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Discurso do Presidente da SGI
há 28 anos

Vamos cultivar o gosto pela arte e pela cultura - parte I

Diálogo sobre a juventude (XV)

Diálogo sobre a juventude (XV)

04/07/1998

Vamos cultivar o gosto pela arte e pela cultura - parte I
Esta é a décima quinta parte da série de diálogos entre o presidente Ikeda e os responsáveis pela Divisão dos Estudantes Colegiais da Soka Gakkai, Hidenobu Kimura e Kazue Igeta, publicada na edição de 23 de abril de 1997 do Koko Shimpo, jornal quinzenal dessa Divisão.

Kimura: Hoje iremos conversar sobre arte.

Creio que para muitos a palavra arte imediatamente traz à mente imagens de algo muito formal e mesmo intimidador.

Pres. Ikeda: Isso pode até ser verdade. No entanto, ninguém considera o canto de um pássaro como algo formal ou amedrontador, certo? Com certeza, o mesmo ocorre quando alguém contempla um campo florido. Quem deixaria de admirar ou ser envolvido pela beleza das cerejeiras repletas de botões se abrindo sob o reflexo do brilho da Lua? E, em um lindo dia, tenho certeza de que levantamos os olhos para o céu azul e exclamamos: “Que maravilha!” O som da água correndo em um riacho certamente causa deleite aos ouvidos, revigorando e purificando nossos sentimentos. Tudo isso são exemplos do nosso amor intuitivo à beleza, o espírito da arte e da cultura.

A arte não é, de maneira alguma, algo incomum ou extraordinário. As grandes obras de arte, assim como a beleza inerente na natureza, são um bálsamo relaxante e refrescante para o espírito e uma fonte de energia e vitalidade.

Várias das nossas atividades diárias fazem ecoar o espírito da arte e da cultura. Por exemplo, quando nos esforçamos para ficar mais bonitos, buscamos produzir a beleza. Quando arrumamos nosso quarto, a fim de deixá-lo brilhando, estamos nos esforçando para criar a beleza. Uma única flor plantada em um vaso pode, muitas vezes, transformar completamente um recinto, proporcionando-lhe um toque suave e aconchegante. Tal é o poder da beleza.

A arte deveria nos tornar serenos e tranqüilos, e não nos colocar na defensiva ou nos fazer sentir desconfortáveis. Deveria nos encorajar quando nos sentimos desanimados e nos deixar relaxados e animados quando estamos tensos.

Igeta: Alguns de nós talvez se sintam apreensivos em relação à arte, uma vez que é uma matéria exigida na escola.

Pres. Ikeda: Acredito que o mais importante é simplesmente começar apreciando a arte. Se o seu primeiro contato com a arte for por meio acadêmico ou analítico, é provável que acabe se sentindo confuso e perdido em relação ao seu verdadeiro significado. Não acredito que quando as pessoas ouvem o canto de um pássaro ou contemplam um campo florido, tentem analisar essa beleza intelectualmente. Com certeza, para apreciar algumas grandes obras de arte em sua totalidade, devemos nos concentrar e fazer um certo esforço mental. No entanto, a apreciação começa simplesmente pelo contato com a obra. Com a música, por exemplo, iniciamos apenas ouvindo-a. Com uma pintura, iniciamos olhando-a. Sinto que muitos ficam tão preocupados em analisar um trabalho artístico que acabam não percebendo sua verdadeira natureza.

No Japão, por exemplo, mesmo a visita a um museu é, para a maioria, um evento raro e especial. Na Europa, contudo, as pessoas visitam museus de arte com freqüência desde criança. Por estarem acostumadas aos museus, estes não lhes causam medo. Uma razão disso talvez seja pelo fato de os museus ocidentais serem produtos de uma sociedade democrática. Nos séculos passados, somente os aristocratas, ou os indivíduos mais abastados, podiam colecionar e apreciar objetos de arte. Os museus de arte públicos surgiram quando as pessoas insistiram que elas, também, tinham o direito de acesso às grandes obras de arte. Foi simplesmente dessa maneira que eles surgiram; a partir de uma crescente demanda do povo pela oportunidade de apreciar a arte.

