BS
Encontro com o Mestre
há 7 anos
Jovens protagonistas
Desafiar a si mesmo decidido a vencer sem falta, pela própria felicidade e a das pessoas ao redor. Acreditar que possui a capacidade para isso é o primeiro passo para edificar uma vida digna e repleta de significado. No Encontro com o Mestre desta edição vamos ler sobre a necessidade de ser uma pessoa corajosa e a importância da prática budista para alcançar essa condição. Ikeda sensei reflete também sobre a importância de um bom planejamento e união na realização das atividades e de todo empreendimento que nos propusermos a executar.
21/09/2019

Verdadeira felicidade no combate à injustiça
DR. DAISAKU IKEDA
Em Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente, que elucida os princípios essenciais do Budismo Nichiren, Daishonin diz o seguinte a respeito do significado de “benefício” (kudoku, em japonês): “O termo ku (de kudoku, que significa “benefício”) quer dizer ‘extinguir o mal’, e doku, ‘gerar o bem’” (OTT, p. 148). Essa é uma de minhas frases favoritas. Em outras palavras, o benefício surge da erradicação do mal e da criação do bem. Que maravilhosos benefícios não se originam da luta contra o mal? Esse esforço nos leva ao crescimento e desenvolvimento pessoal e à edificação de um estado de felicidade absoluta.
Nichiren Daishonin também nos ensina que o benefício flui quando combatemos o mal em prol do kosen-rufu; quando não lutamos [com esse objetivo], isso não acontece. E ele insiste para seguirmos seu exemplo, por isso a Soka Gakkai é uma “organização do kosen-rufu e do shakubuku” que atua em total acordo com seus ensinamentos. É uma organização de suprema união humanística.
Reúnam a coragem do rei leão
Hoje, estamos realmente vivendo o que os escritos budistas descrevem como uma “era de conflitos” — que caracteriza as condições sociais da era maligna dos Últimos Dias da Lei, uma época em que discórdias e disputas não têm fim.
Em seu exílio na Ilha de Sado, Nichiren Daishonin declarou: “É da natureza dos animais ameaçar os fracos e temer os fortes. Nossos eruditos contemporâneos das várias escolas agem exatamente da mesma forma” (CEND, v. I, p. 318). Ele salienta essa condição perversa em que muitas pessoas, que deveriam conduzir a sociedade para a direção correta, são levadas apenas por seus interesses. Quando essas pessoas encontram alguém mais forte que elas, diz Daishonin, se comportam de uma forma aduladora e subserviente; mas, diante de alguém mais fraco, intimidam e oprimem essa pessoa. Hoje em dia é exatamente assim.
Portanto, conclamo aos jovens da SGI: reúnam a coragem do rei leão e sejam fortes! Sejam fortes! Sejam sempre sábios! E também vitoriosos!
O destino do século 21 depende dos jovens da SGI.
* * *
“Todas as dificuldades e perseguições são ‘infinitamente pequenas’ quando comparadas àquelas que Nichiren Daishonin enfrentou” são famosas palavras do presidente fundador da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi. Mesmo quando foi preso injustamente pelas autoridades militares na época da guerra, Makiguchi sensei considerava serenamente sua condição como muito insignificante, se comparada à situação do buda Nichiren Daishonin. Esse era o espírito de nosso grande mestre da fé.
Daishonin disse: “Os discípulos de Nichiren nada poderão realizar se forem covardes.” (CEND, v. I, p. 503). Um covarde não pode se autodenominar discípulo de Nichiren Daishonin. Ele não receberá nenhum benefício e não se qualifica como membro da gloriosa Divisão dos Jovens (DJ) da Soka Gakkai.
O espírito apaixonado de tomar a iniciativa com coragem é a tradição da DJ da Soka Gakkai.
O espírito de tomar a iniciativa com coragem e de combater o errôneo, o espírito de shakubuku, é a verdadeira essência do Budismo Nichiren e da Soka Gakkai.
Por favor, nunca se esqueçam disso. Membros da Divisão dos Jovens, conto com vocês!
Quem se prepara, vence infalivelmente
Este ano [2003] se comemora o 50º aniversário da primeira escalada do Monte Everest, o pico mais alto do mundo. Os seres humanos pisaram pela primeira vez no topo do Everest no dia 29 de maio de 1953.
[As duas primeiras pessoas a alcançar o cume foram o alpinista neozelandês Sir Edmund Hillary e o sherpa nepalês Tenzing Norgay — ambos membros de uma expedição britânica ao Everest. O Monte Everest é também conhecido como Chomolungma, em tibetano; como Zhumulangma, em chinês; e como Sagarmatha, em nepalês.]
