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História Budista
há 5 meses

A Menina-dragão

Redação

22/05/2026

A Menina-dragão

No Sutra do Lótus encontramos a história da “menina-dragão”. Ela era filha de um dos oito grandes reis dragões que habitavam um palácio no fundo do mar.
Quando tinha oito anos, ela ouviu o bodisatva Manjushri transmitindo o ensinamento do Sutra do Lótus no palácio. Ela então manifestou o desejo de atingir a iluminação e se apresentou diante de todos. Porém, até aquele momento, os ensinamentos existentes diziam que somente os homens bons tinham capacidade para alcançar esse feito. As mulheres eram consideradas inferiores e incapazes. Diante da manifestação da menina-dragão, um bodisatva muito estudioso chamado Shariputra reagiu dizendo que era impossível que ela conseguisse atingir a iluminação.
Nesse momento, surpreendendo todos os presentes, a menina-dragão manifestou o estado de buda! Esse acontecimento foi extraordinário, porque além de ser apenas uma garotinha, ela atingiu a iluminação sem mudar sua forma réptil. Esse glorioso momento revelou o imenso poder do Sutra de Lótus, o único que possibilitou uma mulher alcançar o estado de buda. A partir daí, ficou claro também que não apenas ela, mas todas as outras mulheres possuíam o mesmo potencial.
O presidente Ikeda disse:

No Sutra do Lótus, a doutrina da “iluminação das mulheres” está estritamente consagrada. No capítulo 12, “Devadatta”, a comprovação do estado de buda alcançado instantaneamente pela mulher dragão representa as mulheres. Uma mulher pode se tornar buda exatamente como ela é — esta é uma grande declaração que derruba completamente a ideologia da misoginia.¹

Já estamos vivendo o século 21, porém as mulheres ainda enfrentam desafios e sofrimentos na sociedade. Como uma luz de esperança, as integrantes das divisões feminina e feminina de jovens da Soka Gakkai formam uma grandiosa rede de mulheres que recitam o Nam-­myoho-renge-kyo e, por meio de seu comportamento repleto de benevolência, transmitem coragem não apenas a outras mulheres, mas a todas as pessoas de seu convívio, conforme palavras de Ikeda sensei:

São as mulheres Soka que (...) desenvolvem a ação compassiva de “retirar o sofrimento e conceder a felicidade” em meio à realidade social, sempre manifestando a empatia aos sofrimentos e dificuldades das pessoas. É por lutar contra suas próprias dificuldades e sofrimentos que se consegue manifestar a empatia. Extraindo o coração do rei leão, invencível perante os sofrimentos, por meio da recitação do daimoku em conjunto, elas vieram avançando com todas as forças pelo caminho da felicidade, um passo após outro.²

Notas:
1. Aprender com os Ensinamentos de Nichiren Daishonin, p. 141-142.
2. Flores da Felicidade, v. 2, p. 33.

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