No Japão, por outro lado, os museus foram, primeiramente, estabelecidos na era Meiji (1868–1912), quando esse país abriu suas portas ao mundo após séculos de reclusão. A partir desse momento, o governo japonês inaugurou museus que imitavam os do Ocidente, acreditando que seu país seria considerado retrógrado pelos governantes ocidentais pelo fato de não possuir esses estabelecimentos. Como instituições patrocinadas pelo governo, os museus japoneses inevitavelmente traziam a condescendente mensagem: “Aqui está — estamos nos esforçando para que vocês possam apreciar essas obras de arte.”

Kimura: “E vocês deveriam agradecer por isso” foi o sentimento transmitido.

Igeta: Isso realmente contribuiu para tornar a visita a um museu uma experiência desagradável ou mesmo intimidadora.

Pres. Ikeda: Embora eu acredite que as coisas tenham mudado consideravelmente no Japão, tal atitude ainda persiste no mundo da arte e da cultura, influenciando-nos de acordo com nossa reação a ambas. A cultura, na verdade, existe para que as pessoas sintam-se felizes e tranqüilas; a arte não foi criada para nos intimidar; no entanto, várias pessoas parecem não reconhecer essa verdade.

A arte e a cultura genuínas esforçam-se para enriquecer o indivíduo e incentivar sua expressão própria, enquanto buscam ao mesmo tempo alcançar, emocionar, transmitir e aproximar as pessoas. Ela promove um espírito no qual a alegria e a felicidade dos outros antecedem a fama e a riqueza. A arte e a cultura genuínas existem para cultivar esse espírito; porém, os líderes intelectuais e políticos do Japão atual parecem ter perdido esse sentimento. Eles tendem a considerar a arte como um meio para conseguir satisfazer seus próprios interesses; conseqüentemente, talvez jamais venham a compreender a essência da arte e da cultura.

Entretanto, tenho esperança de que todos vocês, membros da Divisão dos Estudantes Colegiais, se tornem indivíduos que apreciam o verdadeiro espírito da cultura. Visitar museus e assistir a concertos são importantes meios para cultivarem esse espírito. Ao mesmo tempo, poderiam aprender algo na área artística, talvez cantar ou pintar, ou algum trabalho manual. Dessa maneira, gradativamente irão se tornar uma pessoa culta, alguém que aprecia e desfruta a arte e a cultura.

Se dedicarem todo o seu tempo somente a estudar para os exames da universidade, sua vida irá se tornar muito limitada. É claro que é necessário estudar para os exames, mas não devem esquecer o que é importante em termos de objetivos maiores de vida, que é cultivar a individualidade e expressão próprias.

É importante que conheçam e se acostumem à arte. Estudar para os exames é somente um pouco mais que processar informações. A arte e a cultura são o que enriquece nossa vida, tornando-a um verdadeiro valor.

As aulas de educação artística nas escolas também são importantes, pois podem expandir, aprofundar e enriquecer-nos como indivíduos.

Igeta: Vários de nossos estudantes reclamam que suas aulas de educação artística são chatas e entediantes.

Pres. Ikeda: Talvez tenham razão. Certo estudioso comentou que, no Japão, diversos professores de educação artística são desmedidos e presunçosos. Ele questionou por que os professores não eram capazes de conduzir as aulas de maneira mais direta e acessível aos alunos. Acredito que um dos problemas é que no Japão há uma falta de solo espiritual no qual se possa cultivar mentes que compreendam a verdadeira essência da arte.

