BS
Encontro com o Mestre
há 14 anos
O mestre nos ensinou a fórmula da vitória
04/08/2012

Nesse local, no dia 17 de julho de 1957, há exatos 55 anos, a fúria do povo contra o autoritarismo veio à tona e as chamas da justiça se inflamaram na cor rubra — a Convenção de Osaka foi realizada para receber o jovem Daisaku Ikeda, secretário da Divisão dos Jovens, que havia sido preso injustamente sob a suspeita de violar as leis eleitorais e, mesmo inocente, ficou detido por duas semanas; aquela era a data de sua libertação.
Naquele dia, muitos companheiros não conseguiram entrar no Auditório e ouviram os discursos por meio de alto-falantes num espaço externo e improvisado, às margens do rio Nakanoshima.
Entre eles estava Massako Kinetani (vice-responsável de distrito de Kadoma Ojya, Kansai). Ela saiu do banco onde trabalhava e correu para junto do jovem Ikeda de forma que até ficou sem fôlego. Apesar de tudo, o Auditório já estava completamente lotado e todos se aglomeravam no entorno.
Às dezoito horas, a convenção teve início, a chuva caía castigando fortemente o solo acompanhada de raios e trovões, o que não foi motivo para ninguém se retirar. A Sra. Kinetani relembra: “Estávamos encharcados, mas ninguém ligava para isso!”.
A Sra. Kinetani havia se tornado membro da organização em 19 de maio de 1956 junto com sua mãe, Tsuneko. Ela diz orgulhosa: “Minha mãe e eu somos um dos 11.111 Chakubuku daquela luta de propagação liderada pelo presidente Ikeda”. Sua mãe também estava em Nakanoshima naquele dia. Aliás, a maioria do público era composta por novos membros, com pouco mais de um ano de prática.
Muitos eram pobres ou doentes e haviam iniciado a prática para resolver seus problemas, inclusive de relacionamento, e em tão pouco tempo tiveram a oportunidade de realizar a verdadeira prática da fé em prol do Kossen-rufu, lutando contra a tirania do autoritarismo. Qual teria sido a razão disso? Era o fortíssimo calor humano emitido pelo sol chamado Daisaku Ikeda, que prezava cada pessoa, incentivando-a em meio ao povo, correndo por toda a Osaka, num ritmo de atividades totalmente fundamentadas no Daimoku, no estudo dos escritos, e numa postura sólida para corresponder ao seu mestre, o presidente Jossei Toda.
Jamais se afastem da prática da fé
“Moriguti Kadoma é uma saudosa localidade onde travamos a luta pela Lei. Desejo que essa preciosa base de atividades que construímos juntos seja mantida e protegida e a façam se desenvolver ainda mais.”
Essas foram palavras do presidente Ikeda para os companheiros na noite de 13 de março de 1983, quando participou da comemoração do 5o ano de fundação do Centro Cultural Moriguti.
Foi em julho de 1956 que ele participou de uma reunião da Comunidade Moriguti, a última base da Batalha de Osaka, e, em 16 de abril de 1957, fez sua primeira visita ao município de Kadoma.
Naquela data, o secretário Daisaku Ikeda atuou incentivando os membros nos municípios vizinhos de Suita, Moriguti, Katano e Shijo-Nawate, além do norte de Osaka. Quando chegou à residência Ishida, em Kadoma, já estava anoitecendo. Sabe-se que foi mais um descanso para as pessoas que o acompanhavam do que propriamente uma reunião, mas o secretário Daisaku Ikeda começou a perguntar sobre a situação de cada uma das pouco mais de dez pessoas que se reuniram e, esquecendo-se do cansaço, incentivou: “Jamais se afastem da prática da fé. Ao contrário, torne-a cada vez mais firme!”.
A Sra. Tsuneko, mãe da Sra. Massako Kinetani, também ouviu esse incentivo, que abraçou com firmeza enquanto viveu, até os 88 anos. A Sra. Kinetani, que guarda em seu coração preciosas lembranças do presidente Ikeda, ainda luta pelo Kossen-rufu como entregadora dos jornais e revistas da organização e exerce a função de vice-responsável pelo complexo de apartamentos da província.
A Sra. Kayomi, mãe de Shiguenobu Mitsumizo, vice-responsável de distrito da província Kadoma Ojya, também havia ido à residência Ishida.
Conforme registros dos companheiros de Kadoma, o secretário Daisaku Ikeda havia escrito em papel especial e dedicado aos companheiros os seguintes ideogramas: “inabalável”, “luta impetuosa” e “grande vitória”. E quem correu atrás de tinta nanquim e papel especial foi a Sra. Kayomi.
