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há um ano

Brasil, Monarca do Mundo!

Redação

01/10/2025

Brasil, Monarca  do Mundo!

Em 2001, o presidente Ikeda dedicou ao Brasil um longo poema em que expressa tanto sua admiração quanto sua expectativa em relação ao nosso país. Desse poema, para o qual ele escolheu o título Brasil, Seja Monarca do Mundo!, nasceu uma importante diretriz para nossa vida pessoal e para nossa atuação como discípulos. Vamos entender mais na matéria deste mês em que comemoramos 65 anos da BSGI.

Oh! Brasil! / És minha vida! / Teu levantar impávido / abriu o caminho glorioso / do kosen-rufu mundial!

Nesses versos, entre tantos outros do poema, Ikeda sensei proclama o protagonismo dos brasileiros no movimento pela paz chamado kosen-rufu. Ele também relembra sua visita ao Brasil em 1993 e enaltece a dedicação dos membros brasileiros ao atuarem com base no espírito de mestre e discípulo. Referindo-se ao nosso país como “sublime nação do ser humano”, ele menciona as duras lutas e as vitórias do povo sobre a opressão.

Ao celebrar a rica diversidade da nossa cultura, Ikeda sensei indica para nós sua expectativa de que sejamos um modelo para o mundo.

Em 1960, logo após assumir a função de terceiro presidente da Soka Gakkai, em sua primeira viagem ao exterior, Ikeda sensei declarou que o Brasil era um dos principais motivos de sua viagem.1 Ele sabia que o país reunia características essenciais para o florescimento e o amplo desenvolvimento do kosen-rufu.

Mais do que ninguém, sabemos dos desafios do nosso país, e sabemos que não são de agora — nossa história é repleta de sofrimento e injustiças. E é justamente por isso que não podemos esquecer do seu imenso potencial.

Nosso povo é único, formado a partir da junção das mais diversas culturas. Como brasileiros, temos a rara oportunidade de observar o mundo a partir dessa perspectiva, e podemos traçar uma história de harmonia, união e crescimento mútuo a partir de agora. Podemos, se assim decidirmos, ser um modelo para o mundo e corresponder a essa ampla visão de Ikeda sensei.

Mas por que nosso mestre escolheu o termo “monarca”? O termo original em japonês resulta da combinação de um ideograma que significa “rei”, “soberano”, “o que se sobressai”, “o que se supera” e outro ideograma que indica ser humano, pessoas e povo. Ao escolher esse termo para o título do poema que dedicou a nós, Ikeda sensei quis nos transmitir não só sua expectativa, mas também sua confiança em nossa capacidade de nos superarmos e de nos destacarmos como seres humanos de excelência.

Ao explicar esse termo, ele diz:

Nichiren Daishonin escreve: “Um rei, um monarca, é aquele que valoriza o povo como se fosse seus pais”. Presume-se que as pessoas não devam reverenciar o monarca; o monarca é quem deve respeitar e tratar as pessoas com o maior cuidado. Esse é o modo verdadeiro, o modo budista de se definir um “monarca”. É essencial buscar essa retidão de caráter. As aparências não importam; a Lei eterna e imutável dos seres humanos e o universo são o que contam, e devemos observar tudo baseados nessa Lei.2

Temos, assim, uma clara diretriz para nossa atuação dentro e fora da organização. Como podemos ser monarcas no nosso local de trabalho? Como podemos ser monarcas em nossa família, entre nossos amigos, como membros e líderes da BSGI?

Na concepção apresentada pelo budismo, o monarca trata a todos com o máximo respeito, protege as pessoas e se aprimora constantemente. O monarca é protagonista da própria vida e do local de sua missão.

Conforme os versos do poema que dizem “Sua gente heroica move a história / e é a força que abrirá o futuro”, temos todas as condições de transformar a época e criar para o Brasil e para o mundo uma história em que brilhará o humanismo, o máximo respeito à dignidade da vida.

Notas:

1. Cf. Nova Revolução Humana, v. 1, p. 217.

2. BS, ed. 2.644, 14 out. 2023, p. 4, Encontro com o Mestre.

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