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Crônica
há 2 anos

Crônica

Priscila Góes Ariodante Hidalgo

27/03/2025

Crônica

O Budismo de Nichiren Daishonin entrou na minha família por meio da minha tia. Ela conheceu a prática ao conversar com uma amiga que já recitava Nam-myoho-renge-kyo e foi incentivada a recitar para transformar seus desafios.

Na época, minha tia enfrentava dificuldades financeiras, desarmonia familiar e problemas de saúde. Ao começar a recitar daimoku, ela também convidou minha mãe, que tinha um grande desejo de ser mãe, mas não conseguia concretizá-lo. Ela já havia tentado diversos tratamentos médicos e até feito promessas, mas sem sucesso. Desesperançosa, decidiu experimentar a oração ensinada por minha tia. Foi com a recitação do Nam-myoho-renge-kyo que ela se fortaleceu interiormente e reacendeu a esperança de ser mãe.

Dia após dia, com a prática do daimoku, ela sentiu uma nova alegria surgir em seu coração. Logo, veio a tão esperada notícia: estava grávida! Essa experiência fortaleceu sua convicção no Gohonzon. Nove meses depois, eu nasci muito saudável, apesar de a gestação ter sido um pouco conturbada. Esses desafios só fortaleceram ainda mais a fé da minha mãe.

Outro episódio marcante em nossa família foi a vitória na saúde do meu primo, filho da minha tia. Ele nasceu com hidrocefalia e, aos 3 ou 4 anos, precisava de uma cirurgia para colocar uma válvula que drenasse o excesso de líquido no cérebro. Minha tia, já tendo perdido uma filha pequena, estava muito apreensiva. Então, passou a recitar daimoku com muita intensidade, determinada a transformar aquela dificuldade em vitória, e decidiu que meu primo se tornaria um grande valor do kosen-rufu. Minha mãe e outras companheiras da organização se uniram no daimoku com ela.

De forma surpreendente, a água na cabeça do meu primo começou a diminuir sem intervenção cirúrgica. Hoje, ele é um jovem de 33 anos, líder de Subcoordenadoria da Juventude Soka da BSGI. Como determinado por minha tia, ele se tornou um grande valor para o kosen-rufu.

Recitar o Nam-myoho-renge-kyo é ter a boa sorte de enxergar e transformar qualquer dificuldade em oportunidade e o impossível em possível. Assim como aprendi com meu mestre:

O poder do coração nos capacita a executar uma maravilhosa obra-prima em nossa vida de acordo com o objetivo pintado em nossa mente. Ao encontrar dificuldades, recitamos daimoku para solucionar nossos problemas. Agindo assim, continuamos a avançar, olhando para os nossos problemas a partir de um estado de vida elevado. Quando oramos ao Gohonzon, é como se estivéssemos olhando todo o universo, permitindo-nos observar impassivelmente os sofrimentos que existem em nossa própria vida.1

Nota:

1. Terceira Civilização, ed. 520, dez. 2011, p. 26.

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