marcar-conteudoAcessibilidade
Tamanho do texto: A+ | A-
Contraste
Em Dia
há 14 anos

A postura no trabalho

A história de uma DFJ que tentava achar sentido no trabalho, uma vez que sua função era ficar em pé o dia todo

04/08/2012

A postura no trabalho
Shin-iti falou como se estivesse abraçando o público:

— Na sociedade, devemos interagir com todo tipo de pessoas e, às vezes, até mesmo participar de cerimônias e eventos de outras religiões. Não devemos ter visões estreitas e nos fecharmos. Seja sábio e mantenha a mente aberta para interagir e criar laços com os outros.

O Budismo Nitiren é uma filosofia concebida em benefício de todos. Não devemos fazer da fé uma desculpa para nos separarmos da sociedade e nos tornarmos intolerantes. Não há nenhuma necessidade de nossa prática ser motivo de conflito em nosso lar ou em nosso trabalho.

É fundamental ser sempre amigável com os familiares e com os colegas de trabalho e ter como objetivo a felicidade deles, assim deve viver um budista.

Kossen-rufu consiste em avançar gradualmente, perseverando na expansão dos laços de confiança e de amizade tanto no trabalho como na sociedade.

O Gongyo realizado pelos integrantes do Departamento de Profissionais de Negócios tornou-se uma oportunidade para renovarem a decisão de sucesso no trabalho.

Yuko Shirota, uma integrante da DFJ que trabalhava numa importante galeria de arte, decidiu demonstrar a prova real da vitória no seu local de trabalho para relatá-la ao presidente Yamamoto.

No início de seu trabalho na galeria, foi-lhe atribuída a função de recepcionar os visitantes durante todo o dia; assim, ela permanecia em pé por longas horas. Contudo, ela se sentia muito feliz e considerava que aquele trabalho havia sido fruto de um grande benefício.

Porém, ao longo do tempo, o fato de permanecer tanto tempo em pé se converteu num grande sofrimento. Foi nesta ocasião que uma veterana na prática budista compartilhou uma orientação do presidente Yamamoto sobre desenvolver o nosso melhor no ambiente de trabalho.

Yuko Shirota perguntava-se: “O que significa se tornar a melhor no trabalho se minha função é simplesmente ficar em pé o dia todo?”.

Enquanto ela recitava Daimoku, pensou: “Ficar em pé é algo que qualquer pessoa pode fazer. No entanto, se meu trabalho é justamente este, então devo me tornar uma profissional da arte de permanecer em pé. Deve haver um modo de me manter elegantemente na posição e causar a melhor impressão aos clientes”.

Ela refletiu sobre a melhor postura que poderia ter e tratou de aperfeiçoar suas técnicas. Nesse processo do aperfeiçoamento percebeu que, firmando-se com seus próprios pés e sem se apoiar em nada, ela formava a base para a própria vida, o que estava relacionado em como se comprometia com cada aspecto de sua existência.

Algum tempo depois, Yuko se tornou responsável pelo cuidado de obras de arte e artesanato. Sua função consistia unicamente em polir e limpar os objetos valiosos sem danificá-los. “Estou certa de que eu também aprenderei algo importante nesta nova tarefa que me foi delegada”, pensou positivamente mais uma vez, e, convencida disso, recitou um poderoso Daimoku.

Continua...

Compartilhe

Copy to clipboard