BS
Discurso do Presidente da SGI
há 21 anos
Corajoso avanço pelo nobre caminho da suprema felicidade
Discurso proferido na 48a Reunião de Dirigentes de Regional da Soka Gakkai, realizada no dia 21 de abril de 2005 no Auditório Memorial Makiguti em Tóquio, em comemoração do Dia da Soka Gakkai e do Dia das Mães da Soka Gakkai, no dia 3 de maio. Também foram realizadas na mesma ocasião a 1a Convenção de Kyushu e uma reunião de entregadores do Seikyo Shimbun para celebrar o 54o aniversário do jornal, ocorrido no dia anterior, 20 de abril. Estiveram presentes nessa atividade representantes de dezesseis países e territórios.
16/07/2005

Obrigado a todos por terem vindo hoje, especialmente àqueles que vieram do exterior e de outras partes do Japão!
Estou sempre orando pela boa saúde, segurança e felicidade de todos os nossos dedicados membros que estão se empenhando em prol do Kossen-rufu.
Estamos vivendo em uma época turbulenta, com crimes deploráveis sendo cometidos quase todos os dias. Por favor, não permitam ser enganados por pessoas desonestas e inescrupulosas, nem se deixem envolver em situações comprometedoras que possam prejudicar vocês ou outras pessoas. Isso seria realmente uma grande desgraça. Todos vocês são meus preciosos companheiros. Não quero que nenhum de vocês sinta arrependimentos nem que sofra.
Nesse sentido, também é importante para todos nós tomarmos conta uns dos outros e nos lembrarmos de ser cuidadosos. Daishonin elogiava Shijo Kingo por sua “prudência habitual”. (The Writings of Nichiren Daishonin [WND], pág. 1.000.) Vamos viver uma existência sábia de criação de valor, orando sempre para não sofrermos acidentes, para pensarmos sempre à frente dos outros e para tomarmos cuidado quando necessário.
O espírito desbravador de Kyushu
Parabéns pela realização da convenção da Desbravadora Kyushu — uma região que está assumindo a liderança para a vitória transbordante de boa sorte!
Gostaria também de aproveitar esta oportunidade para expressar minhas sinceras condolências pelos recentes terremotos que abalaram essa região.
É meu desejo aplaudir nossos membros de Kyushu por seu árduo empenho e pelas grandes vitórias. Eu adoro o espírito desbravador de Kyushu, que é sociável, otimista e dinâmica. Em consideração aos corajosos esforços de todos os nossos membros de Kyushu, gostaria de propor que deixássemos registrados os nomes dos representantes dessa localidade que estão participando da reunião de hoje para que fiquem preservados para sempre no Jardim Soka da Árvore Bodhi, que fica ao sul de Nova Délhi, na Índia, terra natal do budismo.
Obrigado, membros de Kyushu!
Cumpram sua missão no palco da vida
É importante que os altos dirigentes sempre se lembrem de agradecer sinceramente aos membros por eles participarem das reuniões e de tratarem-nos com verdadeira consideração e carinho. Espero que, como líderes, nunca menosprezem os esforços de seus companheiros.
Após as reuniões, em vez de deixar tudo nas mãos das pessoas responsáveis pelos preparativos, por favor, preocupem-se em despedir-se pessoalmente de cada membro, permanecendo no local até que a última pessoa tenha saído. Por favor, criem uma brilhante tradição de cuidado. Essa sincera consideração ficará gravada de forma profunda e indelével no coração das pessoas.
Tenho também guardadas inesgotáveis e maravilhosas recordações dos encontros com meus companheiros. Recordo-me ternamente de como, por exemplo, um ano depois de ter deixado a terceira presidência da Soka Gakkai (em 1980), os membros de Shikoku [a menor das quatro ilhas principais do Japão] fretaram um barco para irem até Yokohama me visitarem no Centro Cultural de Kanagawa. Meu coração está repleto de incontáveis outras cenas igualmente inesquecíveis.
Todos vocês são líderes do Kossen-rufu. Por isso, espero que, como líderes, assumam a liderança com coragem e esperança e que, junto com seus admiráveis companheiros, cumpram sua alegre missão como brilhantes atores no palco da vida.
