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Artigo
há 24 dias
Aumenta o som! Hoje é o dia do rock!
Redação
13/07/2026

Todo ano, em 13 de julho, celebramos o Dia Mundial do Rock, data criada em referência ao histórico festival Live Aid, realizado em 1985. Essa celebração nos faz lembrar como o rock entrou em nossas vidas e passou a fazer parte da nossa história.
Nós começamos a gostar de rock de muitas maneiras: por influência familiar que atravessa gerações, ouvindo o que nossos pais, irmãos ou amigos escutavam, passando horas na internet procurando músicas e explorando sons novos, ou até nos deparando com trilhas sonoras de filmes, séries e videogames. Foi assim que, em meio a essas descobertas, encontramos bandas que marcaram nossa trajetória e a de gerações passadas.
Vale a pena relembrar a história de um gênero que atravessa gerações, influenciando comportamentos, culturas e milhares de artistas ao redor do mundo.
Vamos viajar no tempo até as origens do rock:
O rock nasceu da mistura de diferentes ritmos e culturas, mas se transformou em algo muito maior do que um simples gênero musical. Ao longo de décadas, atravessou gerações, inspirou movimentos culturais e marcou a vida de milhões de pessoas que, em algum momento, descobriram em uma música, um álbum ou uma banda, um universo completamente novo.
O rock surgiu nos Estados Unidos entre o final dos anos 1940 e o início dos anos 1950, a partir da mistura de gêneros como blues, jazz, rhythm and blues (R&B), gospel, country e folk. As influências mais fortes vieram da música afro-americana, especialmente do blues e do R&B que influenciou a base rítmica e emocional. O som das guitarras elétricas, a batida forte da bateria e letras intensas definiram o estilo.
As raízes do rock
Antes de existir o rock, havia músicos de blues que cantavam sobre amor, dificuldades e liberdade. Com o tempo, alguns artistas começaram a acelerar esse ritmo, acrescentaram guitarras elétricas e criaram canções mais dançantes e energéticas. Foi dessa transformação que nasceu o rock and roll.
Entre os pioneiros mais importantes estão:
- Chuck Berry (considerado por muitos o “pai do rock”);
- Little Richard;
- Jerry Lee Lewis;
- Bill Haley;
- Sister Rosetta Tharpe, frequentemente chamada de “mãe e madrinha do rock”.
A explosão dos anos 1950
Na década de 1950, o rock ganhou projeção mundial com Elvis Presley, que ajudou a popularizar o gênero e transformá-lo em um fenômeno cultural. O rock passou a representar juventude, liberdade e uma nova forma de expressão.
A expansão pelo mundo
Nos anos 1960, bandas como The Beatles e The Rolling Stones levaram o rock a outro patamar, expandindo o gênero para o mundo. Na mesma época surgiram nomes como Jimi Hendrix, The Doors, Pink Floyd e Janis Joplin.
A partir daí, o rock se diversificou em inúmeros estilos, para citar alguns:
- Blues Rock;
- Hard Rock;
- Rock Progressivo;
- Punk Rock;
- Glam Rock;
- Heavy Metal;
- Grunge;
- Rock Alternativo.
O rock consolidou sua força nas décadas de 1960 e 1970, impulsionado por eventos históricos como o Festival de Woodstock e pelo surgimento de bandas que se tornariam lendas, como Queen, Led Zeppelin, Black Sabbath e Ramones. Nos anos 1980, o gênero ganhou uma estética marcante e extravagante, com nomes como Bon Jovi, Van Halen e The Cure. Já nos anos 1990, o grunge renovou o rock graças a bandas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Alice in Chains. Embora tenha perdido espaço para o pop nos anos 2000, o rock continuou relevante com grupos como Evanescence, Arctic Monkeys e The Strokes.
O impacto cultural da música
O rock acabou se tornando muito mais do que um gênero musical. Ele influenciou moda, comportamento, cinema, arte e a maneira como várias gerações enxergaram o mundo; foi a voz de diferentes gerações, expressando sonhos, inquietações, desafios e esperanças. Em muitos momentos, suas canções ajudaram pessoas a encontrar coragem para enfrentar dificuldades, superar limites e enxergar novas possibilidades para a própria vida. A música, de maneira geral, permite que pessoas se unam por meio do gosto musical, da identificação com a letra, com o artista, da representação de situações da vida, de relacionamentos, de alegria ou tristeza e de estados de vida, independentemente de opiniões diversas. Ela tem o poder de unir pessoas diferentes umas das outras.
Essa visão do poder transformador da música na vida das pessoas e seu caráter universal se aproxima das reflexões presentes em Romper Barreiras. O pianista e músico americano, Herbie Hancock, afirma:
Acredito que a música possui o papel importante de iluminar a dignidade da vida humana. As palavras, blocos de construção da linguagem, são uma forma de expressão que pode elevar o estado de vida, mas a habilidade da música em fazer isso transcende os idiomas. Enquanto as línguas podem ser nacionais, a música é universal.1
Da mesma forma, o saxofonista americano Wayne Shorter descreve a música como a expressão de suas próprias batalhas e vitórias, afirmando que sua arte é, acima de tudo, uma manifestação da vida:
O processo de composição, para mim, é uma grande batalha. Hoje, componho uma canção não para ser música ou arte, mas para ser vida. Minha luta para compor é paralela à luta para superar muitos obstáculos da vida. A música não representa apenas corações e flores; é a história de minhas batalhas e vitórias, avanços e resistência interior. Minha missão como artista é ser criativo em tudo, não apenas na música. É como a busca pela Lei Mística ou pela maravilha da vida.2
O presidente Ikeda também destaca que a música tem a capacidade de abrir e expandir nossa existência, superando discriminações e criando laços profundos entre as pessoas. Segundo ele, nada se compara ao poder da música de unir corações e elevar o estado de vida daqueles que a ouvem. Essa capacidade de conexão pode ser percebida em grandes festivais, shows e canções que atravessam gerações, reunindo pessoas de diferentes origens em torno de sentimentos comuns:
A música abre e expande nossa vida. Nada se compara com o poder da música para transcender instantaneamente todas as formas de discriminação, gerar uma união espiritual poderosa e elevar o estado de vida de quem a ouve. Na ocasião em que conversei com o renomado violinista Yehudi Menuhin, ele mencionou suas memórias sobre a África. Recordou-se uma noite em que ouvira sons de tambor em uma colina distante. Eram dois amigos se cumprimentando. O poder que a música tem de unir as pessoas é rico em sentimentos e liberdade. O Sr. Menuhin nasceu nos Estados Unidos e tocava com jazzistas. Certa vez, ele disse: “A música transmite alegria mesmo nos tempos mais difíceis, especialmente quando ela vem do coração”.3
Notas:
1. IKEDA, Daisaku. Romper Barreiras. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2023, p. 40
2. IKEDA, Daisaku. Romper Barreiras. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2023, p. 91
3. IKEDA, Daisaku. Romper Barreiras. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2023, p. 40
Referências:
Rock: a origem e história do Rock and Roll. Disponpivel em: https://www.todamateria.com.br/rock-origem-e-historia/. Acesso em: 9 jul. 2026.
A Origem do Rock: História, Influências e Evolução do Gênero Musical. Disponível em: https://rock.mus.br/a-origem-do-rock-historia-influencias-e-evolucao-do-genero-musical/. Acesso em: 9 jul. 2026.
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