BS
Caderno Nova Revolução Humana
há 11 anos
Capítulo: “Fortaleza de Pessoas Capazes”
Volume 25, Partes 10 a 18
08/08/2015

Parte 10
As funcionárias da Soka Gakkai, que também pertenciam à Divisão Feminina de Jovens (DFJ), ouviram atentamente o que Shin’ichi Yamamoto tinha a lhes dizer, balançando a cabeça em sinal de concordância.
– Se vocês, líderes da DFJ, conquistarem a confiança dos membros mais velhos, com o tempo eles se abrirão sobre as dificuldades que enfrentam. Pode haver ocasiões em que, pela falta de experiência, vocês não consigam lhes oferecer conselhos apropriados. Em tais circunstâncias, seria melhor que procurassem ajuda das líderes mais experientes da DFJ ou da Divisão Feminina (DF).
– Não é fácil, mas conforme forem tendo contato com todos os tipos de pessoas por intermédio das atividades da Soka Gakkai, aprenderão e vivenciarão várias situações e sua perspectiva de vida se expandirá. Ter o próprio mundo ampliado desse modo é um dos fatores que tornam agradáveis as reuniões da organização.
Confiando o futuro às jovens, Shin’ichi disse:
– Vocês são as líderes da nova era. Espero que criem um novo modelo de liderança para os novos tempos. Talvez a imagem de um líder até agora tenha sido a “de alguém que dá ordens”. Porém, isso não mais se adequará daqui para a frente. As líderes da nova era, em vez de apenas anunciar atividades, precisam tomar a iniciativa e devem, por meio do próprio exemplo e ações, ser um modelo a ser seguido pelos outros.
– Por exemplo, em vez de simplesmente propor: “Realizemos diálogos sobre o budismo”, a própria líder deve efetivamente agir e compartilhar sua experiência com as demais, dizendo-lhes: “É assim que pratico o budismo”.
– É também importante que dividam suas decepções. Mesmo que não alcancem os resultados desejados, compartilhem com franqueza as dificuldades e as alegrias de realizar o esforço e demonstrem sua decisão de continuar tentando. Se agirem assim, todas começarão a pensar da mesma forma: “Também posso fazer isso”. “Vou tentar”. Essa atitude dedicada e firme despertará a simpatia de todos, transcendendo a diferença de gerações. Simplesmente seja o que você é, nem mais nem menos.
Era a primeira vez que as funcionárias, integrantes da DFJ da província de Kumamoto, participavam de uma reunião informal em grupo com Shin’ichi Yamamoto. Em benefício do futuro delas, ele queria conhecer cada uma e motivá-las a desenvolver uma nova determinação.
Parte 11
Na tarde do dia 28 de maio, realizou-se um gongyo comemorativo de fundação do Centro Cultural de Kumamoto. Em suas palavras, Shin’ichi Yamamoto salientou que o propósito das atividades da Soka Gakkai é ampliar a própria felicidade e os benefícios conquistados por meio da fé. Destacou a importância de se encarar as reuniões da organização não como um dever, e sim um privilégio, e de se participar delas com energia e uma postura determinada e alegre.
– A chave para o aumento de seus benefícios é se tornarem protagonistas nos esforços em prol do kosen-rufu. Garanto-lhes que mudando o foco, e se em vez de serem ajudadas por outros ou serem passivas, adotarem uma abordagem ativa, estabelecerão uma fé alinhada com a de Nichiren Daishonin.
Em seguida, observou que um fator essencial para o progresso da Soka Gakkai em Kumamoto era a capacitação de pessoas, e discutiu os meios para isso:
– Não se desenvolvem pessoas capazes sem esforços conscientes. Somente com esforços sinceros e dedicados de líderes veteranos, devotados ao desenvolvimento de pessoas capacitadas, os membros mais novos se conscientizarão do grande potencial e missão que possuem. Os seres humanos são a chave para se desenvolver outros seres humanos. Quando tratamos as pessoas com carinho e sinceridade e demonstramos que depositamos nelas imensa confiança e elevada expectativa, que pensamos nelas e estamos tentando ajudá-las, acendemos em seus corações a chama do desejo de se dedicar à missão.
– Além disso, ao gerirem a organização, lembrem-se sempre de empreender esforços para alocar da melhor maneira possível as habilidades de cada uma nas atividades cotidianas, com a consciência da missão ímpar delas. Os veteranos devem ponderar constantemente, e com o máximo empenho, sobre como criar oportunidades para que pessoas capazes atuem e se envolvam. A consideração sincera e atenta dos líderes veteranos gerará um fluxo contínuo de pessoas capazes.
