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há 12 horas

6º relatório Curso de Aprimoramento da Primavera da SGI

Redação

22/04/2026

6º relatório Curso de Aprimoramento da Primavera da SGI

O último dia do curso de aprimoramento, 20 de abril, foi vivido com um sentimento muito especial de conclusão, gratidão e renovada decisão.

Iniciamos o dia recebendo uma edição do Seikyo Shimbun, retratando o aniversário de 75 anos desse histórico jornal. Esse gesto já trouxe uma emoção especial, pois a própria programação do dia começaria justamente com uma visita ao Centro Mundial Seikyo da Soka Gakkai.

A primeira edição do Seikyo Shimbun foi publicada em 20 de abril de 1951, e poder viver esse momento tão próximo da data comemorativa tornou tudo ainda mais significativo.

Chegamos no Centro Mundial Seikyo da Soka Gakkai. O ambiente impressionava pela alta tecnologia, com televisores e painéis interativos, apresentando todas as edições históricas já publicadas. Era como caminhar dentro da própria memória da Soka Gakkai, percebendo concretamente como o jornal se tornou, ao longo das décadas, um dos grandes pilares da organização.

Logo ali vivenciamos um momento muito emocionante: o encontro com o presidente Minoru Harada Também nos foi recordado, com muito orgulho, que em 28 de setembro de 2019, o presidente Ikeda e a Sra. Kaneko visitaram aquele local, data preservada com muito apreço pelos responsáveis da sede.

Em nome da América Latina, Ricardo Miyamoto, coordenador da Divisão Sênior e diretor presidente da Editora Brasil Seikyo dirigiu palavras de parabéns, agradecimento e cumprimentos aos responsáveis pelo Seikyo Shimbun, representando todos os participantes.

Às 13:00, teve início o diálogo com o presidente Harada. Ele iniciou agradecendo o intercâmbio e passou a falar sobre os bastidores da criação do Seikyo Shimbun, recordando o momento em que Josei Toda decidiu criar um jornal, a partir de um diálogo com um renomado jornalista, em um café, ainda em 1950.

Em seguida, recordou o dia 13 de novembro de 1950, quando Toda sensei renunciou ao cargo de presidente. Segundo relatou, esse foi um dia extremamente triste para o jovem Ikeda sensei.

Ao abordar esse vínculo do passado, explicou que Ikeda sensei dedicou poemas ao seu mestre, e que Toda sensei também dedicou dois poemas ao jovem Ikeda. Quando os problemas financeiros se agravaram ainda mais, mestre e discípulo chegaram a discutir o que poderia acontecer dali em diante.

Ikeda sensei registrou em seu diário que passava metade do dia com seu mestre e que Toda sensei o orientava a dar continuidade à obra que lhe estava sendo confiada.

No dia 6 de janeiro de 1951, as dificuldades se agravaram profundamente. A cooperativa de crédito faliu, Toda sensei quase foi preso e enfrentava processos.

Nesse contexto, chamou Ikeda sensei e lhe delegou tudo, dizendo que, se algo lhe acontecesse, ele deveria assumir tanto os negócios quanto a Gakkai. Ikeda sensei respondeu que sempre esteve preparado para proteger o seu mestre.

Em seu diário, Ikeda registrou a emoção, as lágrimas e o sentido da própria vida ao decidir: “Eu serei o seu sucessor.”

O presidente Harada ressaltou que aqueles dias de luta foram intensos, todos registrados nos diários do jovem Ikeda, demonstrando na prática a grandeza do princípio de “três mil mundos num único momento da vida” (ichinen sanzen), quando a profundidade da decisão interior transforma a realidade.

Teve início uma sessão de perguntas e respostas em torno do Sr. Harada, presidente. A primeira pergunta veio de um membro dos Estados Unidos, que comentou o empenho em alcançar 10 mil novos jovens e perguntou como Ikeda sensei fazia para incentivar e engajar as pessoas.

