marcar-conteudoAcessibilidade
Tamanho do texto: A+ | A-
Contraste
Caderno
há 14 anos

Entrevista especial [1]

Mestre e discípulo — a vitória dos direitos humanos

04/08/2012

Entrevista especial [1]
Redação: Qualquer que seja o país e independente da época, vemos diversas formas de opressão arquitetadas pelo autoritarismo que teme a força das pessoas do povo. O desenvolvimento da Soka Gakkai também veio sendo estabelecida em meio à história de lutas contra essas forças. Onde o senhor acredita que existem as condições para conduzir à vitória o movimento das pessoas do povo?

Falando como uma pessoa que estuda as leis e as põe em prática, uma importante condição é se o país o governo está funcionado ou não de acordo com as leis.

Nesse sentido, o essencial é a existência de juízes justos e corretos.

Os magistrados devem pertencer a um órgão independente que não seja dominado pelo poder da época, estando numa posição imparcial. Tendo isso como base, é de vital importância que tenham um conhecimento pleno das leis e sejam habilidosos na sua aplicação.

É através disso que o movimento das pessoas do povo superam as opressões infundadas e pode se estabelecer um ambiente para o desenvolvimento sadio. Não se encontra aqui um dos pontos principais do presidente da SGI ter conquistado a vitória, sendo inocentado das suspeitas da violação das leis eleitorais na luta no tribunal?

E, além disso, se as pessoas do povo conseguem ou não manifestar a força para não se curvar perante à opressão é também uma importante condição.

O fundamental nesse caso é a existência de líderes que extraiam a força das pessoas do povo e as liderem corretamente.

No caso do movimento para a independência da Índia, foi Gandhi quem se mostrou um grandioso modelo. Ele também foi levado aos tribunais por uma falsa acusação.

No entanto, ele sublimou a ira e o ódio contra as opressões, transformando-as em decisão para o movimento de não violência, e avançou rumo à grande causa chamada de independência da Índia.

Redação: Onde se encontrava a atração de Gandhi como líder?

Podemos apontar sua dedicação – à custa da própria vida – à visão que ele próprio sustentava, a sua magnânima natureza humana e a sabedoria e capacidade de inspirar as pessoas do povo.

Por exemplo, mesmo que um líder apresente a sua visão, de nada adiantará se ele não tiver convicção e dedicação a essa causa.

Ao contrário, ao dedicar-se a essa visão, surgirá naturalmente uma ação concreta. Um grande resultado do movimento é edificado quando visão, dedicação e ação tornam-se unas.

Sobre a sua magnânima natureza humana, podemos apontar a coragem de avançar rumo à concretização da sua visão e a atenciosa consideração com os que desenvolvem o movimento junto com ele.

Gandhi não falava a repeito da verdade das coisas de uma forma abstrata, sempre pensava e falava transportando essas questões à vida de cada uma das pessoas, como indivíduo. Ou seja, falava a verdade utilizando palavras que eram compreendidas pelas pes­soas do povo.

Somando-se a isso, ele tinha profunda consideração pelas pessoas. É por isso que essas palavras tocavam o coração delas, tornando-se fontes de sabedoria que permitiam a elas ter o correto domínio da essência dos fatos, Isso se tornava a força que motivava e inspirava em direção à ação.

O presidente da SGI também se levantou com essa mesma decisão, e veio edificando sua história de vitórias relacionando-se com as pessoas, exercendo uma grande atração pela sua natureza humana e dando-lhes profundos incentivos.

Compartilhe

Copy to clipboard