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há 3 meses
Uma história de coragem e recomeços
Redação
19/11/2025

Nas ruas do Capão Redondo, onde a vida pulsa entre desafios e sonhos, nasceu uma história que merece ser contada. Barbara Paula é jornalista, modelo profissional e atua como assistente de comunicação na Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG), além de trabalhar como social media e repórter na Agência Mural de Jornalismo Periférico, representando Capão Redondo, no extremo sul de São Paulo. Barbara transformou cada obstáculo em degrau para a vitória.
Em 2022, quando o mundo ainda se recuperava da pandemia do Covid-19, Barbara assumiu a liderança da Divisão dos Universitários da RM M Boi Mirim, em meio aos últimos semestres da faculdade, às voltas com o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), mas decidiu abraçar a missão de reunir jovens, reacender esperanças e devolver sorrisos.
“Essa responsabilidade me forjou como líder e me ensinou a criar valores humanos. Nesse processo, participei do Exame do Budismo e passei. Também tive a honra de escrever para Ikeda sensei, representando a atuação da nossa região em uma grande atividade no CEU Capão Redondo, onde apresentamos a Proposta de Paz de 2022 à sociedade. Subir ao palco, sentir a força do humanismo Soka e ver a esperança renascer foi transformador”.
Barbara obteve sua graduação em 2023 com nota máxima, bolsista do ProUni, orgulho estampado no rosto. Mas 2024 trouxe a tempestade mais sombria: uma inflamação grave, suspeita de câncer, cirurgias, biópsias, dores lancinantes. Perdeu peso, perdeu forças, quase perdeu a esperança. “Será que vou sobreviver?”, perguntava. Até que um diagnóstico certeiro lhe devolveu a esperança. Em agosto, Barbara recebe a notícia que estava curada.
Neste meio tempo, Barbara perdeu sua avó e ela recebeu a notícia da aprovação para o intercâmbio que a Divisão dos Universitários da BSGI , que seria realizado em Manaus, veio no dia do enterro. Entre lágrimas e saudade, Barbara escolheu continuar. “Voltei à terapia, intensifiquei minha prática budista e me dediquei aos estudos sobre sustentabilidade, ODS e Carta da Terra”. Visitar o Instituto Soka Amazônia e ver pesquisas com castanheiras para combater o Alzheimer me deu esperança, pois perdi minha avó e dois avôs para essa doença.” Após essa atividade, Barbara saiu de lá com um propósito maior: lutar por um futuro onde ninguém precise sofrer assim.
Depois, vieram conquistas que pareciam impossíveis: protagonizou um comercial, estampou outdoors, e conquistou sua independência financeira como modelo. A menina que sonhava diante do espelho agora brilhava nas vitrines da cidade. Paralelamente, foi aprovada para trabalhar na ABONG, atuando na defesa dos direitos humanos. Cada passo, cada dor, cada lágrima se transformou em força para ajudar os invisibilizados.
Hoje, Barbara diz: “Minha maior vitória é estar viva. Aceitar minhas vulnerabilidades. Reencontrar-me. Sentir que minha vida vale a pena. Obrigada, Ikeda sensei e a Soka Gakkai, por me dar forças para recomeçar. Desejo que todos façam boas escolhas e jamais desistam de si mesmos. O amanhã pode ser incrível — basta acreditar”.
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