O presidente Harada respondeu recordando a juventude de Ikeda sensei, em meio a um grande movimento de shakubuku. Disse que Ikeda sensei sempre concretizou shakubuku. Ressaltou que shakubuku não deve ser feito de forma rígida, mas de forma simples, ouvindo a pessoa, sem formalidades. Explicou que o Budismo Nichiren é também saber ouvir o que a pessoa tem a dizer, e manifestou grande expectativa para o avanço rumo ao centenário.

A segunda pergunta veio de uma integrante da Divisão Feminina da Itália, que comentou que, embora a prática produza verdadeira mudança, olhando o mundo parece difícil perceber isso. Perguntou como criar esse desenvolvimento internamente.

Ele respondeu que, diante da situação atual, o mais importante é fazer a própria revolução humana e, depois, prezar e encorajar as pessoas à sua frente. Disse que devemos pensar globalmente e atuar localmente, dando um passo adiante a partir da pessoa que está diante de nós.

Sr. Harada enfatizou que o grande tema da revolução humana é sempre “uma única pessoa” e que tudo começa com esse passo concreto, de cada um.

A terceira pergunta veio de uma senhora da Argentina, que perguntou se haveria algum aspecto da vida de Ikeda sensei que pudesse orientar o avanço rumo a 2030. O presidente Harada respondeu dizendo que, em suas viagens, sensei sempre colocava em prática o ato de prezar profundamente cada pessoa que estava à sua frente.

Citou o diálogo com Toynbee, em Londres, em 1972, lembrando que até o motorista, que não era membro, recebia atenção minuciosa, respeito e cordialidade, a ponto de depois enviar convites pessoais a Ikeda sensei.

Citou também o caso do Peru, em que uma segurança que acompanhava a Sra. Kaneko foi tratada com tanto cuidado que se emocionou profundamente. Recordou ainda episódios em que o presidente Ikeda acolhia até crianças pequenas em jantares comemorativos tocando o coração das famílias. Concluiu que foi assim, prezando cada pessoa, praticante ou não, que sensei criou todas essas organizações.

A quarta pergunta veio de uma senhora da Alemanha, que perguntou como se tornar alguém capaz de promover o itai doshin e a revolução humana, fortalecendo a união na organização. Ele explicou que o itai doshin significa que, embora sejamos diferentes em circunstâncias, experiências, gênero ou idade, o coração deve ser um só.

Disse que, em termos de SGI, esse shin, esse coração ou mente, deve ser unificado pelas orientações do presidente Ikeda presentes na Revolução Humana, na Nova Revolução Humana. Se esse coração estiver unido, a organização prosperará. Por isso, incentivou que ela siga com espírito de procura, avançando dia após dia, melhorando o próprio shinjin (espírito inabalável de forte fé e convicção).

A quinta pergunta veio de uma senhora da Tailândia. Ela comentou que muitas programações seguem um padrão fixo e perguntou como tornar as reuniões mais felizes e melhores.

O presidente Harada respondeu que muitos países possuem a mesma preocupação e que o próprio escritório da SGI prepara diversos materiais para apoiar esse aperfeiçoamento. Explicou que, embora exista uma estrutura padrão, é fundamental valorizar as palavras dos membros, promover intercâmbios entre localidades, não deixar sempre a mesma pessoa responsável e, sobretudo, orar profundamente para perceber onde é necessária a mudança.

Ressaltou a importância de criar reuniões em que todos possam expressar o que sentem. Em seguida, mencionou que a Tailândia tem muitos exemplos de reuniões animadas e incentivou que compartilhassem essas boas experiências.

A sexta pergunta veio de uma senhora da Índia, que perguntou como inspirar cada membro a ter shakubuku e aprofundar a relação de mestre e discípulo. Ele respondeu que esse é um desafio pessoal de cada um. O mais importante é aprofundar-se perguntando a si mesmo o que Ikeda sensei faria naquela situação. Disse que a própria líder precisa se desenvolver primeiro, tornando-se alguém que gera incentivos e pensa nos mais novos, para que eles também se desenvolvam. Enfatizou que a conduta pessoal é o que gera mudança.