Por falar no Monte Everest, aqui neste auditório (Centro Internacional da Amizade Soka) há uma foto que tirei do Himalaia. Registrada numa encosta nos arredores da cidade de Kathmandu, no Nepal, mostra as montanhas ao crepúsculo envoltas por matizes carmesins, com a fumaça do fogo que cozinhava um jantar elevando-se da parte baixa. [A foto foi tirada no dia 3 de novembro de 1995.]
Dirigimos por uma estrada montanhosa irregular e cheia de sulcos por aproximadamente uma hora até chegarmos lá. Temíamos que o carro fosse despencar a qualquer momento! [Risos.] Quando chegamos ao nosso destino, o crepúsculo já caía. Se o sol se pusesse, teria de desistir de tirar a foto. Tive apenas alguns momentos, portanto, para apertar o obturador várias vezes bem rápido. Também me recordo com carinho de ter conversado com as crianças que brincavam na colina.
Escalar o Monte Everest foi, sem dúvida, uma proeza extremamente árdua para os alpinistas. Os picos são inacreditavelmente frios, com temperaturas que caem abaixo de 20 graus Celsius. Os ventos são cortantes e alcançam 40 quilômetros por hora. Tenzing Norgay descreveu os ventos como o “rugido de mil tigres”.2
Qualquer descuido pode ser fatal. Essas foram as circunstâncias extremas que a expedição britânica desbravou.
Por que eles venceram? Há muitas explicações possíveis, mas um fator importante foi que se prepararam meticulosamente. Eles chegaram ao Himalaia dois meses antes da escalada, habituaram-se às elevadas altitudes e treinaram de forma adequada para que estivessem prontos para os rigores que enfrentariam.
Os preparativos são muito importantes. Quando forem liderar uma reunião de palestra, apresentar o budismo a outras pessoas ou realizar um trabalho, a pessoa que se prepara antecipadamente será bem-sucedida. O preparativo mais importante e fundamental constitui-se na recitação do gongyo e do daimoku. Orar ao Gohonzon com a forte determinação de que terá pleno êxito é o melhor preparativo de todos. Independentemente do quanto sejam hábeis no improviso, não serão verdadeiramente vitoriosos se não orarem e se prepararem, apenas arriscando ganhar ou perder.
A questão é que, em qualquer desafio, a pessoa que se prepara leva vantagem. Para vencer, devemos fazer os preparativos com toda a energia e da melhor forma. Ninguém consegue se igualar a uma pessoa preparada e determinada a vencer.
Descartem as ideias preconcebidas
Outro fator que determinou o sucesso da expedição britânica foi o fato de eles terem descartado todas as ideias preconcebidas. A rota que seguiram para a subida era extremamente traiçoeira e havia sido rejeitada por expedições anteriores, que a consideraram muito perigosa. Mas, graças a uma investigação cuidadosa, eles descobriram nessa rota que outros haviam rejeitado um novo caminho para a subida que acabou se tornando sua rota para a vitória.
E talvez o maior fator para o sucesso da expedição tenha sido o excelente trabalho em equipe de seus integrantes. Todos se davam bem e conseguiam trabalhar unidos. O líder da equipe britânica, Sir John Hunt, declarou com orgulho: “Nós compartilhamos um grande empreendimento; testemunhamos cenários de beleza e grandiosidade; construímos um companheirismo duradouro entre nós e vimos os frutos desse companheirismo amadurecerem na conquista”.3
Espero que o companheirismo dos nossos membros da Divisão dos Jovens da Soka Gakkai também seja assim — companheirismo, amizade e força eterna.
* * *
É claro que todos nós passamos por vários problemas e dificuldades em nossa vida diária, mas o importante é alcançar uma alegre vitória em cada um dos desafios que estão diante de nós, um de cada vez, dia após dia.
Por favor, vivam a juventude de forma que ela brilhe com glória e a mais elevada honra. Para seu próprio bem e o bem de seus pais, de seus companheiros da Gakkai e dos nobres ensinamentos do budismo, que são a base para a paz mundial, vivam, com radiante vitória.
Gostaria de oferecer minhas orações pela boa saúde e longevidade de todos os nossos membros do Japão e do mundo inteiro, especialmente aos da Divisão Feminina e aos veteranos pertencentes ao Grupo Muitos Tesouros.
Membros da Divisão Sênior: oro para que não sejam derrotados pelas difíceis condições econômicas e para que continuem a lutar e a avançar. Também estou enviando daimoku aos senhores.
Vamos dar passos largos em direção à primavera, transbordando de esperança e convicção, adornando essa estação de vigoroso crescimento com uma retumbante vitória.
Vamos triunfar!
Longa vida à Divisão dos Jovens!
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