“Todos eles estão conseqüentemente destinados à ruína”
Desde a fundação, a Soka Gakkai tem avançado continuamente em prol do Kossen-rufu, tendo sofrido, ao longo do caminho, vários ataques e perseguições tais como os que foram descritos no Sutra de Lótus e no Gosho. Porém, a organização deixou registrada uma magnífica história de sucessivas vitórias, vencendo cada ataque dos Três Obstáculos e Quatro Maldades.
O destino das pessoas que traíram e se voltaram contra a Gakkai é totalmente o contrário disso! Todas elas foram tristemente derrotadas. Conforme Daishonin escreveu, de forma profética: “No passado, e agora, nos Últimos Dias da Lei, os governantes, os altos ministros e as pessoas que menosprezam os devotos do Sutra de Lótus parecem estar livres da punição à primeira vista, mas elas estão conseqüentemente destinadas à derrota.” (WND, pág. 997.)
Como estamos comemorando o Dia 3 de Maio neste glorioso ano de nosso 75o aniversário, posso dizer com orgulho que a Soka Gakkai triunfou sobre todas as coisas.
A convicção do presidente Makiguti
Uma pessoa compilou um registro detalhado de todos os ataques infundados e sem motivo que a Soka Gakkai sofreu até agora. O primeiro incidente documentado é o das enérgicas medidas que as autoridades militares japonesas tomaram durante a Segunda Guerra Mundial. Naquela ocasião, o clero da Nitiren Shoshu, temendo atrair o descontentamento das autoridades, concordou em aceitar o talismã xintoísta que o governo impôs para que todos os japoneses adorassem. Com isso, o clero traiu a verdadeira essência dos ensinos de Daishonin. Mas o primeiro presidente da Soka Gakkai recusou-se em absoluto a comprometer sua fé e a caluniar a Lei. Firmemente determinado a proteger o Budismo de Daishonin, ele argumentou vigorosamente que aquela era a oportunidade perfeita para advertir os governantes da nação.
Ele foi preso em conseqüência disso e o mesmo aconteceu com seu discípulo Jossei Toda (que tornou-se posteriormente o segundo presidente da Soka Gakkai). O Sr. Makiguti manteve suas convicções até o fim. Mesmo quando foi interrogado na prisão, ele declarou que aqueles que perseguiam o Budismo de Daishonin estavam caluniando a Lei budista e que a nação que permitia isso estava destinada à ruína.
Durante o interrogatório na prisão, o Sr. Makiguti citou uma passagem do sutra que Daishonin discutiu em seu tratado “Sobre o Estabelecimento do Ensino Correto para a Paz da Nação”, dizendo: “Daishonin declara que se as pessoas ficarem paradas observando os ensinos do budismo perecerem, o país enfrentará rebeliões internas, revoltas, fome, praga e outros desastres, e conseqüentemente acabará na ruína.” E também disse: “O ensino que se encontra na essência do Sutra de Lótus é a Lei fundamental de todo o Universo, que é absolutamente imutável e eterna pelas três existências do passado, presente e futuro. (...) Em conseqüência disso, é errado para qualquer pessoa ou nação agir contra essa Lei, e, se fizer isso, sofrerá a punição direta que estará de acordo com o princípio de causa e efeito.”
O povo japonês passou no final por um terrível sofrimento por causa da guerra e a nação foi derrotada — o que é uma prova irrefutável da declaração do Sr. Makiguti.
O Japão militarista que prendeu o Sr. Makiguti também invadiu a China e a Coréia — dois países para com os quais os japoneses devem muito de sua herança cultural — e lançou as pessoas de toda a Ásia em profunda miséria e sofrimento. Nunca devemos nos esquecer do grave erro que o Japão cometeu e também nunca permitir que esse erro se repita.
O Sr. Toda herdou o espírito de paz de seu mestre, o Sr. Makiguti, e a eterna missão da Soka Gakkai é propagar a paz e a amizade por toda a Ásia e também pelo mundo.
O máximo respeito pelas mulheres
A reunião de hoje comemora também o Dia das Mães da Soka Gakkai. Gostaria de expressar minha sincera consideração pelos esforços empreendidos diariamente por todos os nossos membros da Divisão Feminina, as mães do Kossen-rufu. Espero que nossos membros da Divisão Sênior e da Divisão Masculina de Jovens sempre tratem os membros da Divisão Feminina e da Divisão Feminina de Jovens com o máximo respeito. São particularmente nossos membros da Divisão Feminina que estão propagando o Kossen-rufu com devoção incansável, orando sincero Daimoku e conversando com as pessoas sobre nosso movimento.