Nessas circunstâncias, algumas vezes os professores se tornam arrogantes, esquecendo-se de que a habilidade profissional que possuem não é nada mais do que isso — uma habilidade. Por exemplo, existem professores de inglês que são arrogantes e condescendentes, imaginando a si próprios, de alguma forma, superiores pelo fato de conseguirem falar inglês e seus alunos não. Da mesma maneira, há professores de educação artística que, por pintarem ou esculpirem bem, desprezam seus alunos por eles não possuírem a mesma habilidade.

Certamente, a capacidade de um professor de educação artística somente pode ser medida pelos seus sinceros esforços em cultivar e incentivar no aluno a compreensão e o gosto pela arte e pela cultura. Infelizmente, o empobrecido solo cultural do Japão produz pouquíssimos indivíduos com tal capacidade.

Uma vez que a cultura é o alimento do espírito, apreciar a arte é muito mais importante do que a habilidade artística. A cultura é a expressão do impulso interior de cultivar a terra do espírito humano, limitado e oprimido pela tendência humana, de maneira a fazer brotar as mais belas flores e frutos em profusão.

A arrogância é o exato oposto ao espírito da cultura. Certa vez, uma pessoa comentou que um artista arrogante e convencido é um falso artista; tal tipo de pessoa é somente um “fornecedor de arte”, alguém que mantém seu sustento às custas da arte. Da mesma forma, uma pessoa culta, mas obcecada pela publicidade e pela fama, não passa de um “fornecedor de cultura”.

Gostaria que todos vocês, os líderes do futuro, reconhecessem que os genuínos artistas, indivíduos que verdadeiramente apreciam a cultura, são aqueles capazes de cultivar uma compreensão partilhada entre as pessoas, e que sempre manifestam um sentimento de gratidão e respeito pelos outros.

Kimura: Gostaria de contar um episódio que exemplifica como a arte — neste caso a música — pode manifestar, no coração das pessoas, um sentimento de conforto e alegria. Um membro da Divisão dos Estudantes Colegiais tocou violino em uma reunião da qual participei. Assim que a melodia envolveu o recinto, todos os presentes, alguns dos quais vinham olhando para o chão de maneira retraída, levantaram a cabeça, e, ao ouvirem a música, um brilho irradiou de seus olhos. A mudança do estado de espírito foi surpreendente.

Jun-iti Saito, responsável pela Divisão dos Estudantes Colegiais de Tohoku (parte setentrional da principal ilha do Japão) e professor de música, passou por semelhante experiência. Ele freqüentemente toca piano em reuniões. Seu desejo, ao apresentar o que ele descreve como “canção do mundo do bodhisattva”, é, de alguma forma, incentivar e inspirar os membros.

Pres. Ikeda: Isso é maravilhoso. Um mundo sem a arte é cinzento e sem vida. Somente quando as flores da cultura brotarem é que o nosso mundo poderá se tornar brilhante e alegre. O movimento da SGI para promover a cultura, partindo das pessoas para o mundo todo, é como um rico e colorido jardim que se estende por todo o globo.

Kimura: Isso é bem verdade. De fato, o primeiro contato do Sr. Saito com a música foi quando ingressou no Coral da Divisão do Futuro da Soka Gakkai. A partir de seu segundo ano no colégio, começou a estudar música com mais afinco. Certa vez, ele me disse: “Sinto a arte como a alegria da autodescoberta. Os momentos mais felizes da minha vida são, também, quando estou ensinando as crianças, e algo novo se manifesta do interior delas por meio da música. Dessa maneira, a arte é a busca da nossa própria humanidade.”

Pres. Ikeda: Concordo plenamente. É a busca da nossa humanidade, e não a busca de fama, riqueza ou honrarias. As grandes obras de arte mundiais de toda a história sobreviveram até o presente e continuam a inspirar nossa vida e a tocar nosso coração exatamente porque seus criadores se esforçaram para deixar uma herança de seus sentimentos, sem nenhum pensamento de fama ou riqueza. A arte originada de sentimentos vis é como o latão comparado ao ouro.

