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há 16 horas
Universidade Soka da América sedia Cúpula da Juventude da Carta da Terra Internacional
Duas jovens brasileiras participaram do evento, que aconteceu entre 11 e 13 de julho
Redação | Seikyo Shimbun
04/08/2026

A maioria dos participantes da Cúpula da Juventude da Carta da Terra ficou hospedada no alojamento da SUA, o que aprofundou o intercâmbio entre eles (Universidade Soka da América, 11 jul. 2026). Fotos: Universidade Soka da América
A Cúpula da Juventude da Carta da Terra, promovida pela Carta da Terra Internacional (ECI), foi realizada entre os dias 11 e 13 de julho de 2026 na Universidade Soka da América (SUA), no condado de Orange, cidade de Aliso Viejo, na Califórnia, Estados Unidos.
Participaram do evento, que contou com a cooperação de 16 entidades, cerca de 120 pessoas, entre estudantes, acadêmicos e ativistas de 29 países, entre 18 e 35 anos. Foram realizadas apresentações e sessões de discussão sobre diversos temas, como o papel dos jovens nas mudanças climáticas, educação e transformação social.
No primeiro dia, o reitor da SUA, Edward Feasel, proferiu as palavras de cumprimento. A diretora executiva da ECI, Mirian Vilela, enfatizou que os jovens são os protagonistas do futuro e expressou sua expectativa numa atuação ainda maior dos participantes.
Na sequência, Esther Agbarakwe, especialista em mudanças climáticas e membro do gabinete do secretário-geral da ONU, enfatizou em sua palestra que é imprescindível expandir o círculo de empatia e cooperação entre os jovens em relação às mudanças climáticas. Segundo ela, os jovens são “o recurso mais importante do mundo”.
No segundo dia da cúpula, Nnaemeka Phil Eke-okocha, da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (SDSN), e Masahiro Yokoyama, do Centro de Paz da Soka Gakkai Internacional (denominado SGI Peace), subiram ao palco juntos. Phil Eke-okocha afirmou que a ajuda mútua que ultrapassa as fronteiras nacionais é de suma importância para a concretização de uma sociedade sustentável e defendeu a criação de uma sociedade simbiótica centrada no diálogo.
Yokoyama falou sobre a realização da exposição “Sementes da Esperança e Ação” produzida pela SGI em parceria com a ECI e que foi traduzida para onze idiomas e exibida em 25 países. Ele afirmou que a mudança do coração, defendida repetidamente por Daisaku Ikeda em suas propostas ambientais, servirá como diretriz para iluminar o mundo turbulento em que estamos vivendo. O presidente do conselho da Carta da Terra Internacional, Michael J. Bracken, também proferiu palavras de cumprimento.
Nas sessões de discussão realizadas diariamente em grupos menores, foram apresentadas pesquisas e realizados debates sobre temas como “Sustentabilidade e a Carta da Terra no ambiente educacional” e “Conhecimentos e habilidades necessárias para a transformação”.
Representantes do Brasil
Lygia Diniz, vice-presidente do Instituto Soka Amazônia e Brenda Hada, consultora participaram das atividades e compartilharam experiências desenvolvidas pela instituição na área de educação ambiental e formação de jovens líderes.
Durante a Sessão 3, intitulada “Experiências usando a Carta da Terra”, Brenda Hada e Lygia Diniz apresentaram a trajetória do Instituto Soka Amazônia, com destaque para a metodologia e os resultados da Academia Ambiental. Foram compartilhadas informações sobre o público atendido, as atividades desenvolvidas, depoimentos de participantes e a forma como o programa incorpora os princípios da Carta da Terra e contribui para o alcance dos ODS.
Na ocasião, também foi exibido o teaser do documentário sobre educação ambiental produzido pelo Instituto. Posteriormente, dez participantes assistiram à versão completa da produção e encaminharam comentários e sugestões que serão considerados nos ajustes finais do filme.
O segundo dia concentrou-se em oficinas temáticas, sessões paralelas e atividades voltadas ao desenvolvimento de competências práticas para a liderança jovem. Os participantes aprofundaram temas como comunicação para transformação social, pensamento sistêmico, incidência política, mobilização comunitária e construção de narrativas capazes de inspirar mudanças individuais e coletivas.
Nesse dia, Lygia Diniz participou como painelista da plenária “Enxergando a educação com novos olhos: explorando os conhecimentos, valores, habilidades e atitudes necessárias para o século 21”. Durante sua apresentação, Lygia compartilhou experiências do Instituto Soka Amazônia voltadas à formação de cidadãos comprometidos com a sustentabilidade, articulando reflexões sobre a crise socioambiental, a importância da esperança como motor da ação e o papel transformador da educação.
Como exemplos concretos, apresentou atividades da Academia Ambiental e relatos de parti cipantes impactados pelas iniciativas do Instituto. Ao relacionar os princípios da Carta da Terra, o pensamento do fundador, Dr. Daisaku Ikeda e experiências de educação ambiental, destacou como conhecimento, valores e ação podem inspirar jovens a se tornarem agentes de transformação em suas comunidades.
Matéria publicada no jornal Seikyo Shimbun, 28 de julho de 2026.
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Depoimentos
“Foi uma oportunidade valiosa de aprender com as experiências e iniciativas desenvolvidas por jovens de diferentes partes do mundo. Essa troca de conhecimentos e perspectivas reforça que a construção de um futuro mais sustentável depende da colaboração, do diálogo e da aprendizagem mútua."
Lygia Diniz
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“Participar da Conferência da Juventude da Carta da Terra, representando os jovens do Brasil e o trabalho realizado pelo Instituto Soka Amazônia, foi muito gratificante. Levarei para o meu dia a dia e para o meu trabalho em prol da proteção ao meio ambiente e das questões socioambientais as trocas de conhecimento e experiências que tive com outros jovens de diferentes partes do mundo. Volto ainda mais convicta de que, por meio do diálogo inclusivo, da educação humanista e da ação coletiva, podemos cultivar esperança e construir um futuro mais sustentável para todas as pessoas.”
Brenda Hada
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