Daishonin escreveu: “O Japão é conhecido como a Terra das Mulheres. As ilhas japonesas foram criadas pela Deusa do Sol, Amaterasu Omikami.” (Gosho Zenshu [GZ], pág. 1.188.) Conforme sua declaração mostra, Daishonin tinha sempre o máximo respeito e consideração pelas mulheres que abraçavam a Lei Mística. Respeitar as mulheres é o espírito de Daishonin e do Sutra de Lótus.
Em geral, qualquer grupo, organização ou região em que as mulheres atuam com todo vigor prosperam. Essa é claramente a tendência de nossa época. Também verificamos na Soka Gakkai que as localidades onde nosso movimento está apresentando maior progresso e desenvolvimento são aquelas onde nossos membros da Divisão Feminina e da Divisão Feminina de Jovens estão crescendo e se desenvolvendo vigorosamente.
Sinto em meu coração o mais sincero desejo de conceder a cada uma de nossas nobres mães do Kossen-rufu, nossos membros da Divisão Feminina, uma medalha de honra ao mérito por seus grandiosos esforços e conquistas. Obrigado, membros da Divisão Feminina!
A arte vem do espírito
Os integrantes da Divisão de Artistas também estão presentes hoje. Obrigado por dedicarem um tempo em sua agenda lotada para participarem aqui conosco!
Espero que todos vocês, como orgulhosos membros da Divisão de Artistas, expressem sua arte de forma vibrante, livre e plena no palco de sua missão.
A arte não é uma questão de exterior, de aparência nem de forma, mas uma expressão do espírito do artista. O que torna o artista grandioso é seu espírito brilhante e radiante.
É verdade que os artistas podem ser julgados por sua fama e popularidade. Mas o budismo considera a arte de uma perspectiva totalmente diferente. Os artistas que abraçam a Lei Mística possuem uma capacidade artística imbuída de profundo espírito. Como tais, eles conseguem brilhar como os artistas mais inigualáveis. Meus amigos da Divisão de Artistas, por favor, nunca se esqueçam disso. Nós estamos apoiando-os e aplaudindo-os sinceramente em seus empreendimentos. Obrigado por seus maravilhosos esforços!
Épocas de sofrimento e épocas de alegria
Gostaria de citar uma passagem do Gosho muito conhecida, extraída de uma carta de incentivo enviada por Daishonin a Shijo Kingo, que havia provocado a desaprovação de seu lorde após ter tentado ensinar-lhe o Budismo de Daishonin, o que fez também com que seu companheiro samurai o considerasse com ódio e inimizade. Daishonin escreveu:
“Sofra o que tiver que sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue orando o Nam-myoho-rengue-kyo, não obstante o que aconteça. Então, experimentará a infinita alegria da Lei. Fortaleça sua fé mais do que nunca.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. III, pág. 199.)
A vida parece às vezes uma interminável sucessão de dor e sofrimento. Mas, assim como os bons tempos nunca duram para sempre, o mesmo acontece com os tempos ruins. A vida é uma combinação de coisas boas e ruins, de alegrias e sofrimentos. Às vezes vencemos e outras, perdemos. Tanto o sofrimento como a alegria são parte da vida. Essa é uma realidade da vida. É por isso que devemos continuar a orar o Nam-myoho-rengue-kyo tanto nos momentos de sofrimento como nos de alegria, sem negar o que estamos sentindo, diz Daishonin. Se agirmos assim, conseguiremos atingir um estado de suprema felicidade por meio da sabedoria e do poder da Lei Mística e viver de forma a não sermos derrotados por nada.
Daishonin emprega a frase “sentir a ilimitada alegria da Lei”. “Sentir” significa que nós conseguimos e sentimos essa alegria. Tudo depende de nós, e não dos outros. A alegria da Lei não é algo que outra pessoa possa nos conceder nem que recebemos dos outros. Criar nossa própria felicidade e senti-la por nós próprios; desenvolver a força interior e a capacidade para desfrutar a vida com serenidade, independentemente de seus altos e baixos — esse é o significado de “sentir a ilimitada alegria da Lei”. Esse estado de vida nos é garantido pelo poder do Nam-myoho-rengue-kyo.
Extraindo nosso pleno potencial por meio da Lei Mística
É por essa razão que não temos necessidade de nos comparar aos outros, mas simplesmente viver nossa vida da forma que seja mais natural para nós, com base no Gohonzon.