– Espero que os membros de Kumamoto tenham como lema “Pessoas Capazes de Kumamoto” e que os líderes, imbuídos de forte oração e ação perseverante, empenhem-se tanto para se tornar capacitados como para desenvolver incontáveis seres humanos hábeis na organização.
Parte 12
Prosseguindo,Shin’ichi destacou que a jornada para a concretização do kosen-rufu é longa e que é importante cuidar da saúde e conduzir uma vida de fé.
–Para fortalecerem a saúde, tomem uma decisão consciente de se esforçar para serem saudáveis, recitem vibrante daimoku todos os dias, manifestem abundante energia vital e participem dinamicamente das atividades.
Exercitar-se é ganhar vigor. Preocupado com a saúde dos membros, o presidente Yamamoto prosseguiu:
– Prestar cuidadosa atenção à dieta, à quantidade de sono e exercitar-se são aspectos indispensáveis para favorecer a saúde. Naturalmente, não devem exagerar na comida ou na bebida ou comer muito tarde da noite. Certifiquem-se de dormir o suficiente, e de ter um sono profundo e repousante. Também é essencial incorporar um programa de exercícios à vida diária para se manterem fortes.
– Até ser preso por opressão das autoridades militares, o primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi, atuou com vigor e energia em prol do kosen-rufu, apesar de estar na faixa dos 70 anos. Ele não negligenciava os exercícios mentais e físicos adequados.
– Durante a sua época como presidente, foi realizado um curso de aprimoramento da Soka Kyoiku Gakkai, precursora da atual Soka Gakkai, no templo principal, em Shizuoka. Pela manhã, todos os participantes praticaram exercícios calistênicos e, durante o curso, fizeram uma excursão às Quedas de Shiraito.
– O Sr. Makiguchi percorreu a pé os vários quilômetros do trajeto liderando o grupo, usando os tradicionais geta de madeira (tamancos em estilo japonês). Seus passos eram tão ligeiros quanto os dos membros mais jovens.
– Ao chegarem às Quedas de Shiraito, ele se despiu e entrou na água gelada na base da cachoeira. Os outros o seguiram, mas a água estava fria demais para eles, e quando ela chegou ao tornozelo deles, saíram de lá novamente. O Sr. Makiguchi, contudo, seguiu em frente até ficar coberto até o pescoço.
– Desde a época em que era jovem, o Sr. Makiguchi caminhava longas distâncias dentro da água fria e praticava exercícios físicos diários.
Raramente ficava resfriado – e isso também decorria de seu longo treinamento.
– Sem dúvida, expor-se repentinamente a novos esforços físicos pode prejudicar a saúde. Portanto, não há motivo algum para se imitar cegamente o presidente Makiguchi. Mas para prevenir o envelhecimento precoce, é melhor adotar um método de treinamento físico adequado ao estilo de vida e condicionamento físico da pessoa.
Parte 13
Olhando para os membros que estavam na sala, Shin’ichi Yamamoto disse:
– Basicamente, todos nós precisamos cuidar da saúde e monitorá-la. No fim, é nossa responsabilidade. Conhecemos o nosso corpo melhor do que ninguém. Criar saúde está vinculado a criar valor na vida. Mas mesmo que nos esforcemos para cuidar bem da saúde, apesar de tudo, somos de carne e osso e depois de certa idade estamos fadados a começar a ter problemas de um tipo e de outro. Quando isso acontecer, devemos nos concentrar mais rigorosamente em monitorar a nossa saúde, descansar e nos recuperar bem e tentar viver quanto pudermos.
–Jamais devemos nos permitir pensar que, por praticarmos o budismo, podemos ser displicentes em relação à nossa saúde, cometer exageros, ter uma rotina irregular e estressante, transgredir o ritmo de vida normal e saudável ou agir de qualquer outra forma que possa comprometer nossa saúde.
Shin’ichi concluiu suas observações dizendo aos membros:
– Minha esposa e eu oramos pela saúde e longevidade de vocês todos os dias.
Depois de proferir suas palavras, ele tocou várias músicas para os membros ao piano. Ao ar livre, conversou e posou para fotos com vários membros da Divisão Masculina de Jovens que integravam a comissão de preparativos do evento, bem como idosos e crianças. (foto na p. C 5)
Shin’ichi comportava-se exatamente da mesma maneira aonde quer que fosse, no Japão ou ao redor do mundo. Encontrava-se com o máximo de pessoas que pudesse e as encorajava – com todas as suas forças, com todo o seu ser, de todo o coração. Transmitia a luz da esperança para a vida delas e acendia nelas a chama da coragem. Fazia tudo o que fosse possível para esse fim.
