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Editorial
há 3 anos

O propósito fundamental do budista

Redação

03/04/2023

O propósito fundamental do budista

Patrick Hill, professor associado de ciências psicológicas e cerebrais da Washington University in St. Louis, tem se devotado durante anos aos estudos sobre o significado de viver com propósito. Hill descreve o conceito como uma estrutura que ajuda os indivíduos a identificar o que é pessoalmente importante. Ele observa que, em várias populações, faixas etárias distintas e localizações geográficas, um tema abrangente permanece: “Ter um senso de propósito parece ser imensamente valioso para a saúde e o bem-estar”1 — além de conferir ao indivíduo o sentido de realização e de pertencimento.

No remoto período feudal do Japão, Nichiren Daishonin já mostrava, de maneira prática, as ponderações do professor Hill, quando se dedicou, de modo efetivo, à felicidade do povo de sua época. Há exatos 770 anos, na manhã do dia 28 de abril de 1253, ele proferiu o Nam-myoho-renge-kyo — a essência do Sutra do Lótus — pela primeira vez, concedendo às gerações posteriores a chave para desvendar o tesouro da “iluminação” oculto no próprio coração. Dessa forma, Daishonin evidenciou sua sublime missão como ser humano.

No Estudo deste mês tão especial para a história do budismo, o presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, exalta o ato de ensinar o Nam-myoho-renge-kyo como o propósito essencial do budista. Ele diz:

A única maneira de livrar fundamentalmente as pessoas do sofrimento nesta era maléfica consiste em ativar a natureza de buda inerente a elas, ensinando-lhes a respeito do Nam-myoho-renge-kyo e plantando a semente da iluminação diretamente na vida delas. Em outras palavras, o ensinamento a ser propagado nos Últimos Dias é a Lei do Nam-myoho-renge-kyo, e a forma de praticá-lo é você próprio recitar Nam-myoho-renge-kyo e ensinar os outros a fazer o mesmo.2

O tema da matéria de Capa da edição está intimamente relacionado com o comportamento apresentado acima: “O que é e como se tornar uma pessoa de primeira categoria”. Conforme Ikeda sensei nos orienta, é desenvolver ao longo da vida o nobre espírito de empatia, resiliência e personalidade contributiva. Já a seção Na Prática apresenta o conceito de “compaixão budista” — o esforço contínuo e corajoso para focalizar o bem em todas as pessoas, não importando quem elas sejam nem como se comportam. Confira também no Especial a parte final do discurso do presidente Ikeda na Academia Brasileira de Letras (ABL), na ocasião de sua quarta visita ao Brasil, em 1993.

Desejamos que a leitura das páginas da Terceira Civilização de abril o inspire ainda mais a dar seus passos para a construção de uma vida permeada de imenso e significativo propósito budista — o de recitar Nam-myoho-renge-kyo e ensinar as pessoas ao redor a fazer o mesmo.

Excelente leitura!

Redação

Notas:

1. Disponível em: https://artsci.wustl.edu/ampersand/science-living-purpose. Acesso em: 27 fev. 2023.

2. Terceira Civilização, ed. 656, abr. 2023, p. 58.

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