A grandiosa arte, por outro lado, está repleta de uma poderosa força vital. É vívida, dotada da vida e do sentimento do artista. E por falar em artistas, o renomado escultor francês Auguste Rodin (1840–1917) afirmou que o importante é sentir, amar, ter esperança, estremecer e viver. É ser, antes de um artista, um ser humano. Esses sentimentos humanos — esperança, amor, ira, medo — nos são transmitidos pela obra do artista. As vibrações do espírito do artista fazem refletir vibrações semelhantes em nosso coração. Essa é a experiência essencial da arte; um sentimento compartilhado que une o artista ao observador, transcendendo as barreiras de tempo e espaço.

Igeta: O que realmente conta é o sentimento.

Pres. Ikeda: Dunhuang, no Oeste da China, é considerado um grande museu de arte no deserto. É um maravilhoso repositório de pinturas budistas que abrange um período de mil anos, datando do século IV. O falecido pintor chinês Chang Shuhong (1904-1994) tomou como sua missão proteger esse valioso tesouro e apresentá-lo ao mundo. Ele foi uma pessoa extraordinária. Encontramo-nos em várias ocasiões; na verdade, publicamos um livro com nossos diálogos.1

Quando jovem, o Sr. Chang estudou arte ocidental em Paris e tudo indicava que iria se tornar um grande artista. Ele havia ganho diversos prêmios, e seu futuro era muito promissor. Então, certo dia, encontrou por acaso um livro num sebo que ficava às margens do rio Sena. Era uma coleção de gravuras das grutas de Dunhuang.

A China, sua terra natal, possuía uma arte tão magnífica — e havia sido saqueada por estrangeiros! Naquele momento, decidiu retornar à China e proteger esses grandes tesouros com suas próprias mãos.

O jovem Chang abandonou sua carreira principiante e a vida em Paris, partindo para Dunhuang, que se localizava no meio do deserto. Durante toda uma vida, que muitos poderiam considerar uma sentença de miséria e de sofrimento eternos, ele se devotou completamente, até o último momento, a proteger e restaurar as pinturas de Dunhuang.

Sua dedicação foi grandiosa e heróica. A vida era tão penosa no deserto que sua primeira esposa o abandonou. A dedicação de Chang à preservação da beleza de Dunhuang e à sua apresentação ao mundo era tal que ele não exigia nada para si próprio. Ele possuía o verdadeiro espírito da arte.

Chang Shuhong declarou: “As pinturas de Dunhuang são tão vívidas e inspiradoras ainda hoje porque seus criadores produziram-nas com a própria alma. A energia criativa que se manifesta das profundezas da alma é sempre genuína. As verdadeiras obras de arte jamais perdem seu poder de encantar as pessoas, mesmo passados milhares de anos. Porém, muitas obras de arte que parecem genuinamente belas à primeira vista revelam-se, algumas vezes, uma verdadeira fraude após uma observação mais detalhada.”

Não há dúvidas quanto a isso. Atualmente, há uma tendência no mundo da arte de julgar obras com grande consideração se o artista for famoso, ou se a obra tiver um preço alto. Essa é uma atitude errônea e infeliz. No entanto, seja qual for nossa situação atual, a busca da cultura deve ser uma eterna preocupação, uma vez que ela é indispensável para tornar nossa vida mais rica, agradável e digna de valor.

Não há como negar que nós, seres humanos, possuímos um lado cruel, o da inveja, da competição e da hostilidade. No entanto, também temos um outro lado, o do desejo de viver uma vida mais rica, bela e brilhante. A interação dessas duas tendências constrói a crônica, a história de nossa espécie. Isso é o que torna a arte e a cultura tão importantes: elas incentivam nosso melhor lado, auxiliando-nos a desfrutar, ao máximo, a mais rica vida, cultivando a virtude da bondade, o desejo de fazer dessa terra um paraíso. Esse é o modo ideal de viver como seres humanos e é o que nos distingue de outras espécies.