Também é importante cuidarmos da saúde e ter um propósito na vida, cultivando ao mesmo tempo relacionamentos harmoniosos e positivos com as pessoas que estão ao nosso redor.
Ao procurar fazer amizade com as pessoas, vocês irão se tornar naturalmente o tipo de pessoa que os outros admiram, que gostam de estar junto e que querem conhecer. A Lei Mística permite que vocês extraiam seu pleno potencial. E, quando isso acontece, poderão ir a qualquer lugar e enfrentar qualquer coisa. Vocês descobrirão a liberdade para fazer o que é preciso ser feito sem permitir que os problemas e dificuldades menores da vida atrapalhem ou que os desviem do caminho, e terão uma vida de total realização e profunda satisfação, sem nenhum arrependimento. Essa é a marca do verdadeiro vitorioso na vida.
O Sr. Toda disse certa vez:
“Os Últimos Dias da Lei estão cheios de pessoas que crêem em falsas crenças e que seguem ensinos errôneos. Isso torna difícil para as pessoas desta era aceitar o ensino correto do budismo. Daishonin citava repetidas vezes a passagem do Sutra de Lótus que adverte que o sutra ‘enfrentaria muita hostilidade no mundo e seria difícil de acreditar nele’.(LS14, pág. 207.)
“Ao lidar com as pessoas desorientadas dos Últimos Dias, devemos basear nossas ações nesta advertência: ‘Se a pessoa tem amizade com outra mas não tem benevolência para corrigi-la, então é na verdade sua inimiga. (...) Aquele que livra o ofensor do mal está agindo como seu pai.’ (WND, pág. 286.) Devemos ter coragem para bradar com firmeza a fim de libertar as pessoas da ilusão.”
Encontramos no Sutra de Lótus passagens como esta: “O Sutra de Lótus enfrentará muita hostilidade no mundo e será difícil de acreditar” (LS14, pág. 207.); “As pessoas ofenderão e falarão mal [daqueles que propagam o Sutra de Lótus]” (LS13, pág. 193); e “como o ódio e a inveja contra este sutra são abundantes mesmo quando Aquele que Traz a Verdade está neste mundo, o quanto não serão ainda piores após seu falecimento?” (LS10, pág. 164.)
Sakyamuni declara que o Sutra de Lótus é o ensino supremo, mas devido à hostilidade que enfrenta na sociedade, é difícil para as pessoas acreditarem nele. E o próprio sutra declara que aqueles que procuram propagar o correto ensino nos Últimos Dias serão insultados e ofendidos e sujeitados a ainda mais ódio e inveja do que os praticantes da época de Sakyamuni. É por isso que o Sr. Toda insistiu para que avançássemos com coragem tanto na vida como na prática da fé. Vamos viver nossa vida com coragem!
“Cuidado com o poder; o poder corrompe”
Está atualmente na Índia um grupo de representantes da SGI, que foram para lá receber em meu nome a Medalha da Unicidade de Mahavir e Mahatma. Fui informado de que a cerimônia de entrega da medalha foi muito solene e impressionante.
Essa medalha foi concedida pela Times Foundation, fundada pelo Times Group, um dos maiores conglomerados de mídia da Índia e editor do importante jornal diário em língua inglesa, The Times of India. A cerimônia de entrega da Medalha da Unicidade de Mahavir e Mahatma foi realizada no dia 20 de abril no Vigyan Bhavan, centro internacional de conferências em Nova Délhi. Essa nova honraria presta uma homenagem aos indivíduos que servem de modelo para a próxima geração, uma inspiração para a humanidade e uma ponte que liga o mundo por meio da paz e da harmonia social. O líder da SGI foi o único não-indiano dentre os dez recebedores. O evento, do qual participaram muitos distintos convidados, incluindo o ministro do Interior, Shivraj Patil e outros oficiais do governo, teve ampla cobertura da imprensa nacional.
[Dirigindo-se para a audiência] Vocês já foram à Índia?
O presidente Ikeda fez então a mesma pergunta a um rapaz, que respondeu que nunca havia ido para o exterior. Ao saber que o jovem era de Okinawa, o presidente Ikeda ofereceu-lhe algumas calorosas palavras de incentivo.
