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Caderno Especial
há 21 anos

A expansão da correnteza do Kossen-rufu em terras brasileiras

Nesses 45 anos da BSGI, suas coordenadorias CCSP, CMSP, CRE e CRJ cresceram e se desenvolveram na atuação pelo Kossen-rufu de suas localidades. Todos comemoram a data já pensando nos próximos cinco anos, ocasião do cinqüentenário da BSGI, traçando seus planos para o futuro. Visando a destacar essa atuação, o Brasil Seikyo reuniu representantes líderes de cada uma das coordenadorias: Paulo Kiyoshi Endo, coordenador da CRE; Alexandre Oda, coordenador da DMJ da CCSP; Sueli Soyano Ogawa, coordenadora da DF da CMSP, e Sílvia Debastiani, coordenadora da DJ da CRJ.

15/10/2005

A expansão da correnteza do Kossen-rufu em terras brasileiras
Brasil Seikyo: Como vocês vêem o crescimento das coordenadorias nesses 45 anos?

Endo: Naturalmente, o coração do Kossen-rufu do Brasil localiza-se na cidade de São Paulo, onde o presidente Ikeda estabeleceu a origem da nossa BSGI, fundando o Distrito Brasil em 1960. Pouco a pouco, por intermédio de amigos, parentes e familiares dos membros residentes na capital e adjacências, ou por meio de imigrantes vindos do Japão, já como praticantes do budismo, foram estabelecidas algumas localidades fora de São Paulo e iniciou-se a propagação e a criação de pequenos núcleos da organização nesses locais, a exemplo da CRE. Ao longo da história dos 45 anos da BSGI, esses núcleos ficaram estruturalmente vinculados a organizações de São Paulo, mas após a quarta visita do presidente Ikeda ao Brasil, em 1993, iniciou-se uma nova fase com a formação da CRE, que abriu um novo horizonte para o progresso das organizações distantes da sede da BSGI.

Hoje, observa-se um notável desenvolvimento do Kossen-rufu em todos os estados brasileiros, fruto da compreensão dos verdadeiros ideais da organização. Indiscutivelmente, os companheiros das localidades da CRE vêm demonstrando e comprovando em sua vida que a disposição e o espírito de empenhar-se em prol da paz, trilhando o caminho de mestre e discípulo, nada tem a ver com a distância que os separa da sede da BSGI em São Paulo.

Alexandre: Bem, no caso da CCSP, nesses três anos de liderança, posso dizer que houve um crescimento moderado, mas os resultados sempre corresponderam à média da BSGI. Porém, notamos que neste ano as conquistas tem sido maiores.

Sílvia: A Coordenadoria do Rio de Janeiro vem alcançando vitórias após vitórias, pois em 1966, quando o presidente Ikeda visitou o Rio de Janeiro, incentivou-nos a não esquecermos de nossa decisão, atuando com todo esforço e recitando Daimoku para que a coordenadoria atingisse um grande progresso. Dessa forma, os veteranos venceram diversas batalhas, dedicando-se com ardente paixão, construindo uma organização de pessoas calorosas, radiantes e vitoriosas. Além disso, como fruto desse empenho, temos atualmente sete “Castelos do Kossen-rufu”, sendo dois centros culturais, uma sede campestre e quatro sedes regionais próprias.

Sueli: A CMSP deriva da antiga estrutura da GSP (Grande São Paulo) sendo a coordenadoria mais jovem, pois só tem cinco anos.

É uma coordenadoria que está em formação e criando uma identidade própria, com organizações que possuem características próximas da CCSP e da CRJ e ainda outras parecidas com a CRE.

O que sentimos nessa curta, porém significativa existência da CMSP é a alegria, a sinceridade, o orgulho, a consciência e a pureza de cada companheiro que se fortalece dia-a-dia, ao mesmo tempo em que inúmeros valores estão surgindo.

BS: Visando a um desenvolvimento ainda maior, que ações estão sendo promovidas pelas coordenadorias?

Endo: Na CRE, o ponto fundamental é o sentimento e o orgulho de que “eu sou a BSGI”. Todos, sem exceção, desejam corresponder aos anseios do presidente Ikeda para tornar sua localidade exemplo de “Monarca do Mundo”.

Em termos de atividades, há dois anos a CRE tem desenvolvido aprimoramentos de líderes de bloco e acima das quatro divisões, enaltecendo as questões práticas do dia-a-dia e da realidade da organização em busca dos resultados positivos. Nesses aprimoramentos, são selecionados cem representantes de bloco e eles desafiam suas condições financeiras e de disponibilidade de tempo para viajarem até São Paulo, para participar dessas atividades no Centro Cultural Campestre, as quais estão se tornando uma tradição da coordenadoria.

Silvia: Estamos empreendendo ações objetivando um crescimento sustentável por meio da propagação e do estudo do budismo e a promoção de diálogos de vida a vida, além da disseminação do Budismo Nitiren na sociedade. Desejamos ardentemente promover a expansão da cultura humanística Soka em nossa amada terra, objetivando conscientizar a população a respeito da dignidade da vida.

Alexandre: Aqui na CCSP buscamos criar atividades que alavanquem o desenvolvimento das organizações tendo como foco principal o conceito de Kossen-rufu da localidade. O ponto fundamental é a conscientização de que cada membro e líder deve considerar o seu próprio bairro como local do cumprimento de sua missão e criar um grande movimento de mudança social.

