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há 11 horas

Transformando cada desafio em força para vencer

Redação

10/09/2026

Transformando cada desafio em força para vencer

Adriano Araújo de Paiva, responsável da RM Fortaleza, compartilha uma trajetória marcada pela superação de desafios pessoais, profissionais e de saúde por meio da prática budista. Ao longo de quase 21 anos de fé, enfrentou a falência de uma empresa, graves problemas cardíacos, perdas familiares, um câncer inicial e um período de depressão profunda.

Em cada etapa, encontrou no daimoku, no estudo da obra Nova Revolução Humana e no apoio dos companheiros de prática a força necessária para seguir em frente.

Hoje, com a saúde restabelecida e renovada determinação, Adriano reafirma seu juramento de contribuir para o desenvolvimento da Juventude Soka e para o avanço do kosen-rufu. Sua experiência demonstra que, quando baseada na fé, toda dificuldade pode se transformar em esperança e vitória.

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Meu nome é Adriano Araújo de Paiva. Sou casado com a Patrícia, a pessoa mais extraordinária que encontrei nesta existência, e juntos temos nosso filho Lucas, de 17 anos, que vem fortalecendo cada vez mais sua atuação no grupo Sokahan.

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Neste ano, completo 21 anos de prática budista no dia 18 de novembro. Sou engenheiro de formação, atualmente atuo como corretor de imóveis e tenho a missão de atuar como responsável da RM Fortaleza, uma localidade pela qual nutro um profundo sentimento de gratidão e amor.

Sempre fui apaixonado pela leitura. Há muitos anos cultivo o hábito de ler diariamente, especialmente as orientações de Ikeda sensei, além do Brasil Seikyo e da revista Terceira Civilização. Posso afirmar que foi por através do estudo que fortaleci minha determinação e aprofundei minha compreensão sobre a missão que compartilhamos como discípulos do mestre.

Ao longo da minha caminhada como praticante, aprendi algo muito valioso: nenhum sofrimento é em vão. Costumo dizer que nossas dores podem se transformar em patrimônio de vida. Quando encaradas com coragem e fé, elas se tornam fonte de sabedoria e experiência para apoiar outras pessoas que também enfrentam desafios. Quando olho para trás e recordo os desertos, vales e montanhas que atravessei, meu coração se enche de gratidão. Cada obstáculo superado fortaleceu minha convicção de que posso contribuir ainda mais com a felicidade das pessoas e com o avanço do kosen-rufu.

Minha trajetória de prática foi marcada por muitos desafios. Em 2013, enfrentei a falência de uma empresa que empregava cerca de quarenta colaboradores. Logo depois, entre 2014 e 2015, nosso distrito travou uma intensa luta de shakubuku, período em que fiz o desafio de visitar o Japão.

No entanto, poucos meses antes da viagem, fui acometido por uma dengue hemorrágica seguida de uma parada cardíaca. Mesmo diante daquela situação extrema, mantive vivo o desejo de continuar lutando e cumprindo minha missão. Consegui me recuperar, viajar ao Japão e renovar meu juramento seigan no Auditório do Grande Juramento. Foi uma experiência que marcou profundamente minha vida.

Os anos seguintes também foram difíceis. Em 2017, perdi meu irmão. Em 2018, minha mãe e, posteriormente, minha sogra. Foram despedidas dolorosas, mas a prática budista e o estudo das orientações me ajudaram a transformar o sofrimento em valor humano e determinação para seguir em frente.

Em 2019, apesar de manter uma rotina saudável e apresentar ótimos resultados nos exames médicos, uma angiotomografia revelou graves obstruções nas artérias coronárias. Fui submetido a um cateterismo e a uma angioplastia com a colocação de três stents.

Pouco tempo depois, durante uma viagem para participar do gongyo de Ano-Novo na BSGI, em São Paulo, passei mal durante o voo. Ao chegar, fui internado na UTI. Uma nova lesão grave havia surgido e precisei passar por outro procedimento para a colocação de mais um stent.

Mesmo assim, no dia 1º de janeiro de 2020, participei do gongyo de Ano-Novo e tomei uma decisão que mudaria minha vida: adquirir o volume 29 da Nova Revolução Humana e iniciar a leitura completa da obra, renovando meu juramento ao mestre e ao kosen-rufu.

Ao retornar para Fortaleza, comecei imediatamente esse desafio. Pouco depois, recebi a indicação para assumir a responsabilidade da RM Fortaleza. Confesso que senti um frio na barriga. Perguntava a mim mesmo se estaria à altura dessa missão.

