JUVENTUDE-SOKA
Artigo
há 14 dias
Vamos falar sobre o Setembro Amarelo?
A campanha reforça a importância de cuidar da saúde mental, valorizar a vida e fortalecer os laços entre as pessoas com empatia e diálogo
Redação
10/09/2026

Todos os anos, o mês de setembro ganha uma cor especial: o amarelo. A campanha tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para um tema importante e urgente: a preservação da vida e a valorização do bem-estar emocional.
Vivemos tempos em que o estresse, as pressões sociais e as dificuldades pessoais vêm aumentando e afetando negativamente cada vez mais pessoas.
Os dados reforçam a importância de ampliar o diálogo e o cuidado com a saúde mental. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos do trabalho relacionados a transtornos mentais e comportamentais (ansiedade e depressão foram as principais causas de afastamento),1 um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior. O crescimento desses números chama a atenção para a necessidade de reconhecer os sinais de sofrimento emocional, fortalecer redes de apoio e construir ambientes mais acolhedores, nos quais as pessoas se sintam seguras para falar sobre o que estão enfrentando e buscar ajuda quando necessário.
Infelizmente, muitas dessas batalhas individuais passam despercebidas no dia a dia. É nesse contexto que o Setembro Amarelo surge como um ponto de atenção à empatia, ao diálogo e ao cuidado mútuo.
O presidente Ikeda nos ensina sobre a riqueza interior que cada vida carrega:
Acredito que a época vindoura será a era do respeito à dignidade da vida, a era da vida. Venho salientando isso há muitos anos, reiterando ser essa a única esperança de sobrevivência para a humanidade. Está se tornando cada vez mais evidente para as mentes pensantes do mundo que não podemos respeitar a dignidade do ser humano sem respeitar a dignidade da própria vida.2
O valor da vida humana é infinito. Sobre isso, o presidente Ikeda ensinou:
A vida é uma torre de tesouro, possui dimensão tão vasta quanto o universo e é mais valiosa que a Terra. Cada indivíduo é mais importante que uma nação. Esta convicção é o alicerce do nosso humanismo. Devotamo-nos ao trabalho de construir grandes torres de tesouro de respeito à dignidade da vida em todas as esferas da sociedade e do mundo. Em nosso movimento, não estamos apenas difundindo a filosofia do respeito à dignidade da vida, mas ajudando efetivamente uma pessoa após outra a revelar o brilho de sua preciosa torre de tesouro interior, radiante de nobreza e de felicidade.3
O valor de falar, ouvir e cuidar de si
Um dos pilares do Setembro Amarelo é encorajar a conversa. Falar sobre sentimentos, dores e medos não é sinal de fraqueza, mas, sim, um ato de coragem. Da mesma forma, ouvir sem julgamentos é um gesto transformador.
Pequenas atitudes de atenção e acolhimento, como prezar cada pessoa, têm o poder de aliviar fardos.
Outro aspecto fundamental é o autocuidado. Reservar tempo para descansar, manter hábitos saudáveis, praticar atividades que tragam alegria e buscar ajuda profissional são formas de fortalecer a mente e o coração. Assim como o corpo precisa de cuidado, a saúde mental também merece atenção constante. A mente faz parte do corpo.
Nesse sentido, a prática do daimoku – a recitação do Nam-myoho-renge-kyo – é um recurso indispensável para cultivar o equilíbrio interior, a esperança e a resiliência. Ao entoá-lo, despertamos coragem e sabedoria para enfrentar desafios e transformar dificuldades em impulso para seguir em frente. O presidente Ikeda orientou:
Orar ao Gohonzon é como dialogar com o Buda. Por isso, mantendo profundo respeito no coração, seja sincera com o Gohonzon. Ore com toda a sinceridade por tudo que você deseja para vencer as dificuldades e para realizar seus objetivos. O Gohonzon vai ouvi-la com benevolência. Nos momentos de tristeza, amargura ou sofrimentos, abrace o Gohonzon com sua firme oração, como uma criança que busca a proteção da mãe. Recite daimoku como se estivesse dialogando e transmita tudo o que se passa com você ao Gohonzon. Assim, depois de algum tempo, mesmo o sofrimento no estado de inferno desaparecerá como o orvalho sob o calor do sol.4
É importante compreender que enfrentar um período de adoecimento, seja físico ou emocional, não representa fraqueza ou fracasso. Sobre essa perspectiva de respeito e acolhimento diante do sofrimento humano, o presidente Ikeda afirma:
A doença também é uma expressão da vida, tal como ela é. O sofrimento da doença é por si só parte das leis da natureza. Portanto, adoecer não é, de forma alguma, algo vergonhoso – e muito menos pode ser considerado uma derrota na vida.5
Medidas de prevenção
A informação é uma importante forma de prevenir os problemas de saúde mental. Durante muito tempo, a eliminação da própria vida foi um assunto evitado, uma espécie de tabu, mas, com iniciativas como o Setembro Amarelo, passou a ser discutido com mais abertura. Hoje, o desafio é comunicar de forma responsável, seguindo as orientações dos especialistas, para que a prevenção seja realmente eficaz.
Reconhecer sinais como isolamento, mudanças de comportamento, perda de interesse, queda no desempenho escolar ou profissional, alterações no sono, perda de prazer em atividade antes apreciadas e frases de desespero pode salvar vidas. O apoio pode vir de familiares, amigos, professores, colegas ou voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV).
A vida é única e valiosa
O Setembro Amarelo é um convite para refletirmos sobre a importância de valorizar a vida. Ao cultivarmos empatia, diálogo e cuidado, damos um passo fundamental para construir uma sociedade mais humana, solidária e saudável.
A vida é única e valiosa. Cada pessoa carrega dentro de si uma força especial para recomeçar. Todos nós podemos contribuir ao estender a mão e perguntar com empatia: “Posso te ajudar?”.
Nunca se esqueça: você não está sozinho.
Saiba mais
O papel da sociedade
O Setembro Amarelo não se limita às campanhas visuais espalhadas pelas cidades. Representa um movimento de conscientização coletiva. Escolas, empresas, famílias e comunidades podem e devem criar espaços de acolhimento em que as pessoas se sintam à vontade para falar sobre as emoções.
Como procurar ajuda?
Converse com alguém da sua confiança, como seus pais, um amigo, um professor da escola ou um veterano da organização, e busque ajuda profissional com um psicólogo ou psiquiatra. O CVV também fica disponível 24 horas para ouvir quem precisa pelo telefone 188, e-mail ou chat no site www.cvv.org.br.
Notas:
1. Brasil registra 546.254 afastamentos por saúde mental. Disponível em: https://valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2026/04/24/brasil-registra-546254-afastamentos-por-saude-mental-1.ghtml?utm_source=the_news&utm_medium=newsletter&utm_campaign=21-08-2026&_bhlid=d36a238371b9356bc5e54a5aa2336391980f9869. Acesso em: 26 ago. 2026.
2. Brasil Seikyo, ed. 2.432, 18 ago. 2018, p. B3.
3. Brasil Seikyo, ed. 2.438, 6 out. 2018, p. B2.
4. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v.11, p. 66, 2021.
5. Terceira Civilização, ed. 692, 01 abr. 2026, p. 36.
Referência:
Setembro amarelo. Disponível em: https://setembroamarelo.org.br/. Acesso em: 26 ago. 2026.
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