Gostaria de destacar também que uma grande força nasceu dentro da própria liderança da CCSP quando, em 3 de setembro de 2005, lançamos a campanha da “Grande Virada” na reunião para responsáveis de regional e acima com a participação do presidente da BSGI, Eduardo Taguchi. Baseando-se na recitação de três horas de Daimoku diário, esta virada inicia-se a partir de cada pessoa, cada líder para superar os limites, quebrar as barreiras e criar ondas de vitória e expansão visando a obter resultados concretos.

Após essa atividade, sentimos a “reação imediata” dos líderes que desejam vencer a todo custo.

Diversas organizações têm marcado atividades voltadas para a concretização dos objetivos de Chakubuku e temos recebido inúmeras manifestações de dirigentes que estão engajados na recitação de Daimoku e na concretização de Chakubuku. A “virada” já começou.

Sueli: A nossa principal ação é a instituição do Dia do Imponente Avanço (DIA), no qual promovemos incentivos aos companheiros e convidados exercitando o treinamento prático entre os novatos e os veteranos e reafirmamos os objetivos de cada organização por meio do movimento de visitas mensalmente envolvendo todas as divisões.

Outra ação, visando ao fortalecimento de cada organização é a promoção dos ideais do presidente Ikeda e da BSGI em meio à sociedade por meio de nossas diversas atividades e também da campanha “Um Milhão de Amigos” da Lei Mística.

BS: Quais as maiores dificuldades enfrentadas na propagação do Kossen-rufu na localidade?

Alexandre: Acredito que as questões de tempo, dificuldades financeiras e insegurança, pois o maior fator é o apoio e o treinamento aos líderes da organização de base. Nesse sentido, a função do ECOM (Empreendedor da Comunidade Monarca) é fundamental. Entretanto, sabemos que não são todas as organizações que funcionam adequadamente em relação ao ECOM. O nosso maior desejo é que cada organização, centralizada nas RMs, tenha mais autonomia para divulgar e promover as atividades em suas localidades. Os bairros em nossa cidade são muitos distintos e heterogêneos, portanto, necessitam de mais autonomia de atuação.

Sueli: Conforme citado anteriormente, na CMSP, por ser uma coordenadoria em formação e com localidades que apresentam realidades e características muito distintas, nosso maior desafio é conseguir abarcar todas as organizações que dela fazem parte por meio de uma estrutura de comunicação e de atividades adequadas visando a atender plenamente a necessidade de nossos companheiros e também descobrir os novos valores. Ao mesmo tempo, é intensificar esse movimento de expansão nas cidades que ainda não existem membros da BSGI.

Sílvia: No nosso caso, a maior dificuldade é a questão da violência. Existem ocasiões em que o tráfico de drogas estipula uma espécie de “toque de recolher” para a população local, podendo até ocorrer, em algumas ocasiões, o fechamento do comércio. Além disso, quando ocorre a guerra entre facções criminosas, algumas famílias têm dificuldade de sair de suas residências para trabalhar, estudar e participar das atividades. Por essas razões, o bom senso é importante, evitando sair tarde dos locais de reuniões e buscando andar em grupos.

BS: Qual a expectativa para os próximos cinco anos?

Sueli: Observando a sincera dedicação de nossos veteranos e companheiros, temos a plena convicção de que existe um ilimitado potencial na CMSP. Então, nossa decisão é a de promover um imponente avanço, descobrir e criar os valores humanos herdeiros do Kossen-rufu e solidificar ainda mais a união, estabelecendo até 2010 em todos os municípios da coordenadoria o humanismo Soka e tornando-nos brasileiros “Monarcas do Mundo”.

Sílvia: Nossa expectativa é a de que até o ano de 2010 o Rio de Janeiro se transforme numa organização modelo de felicidade, harmonia, comprovação e vitórias.

Alexandre: O nosso objetivo é crescer em número, qualidade e resultados constantes e que em 2010 a CCSP esteja totalmente definida, geograficamente. Os estudos e pesquisas estão em andamento para esta finalidade. O crescimento da CCSP nesse próximo período deverá ser bem maior que a média da BSGI. Vamos corresponder à denominação de “Coração da BSGI” para levar a esperança e a coragem a todos e conquistar, por meio da atuação dos membros em cada localidade, novas homenagens e reconhecimentos ao presidente Ikeda, inclusive com logradouros públicos na cidade de São Paulo que representem os Três Mestres Soka. Essa é a nossa determinação!

Endo: Concordo plenamente com meus companheiros. Todos estão se empenhando com o objetivo de comprovar no cinqüentenário da nossa BSGI, o real aspecto de “Monarca do Mundo”. Graças a essa consideração do presidente Ikeda expressa no poema “Brasil, Seja Monarca do Mundo!”, a BSGI alcançará, sem sombra de dúvidas, um extraordinário desenvolvimento. Em particular, acreditamos numa ampla e sólida expansão do Kossen-rufu nas diversas localidades de todo o Brasil ao longo dos próximos cinco anos. E, por isso mesmo, todos nós da CRE estamos nos dedicando e avançando, plenamente conscientes da importância e da responsabilidade cada vez maior do desenvolvimento do Kossen-rufu do Brasil rumo à 2010. Nós haveremos de comprovar a denominação de “Monarca do Mundo!”.

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