Em seguida, veio a pandemia. A sociedade e a organização enfrentaram um período sem precedentes. Diante de tantas perdas, incertezas e notícias difíceis, comecei a sentir uma tristeza constante e uma profunda melancolia. Foi então que encontrei, nas páginas da Nova Revolução Humana, um verdadeiro diálogo diário com o mestre. Cada capítulo trazia encorajamento, esperança e direção.

Ao final de 2020, concluí a leitura de todos os volumes publicados até então. Aquele estudo transformou minha maneira de enxergar os desafios e fortaleceu minha determinação para continuar avançando.

Nos anos seguintes, outros obstáculos surgiram: perdi meu sogro e meu pai, enfrentei um câncer inicial no intestino, felizmente superado, além de um quadro severo de fadiga e exaustão constante. Depois de muitos exames, fui diagnosticado com apneia grave do sono. Minha qualidade de vida e minha produtividade foram profundamente afetadas, gerando inclusive dificuldades financeiras para nossa família. Com o agravamento da situação, desenvolvi uma depressão profunda. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Perdi a vontade de viver e já não conseguia realizar minha prática diária como antes.

Naquele momento, algo fundamental aconteceu: busquei apoio. Conversei abertamente com meus líderes e companheiros de fé. Compartilhei minhas fragilidades e decidi não lutar sozinho.

A partir daí, retomei minha prática com renovada determinação. Também procurei tratamento médico especializado. Os exames apontaram a necessidade de uma cirurgia urgente para corrigir a apneia. Graças aos cuidados médicos, ao daimoku sincero e ao apoio incondicional dos companheiros, a cirurgia foi um sucesso.

Hoje, olhando para trás, tenho absoluta convicção de que o daimoku compartilhado com os companheiros, o espírito de "ninguém solta a mão de ninguém" e os estudos da Nova Revolução Humana foram decisivos para que eu pudesse vencer aquele período tão delicado.

Compreendi, na prática, o significado do Budismo de Nichiren Daishonin: transformar veneno em remédio e converter até mesmo os maiores sofrimentos em missão e valor.

Por isso, acredito que não importa há quanto tempo praticamos ou qual é nossa responsabilidade dentro da organização. Todos estamos sujeitos a enfrentar tempestades. A diferença está em como escolhemos enfrentá-las, apoiados pela fé, pelo mestre e pelos companheiros.

Uma frase de Ikeda sensei, no capítulo "Corrida Impiedosa", da Nova Revolução Humana, sempre toca profundamente meu coração

A experiência de lutar contra a doença também se torna uma força para impulsionar o kosen-rufu. Este é o budismo que faz com que tudo na vida ganhe significado.

Em julho de 2026, tive a alegria de participar do curso de aprimoramento dos grupos horizontais da CRE Leste, apoiando a logística da Juventude Soka. Foi emocionante testemunhar a energia, a capacidade e o potencial dos nossos jovens. No mês seguinte, participei das comemorações dos 60 anos da Divisão Sênior na BSGI, em São Paulo. Naquela ocasião, gravei no coração uma frase que levo comigo diariamente: "Conduza uma vida da qual sinta orgulho".

Recentemente, estive em Caicó, no Rio Grande do Norte, participando do desfile cívico de 7 de Setembro ao lado dos grupos horizontais da nossa querida Juventude Soka da CRE Leste.

Ver os jovens se dedicando intensamente nos ensaios, nos bastidores e nas apresentações, incluindo meu filho Lucas, foi uma experiência emocionante. Naquele momento, renovei minha convicção sobre o futuro brilhante da nossa organização.

Hoje, estou respirando bem, com saúde física e mental restabelecidas, avançando profissionalmente e cultivando novos sonhos.

Renovo também meu juramento seigan de criar as melhores condições para que a Juventude Soka alcance uma expansão sem precedentes. Guardo no coração o sonho e a determinação de ver concretizados um Centro Cultural no Nordeste e uma unidade do Colégio Soka em Fortaleza. E sigo orando com daimoku sincero para transformar esses objetivos em realidade.

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Alegria e união com os membros da localidade

Muito obrigado por dedicar seu tempo à leitura deste relato. Espero que minha experiência possa fortalecer a convicção de que, independentemente do desafio que enfrentamos, jamais estamos sozinhos quando avançamos junto com o mestre, os companheiros e o Gohonzon.

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