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há 12 anos

Espírito de doação

A base fundamental para o acúmulo de boa sorte e felicidade

06/09/2014

Espírito de doação
PARTICIPANTES DO DIÁLOGO DESTA EDIÇÃO:

Júlio Kosaka, presidente da BSGI; Naoto Yoshikawa, 1o vice-presidente

da BSGI; Paulo Endo, vice-presidente e coordenador do Departamento de Estudo

do Budismo da BSGI; Antônio Júnior, coordenador da DMJ da BSGI; Lilian Noda, coordenadora da DFJ da BSGI

Júlio Kosaka: Estamos em setembro. Como o tempo voa! A propósito, estão programadas para este mês duas importantes atividades, Kofu e o Exame de Admissão do Departamento de Estudo do Budismo. Dessa forma, vamos reconfirmar a participação nesses dois eventos fundamentais.

Naoto Yoshikawa: Kofu é uma nobre atividade que nos permite servir ao kosen-rufu com as nossas contribuições. Por isso, nosso mestre, presidente Ikeda, afirma no romance Nova Revolução Humana que poder contribuir com o custeio das despesas é propriamente uma doação para o kosen-rufu (v. IV, capítulo “Triunfo”, p. 73).

Kosaka: Em se tratando do espírito de doação no budismo, sempre me recordo de uma passagem dos escritos em que o buda Nichiren Daishonin dirigia as seguintes palavras aos discípulos que faziam oferecimentos: “Com toda a certeza, o senhor plantou sementes de boas causas no solo da boa sorte. Minhas lágrimas não cessam quando penso nisso [na sua calorosa dedicação]” (Gosho Zenshu, p. 1.595).

Paulo Endo: Há outra passagem da escritura O Presente de Arroz que nos ensina a importância da sinceridade no oferecimento: “Os veneráveis (...) consagraram-se pelo oferecimento do seu próprio corpo, enquanto os mortais comuns podem se consagrar pela sinceridade com que doam” (END, v. 1, p. 431).

Naoto: Sem dúvida, o ponto mais importante na atividade do Kofu está na sinceridade com que se faz o oferecimento e na consciência de que é uma doação para o kosen-rufu. Pois, a promoção saudável de atividades proporciona maior incentivo às pessoas que delas participam, fazendo manifestar uma grande força e esperança. O valor profundo do significado do Kofu não se encontra somente em cuidar de centros culturais e sedes regionais ou sustentar financeiramente as atividades, mas no objetivo de tudo isto, que é salvar vidas.

Antônio Júnior: Certa ocasião, recebi uma visita de um líder da DMJ. Na época eu não estava trabalhando e inevitavelmente surgiu o assunto da minha situação financeira. Ao me incentivar sobre o espírito de doação, ele me contou seu relato e disse que o mais importante no Kofu não é simplesmente a quantia e sim a gratidão de poder oferecer sua contribuição pelo avanço do kosen-rufu.

Kosaka: Por ocasião de sua terceira visita ao Brasil, em 1984, o presidente Ikeda afirmou: “Gostaria de explanar sobre o significado do espírito de doação de duas perspectivas: a doação em termos materiais e a doação em termos da Lei. A primeira significa que doamos dinheiro e outras coisas aos “três tesouros” [o Buda, a Lei e a Ordem budista] para expressar nossa sincera consideração a estes. A fé com a qual fazemos tais oferecimentos materiais nos habilitará acumular uma boa sorte imensurável.

Naoto: Ah, lembro-me muito bem dessa orientação. O presidente Ikeda continuou dizendo: “A doação em termos da Lei significa propagá-la, exatamente como ensina o Buda, a fim de salvar as pessoas ou, em outras palavras, a prática de shakubuku. Dedicando-nos assim, estamos promovendo o kosen-rufu e acumulando benefícios que, por sua vez, nos permitirão oferecer mais doações materiais. A repetição dessas duas espécies de doação é a prática da fé.”

Lilian Noda: O presidente Ikeda comenta na obra Nova Revolução Humana: “O espírito de devoção em realizar a doação eleva o estado de vida e proporciona imensuráveis benefícios e isso, por sua vez, aprofunda a convicção na prática da fé. Essa é a fórmula do budismo que coloca as pessoas na órbita da felicidade” (v. 4, p. 78).

Kosaka: Como pudemos perceber, a vida daqueles que desafiam com sinceridade na realização do Kofu resplandece de boa sorte e felicidade. Então, vamos fazer parte dessa contribuição e, ao mesmo tempo, incentivar nossos companheiros a participar também. Visite e dialogue com os membros de sua organização sobre o espírito de doação. No budismo, o importante é a ação. Portanto, vamos agir!

Exame de Admissão

Vamos incentivar os companheiros que se empenham nos “dois caminhos da prática e do estudo”

Antônio: Agora, faltam apenas alguns dias para o Exame de Admissão (a ser realizado no dia 21 de setembro). Tenho recebido alguns relatórios informando que todos os companheiros que vão prestar o exame, especialmente os jovens, como também os veteranos, estão se empenhando com toda a seriedade nos estudos.

Endo: Participar do Exame de Budismo é algo tão importante e extraordinário para a sua vida, difícil até de se imaginar. Uma única frase do Gosho de Nichiren Daishonin assimilada através do exame de budismo poderá determinar o rumo de sua própria vida, encorajando-o a vencer as adversidades e os sofrimentos por meio da prática da fé. É por isso que Daishonin afirmou: “Sem prática e estudo não pode haver budismo” (CEND, v. I, p. 405). E é por isso que o presidente Ikeda nos incentiva a participar do exame com a disposição de “aprovados na prática da fé” ou de “heróis da prática e do estudo” e “doutores da felicidade e da vitória” de ligação direta com Nichiren Daishonin.

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