Ele desejava possibilitar que os outros descansassem e, de bom grado, assumia para si a responsabilidade no lugar deles, considerando sua vida como uma luta eterna e incessante. Esse era o seu compromisso como presidente da Soka Gakkai.
Shin’ichi também regia os membros ao entoarem as canções da Gakkai. Em seguida, trocava apertos de mãos com centenas deles. Depois disso, suas mãos ficavam adormecidas e ele não conseguia mais sentir os dedos. Registrava dedicatórias em montanhas de cartões decorativos e livros para presentear os associados. Algumas vezes, escrevia durante tanto tempo que exauria tanto os braços a ponto de nem conseguir mais levantá-los. Posava para incontáveis fotografias, ferindo os olhos com o constante clarão dos flashes.
Sem isso, porém, não poderia estreitar um laço espiritual com os milhões de membros do mundo todo.
Parte 14
Às 17 horas do dia 28 de maio, após o gongyo comemorativo do Centro Cultural da província de Kumamoto ter-se encerrado, Shin’ichi participou de uma reunião informal com aproximadamente quarenta líderes de regional. A atividade foi realizada num restaurante administrado por um membro da Soka Gakkai.
Depois de apreciar o cardápio que trazia como prato principal costeletas de porco à milanesa, os participantes reuniram-se em torno de Shin’ichi para um diálogo.
Uma mulher se apresentou:
– Sou Yoshie Sakaue, responsável de regional pela Divisão Feminina. Lembro-me de quando visitou a província de Kumamoto pela primeira vez, no dia 16 de novembro de 1958, e participou da reunião de fundação do Distrito Kumamoto realizada num ginásio.
– Naquela ocasião, o senhor chegou de balsa de Shimabara, na província de Nagasaki, desembarcando no Porto de Misumi e, então, seguiu de trem da Estação de Misumi à Estação de Kumamoto. Misumi situa-se dentro da área de minha regional. Temos orgulho do fato de Misumi ter sido o primeiro lugar onde pisou em Kumamoto.
Shin’ichi sorriu com terna saudade.
– Recordo-me bem disso. Eiji Nose, que havia se tornado o líder do Distrito Kumamoto, veio me encontrar no porto. No intervalo que teria de aguardar até o horário de partida do trem, visitei a casa de um membro da Soka Gakkai que tinha um hotel. Queria me encontrar com quantos membros fosse possível.
– Naquela época, a Estação de Misumi era um prédio de madeira, que lembrava uma velha escola do ensino fundamental. Enquanto esperava o trem na estação, continuava a pensar seriamente: “O que o Sr. Toda diria para incentivar os membros de Kumamoto?”.
– O Sr. Toda sempre dizia que gostaria de visitar Kumamoto, mas faleceu em abril sem realizar esse desejo. Portanto, decidi ir no lugar dele e me empenhar para tornar a reunião de fundação do Distrito Kumamoto um evento que alegrasse e incentivasse os membros e os inspirasse a renovar sua determinação.
– Em virtude disso, dei tudo de mim. Superar os esforços do mestre é a marca de um verdadeiro discípulo. A chave para a perpetuação eterna da Lei é promover o avanço do kosen-rufu ainda mais amplamente do que o seu mestre o fez durante a sua liderança. Obtendo êxito nisso, mestre e discípulo se unem como um só.
A visita de Shin’ichi a Kumamoto ocorreu vários meses após a morte do Sr. Toda. Na época, para todos os efeitos, a responsabilidade total pela Soka Gakkai repousava sobre os ombros do jovem Shin’ichi de 30 anos.
Parte 15
Yoshie Sakaue dirigiu-se novamente a Shin’ichi Yamamoto:
– Hoje, o Bloco Ampliado Misumi (atual comunidade) abrange a área em torno da Estação de Misumi. Celebrando 16 de novembro, data de sua chegada a Misumi em que pisou pela primeira vez na província de Kumamoto, como o Dia de Misumi, os membros estão se empenhando com afinco. Todos os anos nesse dia realizamos seminários ou outras atividades e convidamos amigos de nossa comunidade local para assistir. E um membro adquiriu e preservou um banco que estava na Estação de Misumi na ocasião de sua visita.
