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há 20 dias
Presença genuína: você está realmente presente nas suas conversas?
Redação
04/09/2026

O tempo todo, nossos ouvidos captam de tudo: o alerta de notificação do celular, o barulho do trânsito, o latido do cachorro, a respiração de quem está ao lado. Mas o quanto disso a gente realmente escuta?
A diferença é simples. Ouvir é um processo biológico, acontece no automático. Já escutar exige presença genuína. É escolher doar sua atenção, cuidar e se importar com o outro. O problema é que, na correria do dia a dia e na disputa constante pela nossa atenção, a escuta verdadeira virou item secundário.
Ouvir e dialogar com total atenção
A cena já é comum: almoçar com alguém enquanto responde a mensagens no WhatsApp, ou tentar conversar com os amigos checando o feed das redes sociais. Essa atenção dividida transforma encontros reais em momentos de ausência. Para construir relacionamentos saudáveis, o primeiro passo é validar quem está na nossa frente.
A escuta ativa tem tudo a ver com esse estado de presença. Sobre isso, o presidente Ikeda orientou:
“Ser um bom ouvinte” é um aspecto muito importante quando se vai dialogar. Ao se empenhar na promoção do diálogo munido de sinceridade e espírito de prezar verdadeiramente o outro, o diálogo naturalmente se aprofunda e ganha vivacidade. O diálogo existe para fazer uma ponte entre um coração e outro. Existem ocasiões em que a angústia se dissipa só pelo fato de ter sido ouvido por alguém. Por isso, o ato de “ouvir com total atenção e consideração” o outro, por si só, já se é um grande incentivo.1
Precisamos estar atentos para que a vida não passe entre nós sem a vivenciarmos. E, sem dúvida, trocar o modo de mera atenção pelo de presença genuína pode não ser um exercício simples, mas é totalmente possível!
Fica a dica
Para ajudar neste processo de reconexão e presença genuína com as pessoas, separamos algumas dicas práticas:
- Esteja presente: pare o que estiver fazendo. Não finja interesse; esteja genuinamente ali.
- Faça perguntas construtivas: demonstre curiosidade real e foque em entender o ponto de vista do outro, sem transformar a conversa em uma competição.
- Abrace o silêncio: se não souber o que dizer, seja honesto. Avise que precisa pensar um pouco sobre o assunto antes de responder, evitando reações impulsivas.
- Abandone o julgamento: evite comparar a história do outro com as suas próprias experiências. O foco é acolher e validar a vivência alheia.
Sair do piloto automático exige intenção. No fim das contas, a escuta ativa e o diálogo consciente são as ferramentas mais potentes para criar pontes reais entre as pessoas.
Que tal começar a praticar na sua próxima conversa?
Nota:
1. Brasil Seikyo, ed. 2.182, 8 jun. 2013, p. A2.
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