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Mensagem
há 9 anos
Rede invencível de mulheres Soka de felicidade e esperança
Sra. Kaneko Ikeda envia mensagem para integrantes da Divisão Feminina e da Divisão Feminina de Jovens da SGI, estendendo-a às amigas do mundo que apoiam o movimento Soka
18/02/2017

Façam reverberar o som do Nam-myoho-renge-kyo
Com sincero respeito e admiração, gostaria de oferecer a seguinte mensagem a vocês, minhas estimadas companheiras da Divisão Feminina e da Divisão Feminina de Jovens da SGI — radiantes como o sol da nova era do kosen-rufu mundial —, assim como às nossas queridas amigas de todos os cantos do mundo que apoiam nosso movimento.
Todas as manhãs, quando meu marido e eu abrimos o jornal Seikyo Shimbun, entregue por sinceros “heróis sem coroa”, somos saudados pelo sorriso maravilhoso de membros que lutam ativamente pelo kosen-rufu por todo o Japão e pelo mundo.
Nichiren Daishonin afirma: “Poderia haver alguma dúvida de que a grande Lei pura do Sutra do Lótus será amplamente propagada no Japão e nas demais nações de Jambudivpa [o mundo inteiro]? (CEND, v. I, p. 574). Não há nada capaz de proporcionar a meu marido e a mim maior alegria que observar o atual extraordinário desenvolvimento do kosen-rufu, que se difundiu pelo globo exatamente como Daishonin predisse.
O primeiro capítulo, “Grande Montanha”, do volume 30 da Nova Revolução Humana — a sequência do romance Revolução Humana, de 12 volumes —, está sendo publicado em forma de série no Seikyo Shimbun. Como sabem, o tema subjacente de ambas as obras é “A grandiosa revolução humana de uma única pessoa um dia impulsionará a mudança total do destino de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade”.
Nesses romances, meu marido, como terceiro presidente da Soka Gakkai, narra a história da grandiosa revolução humana do primeiro e segundo presidentes, Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda.
Ele continua a escrever, dia após dia, impelido pelo desejo ardente de deixar para a posteridade um sublime épico, registrando a história de homens e mulheres comuns que compõem nosso movimento Soka. Também tenta destacar ao máximo a revolução humana dos nossos nobres e dedicados companheiros de diversas partes do mundo, que compartilhando lutas e alegrias se empenharam incansavelmente pelo kosen-rufu ao seu lado. Além do mais, anseia estender todo incentivo que puder oferecer aos jovens do futuro sobre os desafios de sua revolução humana e da edificação da paz mundial.
No ano passado (2016), em resposta ao entusiástico espírito de procura dos integrantes da Divisão dos Jovens, realizou-se com grande êxito em dezenove países da África, o continente da esperança, o Primeiro Exame de Budismo Unificado da África na Nova Era do Kosen-rufu Mundial.
Nichiren Daishonin declara: “Assim como as flores se abrem e dão frutos, como a lua nova cresce invariavelmente até se tornar cheia, como a luz de uma lamparina se intensifica quando se adiciona óleo, e como as plantas e as árvores florescem com a chuva, os seres humanos jamais deixarão de prosperar enquanto realizarem boas causas” (WND, v. I, p. 1013).
Hoje, nossas organizações da SGI-África estão repletas de flores de benefícios, exalando a transbordante alegria do empenho em prol do kosen-rufu, e de magníficas árvores de pessoas capazes que estão prestando maravilhosas contribuições à sociedade. Esse progresso se deve, em especial, às boas causas efetuadas pelas mulheres Soka ao se lançarem ao desafio da conquista de sua revolução humana.
A Dra. Ida Gbodossou-Adjevi, presidente da SGI-Togo e honrada pioneira do kosen-rufu de seu país, é um brilhante exemplo disso.
Seu ingresso na organização ocorreu em 1979 enquanto cursava medicina na França movida pelo desejo de ajudar àqueles que estavam sofrendo. Foi mais ou menos na mesma época que meu marido renunciou à posição de terceiro presidente da Soka Gakkai e passou a empreender renovados esforços para convocar incontáveis bodisatvas da terra para cumprirem a missão do kosen-rufu mundial.
Abraçando os edificantes ensinamentos de valorização da vida do Budismo Nichiren, a Dra. Gbodossou-Adjevi retornou da França para Togo e continuou a se dedicar à saúde e ao bem-estar das mulheres de lá, como respeitada cirurgiã, ginecologista e obstetra. Com coragem e perseverança, desbravou o caminho do kosen-rufu de Togo.
Ela vivenciou a tragédia de ter um filho natimorto. Entretanto, leu os escritos de Daishonin e, convicta de que a recitação do Nam-myoho-renge-kyo chegaria até o seu bebê, transcendendo a vida e a morte, conseguiu se recuperar do luto. Transformando carma em missão, abriu uma clínica de medicina da mulher, onde se tornou fiel aliada de muitas mães e continua ajudando a trazer novas vidas ao mundo.
Junto com outros membros, a Dra. Gbodossou-Adjevi viaja regularmente por todo o território de Togo e, como se quisesse infundir o som do daimoku no solo do país, se empenha para que o maior número possível de pessoas de sua amada terra estabeleça um vínculo com o Budismo Nichiren.
“Meu maior benefício é ter conquistado a coragem”, reflete, acrescentando com um sorriso: “Meus companheiros também estão avançando com muita disposição, assumindo a missão do kosen-rufu da África com o brado Je m’en occupe! (‘Deixe comigo!’)”.