A líder da DF de bloco ampliado, Yuri Sasai, acertara a compra do velho banco. Sasai nascera em Misumi, mas ao se casar mudou-se para Sasebo, na província de Nagasaki. Ela ingressou na Soka Gakkai em 1956. Seu marido faleceu em 1962, deixando quatro filhos para ela criar. Assim, vira-se forçada a voltar para a casa de sua família em Misumi, onde trabalhava numa empresa para sustentá-los. Desejando transformar o carma por meio da fé e prática budista, participava fervorosamente das reuniões da Soka Gakkai.
Ao tomar parte nas atividades em Misumi, soube que aquele fora o primeiro local em que o presidente pôs os pés em Kumamoto. Sentiu-se realmente emocionada quando descobriu isso. Posteriormente, ela foi nomeada líder do Bloco Ampliado Misumi.
Percebendo que o seu bloco ampliado desempenhara papel fundamental na história do kosen-rufu em Kumamoto, Sasai decidiu que incutiria essa consciência e esse orgulho no coração de todos os membros de Misumi e faria de sua organização um verdadeiro exemplo para toda a Soka Gakkai.
Ela reuniu as recordações daqueles que haviam recepcionado Shin’ichi no Porto de Misumi e compartilhou as experiências deles com os outros membros. Decidiu que também encontraria algum tipo de lembrança material da visita do presidente Yamamoto à cidade. Então, foi à estação de trem e soube que o banco que estava lá quando Shin’ichi aguardava o trem tinha sido removido e enviado para um depósito. Resolveu adquiri-lo.
O banco tornou-se um tesouro do Bloco Ampliado Misumi. Quando os membros o viam, refletiam sobre a dedicação de Shin’ichi ao kosen-rufu e sentiam-se inspirados.
Parte 16
Depois de ouvir sobre os membros de Misumi por intermédio de Yoshie Sakaue, Shin’ichi afirmou:
– Mesmo que os membros de Misumi e eu não tenhamos a oportunidade de nos encontrar pessoalmente, nosso coração é um só. Sempre me lembrarei de Misumi. Está gravado no fundo do meu coração. Meu coração está sempre com os membros.
– Unidos a mim, eles renovaram seu compromisso em relação ao kosen-rufu e estão se esforçando ao máximo. É isso que significa ter um diálogo interno com o mestre todos os dias. O mesmo ocorria com o presidente Toda e comigo. Conversava com ele em meu coração todos os dias ao empreender esforços. Ele está sempre em meu coração.
– Meus parâmetros são o Gosho e o Sr. Toda, que o leu e o pôs em prática com todo o seu ser. Pergunto-me a todo instante “O que o Sr. Toda faria nesta situação?”, “Minhas ações hoje estão alinhadas com o espírito do Sr. Toda?”, “O Sr. Toda ficaria feliz ou triste ao me ver neste exato momento?”. Sempre me inspirei lutando para vencer e levar alegria ao Sr. Toda. Essa é a fonte de minha coragem. Essa é a força motriz para ser sempre vitorioso.
– A unicidade de mestre e discípulo inicia-se pelo ato de viver a vida com o mesmo espírito do mestre e de sempre mantê-lo firmemente no coração. É fácil falar sobre o caminho de mestre e discípulo, mas se nosso mestre não estiver em nosso coração, não estaremos praticando o budismo genuinamente. Ao pensar que o mestre existe fora de si mesmo, as ações e a orientação dele não atuam mais como uma bússola espiritual. Nesse caso, quando a avaliação externa do mestre sobre a pessoa torna-se o parâmetro das ações dela, esta se empenhará com afinco quando ele estiver observando rigorosamente, mas quando não estiver olhando, ela poderá se tornar calculista e deixar de dar o máximo de si. A fé de uma pessoa assim não se aprofundará, e ela não conseguirá realizar a revolução humana.
– Se os líderes cederem a essa tendência, aniquilarão o verdadeiro espírito do budismo e o puro mundo da fé se transformará num reino de questões mundanas governado por vantagens pessoais e cálculos. Somente estabelecendo firmemente o grandioso caminho da unicidade de mestre e discípulo no próprio coração, a pessoa consegue promover a eterna perpetuação da Lei.
Parte 17
Ao tomar conhecimento de que os membros de Misumi estavam empreendendo esforços para estabelecer 16 de novembro como o Dia de Misumi, Shin’ichi Yamamoto discorreu brevemente sobre o significado das datas especiais na organização:
– A Soka Gakkai designou várias datas comemorativas. A finalidade delas é nos lembrar da origem da ocasião, transmitir nossa história e espírito às futuras gerações e avançar com nova determinação a cada ano.