“Para minha mãe, o presidente Ikeda carinhosamente disse: ‘Mamãe, peço que se esforce mesmo que seja difícil, está bem? ’”, relatou o Sr. Mitsumizo, que foi professor de escola, motorista de caminhão e de ônibus e atualmente abriu uma casa de karaokê na cidade. Como responsável pelo complexo de apartamentos da comunidade, ele também ampliou suas amizades.
O Sr. Akinori Inoue, vice-responsável de regional de Kadoma Ojya, é um dos que acompanharam a primeira visita do presidente Ikeda a Kadoma. Ele sorri dizendo: “Fui solicitado a comparecer, independentemente de qualquer coisa, porque teríamos a visita de uma pessoa muito importante e, quando me dirigi ao local, não encontrei ninguém menos que o presidente Ikeda! De todos, eu era o mais novo e apenas disse meu nome e nada mais. O presidente Ikeda tinha uma atitude rigorosa e movimentos muito rápidos, era impressionante”.
Na época, o Sr. Inoue tinha uma pequena mercearia. E 1970, ele estabeleceu uma companhia de transportes. Hoje, com 83 anos, ainda é o presidente dessa empresa e num imóvel de dois andares possui sua casa e seu escritório; e sua casa é sempre utilizada para reuniões da organização.
Esses três veteranos concordam que “é muito bom pertencer à Soka Gakkai e seguir um mestre como o presidente Ikeda”.
O Sr. Inoue diz: “Consta nos escritos que uma mosca azul pode viajar dez mil milhas se estiver presa à cauda de um puro-sangue. Da mesma forma me foi permitido viver com saúde e longevidade. Sou capaz de ultrapassar qualquer situação negativa”.
Há 55 anos, o presidente Ikeda disse no fim da atividade: “Kadoma é a fortaleza de Osaka. Então, se Kadoma for sólida, Osaka estará segura”. Essa frase se tornou uma diretriz eterna para os companheiros cuja disposição era enfrentar o desafio de uma nova batalha.
Mãe invencível e de contínuas vitórias
Em seu depoimento, a Sra. Hissako Yaoi, respeitada carinhosamente como “a mãe de contínuas vitórias”, disse: “Quantas vezes eu não o adverti: ‘O senhor não pode dar tudo o que tem!’”. A natureza do secretário Daisaku Ikeda era dar tudo o que tinha e o que estava usando para as pessoas como forma de incentivo.
“Quando saía da Sede Central de Kansai vestindo um terno, o secretário não estava usando gravata. Imediatamente, a Sra. Yaoi tomou emprestada uma gravata de outra pessoa e correu até ele para lhe entregar”. Assim dizendo, a Sra. Massuko Mineyama, diretora-geral da Divisão Feminina de Kansai, recordava desse acontecimento. Uma cena tão despretensiosa também se tornou agora uma história dourada.
Não conseguir ficar sem incentivar as pessoas com as quais se encontrava era o comportamento do presidente Ikeda. Hoje não é nem um pouco diferente.
Na noite do dia 17 de março de 1983, quatro dias após o momento de incentivos no Centro Cultural Moriguti, o presidente Ikeda visitou o Novo Centro Cultural de Osaka, no bairro de Yodogawa.
A Sra. Yoshiko Ueda, responsável pela DF de comunidade do Distrito Geral Yodogawa, chegava ao seu lar, voltando de seu trabalho; e seu marido, o Sr. Seiryo, vice-responsável de distrito, prontamente lhe disse: “O presidente Ikeda chegou!”. “É mesmo?”. E ela, toda afobada, pegou sua bicicleta e se dirigiu para o Centro Cultural. Ao chegar, ouviu um dos responsáveis da atividade dizer com frieza: “Ele acabou de sair!”. “E agora?! O que vou fazer?”. Então, pensou: “Se ele vai retornar ao Centro Cultural de Kansai, deverá passar pela avenida Shin-midou-suji”.
Ela correu de bicicleta até a estação Nishi Nakajima Minamigata e, num cruzamento de duas avenidas, viu um carro parar no semáforo. “Ah! É Sensei!”, pensou. E instintivamente desceu da bicicleta e se dirigiu até o carro. Da janela do carro, o presidente Ikeda apertou sua mão e disse: “Esforce-se!”. Ela sentiu a suavidade da mão do mestre, que lhe pareceu envolvê-la totalmente. A Sra. Kaneko também sorria e acenava afirmativamente com a cabeça.
Reunindo todas as forças, ela falou: “Eu agora entrego o jornal Seikyo Shimbun!”. Ela havia sido solicitada para fazer as entregas a partir de janeiro daquele ano com o argumento de que só havia ela. Então o presidente Ikeda lhe ofereceu uma caixa de bombons, dizendo: “É que não tenho mais nada aqui”. Tudo isso aconteceu até o semáforo abrir.
Ela deu um bombom para seu marido e para cada um de seus dois filhos e o restante dividiu com os companheiros da comunidade. E comentou: “Foi meu marido quem me incentivou a ingressar na organização, minha convicção ainda era superficial; mas, naquele dia, decidi praticar o budismo por toda a vida”.
