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há um dia
Uma vida jubilosa
Redação
04/09/2026

Amanda (à esq.) em férias com a família. Bernardo (marido), Maria Helena (filha) e Clarissa (filha).
Conheci o Budismo de Nichiren Daishonin aos 9 anos por intermédio do meu pai. Hoje, com o coração transbordando de alegria, compartilho com todos os grandes benefícios que colho na minha vida cotidiana, frutos de muitos anos de prática da fé e de dedicação sincera ao ser membro do Departamento de Contribuintes (Kofu).
Olhando para trás, percebo que minha história de vitória começou a ser desenhada na juventude. Como integrante do grupo Nova Era Kotekitai, atual Asas da Paz Kotekitai do Brasil, ainda jovem, tive a honra inesquecível de me apresentar para Ikeda sensei, em 1993, durante o minifestival no Rio de Janeiro. Essa experiência marcou minha vida para sempre.
Houve uma época em que minhas condições financeiras eram extremamente restritas. Foi justamente nesse período desafiador que recebi um incentivo para desafiar ainda mais a participação no Kofu, mesmo sem ter condições. A partir daí, com a sincera recitação de daimoku, decidi que venceria e que jamais ficaria sem fazer essa contribuição. Com muita disposição e criatividade, naquele período, fiz uma rifa de uma caixa de bombons para adquirir o valor que havia objetivado e assim realizar o Kofu.
Nessa ocasião, estava com 20 anos e trabalhava dando aulas de reforço em casa. Não demorou muito, fui aprovada em um concurso e consegui minha primeira matrícula pública, mas a realidade era cheia de desafios e de compromissos. Iniciei a faculdade e, nessa época, atuei como membro do Departamento dos Universitários (hoje Divisão dos Universitários — DUni). Precisava pagar as mensalidades e custear as despesas de transporte. Acima de tudo, fazia questão de manter meu ritmo para frequentar as atividades da Gakkai, as quais sempre foram muito distantes da minha casa, pois moro em uma cidade do interior.
Mesmo quando parecia difícil, nunca deixei de participar. Na organização de base, sempre assumi responsabilidades junto com minhas companheiras, levando no meu coração um incentivo do Mestre, extraído do romance de sua autoria, Nova Revolução Humana, que diz:
Quando existe uma pessoa que atua com seriedade e firme consciência de sua missão, tudo se desenvolve (...). Isso é possível porque a propagação se inicia com o ato de vencer a si mesmo, de superar a fraqueza interior e as dificuldades imediatas da vida.1
Cultivei em meu coração a decisão de que cada contribuição e cada dedicação feitas com total sinceridade eram sementes de boa sorte que estava plantando na vida.
E a Lei Mística não falha! Assim que terminei a faculdade, enfrentei mais uma grande batalha financeira para realizar um dos maiores sonhos da minha vida: ir ao Japão para participar de um curso de aprimoramento. Lembro-me de que, ao receber a ligação dizendo que havia sido selecionada para participar, meu saudoso pai falou para eu agradecer e dizer que não iria, porque não tínhamos nenhuma condição financeira para arcar com aquela viagem.
Porém, no meu coração, havia o imenso desejo de revolucionar minha vida e inspirar minhas amigas da Juventude Soka. Isso com base na frase das escrituras de Nichiren Daishonin que diz: “Mesmo que o fluxo e o refluxo da maré cessassem; e o Sol nascesse no oeste, jamais ocorreria de as orações do devoto do Sutra do Lótus ficarem sem resposta”.2
Custeei cada detalhe daquela viagem com muito esforço, mas a alegria de selar meu juramento de discípula superou qualquer barreira. Meus companheiros do grupo e eu, éramos dezesseis jovens, tivemos a boa sorte de viver três momentos inesquecíveis com o Mestre.
Os anos se passaram e os benefícios começaram a se manifestar de forma grandiosa e sólida. Após a faculdade, cursei pós-graduação e mestrado. Casei-me e adquiri casa própria e, com imensa alegria, construímos nela uma sala dedicada especialmente para a realização das atividades em prol do kosen-rufu, pois, em meio a tantos objetivos, o maior de todos é propagar o Budismo Nichiren onde moro. No campo profissional, conquistei minha segunda matrícula pública, consolidando a estabilidade profissional.
Além disso, um dos maiores prêmios da minha dedicação ao kosen-rufu se reflete dentro do meu lar. Meu marido, mesmo sem praticar diretamente, tem pleno respeito e admiração pela Gakkai, pelas pessoas (as quais ele chama de amigos e recebe com total zelo em nossa residência) e por Ikeda sensei.
Ele sempre foi meu maior apoiador e, mais que isso, constantemente demonstrou uma preocupação genuína em me proteger e em criar as condições possíveis para que nossas filhas e eu possamos participar das atividades da organização da maneira mais confortável e tranquila. Compreendo perfeitamente que o apoio dele é a própria manifestação das funções protetoras do universo, protegendo nossa família.
Agora, sigo me esforçando diariamente com base no daimoku para incentivar cada amiga a desafiar as próprias circunstâncias por meio da prática da fé, além de me empenhar de coração na concretização do shakubuku. Sinto uma gratidão imensurável por todas as oportunidades que vivi e continuo vivendo dentro da Soka Gakkai.
Meu maior desejo, daqui para a frente, é continuar correspondendo, dia após dia, aos ideais do meu mestre, dedicando a vida a me tornar uma pessoa de valor e a inspirar tantos outros companheiros a nunca desistir de seus sonhos.
Sou imensamente grata ao Gohonzon, ao meu Mestre da vida e aos meus companheiros que sempre me incentivaram.
Muito obrigada!
Amanda de Oliveira Veiga, atua como líder da Divisão Feminina de RM, Coordenadoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (CGERJ)
Você vai gostar:
Informativo completo sobre o Departamento de Contribuição (Kofu)
Notas:
1. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 7, p. 89, 2022.
2. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 362, 2020.
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