JUVENTUDE-SOKA
Artigo
há 15 dias
A rotina dos alertas constantes
Veja como não ser dominado pelas constantes mensagens que aparecem na tela do celular
Redação
23/07/2026

A tela do celular acende, uma notificação aparece e a atenção se desloca imediatamente. Não é uma emergência. Na verdade, quase nunca é. É só mais uma figurinha em um grupo de WhatsApp ou um alerta de que alguém que você nem acompanha tanto começou uma live. Mesmo assim, o coração dá aquela leve acelerada. Um peso invisível é adicionado na consciência, que vai além do conteúdo em si.
Se você sente que a sua energia é sugada toda vez que o celular vibra, você não está sozinho. Para entender melhor o porquê desta reação e como encontrar algumas saídas deste cenário, continue a leitura. 😉
Ritmo de vida alterado
Em um cenário em que responder rápido virou sinônimo de interesse e competência, demorar tem um custo alto.
O desconforto diante de mensagens pendentes nasce da forma como interpretamos o silêncio. O cérebro tende a ler esse intervalo como sinal de irresponsabilidade ou urgência ignorada, mesmo quando nada urgente está acontecendo.
Porém, todo esse imediatismo tem direcionado nossas ações. Se antes havia mais intervalos claros entre estar online e offline, hoje esses limites se tornaram difusos.
Com o tempo, esse conjunto de pressões gera um efeito mais profundo: o cérebro entra em estado de hipervigilância como se estivesse sempre em alerta. A simples possibilidade de uma nova mensagem chegar é o suficiente para ativá-lo.
Essa vigilância constante dificulta o relaxamento e contribui para uma sobrecarga emocional que pode levar à exaustão.
Os alertas também influenciaram a forma como organizamos nossos afazeres. Passamos a agir em função das mensagens e não das experiências. O que deveria ser experiência passa a ditar o ritmo da nossa vida.
No escrito Carta para os Irmãos, Nichiren Daishonin advertiu: “[…] devemos ser mestres da nossa mente em vez de permitir que ela nos domine”.1
Sobre o trecho o presidente Ikeda explicou:
Permitir que nossa mente nos domine significa ter uma mente fraca, que muda constantemente e que nos governa e influencia. Em contrapartida, “ser mestre da nossa mente” significa prevalecer sobre nossa fraqueza interior fazendo da Lei Mística a nossa base.2
Portanto, ao invés de deixar que o vício de olhar constantemente o celular domine você, recupere o controle da situação com algumas dicas a seguir.
No controle da situação
Nem toda mensagem precisa de resposta imediata, mas o corpo nem sempre reconhece essa diferença. Reaprender a dosar presença e pausa pode ser um gesto de cuidado, principalmente com a saúde mental.
Silenciar notificações é um dos ajustes que ajudam muito. Outras dicas que ajudam bastante:
- Não olhar para a tela do celular à noite ou ao acordar: ao ligar a tela do celular, somos bombardeados com diferentes alertas. Isso interrompe o nosso sono e nos deixa hipervigilantes logo cedo. Reserve 1 hora de tempo fora da tela tanto antes de dormir como ao acordar.
- Definir janelas de respostas ao longo do dia: para não cairmos na armadilha de olhar toda hora para o celular, defina horários de uso. Há alguns aplicativos que ajudam na redução do uso do celular.
Pequenas mudanças de hábito podem gerar um imenso impacto positivo no seu bem-estar. Desconectar-se do mundo virtual é, muitas vezes, a melhor maneira de reconectar-se consigo mesmo. Sua saúde mental agradece!
Notas:
1. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 525, 2020.
2. RDez, ed. 259, jul. 2023, p. 2.
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