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há 9 horas
BSGI homenageia entes queridos na cerimônia de finados
Redação
02/11/2026

Na manhã do dia 2 de novembro, foi realizada a cerimônia de finados no Palácio Memorial da Paz Eterna, em Itapevi, São Paulo, com transmissão simultânea pela internet e assistida em todo o Brasil e em outros países. As orações direcionadas aos entes e amigos falecidos foram conduzidas pelo presidente da BSGI, Miguel Shiratori.
Na transmissão, durante a recitação do gongyo e oferecimento de incenso (shoko), nome dos membros da BSGI, que encerraram a nobre existência, foram exibidos como forma de honrá-los.
Líderes da BSGI transmitiram incentivos. Edjan Santos, coordenador da Juventude Soka do Brasil, falou sobre o nobre ato em orar pelos entes falecidos e compartilhou incentivos de Ikeda sensei: “O presidente Ikeda orienta que os nossos laços são eternos e toda saudade se converterá alegria maior."
E compartilhou palavras de Ikeda sensei:
Vidas ligadas pela Lei Mística estão sempre juntas, transcendendo os limites de vida e morte, encorajando-se, protegendo-se e guiando-se reciprocamente enquanto trilham um caminho de felicidade e vitória absolutas.
Não existe tristeza ou melancolia no mundo da Lei Mística. Familiares que praticam a Lei Mística sempre serão envoltos pelo brilho do luar da eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza — as “quatro nobres virtudes” do estado de buda. A vida deles transmitirá imensurável esperança e coragem àqueles que seguem seus passos.
A coordenadora da Divisão Feminina (DF), Selma Inoguti, em seus incentivos, discorreu sobre a importância em orar pelos falecidos. Ela disse: “Nichiren Daishonin nos ensina que a força da nossa oração pode aliviar os desafios e melhorar as condições de renascimento do ente querido. Ele afirma que isso acontece porque as orações feitas com o Estado de Buda possuem a capacidade de ir além das fronteiras da vida e da morte. A vida é a joia mais preciosa que temos, por isso vamos cuidar da saúde e viver com vitalidade, buscando vitórias e felicidade.
Selma compartilhou trecho da obra de Ikeda sensei Você, os Outros e o Mundo, no capítulo “Como lidar com a morte de uma pessoa amada”. Neste capítulo, presidente Ikeda responde à pergunta: “Meu daimoku pode alcançar alguém que já faleceu?”.
E Ikeda sensei responde: “ O som da nossa oração alcança a existência daqueles que entraram no estado de morte e, obviamente, o daimoku também alcança aqueles que ainda estão vivos. O poder do Nam-myoho-renge-kyo pode iluminar qualquer lugar do Universo, com a luz calorosa da esperança, da paz e do conforto”.
Ao final, Selma utilizou a palavra “saudade” para finalizar: “Gostaria de lembrar uma palavra que usamos no Brasil e que expressa o carinho por quem faz falta: saudade. Que, em união e apoiando uns aos outros, possamos atravessar os momentos difíceis e, no tempo de cada um, transformar essa saudade em força para viver. Que o amor de quem partiu continue a nos inspirar, e que cada um possa viver da melhor forma possível, com esperança no coração e sempre recitando ‘muito mais daimoku’”.
Miguel Shiratori, presidente da BSGI, em suas palavras, destacou que a vida e a morte são unas e expressões da Lei Mística, conforme expõe o presidente Ikeda. “Nichiren Daishonin ensina que a perda de uma pessoa querida faz parte do sofrimento humano, mas que o daimoku recitado atinge a vida de ambos [a vida do falecido e a nossa] e isso faz com que manifestemos as quatro virtudes do Buda”. Shiratori também incentivou sobre as nossas ações como praticantes e salientou que o estudo do budismo faz com que ultrapassemos este momento de dor.
Compartilhando incentivos do presidente Ikeda sensei, Shiratori mencionou:
Daishonin explica que myo (místico) representa a morte, e ho (Lei), a vida. Isso significa que a Lei Mística incorpora as “duas fases da vida e da morte”, ou a vida em sua totalidade. Em outras palavras, a vida e a morte integram e são inerentes à Lei Mística, a lei fundamental do Universo. De fato, ambas constituem seu ritmo inato.
Com base no conceito de origem dependente, o budismo afirma que tudo existe numa relação de interdependência, ou seja, nada existe isoladamente. Os seres vivos, os fenômenos e suas diversas causas e condições, surgem, mudam e desaparecem numa rede de inter-relações infinita. Quando pensamos nisso, o fato de o Universo estar infinitamente interconectado, e a vida e a morte de todos os seres individuais fazerem parte dessa rede interdependente é algo realmente maravilhoso e insondável. Por isso, a lei do Universo se chama “Lei Mística”.
Ao final de suas palavras, Shiratori enalteceu: "Dessa forma, aprendemos que a vida é eterna e essa é a extraordinária força da lei mística. Com certeza, nossos entes devem estar felizes com a realização dessa cerimônia. Em nome de todos os líderes da BSGI, todos possam superar a dor do luto e seguir em frente com renovada coragem e esperança: A partir de hoje, estabelecemos que o Palácio Memorial da Paz Eterna, se torne a ‘ Cidade Eterna’ da inseparabilidade da vida e da morte do kosen-rufu do Brasil”.
A Camerata Ikeda da Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda (OFBHI) apresentou-se com a canção Sekai no Tomoto que significa “Com os Amigos do Mundo”.
A BSGI oferece a todos os membros um cartão como lembrança da cerimônia. Para fazer o download, clique aqui.
A transmissão ficará disponível até 2 de dezembro. Para assistir, clique aqui.
Caligrafia de Ikeda sensei é descerrada
A caligrafia “Cidade Eterna”, de próprio punho de Ikeda sensei foi apresentada durante a cerimônia. Clique aqui e leia mais.
As cerimônias no Budismo Nichiren
Todos os dias, a nossa prática diária da recitação do gongyo e do daimoku constitui a realização de cerimônias em memória dos falecidos. Nichiren Daishonin ensina que a verdadeira forma de homenagear os falecidos é transmitir e compartilhar com eles os benefícios e a boa sorte que se obtém com a prática diária da Lei Mística.
Durante a vida de Daishonin, a realização de cerimônias no sétimo dia, quadragésimo nono dia e em outras ocasiões para os falecidos já havia sido estabelecida. Há registros de que os discípulos de Daishonin enviaram-lhe oferecimentos por ocasião da realização dessas cerimônias para seus entes queridos. Embora Daishonin tenha elogiado a devoção de seus seguidores em homenagear os falecidos e ele próprio tenha orado em memória dos falecidos, jamais incentivou os seguidores a realizar cerimônias fúnebres. Não há em seus escritos nenhuma referência às cerimônias fúnebres aos falecidos.
De toda a forma, o Budismo Nichiren ensina o correto caminho para desfrutar uma existência de profundo significado e transbordante de boa sorte e benefícios em todas as fases da vida.
O significado essencial das cerimônias fúnebres da perspectiva do Budismo Nichiren é inspirar nos familiares dos entes falecidos a esperança e a determinação de alcançar o estado de Buda.
Sugerimos a leitura do discurso do presidente Ikeda
A prática diária contínua é o caminho para a iluminação, publicado no BS, ed. 1871, 09 dez. 2006
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