A partir de então, durante trinta anos, ela continuou fazendo a distribuição do jornal Seikyo Shimbun em Nova Osaka, porta de entrada da Grande Kansai.
O “outro 17 de julho”
Na província de Nova Osaka, existe a história de “outro 17 de julho”, que se refere a 17 de julho de 1979. Em abril daquele ano, o presidente Ikeda renunciou à presidência, alvo da artimanha e conspiração do clero, traidores que restringiram rigorosamente sua atuação.
Naquele ano não houve nenhuma visita do presidente Ikeda a Osaka. O Festival Comemorativo de Corais, realizado em 15 de julho de 1979 no Auditório Memorial Toda de Kansai, com o lema “Apesar de tudo, nas canções da Soka Gakkai existe a presença do mestre”, contou com a participação da Sra. Kaneko Ikeda.
No dia seguinte, 16 de julho, realizou-se um refrescante Encontro de Verão no Memorial Makiguti de Kansai, atual Sede Toyonaka de Cultura da Paz, promovido pela DF de Kansai.
Ao término do encontro, a Sra. Kaneko disse: “Amanhã, 17 de julho, dia da libertação do presidente Ikeda, poderíamos realizar visitas familiares?”.
Massuko Mineyama, coordenadora da DF de Kansai da época, naquele momento pensou na Sra. Tie Okutani, pioneira da organização. Ela e seu marido, Sr. Iwao Okutani, eram proprietários de uma loja de roupas numa galeria da cidade de Osaka e faziam do andar de cima a base de atividades do Kossen-rufu na localidade.
Eles fecharam a loja e a transferiram para o bairro de Yodogawa, próximo da residência da Sra. Mineyama. Por ocasião do Incidente de Osaka em que o secretário Daisaku Ikeda foi injustamente detido, a Sra. Tie Okutani procurou laranjas da localidade de Kishu e as entregou na casa de detenção.
No momento em que aconteceu o que ela desejava — “encontrar-se com o secretário Daisaku Ikeda pelo menos uma vez — ela escreveu: “Ainda com as algemas nos pulsos ele expressava uma indescritível energia como se quisesse dizer: ‘Eu estou bem e desejo que vocês fiquem tranquilos’. Certamente haveremos de provar a justiça! Esse foi o juramento que nós firmamos, os companheiros que ali estavam e eu”.
A Sra. Tie também escreveu uma carta para a Sra. Kaneko, pensando em sua aflição, e a resposta não demorou: “O estado de meu marido é melhor que anteriormente. Como eu também sempre o ouvia dizer que, em algum momento, certamente isso deveria ocorrer, minha disposição é excelente. A situação pode ser de aflição pela completa incerteza sobre o que poderá ocorrer, mas desejamos que nossa atitude, desde a pior até a melhor, esteja baseada em nosso mestre, o presidente Toda”.
Desde a ocorrência desse fato, vinte e dois anos se passaram até esse encontro em 1979, em que a Sra. Kaneko Ikeda disse: “Vim no lugar de meu marido”.
Os companheiros da comunidade a rodearam para um harmonioso diálogo. A Sra. Tie confidenciou o problema de audição que seu filho único, Naoya Okutani, líder de comunidade, tinha desde quando nasceu.
A Sra. Kaneko a incentivou: “Devemos reconhecer sinceramente que é extraordinário poder realizar uma prática da fé de harmonia familiar!”.
Três anos após essa visita da Sra. Kaneko, Naoya se casou com Mitiko, vice-responsável de comunidade pela DF, que também sofria com o mesmo problema de audição do marido, causado por uma injeção de estreptomicina que tomou quando tinha apenas 2 anos.
Marido e mulher, ajudando-se mutuamente, ultrapassaram o mesmo obstáculo. E quando estavam com cinco anos de casamento, nasceu Naomi, a filha mais velha, um presente da vida, que atua como responsável de regional pela DFJ. A segunda filha, Naoki, estuda no 7o ano do ensino fundamental da Escola Soka de Kansai.
Na sala em que a Sra. Tie Okutani recebeu a visita da Sra. Kaneko havia um grande quadro com uma foto comemorativa do dia 17 de julho de 1957.
O presidente Ikeda declara sua absoluta confiança em Kansai: “Entre todos os senhores e eu, não há nada que nos atrapalhe” e “A determinação de luta conjunta que manifesta o sincero desejo de lutar pelo Kossen-rufu junto comigo tornou-se a força motriz de todos os membros”.
Em todos os cantos de Osaka em que o presidente Ikeda orou, dialogou e percorreu existem sucessores do juramento da profunda luta conjunta de mestre e discípulo Soka que solidamente transcende gerações.
Continua na próxima edição.
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