Um fluxo contínuo de jovens sucessores também está sendo criado em Togo, e no ano passado foram concluídas as obras do Centro da Paz da SGI-Togo. Meu marido e eu aplaudimos efusivamente as realizações de todos os associados do país.
Numa carta enviada a uma discípula, Daishonin expressa: “A boa sorte vem do coração e torna a pessoa digna de respeito. (...) Aqueles que creem no Sutra do Lótus reunirão a boa sorte de dez mil milhas de distância” (WND, v. I, p. 1137).
Uma imensa rede de felicidade e paz pode surgir da fé intrépida de uma única mulher.
A coordenadora-geral da Divisão Feminina da SGI-Bolívia, Masako Kamiya, se dedica há cinco décadas ao kosen-rufu com um espírito invencível. Ela reflete sobre as mudanças que observou — da perseguição ao advento da cooperação e confiança transcendendo diferenças religiosas; da visita à casa dos membros feitas a pé ou a cavalo à aquisição do próprio carro; das reuniões realizadas em barracos cobertos de palha aos prédios de concreto bem equipados dos atuais centros de atividades da SGI.
Ela afirma ter profunda consciência de que os esforços dos membros para transformar fundamentalmente sua condição de vida por meio da prática budista constituem uma fonte de inesgotável boa sorte e benefício, contribuindo também para o desenvolvimento positivo da sociedade boliviana.
A Sra. Kamiya cita uma passagem da Nova Revolução Humana que parece espelhar a própria experiência: “Cada dificuldade que enfrentarem, cada lágrima e cada gota de suor que derramarem nos esforços para concretizar o kosen-rufu se tornarão a força para transformar seu carma e acumular boa sorte”.1
Fico imensamente feliz pelo fato de tantas jovens Kayo no mundo inteiro estarem dando continuidade à filosofia da esperança incorporada na Lei Mística.
Quando estive na Suécia há 28 anos (em junho de 1989), fui recepcionada por encantadores integrantes da Divisão dos Estudantes num belíssimo centro cultural cercado de bosques tranquilos.
Uma das garotinhas com quem meu marido e eu nos encontramos naquele dia se tornou bailarina e, sobrepujando várias adversidades e desafios, hoje atua numa das principais companhias de balé do mundo. Ela nos mantém constantemente informados sobre sua vida, e meu marido há pouco tempo lhe enviou uma mensagem: “Fico muito feliz em saber que está indo tão bem. Vença a si mesma e seja feliz. Peço-lhe que cuide da saúde!”.
Sinto que as orações dele pela felicidade da menina estavam sintetizadas nas palavras “Vença a si mesma e seja feliz”, com plena ciência dos esforços incalculáveis que ela com certeza estava realizando para manter esse nível de excelência.
É muito reconfortante ver que a rede solidária da nossa família Soka que zela pelo crescimento de jovens vidas no longo prazo, apoiando e encorajando-as, agora envolve o mundo todo. Ingressamos numa era em que pessoas capazes realmente extraordinárias, todas, sem exceção, bodisatvas da terra, estão surgindo em nossa organização num fluxo ininterrupto e prestando contribuições inestimáveis em seus respectivos campos ao kosen-rufu.
Meu marido sente profunda gratidão e orgulho por testemunhar isso, e tem a certeza de que tanto o presidente Makiguchi como o presidente Josei Toda ficariam extasiados com esse desenvolvimento.
Quando leio os escritos de Nichiren Daishonin, não consigo deixar de me impressionar com a compaixão dele por seus discípulos, que viviam num período de grande turbulência.
Num ano em que epidemias estavam causando grande destruição, ele escreveu uma carta no Monte Minobu para a monja leiga Sennichi, que se encontrava na distante Ilha de Sado, externando preocupação pela saúde e segurança dela e também por outra discípula daquela localidade: “A primeira coisa que fiz foi perguntar sobre a senhora e o sacerdote leigo de Ko” (WND, v. I, p. 933-934). Em seguida, descreve como ficou aliviado ao saber que ambas estavam bem e em segurança.
Em outra carta para Sennichi poucos meses depois, ele expressa: “Embora vivamos em uma terra impura, nosso coração reside na terra pura do Pico da Águia. Portanto, olhar um para o outro não é tão importante. O que importa é o coração. Algum dia, vamos nos encontrar no Pico da Águia, onde o buda Shakyamuni habita” (Ibidem, p. 949).
Envoltos pela vasta compaixão de Daishonin, nós, da SGI, somos amigos de fé numa família eterna, unidos por laços espirituais do remoto passado, trilhando juntos a estrada da vida imbuídos das “quatro nobres virtudes” — eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza.
Infelizmente, assim como na época de Daishonin, a era atual é atormentada por desastres naturais, e os noticiários são repletos de infindáveis relatos de acontecimentos e acidentes terríveis. Meu marido está sempre pensando na segurança e no bem-estar dos nossos associados ao redor do mundo. Ele se dedica incansavelmente a lhes enviar mensagens de sincero encorajamento e apoio.
Nichiren Daishonin escreve: “O meio maravilhoso verdadeiramente capaz de impedir os obstáculos físicos e espirituais dos seres humanos não é outro senão o Nam-myoho-renge-kyo” (Ibidem, p. 842).
Façamos reverberar ainda mais poderosamente nossa recitação do Nam-myoho-renge-kyo pela nossa felicidade e pela felicidade dos outros. E firmemos juntas o juramento de expandir alegre e harmoniosamente a rede invencível de mulheres Soka transbordantes de felicidade e esperança.
Em fevereiro de 2017
Kaneko Ikeda
Coordenadora honorária das mulheres da SGI
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