– Se simplesmente realizarem reuniões especiais sem fundamentá-las numa determinação conjunta ou num sentimento genuíno, esse fato representará a fossilização e degeneração de nossa organização, resvalando em formalismo vazio. É o que aconteceu com as cerimônias da maioria das escolas budistas estabelecidas, mas jamais devemos permitir que isso ocorra conosco.
– O propósito das datas comemorativas na Soka Gakkai é reiterar nosso compromisso em relação ao kosen-rufu e firmar um juramento conjunto de dar uma nova partida. Devem ser oportunidades para estimular nossa fé e disposição. Por isso, é importante estudar e aprender sobre a origem de cada data especial. Nossa história e nossas datas comemorativas só têm significado se as convertermos em fontes de pujança no presente.
– Nesse sentido, a iniciativa dos moradores de Misumi de fazerem do dia que visitei sua comunidade um ensejo para realizar seminários e realizar esforços para promover o kosen-rufu na localidade é de fato admirável. Esse é o verdadeiro espírito das datas comemorativas.
Shin’ichi disse, então, à líder de regional Yoshie Sakaue:
– Gostaria de enviar uma mensagem aos membros de Misumi louvando os leais esforços deles. Como se chama a área em torno de Misumi?
– Península de Uto – respondeu Sakaue.
Shin’ichi registrou o seguinte poema a caneta num cartão decorativo:
Jamais me esquecerei
Do dia de outono de 16 de novembro
Que celebra meus laços de coração a coração
Com os membros da península de Uto –
Sempre me lembrarei.
Com lágrimas nos olhos, Sakaue recebeu o cartão decorativo de Shin’ichi. Os demais participantes da reunião informal sentiram-se como se tivessem tido um rápido vislumbre dos laços dourados que uniam Shin’ichi aos membros de Misumi. Não se pode ver o coração, mas seus laços são reais.
Parte 18
Na reunião informal, a responsável pela Divisão Feminina da Regional Aso, Hiromi Murano, relatou a Shin’ichi:
– Moro em Kumamoto, mas estou designada a cuidar de Aso. No momento, os lírios do vale já estão florindo na cidade.
Murano queria dizer ao presidente Yamamoto que os lírios do vale, flores que, como se sabia, cresciam em Hokkaido e na parte de cima de Honshu, ilha principal do Japão, também vicejavam em Aso, em Kyushu.
Em vez de responder ao comentário dela sobre os lírios, Shin’ichi perguntou-lhe quanto tempo ela levava para ir de sua residência a Aso.
–Aproximadamente duas horas de carro só no percurso de ida – informou Murano.
Em seguida, inquiriu-a minuciosamente a respeito do carro – a marca, a quilometragem, a eficiência, e até o valor da prestação mensal do veículo. Ele queria se certificar da segurança e dos custos envolvidos no carro que ela possuía para dirigir quase todos os dias para cuidar dos membros em Aso.
Os seres humanos são o maior tesouro da Soka Gakkai. Desse modo, Shin’ichi sempre prestava máxima atenção aos mínimos detalhes, para garantir que os membros não se envolvessem em nenhum tipo de transtorno ou acidente.
Depois de ouvir as respostas de Murano às suas perguntas sobre o carro, ele sorriu e falou:
–Acho que está tudo em ordem, então. Fico aliviado. Por favor, dê o máximo de si em Aso, onde possui uma missão, e mantenha-se em segurança.
Prosseguindo, Eita Haraya, líder de regional de Tamana, no norte da província, apresentou-se. Era um homem de aparência robusta de cerca de 40 anos, que operava uma empresa de construção. Ele contou a Shin’ichi que entre dez irmãos (incluindo ele), seis exerciam a função de responsáveis de bloco ampliado ou acima.
– Como estão indo seus negócios? – indagou Shin’ichi.
–Neste exato momento, tudo está correndo muito bem. Na verdade, há seis anos, meu pai fugiu deixando para trás uma dívida de mais de 15 milhões de ienes – disse Haraya.
Na época, fiquei consternado, mas me uni a dois irmãos mais novos que tocavam uma empreiteira e, tendo como base a nossa fé, nos apoiamos mutuamente e conseguimos saldar a dívida. Essa experiência nos conferiu uma forte fé no budismo. Hoje, sou grato ao nosso pai por nos conceder essa oportunidade.
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