Kimura: A arte que se origina da alma também é, freqüentemente, a arte que expressa a fé religiosa. As grandes religiões dão origem a uma grande cultura.

Pres. Ikeda: Isso será verdadeiro enquanto a religião não se aliar às forças do autoritarismo.

Sem o respaldo de uma filosofia profunda firmemente arraigada no povo, é impossível que a cultura floresça. As religiões, e o budismo em particular, são inseparáveis da cultura. Elas são como os lados de uma mesma moeda. Tanto a cultura como o budismo objetivam inspirar o interior das pessoas. Conforme Chang Shuhong afirmou: “A fonte de inspiração criativa da arte de Dunhuang pode, muito bem, ter sido religiosa. Se os pintores não tivessem fé no budismo, não poderiam ter produzido as pinturas da forma como o fizeram.”

Igeta: A autoridade opressiva e a arrogância são realmente fatais para a cultura, não é verdade?

Pres. Ikeda: Sim. Quando eu era garoto, o Japão inteiro atirou-se no decadente caminho da guerra. Naquela atmosfera, tudo o que era arte foi amplamente considerado antipatriótico. A única música que escutávamos eram canções militares. Na escola, somente nos ensinavam a desenhar soldados e tanques ou enfermeiras cuidando dos feridos nos campos de batalha. Violentas forças opressivas foram impostas à nossa cultura. Essa é a natureza demoníaca da tirania.

Enquanto a arte e a cultura libertam as pessoas internamente, o autoritarismo as oprime externamente. São forças contrárias.

Kimura: Não há muitos líderes em nossa sociedade que possuem uma verdadeira compreensão da beleza. Ao contrário, eles tentam explorar a cultura a fim de satisfazer suas próprias ambições.

Pres. Ikeda: Por isso é tão importante que as pessoas apóiem e incentivem a cultura. De certo modo, a arte da Renascença na Europa foi uma conseqüência da articulação da libertação das pessoas do poder opressivo da Igreja e do Estado. Ela expressou o brado: “Essa é a maneira como as pessoas devem viver!” Foi uma manifestação do extraordinário poder das pessoas. E a beleza e o valor perenes da arte da Renascença ainda permanecem intatos através do tempo.

O fato de aqueles no poder não tentarem compreender a arte e a cultura é realmente temeroso. Essa falta de apreciação dos nobres aspectos da vida humana é o que leva a partir para a guerra, e a tender para o lado do fascismo.

Com certeza, existem também exemplos de líderes que compreendem e apreciam a arte. Albrecht Dürer (1471–1528) foi um grande pintor e gravador da Renascença alemã. Certo dia, ele subiu em uma escada para trabalhar em uma grande pintura no palácio do imperador romano Maximiliano I. A escada começou a balançar, e o imperador, que estava observando, solicitou a um dos aristocratas que se encontravam no recinto que a segurasse. Ninguém se mexeu. A posição social de um pintor naquela época era uma das mais inferiores; portanto, aqueles homens não se rebaixariam para ajudar Dürer. Com isso, o próprio imperador levantou-se do trono e firmou a escada.

Um dos membros da corte murmurou que era inconveniente o imperador ajudar um pintor de classe inferior. O imperador ouviu o comentário e fez uma observação: “Posso transformar em nobres tantos homens quanto desejar. Porém, nunca conseguirei fazer de alguém um grande artista como Dürer.”

Igeta: Tenho certeza de que ele sabia que tipo de pessoa é realmente importante.

Pres. Ikeda: As pessoas que são capazes de apreciar a arte e a cultura são valiosas. Aqueles que são verdadeiramente cultos valorizam a paz e conduzem outros a um mundo de beleza e esperança e a um brilhante futuro. A autoridade tirânica, por outro lado, somente conduz as pessoas à escuridão. É o oposto da arte.

Por essa razão, cultivar e propagar uma apreciação à arte e à cultura é de suma importância para a caminhada em direção à paz.

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