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Encontro com o Mestre
há 9 anos

21.6 Budismo de Nichiren Daishonin é o ensinamento de humanismo

Sabedoria para criar a felicidade e a paz [parte 49]

18/02/2017

21.6 Budismo de Nichiren Daishonin é o ensinamento de humanismo

INTRODUÇÃO

Citando um trecho de uma carta de incentivo profundamente comovente enviada por Nichiren Daishonin à monja leiga de Ueno, que havia perdido um filho, a quem tanto amava, ainda muito jovem, o presidente Ikeda discorre sobre o humanismo do Budismo de Nichiren Daishonin, que nos ensina o valor de cada indivíduo.

Discurso do presidente Ikeda

Proferido numa reunião nacional de líderes da Divisão dos Jovens, em Tóquio, no dia 12 de abril de 1992.

Em 5 de setembro de 1280, o irmão mais novo de Nanjo Tokimi­tsu, Nanjo Shichiro Goro, faleceu. Não se sabe ao certo a causa, mas aparentemente foi morte súbita. Ele tinha apenas 16 anos.8

Ao tomar conhecimento da notícia, Nichiren Daishonin imediatamente enviou uma carta transmitindo suas sinceras condolências e incentivos a Tokimitsu e à sua mãe, a monja leiga de Ueno. Ele expressa:

Com relação à notícia da morte de Nanjo Shichiro Goro, uma vez que se tenha nascido, morrer é inevitável — todos, sábios e tolos, pessoas eminentes e de classe inferior, igualmente, sabem que isto é fato. Portanto, não se deveria sentir pesar ou se alarmar com a morte de alguém; sei que é assim e ensino os outros a fazer o mesmo. No entanto, quando algo desse tipo acontece de verdade, pergunto-me se aquilo não seria um sonho ou uma ilusão. E quão maior não deve ser a dor da mãe! Ela perdera os pais, os irmãos, e até seu amado marido a precedera na morte, mas ainda tinha seus vários filhos para consolar seu coração. Agora, porém, seu caçula, seu filho querido, que superava os outros em feições e traços, dedicado no coração, de cuja companhia os colegas tanto se apraziam — de repente foi tirado dela, como o botão de uma flor que murcha ao vento ou a lua cheia que some da vista repentinamente.

Mal posso acreditar que algo assim tenha acontecido, e não consigo sequer pensar em que palavras escrever, embora haja muitas coisas que gostaria de dizer. (...)

Pós-escrito: Quando me encontrei com ele no décimo quinto dia do sexto mês [15 de junho], pensei: que rapaz excelente e cheio de energia. Agora, aflige-me a ideia de que nunca mais o verei! Contudo, ele se devotou ao buda Shakyamuni e ao Sutra do Lótus, e morreu de maneira apropriada. Sei que, no coração, ele foi se juntar a seu pai na terra do Pico da Águia, onde darão as mãos e olharão um para outro com alegria. Esplêndido, realmente esplêndido! (WND, v. II, p. 887)

Como indica o pós-escrito, três meses antes Shichiro Goro havia visitado Daishonin com seu irmão mais velho, Tokimitsu. Nichiren Daishonin ficara muito feliz por ver aqueles dois rapazes vigorosos e nutria grande esperança em relação ao futuro deles.

Ao ouvir que Shichiro Goro havia morrido, não conseguia compreender direito o que acontecera, sentindo que devia ser sonho ou ilusão. A morte dele chocou e entristeceu a todos.

A monja leiga de Ueno ainda estava grávida de Shichiro Goro quando seu marido faleceu. A dor de perder seu adorado filho, que representara um grande alento para ela naquela ocasião, deve ter sido descomunal. Ela era como as mães integrantes da nossa Divisão Feminina, que criam os filhos de modo que se tornem excelentes sucessores do kosen-rufu.

Nichiren Daishonin estende palavras de profunda empatia, que tocam fundo o coração da mãe em luto. Ele abraça a tristeza indescritível dela como se fosse sua e seu coração chora com ela.

Não se trata de uma piedade superficial, consiste em compartilhar de modo genuíno o sofrimento do outro, identificando-se profundamente com ele. Significa partilhar o que existe de mais profundo no coração, a dor e a tristeza do sofrimento da pessoa. Essa era a conduta de Nichiren Daishonin, o Buda dos Últimos Dias da Lei. Certamente, ninguém seria capaz de deixar de se comover com a humanidade incomparável dele. Como membros da SGI, temos dado continuidade ao espírito demonstrado por ele.

O encorajamento sincero é o que define um autêntico praticante do budismo. Oferecer, sem perda de tempo, incentivo àqueles que estão lutando contra dificuldades ou aflições; ajudar as pessoas a transformar tristezas em coragem, e sofrimento em esperança — esse é o espírito de Daishonin.

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