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há 19 horas

Diálogo que humaniza

Redação

24/03/2026

Diálogo que humaniza

Juventude Soka da RM Freguesia, CRO, em encontro sobre Comunicação Não Violenta (CNV) (Rio de Janeiro, mar. 2026). Foto: Colaboração local 

O que é necessário para promover um bom diálogo? Josei Toda, segundo presidente da Soka Gakkai, afirmou: “A cordialidade, o bom senso e o discernimento são alguns requisitos para criar um bom diálogo. Além disso, é preciso ter uma correta convicção filosófica. O fator determinante é o caráter pessoal”.¹

Inspirada por esse espírito de cordialidade e busca constante pelo conhecimento, na tarde de domingo, 22 de março, a Juventude Soka da RM Freguesia, da Coordenadoria Rio Oeste (CRO), no Rio de Janeiro, reuniu-se para um diálogo sobre Comunicação Não Violenta (CNV). O encontro contou com a participação de Gabriel Augusto, vice-coordenador da Juventude Soka da CGERJ.

Logo no início, Gabriel convidou cada participante a compartilhar o que entendia como propósito da CNV. Em seguida, apresentou um breve histórico da abordagem e de seu criador, Marshall Rosenberg. Destacou que o principal objetivo da CNV é reduzir o desconforto e promover interações mais saudáveis e não evitar conflitos, como muitos podem imaginar à primeira vista.

Após explicar os elementos centrais da metodologia, Gabriel propôs um exercício de presença e escuta ativa. Em duplas, os jovens ouviram seus colegas relatarem um conflito e depois verbalizaram o que compreenderam sobre os sentimentos envolvidos. O momento ajudou a consolidar os conceitos apresentados e reforçou a importância de cultivarmos consciência sobre a qualidade de vida que criamos através de nossas palavras. Ao mesmo tempo, fortaleceu os laços de confiança entre os participantes.

Para concluir sua fala, Gabriel leu um trecho do livro O Pastor Batista e Seu Mestre Budista ², que afirma:

Não violência não é mera ausência de violência física. A não violência, ou ahimsa, como é denominada em termos gandhianos, está fundamentada no compromisso de honrar a humanidade e de respeitar a dignidade dos demais em pensamento, palavra e ação, mesmo quando discordamos das outras pessoas, e, talvez, principalmente nesse caso. Como movimento, a mudança social não violenta consiste na expressão assertiva e organizada da boa vontade. A mudança social não violenta não é fácil, nem rápida. E não pode ser realizada pelos fracos de coração.

Ao final, ele presenteou a localidade com selos de carta contendo fotografias tiradas por Ikeda sensei, trazidos pelos líderes da SGI, em visita ao Rio de Janeiro, em comemoração dos 60 anos da segunda visita de Ikeda sensei ao Brasil .

Desirée Della Volpe, responsável pela Juventude Soka da RM, propôs que todos levassem para o cotidiano os aprendizados daquela tarde.

Retomando a pergunta que abriu esta matéria: “O que é preciso para promover um bom diálogo?”, fica evidente que a resposta passa pela escuta ativa, pela amizade e pela confiança. Mas por que dialogamos?

O presidente Ikeda esclarece: 

É para tornar feliz a pessoa que está diante dos nossos olhos. Esse é o espírito primordial do budismo desde a época de Shakyamuni. Além do mais, esse é o desejo fundamental do Buda [Shakyamuni], também acalentado por Nichiren Daishonin, o Buda dos Últimos Dias da Lei, que foi herdado e é mantido pela Soka Gakkai nos dias de hoje.³

E você? Já vivenciou um diálogo verdadeiramente enriquecedor com alguém?

Notas:

1. Brasil Seikyo, ed. 1.865, 28 out. 2006, p. A2.

2. CARTER, Lawrence Edward. O Pastor Batista e Seu Mestre Budista. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2022, p. 55.

3. Terceira Civilização, ed. 617, jan. 2020, p. 51.

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