verdadeiramente, criar um vínculo de confiança e não apenas ouvir superficialmente.
Fez também uma observação muito atual ao mencionar que, embora a inteligência artificial possa trazer respostas, ela não é capaz de transmitir sentimento verdadeiro nem empatia, algo que só́ o ser humano pode oferecer.
Para aprofundar sua resposta, trouxe a parábola ensinada por Shakyamuni sobre a mãe que perde o filho. Na história, a mãe pede que o filho seja trazido de volta à vida, e Shakyamuni pede que ela encontre uma casa onde ninguém tenha morrido. Ao não encontrar, ela compreende que o sofrimento é universal.
Com isso, ele reforçou que o sofrimento faz parte da vida, mas que a fé́ permite transformar esse sofrimento em sabedoria e força.
A quinta pergunta foi feita por um jovem sênior da Tailândia, responsável de área, que trouxe um desafio muito prático: a questão das metas dentro da organização. Ele destacou que metas gerais, de divisão e de localidades tem gerado insatisfação e desânimo entre líderes intermediários, e perguntou como manter o espírito livre na prática e no shakubuku, sem pressão por resultados.
O Sr. Tanigawa afirmou que esse é um desafio natural e sempre existirá. Ressaltou que estabelecer metas e objetivos é importante, e trouxe exemplos históricos: Josei Toda estabeleceu a meta de 750 mil famílias, e o presidente Ikeda expandiu para 3 milhões.
No entanto, destacou que o problema está na forma como os objetivos são tratados. Quando se tornam apenas números, podem gerar pressão e desmotivação. Ele enfatizou que o mais importante é compreender o “porquê” qual o objetivo real dessas metas,
Para ilustrar, utilizou o exemplo da a Parábola da cidade fantasma. Explicou que as metas intermediárias são fundamentais para dar esperança, força e motivação contínua.
Citou também um exemplo histórico de 1953, em Kamata, quando o presidente Ikeda iniciou com uma meta simples de dois shakubukus por bloco, mostrando que grandes conquistas começam com passos concretos e realistas.
Reforçou que não existe um modelo único que agrade a todos, mas que metas impostas de cima para baixo não funcionam. É necessário construir objetivos com sentido real para as pessoas.
Por fim, destacou a importância do cuidado com os membros, mencionando com carinho a liderança na Tailândia como exemplo de atenção e dedicação.
Na sequência, tivemos a apresentação do Seikyo Shimbun, que celebrará 75 anos no dia 20 de abril. Foi exibido um vídeo profundamente emocionante sobre sua origem, iniciada a partir da orientação de Josei Toda ao presidente Ikeda, com o propósito de registrar e perpetuar a história da organização. Também foi destacada a edição de 15 de novembro de 2023, que trouxe a última mensagem do presidente Ikeda, gerando grande comoção entre todos.
Após a sessão de perguntas e respostas, almoçamos e na sequência visitamos a Centro Cultural Min-On, onde tivemos contato com um acervo de grande valor cultural. Entre os destaques, estavam pianos históricos, preservados ao longo de séculos, simbolizando o compromisso da Soka Gakkai com a promoção da paz por meio da cultura e da arte.
Seguimos então para o Centro Mundial Seikyo da Soka Gakkai, onde, além do momento de integração, registramos uma foto comemorativa em grupo.
Então chegou o momento mais aguardado de todo o dia. A realização do gongyo de juramento no Auditório do Grande Juramento pelo Kosen-rufu (Daiseido).
Os momentos que antecederam o gongyo foram tomados por profunda emoção, com muitos participantes visivelmente sensibilizados. Antes do início, foi exibido um vídeo sobre o Daiseido, explicando seu significado como o local do juramento eterno dos discípulos pelo kosen-rufu mundial. Ali se concretiza o ideal de Nichiren Daishonin e a missão assumida pelos três primeiros presidentes da Soka Gakkai, como um marco da luta pela paz e pela felicidade da humanidade.
O gongyo foi conduzido pelo Sr. Yoshiki Tanigawa e contou também com a presença do Sr. Shimizu, vice-diretor-geral da SGI, da Sra. Kimiko Takaishi, vice-diretora da SGI, e da Srta. Horiguchi, coordenadora da Divisão Feminina Jovem da Soka Gakkai.
Esse momento foi o mais impactante de toda a experiência: a recitação acompanhada por uma gravação original com a voz do presidente Ikeda. Sua voz ecoou pelo grande salão com uma força indescritível, como um verdadeiro rugido de leão, penetrando profundamente no coração de todos os presentes. Foi um momento de emoção intensa.
Na sequência, visitamos o Centro Internacional das Mulheres Soka, um espaço dedicado ao desenvolvimento, à formação e ao protagonismo das mulheres na construção da paz mundial. O ambiente expressa a confiança do presidente Ikeda na força transformadora da Divisão Feminina, refletindo a trajetória de inúmeras mulheres que, ao longo das décadas, vem contribuindo para o avanço do kosen-rufu com sabedoria, coragem e compaixão.
Encerrando o dia, tivemos um momento de convivência nas lojas próximas ao complexo central da Soka Gakkai, em Shinanomachi.
E nesse momento tivemos um encontro inesperado e muito especial com o Sr. Hasegawa, que por muitos anos atuou como secretário do presidente Ikeda. Ele cumprimentou cordialmente todos os participantes e teve uma breve conversa com o Sr. Shiratori,presidente, tornando aquele instante ainda mais significativo para o grupo.
Em um clima leve e descontraído, todos puderam interagir, realizar pequenas compras e, ao mesmo tempo, assimilar a profundidade de tudo o que havia sido vivenciado.
Encerramos o terceiro dia com a convicção de que este foi um verdadeiro ponto de transformação, um dia em que aprofundamos nossa fé , fortalecemos nossa determinação e renovamos, de forma viva e concreta, o nosso juramento pelo kosen-rufu.
Acompanhe os relatórios
Curso de Aprimoramento da Primavera da SGI — nº 1
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