BM
Notícias
há 14 horas
Como um diamante, TILM celebra 40 anos
Tradutoras e Intérpretes da Lei Mística, grupo da Divisão Feminina, reafirma missão e traça metas ao jubileu de ouro
Redação
11/05/2026

Integrantes do grupo Tradutoras e Intérpretes da Lei Mística (TILM), regem a canção Mais um Dia Feliz, em reunião comemorativa
Em 1987, durante uma Reunião de Líderes em Tiba, no Japão, o presidente Ikeda compartilhou uma reflexão marcante. Em seus incentivos, destacou que, assim como um grande e belo diamante nasce sob intensa pressão, é ao enfrentar adversidades que nos fortalecemos e nos tornamos verdadeiros campeões da vida.
Na ocasião, ele explicou:
O diamante é considerado o rei das pedras preciosas; é o mais forte dos minerais e possui um brilho inigualável. Símbolo de pureza, seu nome se origina da palavra grega “adamas”, que significa “inconquistável” e “invencível”.
Como os diamantes são produzidos? Sabemos que eles são feitos a partir do carbono, assim como o grafite. No fundo do solo do planeta, esse material é exposto a forte calor e pressão, até ao ponto que se transforma na estrutura cristalina de um diamante.
Esse processo é semelhante à forma como nos desenvolvemos. Somente quando expostos à concentrada pressão das dificuldades e ao ardente calor das adversidades é que a essência de nossa vida — o forte eu — se transforma no indestrutível estado de buda como um diamante. É por meio das experiências em enfrentar essas dificuldades que adquirimos o “corpo de um diamante” ou o “corpo do Buda”, que reluz o brilho da felicidade absoluta tão fortemente como o de um diamante, capaz de ofuscar qualquer tipo de sofrimento e desilusão.1
A história do grupo Tradutoras e Intérpretes da Lei Mística (TILM), da Divisão Feminina, começou há 40 anos, quando ainda se chamava grupo Diamante. Naquele período, o treinamento era voltado exclusivamente ao idioma japonês.
Com o passar dos anos, o grupo foi se desenvolvendo, ampliando sua atuação e lapidando sua missão. Em 2009, os grupos Diamante e Línguas Estrangeiras se uniram, dando origem ao TILM, denominação concedida por Ikeda sensei, que expressa com precisão o propósito assumido pelo grupo.
Com o lema “Rainhas da Felicidade em ação, unindo os povos num diálogo de coração a coração”, o TILM reuniu suas integrantes para celebrar os 40 anos de atuação e, ao mesmo tempo, traçar os rumos do futuro. O encontro foi realizado na Sede Social da Divisão Feminina e reuniu integrantes do grupo em um clima de gratidão e decisão. Mais do que uma comemoração, o encontro foi definido como uma reunião de partida rumo a 2036, ano em que o TILM celebrará seu jubileu de ouro [50 anos].
Durante a atividade, Celi Saito, responsável pelo TILM, apresentou direcionamentos visando o maior desenvolvimento do grupo: “Não basta herdar uma história. É preciso decidir continuar escrevendo essa história todos os dias, com coragem, criatividade e senso de missão”.
Celi Saito, responsável pelo grupo Tradutoras e Intérpretes da Lei Mística (TILM) da Divisão Feminina da BSGI
Pensando nos próximos dez anos, Celi propôs um desafio simbólico e profundo: cada participante escreveria uma carta ou bilhete para si mesma, tomando como base quatro marcos no tempo. O primeiro seria o próximo aniversário pessoal; o segundo, uma data intermediária escolhida individualmente; o terceiro, o ano de 2031, rumo aos 45 anos do TILM; e o quarto, 2036, ano do jubileu de ouro. O questionamento central que norteia esse desafio é claro e direto: “Quem você decide ser em 2036?.”
A programação também contou com o incentivo de Selma Inoguti, coordenadora da Divisão Feminina da BSGI, que parabenizou a trajetória do grupo e reforçou a importância da atuação plena: “Uma tradução de alto nível exige muito mais do que traduzir palavra por palavra. É preciso acumular conhecimento, estudar o Budismo Nichiren, compreender o contexto e desenvolver técnica e sensibilidade”.
Selma Inoguti, coordenadora da Divisão Feminina da BSGI em incentivos na reunião comemorativa do TILM
Selma destacou ainda o papel da voz como instrumento essencial de comunicação e deixou três referências para a atuação: “Precisamos encarar a realidade, dar significado a ela e, sobretudo, fazer acontecer”.
Nota:
1. Brasil Seikyo, ed. 2. 247, 11 out. 2014, p. B2.
Compartilhe