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há 2 meses
Jornal do humanismo que transmite palavras de esperança
Diálogo com líderes centrais da Soka Gakkai — [parte 1]
Redação | Seikyo Shimbun
20/04/2026

Participantes do diálogo: Minoru Harada, presidente; Naoki Hagimoto, diretor-representante do Seikyo Shimbun; Masami Nasu, coordenadora da Divisão das Mulheres; Mitsuo Nishikata, coordenador da Divisão dos Jovens; Hiroko Ogushi, líder da Divisão das Mulheres
Hagimoto: No dia 20 deste mês, o Seikyo Shimbun celebra seu 75º aniversário de fundação. Expressamos nossa sincera gratidão aos leitores, bem como às pessoas que sempre nos apoiaram.
Harada: O momento em que Toda sensei e Ikeda sensei conversaram pela primeira vez sobre a concepção da criação de um jornal foi em 24 de agosto de 1950. Exatamente no auge da maior crise enfrentada pelos negócios de Josei Toda.
Nishikata: Naquela mesma noite, Toda sensei chegou a anunciar sua intenção de renunciar ao cargo de diretor‑geral da organização. Em outras palavras, foi no momento de maior adversidade que ele decidiu se lançar a uma reviravolta histórica voltada para a criação de novos valores.
Nasu: Nessa ocasião, Toda sensei foi questionado por Ikeda sensei: “Como os discípulos de Nichiren Daishonin conseguiram superar e sair vitoriosos, apesar da sucessão de grandes perseguições que enfrentaram?”.
Harada: Toda sensei respondeu da seguinte forma: “Daishonin redigiu cartas, escreveu incansavelmente, e continuou a encorajar cada pessoa, uma por uma. Por isso, ninguém foi derrotado, quaisquer que fossem as provações da vida ou da sociedade. Vamos criar, Daisaku, um grande jornal que incorpore esse coração do Daishonin!”.
Nasu: Na primeira reunião de planejamento, realizada no mês anterior ao lançamento, março de 1951, Toda sensei declarou: “Com este jornal, daremos início ao avanço do kosen‑rufu. Precisamos nos tornar, em todos os sentidos, protagonistas da luta no campo das palavras e das ideias!”.
Ogushi: No diário desse dia, o jovem Ikeda escreveu: “Tenho no coração o firme propósito de fazê‑lo crescer e se tornar o maior jornal do Japão e do mundo”.
Harada: Conforme essas palavras indicavam, sensei passou a escrever artigos desde a edição inaugural. Além disso, caminhava pelas redondezas da sede da organização em Nishikanda, apresentando o jornal às pessoas da vizinhança e distribuindo os exemplares pessoalmente.
Amar e cultivar mais que ninguém
Hagimoto: Quem mais amou e cultivou o Seikyo Shimbun foi o presidente Ikeda. Com o sentimento de que escrevia “Cartas aos meus queridos companheiros”, ele deu continuidade a uma produção literária imensa: desde os romances Revolução Humana e Nova Revolução Humana, que se tornaram a mais longa série já publicada em jornais, até propostas de paz, diálogos com intelectuais do mundo todo, palestras em instituições acadêmicas, ensaios, poesias, discursos e explanação dos escritos de Nichiren Daishonin.
Harada: Houve também uma ocasião em que disse o seguinte:
— Em uma época excessivamente sombria, marcada pela proliferação de discursos irresponsáveis e por uma sociedade que mais parece um labirinto, carente de filosofia, o Seikyo Shimbun, como um “jornal de palavras verdadeiras”, tem a missão de se tornar o sol da esperança e iluminar o século 21. Meus companheiros, vamos unir forças e, juntos, cultivar este “castelo do debate do povo”.
Hagimoto: É muito gratificante ver que hoje a edição digital do Seikyo Shimbun é acessada a partir de 227 países e territórios, e já nasceram mais de 90 publicações irmãs. É agora que chegamos, de fato, ao momento de demonstrar todo o nosso potencial.
Nishikata: O presidente do conselho de uma empresa de alcance global expressou plena confiança ao afirmar:
O Seikyo Shimbun possui uma filosofia de respeito pela dignidade humana e transmite argumentos justos em favor da paz mundial. Aqui reside um caminho para resolver os conflitos do mundo. Espero que mantenham essa filosofia mirando os cem e duzentos anos de história.
Ogushi: Um neurocirurgião também afirmou:
No Seikyo Shimbun, mais que nos jornais de grande circulação, há inúmeras palavras que tocam o coração. Recomendo registrar essas palavras em um caderno ou agenda, criando uma “coleção de nutrição para a mente”. Isso não apenas fortalece o cérebro, mas também nutre o coração. Ao utilizar o jornal dessa forma, é possível elevar a qualidade da vida cotidiana.
Publicado no jornal Seikyo Shimbun, 16 abr. 2026
Ilustração: Gemini
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