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Em Dia
há 21 anos
Um educador deve prezar seus alunos
06/08/2005

Tenho recebido freqüentemente muitos comentários e elogios sobre o engajamento na Educação Soka pela Universidade Soka, pela Faculdade Feminina Soka e pela rede de escolas Soka, tanto do Japão como do exterior.
Num trecho da canção do Colégio Soka consta: “Para quê amarmos as pessoas?”
Esse amor não se trata de amor próprio. Significa amar todas as pessoas indistintamente com um amplo coração. É amar o povo, a humanidade e a paz. Cultivar esse amor pela humanidade no coração dos jovens é também uma missão da educação. Por isso mesmo, os professores devem possuir um profundo amor pelos seus alunos.
Se os professores derem prioridade somente à sua especialização nos estudos e não se preocuparem com o crescimento deles e com o progresso da universidade, não saberão “para quê” tornaram-se educadores. Então, perderão de vista o “para quê” e nisso reside o fracasso de muitos empreendimentos da atualidade.
O propósito da Universidade Soka deverá ser eternamente “para o bem dos estudantes”. O seu espírito fundamental é “considerar os estudantes em primeiro lugar”.
Um educador deve prezar seus alunos muito mais do que seus próprios filhos.
Quando os professores se dedicam no aprimoramento intelectual cultivando tanto o conhecimento quanto o seu caráter como pessoa de primeira categoria, abrilhantarão a sua instituição como um digno centro da educação humanística.
Os senhores são “líderes da educação humanística” e “pilares dourados da educação Soka”.
Sejam professores que todos os estudantes estimam dizendo: “Não existe professor tão caloroso como ele!” ou “Foi realmente muito bom ter conhecido um professor tão maravilhoso!”
Eu também guardo lembranças inesquecíveis de um professor. No quinto e no sexto ano do curso primário tive um professor titular chamado Kohei Hinokiyama.
Numa excursão realizada no sexto ano, gastei todo o dinheiro comprando doces para os meus amigos. O professor Hinokiyama ficou me observando e disse-me discretamente: “Seus irmãos estão na guerra. Não esqueça de comprar um presente para seus pais.” E ele entregou-me algum dinheiro sem que ninguém percebesse. Não foi nenhuma atenção para favorecer-me. Era um professor que se preocupava com todos e conhecia também a situação da família de cada um de seus alunos.
Mesmo após a formatura, nos reencontramos algumas vezes e sempre fui abençoado pelo seu caloroso sentimento. O professor Hinokiyama ficava muito feliz ao saber das minhas viagens pela paz ao redor do mundo. Certa vez incentivou-me dizendo: “Uma grande árvore é invejada pelo vento!”
Ele faleceu serenamente em janeiro do ano passado. Soube que comentava com muita saudade as lembranças do nosso convívio. Não tenho palavras para descrever a gratidão por esse grande mestre e tenho orado profundamente em sua memória.
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