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há 8 horas
Conversas inadiáveis
Departamento de Saúde da Bahia promove encontro sobre a importância de falar sobre a morte em vida
Redação | Colaboração local
17/06/2026

Palestra "Conversas Inadiáveis — A importância de falar sobre a morte em vida” realizada pelo Depas Bahia (Salvador, maio 2026). Fotos: Colaboração local
No dia 30 de maio, o Departamento de Saúde (Depas) da Bahia realizou mais um de seus encontros temáticos . Desta vez, abordando um assunto que ainda é pouco discutido no dia a dia: a morte.
Com o tema “Conversas Inadiáveis — A importância de falar sobre a morte em vida”, a atividade reuniu membros e convidados em um ambiente acolhedor de reflexão sobre a finitude, a perspectiva budista e a qualidade de vida.
A palestra foi conduzida por Natália Mendes, médica geriatra e responsável pelo Depas Bahia, e por Jennifer Zamboni, psicóloga clínica e vice-secretária do departamento.
A preparação do encontro foi inspirada no livro Desvendando os Mistérios da Vida e da Morte , de Daisaku Ikeda, que aprofunda a compreensão budista sobre a existência, a impermanência e o sentido da morte.
Logo no início, as palestrantes trouxeram um olhar histórico sobre a relação da sociedade ocidental com a morte. “Em outros tempos, morrer era um processo vivido em casa, cercado pela presença da família e da comunidade. Com o avanço da medicina e a criação dos hospitais, esse momento foi sendo transferido para o ambiente clínico e, gradualmente, afastado do cotidiano, até se tornar um tema evitado”.
A palestra foi conduzida por Natália Mendes, médica geriatra e responsável pelo Depas Bahia, e por Jennifer Zamboni, psicóloga clínica e vice-secretária do departamento
As conversas que não podem esperar
A segunda parte do encontro foi dedicada às chamadas “conversas inadiáveis”, aquelas que muitas vezes deixamos por desconforto, medo ou pela ilusão de que ainda haverá tempo.
Foram destacadas quatro dimensões dessas conversas:
Gratidão: expressar às pessoas o quanto elas são importantes;
Reconciliação: resolver mágoas enquanto ainda há tempo;
Legado: refletir sobre quem estamos nos tornando e como queremos ser lembrados;
Prática: tratar de decisões concretas, como vontades e escolhas para o fim da vida.
Nesse momento, a Dra. Natália compartilhou experiências vividas com pacientes em fase terminal, mostrando, de forma sensível e concreta, como essas conversas têm o poder de transformar a despedida tanto para quem parte quanto para quem permanece.
O encontro também destacou a importância da prática do daimoku, enfatizando que: “O daimoku não é limitado pelo tempo ou pelo espaço. Recitar pelo falecido é um ato de profunda conexão, que também transforma quem pratica, despertando o estado de bodisatva”.
Para finalizar, as profissionais comentaram: “O objetivo dos encontros promovidos pelo Depas Bahia é justamente esse: abrir espaço para temas ligados à saúde e à qualidade de vida que, muitas vezes, evitamos no cotidiano e tratá-los com acolhimento, profundidade e à luz do Budismo Nichiren. Além disso, esses momentos também se tornam uma oportunidade de receber convidados e apresentar o budismo a quem ainda não o conhece, por meio de reflexões que tocam a vida real”.
Colaboração local
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