Mesmo que não consiga ir para o exterior, se estiver determinado a devotar todas as suas energias para a concretização do Kossen-rufu em sua terra natal, então ninguém será páreo para você. Okinawa tem como objetivo ser a principal líder do movimento em prol do Kossen-rufu no Japão. Sinto em você o apaixonado desejo de transformar em primeiro lugar o local onde nasceu num mundo de felicidade e prosperidade insuperáveis. Quando voltar para Okinawa, transmita por favor minhas melhores recomendações a todos.
Para expressar meu profundo respeito pela Índia, gostaria de compartilhar com vocês estas palavras que Mahatma Gandhi proferiu diante de um grupo de ministros do gabinete do governo que haviam sido nomeados pouco tempo antes: “Cuidado com o poder; o poder corrompe. Não se deixem enganar por sua pompa e circunstância. Lembrem-se de que estão cumprindo mandato para servir aos pobres nas vilas da Índia.”1
O que Gandhi disse é realmente verdadeiro. O poder possui um aspecto maligno. É por ceder às tentações do poder que as pessoas se tornam corruptas e perdem a integridade. Foi por essa razão que Gandhi nos advertiu para tomarmos cuidado. Ele reconheceu vivamente a natureza insidiosa do poder.
O trabalho dos cidadãos de um país é observar de perto aqueles que estão nos cargos públicos e que detêm autoridade.
Gandhi está dizendo, na verdade: “O verdadeiro dever dos líderes é servir ao povo — não se esqueçam disso!” Suas palavras são uma diretriz eterna para todos os líderes de todos os lugares.
Uma vida sem arrependimentos
Como viver uma vida sem arrependimentos? Em sua obra-prima Fausto, o escritor alemão Goethe escreveu: “O reconhecimento é inútil, a ação é tudo.”2 Para nós, “a ação” significa empreender ações em prol do Kossen-rufu. Essa é a chave para tudo.
Orar também é uma forma de ação, assim como dialogar com as pessoas. Tudo isso são manifestações de nossa fé.
Pode haver pessoas que desfrutam a fama e a celebridade, mas se não fazem nada de valor ou digno de nota para contribuir para a sociedade ou para a felicidade dos outros, então essas pessoas não são nem um pouco admiráveis. Ao contrário, há pessoas que trabalham pelo bem-estar dos outros e pela melhoria da sociedade de uma forma serena e sem chamar a atenção. São essas pessoas que brilham com a verdadeira grandiosidade humana.
As pessoas de consciência têm a chave na mão
Encontrei-me certa ocasião com Rajiv Gandhi, o já falecido primeiro-ministro da Índia. Nosso encontro ocorreu em novembro de 1985 na Casa de Hóspedes Oficial em Moto-Akasaka, Tóquio.
Eu me encontrei e conversei com muitos líderes nacionais do mundo todo, e espero que vocês, os protagonistas da próxima geração, também desbravem novos caminhos do diálogo e da amizade.
O primeiro-ministro Gandhi era um homem belo e vigoroso (estava com 41 anos naquela ocasião) e um ser humano maravilhoso. Após nosso diálogo, ele disse estar feliz por ter encontrado um “japonês genuíno”.
O assassinato do primeiro-ministro Gandhi foi uma tragédia terrível. Minha amizade com sua viúva Sonia Gandhi, sua filha Priyanka e seu filho Rahul continua até hoje.
O primeiro-ministro disse certa vez que quando surgissem pessoas de consciência, elas afastariam todos os oficiais corruptos do governo.3 As pessoas de consciência são a chave. O poder e a autoridade procuram controlar as pessoas por fora. O budismo é diferente, pois faz com que nosso espírito brilhe e nos capacita a extrair o infinito poder e potencial que se encontra em nossa vida.
Vamos criar com coragem um século XXI em que a verdade e a justiça prevaleçam por meio da solidariedade das pessoas de consciência.
O famoso humanista holandês Desidério Erasmo, considerado como o precursor da moderna filosofia de paz, foi também um grande reformista da religião. Ele fez a seguinte advertência: “A conversação ruim profana a mente e a má leitura não deixa por menos.”4 O filósofo não está querendo dizer com isso que é ruim conversar, mas sim está advertindo para a conversação ruim. O Sr. Toda também costumava condenar energicamente a leitura de livros ruins. Eles podem envenenar a mente da pessoa e fazer com que ela se desvie na vida. Não poderia haver nada mais tolo nem inútil.
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