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Encontro com o Mestre
há 8 anos
26.21 - Escrevendo a Revolução Humana
31/03/2018

Introdução
Ikeda sensei certa vez explicou que decidira deixar um registro cronológico da vida do presidente Josei Toda em forma de romance em vez de meramente elaborar uma biografia factual a fim de oferecer uma descrição mais fiel e repleta de nuanças do seu mestre, que continua vivo em seu coração. Nesta seleção de trechos da Nova Revolução Humana, Ikeda sensei, como o personagem Shin’ichi Yamamoto, expressa sua missão como discípulo de escrever sobre a vida e as realizações do seu mestre.
Discurso do presidente Ikeda
Adaptado do capítulo “Expectativa do Povo” da Nova Revolução Humana, volume 9, publicado em japonês em outubro de 2001.
Shin’ichi Yamamoto teve a ideia de escrever a biografia de Josei Toda pela primeira vez aos 19 anos, cerca de três meses após ingressar na Soka Gakkai (em 1947).
Ele sentia uma profunda emoção por ter encontrado um líder brilhante como Josei Toda, que mantivera firmemente suas crenças apesar de ter sido preso por se opor ao governo militarista do Japão da época da guerra e que, tão logo fora libertado, se levantou corajosamente para conduzir o povo japonês à felicidade. Shin’ichi decidiu em seu íntimo transmitir a verdade do seu mestre da vida, Josei Toda, à sociedade e às gerações futuras.
No decorrer dos anos, à medida que foi se empenhando de corpo e alma à nobre luta conjunta de mestre e discípulo, aquela ardente decisão transformou-se num juramento inabalável.
Quando, na primavera de 1951, Toda sensei lhe mostrou o manuscrito do romance que ele próprio estava redigindo sob o pseudônimo Myo Goku, intitulado Revolução Humana, para ser publicado em série no jornal Seikyo Shimbun, Shin’ichi instintivamente sentiu que um dia teria de escrever a sequência daquela história, um registro detalhado da vida do seu mestre.
Três anos mais tarde, no verão de 1954, ele acompanhou Josei Toda numa visita à terra natal dele, a vila de Atsuta, em Hokkaido, Japão. De pé no quebra-mar do porto de Atsuta, fitando a costa delimitada por íngremes penhascos que se erguiam como um biombo, Shin’ichi compôs o poema Vila Atsuta, retratando o início da jornada de vida do mestre. Ele firmou novamente o juramento de que um dia deixaria registrada a história da vida de Toda sensei.
Em agosto, três anos depois (em 1957), Shin’ichi viajou para Karuizawa com o presidente Josei Toda, apenas oito meses antes da sua morte. Durante a viagem, conversaram sobre o livro Revolução Humana de Josei Toda, que tinha acabado de ser publicado.
Josei Toda com um sorriso tímido, disse-lhe:
— Embora tenha sido capaz de escrever sobre Makiguchi sensei, sinto-me muito constrangido em descrever plenamente minha própria vida.
Aquelas palavras deixaram uma profunda impressão no coração de Shin’ichi.
A Revolução Humana de Josei Toda termina com seu herói, Gan, que representa Josei Toda, na prisão, firmando a decisão de dedicar a vida ao kosen-rufu. A obra não narra como, subsequentemente, ele põe em ação aquela decisão.
Por meio do diálogo que tiveram naquele dia em Karuizawa, Shin’ichi confirmou sua convicção de que Josei Toda desejava que ele escrevesse uma sequência da Revolução Humana que registrasse o restante de sua trajetória — a história de um único homem que se levantou sozinho para assumir a liderança do kosen-rufu.
Na sétima cerimônia em memória de Josei Toda (sexto aniversário de falecimento) em abril de 1964, Shin’ichi anunciou com profunda determinação a decisão de começar a escrever o romance Revolução Humana.
Atendendo à solicitação da equipe editorial do Seikyo Shimbun, o romance de autoria de Shin’ichi, sob o pseudônimo Ho Goku, começou a ser publicado em série a partir da edição de 1º de janeiro de 1965.
Shin’ichi pensou com cuidado sobre o local em que começaria a escrever o romance. Revolução Humana retrataria o movimento da Soka Gakkai para realizar o kosen-rufu em torno de Josei Toda. Ao mesmo tempo, consistiria na história da concretização dos ideais essenciais de paz e felicidade das pessoas. O tema da obra seria que a grandiosa revolução humana de uma única pessoa pode transformar o destino de uma nação inteira e, por fim, o destino de toda a humanidade.
Shin’ichi determinou, portanto, que iniciaria a redação de sua obra num lugar que havia sido submetido à barbárie da guerra e cujo povo tivesse suportado grande sofrimento, e escolheu Okinawa.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo militarista japonês qualificara Okinawa como dispensável, como um sacrifício para proteger as principais ilhas do Japão. Foi o único lugar do país a testemunhar um combate terrestre efetivo, transformando-se num palco de tragédias com a morte de quase um quarto da população da ilha.
Depois da guerra, Okinawa ficou sob controle dos Estados Unidos e se tornou uma zona de bases militares americanas. Mais uma vez fora sacrificada, embora de forma diferente, pelos interesses da ilha principal.
Por essas razões, Shin’ichi começou escrever a Revolução Humana ali, exatamente em Okinawa, movido pelo desejo de propagar a paz e a felicidade a partir daquelas praias.
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