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há 18 dias

"Primeiro acorde” memorável

Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda abre 2026 visualizando o futuro

Redação

03/02/2026

"Primeiro acorde” memorável

Integrantes da Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda (OFBHI) e familiares participam da primeira reunião de 2026. (Sala Mestre e Discípulo, Centro Cultural Dr. Daisaku Ikeda, São Paulo, fev. 2026). Fotos: Grupo Arco-íris

A música é uma língua universal. Uma “chave mágica” capaz de abrir corações, ultrapassar fronteiras e harmonizar diferenças de nacionalidade, etnia e religião. É a melodia que impulsiona a vida, inspira coragem, desperta alegria e acende esperança. É o som que move a criatividade humana e anuncia progresso.1

Ikeda sensei, grande apreciador da arte, sempre destacou esse poder transformador. Em sua juventude, nutria profunda admiração por Ode à Alegria, de Beethoven, e incentivava os jovens a mergulharem no universo da boa música. Na obra Nova Revolução Humana,2 mesmo quando impedido de discursar nas reuniões, era ao piano que ele encontrava um caminho para encorajar seus companheiros.

No Brasil, durante sua quarta visita ao país, em 1993, Ikeda sensei fundou a Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda (OFBHI), com o propósito de promover a paz e o humanismo por meio da música. Trinta anos depois, em 2023, o presidente Ikeda enviou uma mensagem ao grupo: “Solicito que continuem executando os sons místicos da canção triunfal da vida, enquanto superam quaisquer adversidades com o daimoku do juramento seigan e a união harmoniosa de ‘diferentes em corpo, unos em mente’.”3

O primeiro encontro de 2026

No domingo, 1º de fevereiro, a Sala Mestre e Discípulo do Centro Cultural Dr. Daisaku Ikeda, em São Paulo, recebeu os integrantes da OFBHI para o encontro de abertura das atividades do ano de 2026. O evento reuniu membros, familiares, amigos e contou com a presença do pianista e compositor Amaral Vieira.

Visualizando 2030 como horizonte, a Orquestra apresentou seus novos líderes: Erick Ariga, responsável pelo Departamento Musical; Milton Nakamoto, responsável pelo Departamento de Estudo e Priscila Yamamoto, nova integrante da Secretaria da OFBHI.

Mauro Koiti Shimada, coordenador da OFBHI, recordou os desafios de 2025 e encorajou os músicos a transformarem dificuldades em impulso para suas futuras vitórias. Já o vice-presidente adjunto da BSGI, Jorge Miashiro, reforçou a grande missão assumida pelos integrantes e a importância do estado de vida com que cada um se dedica à Orquestra.

“O primeiro acorde de 2026”

Amaral Vieira descreveu o encontro como “o primeiro acorde de 2026”. Em suas palavras, a OFBHI não ensaia apenas música, ensaia valores humanos. “Hoje, não celebramos apenas o início de mais um calendário de ensaios da nossa amada Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda e de seus grupos irmãos — a Camerata Ikeda, os Grupos do NDO (Núcleo de Desenvolvimento da Orquestra e a nossa Academia Nacional. Celebramos a continuidade de um legado que desafia o tempo.”

Amaral Vieira

Pianista e compositor Amaral Vieira

O professor também resgatou o espírito de Ikeda sensei no momento da fundação da Orquestra: “Quando Ikeda sensei fundou esta Orquestra, não estava apenas formando um conjunto sinfônico. Estava lançando um manifesto. Para muitos, a ideia de usar a música de concerto como ferramenta direta para a paz parecia utópica. Mas para o Dr. Ikeda, a música sempre foi alicerce da civilização. Ele desafiou o preconceito de que a música erudita é privilégio de uma elite.”

E completou: “Ikeda sensei nos ensinou que compreender uma obra-prima não exige um diploma, mas sim um coração aberto. Não é o público que deve se elevar para alcançar a música; é a música que deve tocar a dignidade de todo ser humano.”

Ao finalizar, fez um convite aos participantes: “Vamos transformar o século 21 na mais bela sinfonia de humanismo.”

OFBHI

A Camerata Ikeda apresentou a canção Praia de Morigasaki, emocionando o público e marcando de forma inspiradora a partida da OFBHI rumo a mais um ano de dedicação, arte e humanismo.

Sugestão de leitura

Romper Barreiras: Um Diálogo sobre Música, Budismo e Felicidade, traz incursões profundas sobre temas ligados à história da hu manidade, ao budismo, à música e ao seu poder em nossa vida.

A obra reúne um importante diálogo entre Herbie Hancock, Wayne Shorter e Daisaku Ikeda.

As páginas de Romper Barreiras oferecem a oportunidade de compreensão de como a vida e a arte são uma luta contínua pelo autoaprimoramento e pela criação de valor. Em meio à superação dos desafios e das perdas na trajetória dos músicos Herbie Hancock e Wayne Shorter, os leitores terão à frente incríveis descobertas de quanto a música, o budismo e a felicidade têm em comum, e seu coração deverá ser profundamente tocado por essa experiência.

Colaboração: Grupo Arco-íris

Fontes:

1. Brasil Seikyo, ed. 1.688, 15 fev. 2003, p. A3.

2. Cf. IKEDA, Daisaku. Aguardando o Tempo. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 30-I, p. 150, 2024.

3. Cf. Brasil Seikyo, ed. 2632, 08 abr. 2023, p. 18.

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