A sétima pergunta veio de um integrante da Divisão Sênior da França, que perguntou como ajudar a nova geração a sentir paixão pelo daimoku, sobretudo quando aparentemente está tudo bem e os jovens não sentem necessidade de desafiar.

O presidente Harada respondeu dizendo que todos compartilham dessa preocupação. Perguntou de forma provocativa: “Os veteranos realmente sabem o que os jovens estão vivendo, o que lhes interessa e o que querem aprender?”

Disse esperar que os mais velhos estejam sensíveis e atentos aos temas que interessam aos jovens. Enfatizou que é preciso ter interesse real pelas experiências deles, porque, quando o jovem percebe que o adulto está verdadeiramente ao seu lado, uma ponte genuína é criada.

Na reunião de encerramento, Yoshiki Tanigawa, diretor geral comunicou que havia recebido uma mensagem da secretaria do presidente Ikeda, informando que a Sra. Kaneko Ikeda havia doado chapéus e bonés para representantes dos países. Entre eles, destacou-se o chapéu de palha que Ikeda sensei usou em Nagano em 2004, destinado à Malásia. O Brasil foi representado pelo Sr. Shiratori e Miyamoto.

Em seus incentivos, compartilhou uma orientação profundamente marcante sobre a relação de mestre e discípulo. Disse que, quando era jovem na Divisão dos Jovens, ouviu de Ikeda sensei que Toda sensei era um gênio da matemática e um grande líder organizacional, até superior a Makiguchi sensei em certos aspectos.

No entanto, Josei Toda escolheu Makiguchi sensei como seu mestre da vida. Isso surpreendeu familiares e pessoas próximas. A partir disso, Ikeda sensei disse que também decidiu que Toda era o seu mestre. Explicou que, até então, tinha uma ideia vaga de que seria o mestre quem definiria essa relação, mas compreendeu que mestre e discípulo é algo definido pelo discípulo, não pelo mestre. Não se trata de uma posição passiva, mas de uma decisão profunda.

Recordou também que o presidente Ikeda fez um discurso sobre Napoleão, afirmando que se deve avançar em todos os momentos. Ele próprio, enquanto jovem, decidiu então tornar-se o número um em todo o Japão para corresponder ao seu mestre. O discípulo não pode buscar vitória parcial, mas uma vitória esmagadora.

Compartilhou ainda que, em certo momento, não estava tendo desempenho no shakubuku e decidiu que queria lutar como genuíno discípulo, dedicando todas as forças. Essa foi a primeira batalha que rompeu barreiras em sua vida.

Enfatizou que o caminho supremo do discípulo é levar o máximo de pessoas à verdadeira felicidade. Se houver unicidade de mestre e discípulo, essa é a essência do budismo e da Gakkai. Lutar em prol do mestre é manifestar a verdadeira natureza de Buda.

Ressaltou que não importa quantas vezes alguém encontrou o mestre nem o cargo que ocupa, porque cargos e estrutura são mera formalidade. O essencial é agir em sintonia com o mestre. Mesmo uma pessoa anônima, sem cargo, pode estar trilhando o verdadeiro caminho se estiver agindo com esse espírito.

Concluiu afirmando que não há budismo sem mestre e discípulo. E, a partir daquele momento, convocou todos a lutar pelo kosen-rufu, assumindo a missão de incentivar os companheiros em todos os países com base no espírito vivido nesse curso de aprimoramento.

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Acompanhe os relatórios


Curso de Aprimoramento da Primavera da SGI — nº 1
Curso de Aprimoramento da Primavera da SGI — nº 2
Curso de Aprimoramento da Primavera da SGI — nº 3
Curso de Aprimoramento da Primavera da SGI - nº 4
Curso de Aprimoramento da Primavera da SGI - nº 5
 

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