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há 8 anos

A força da oração

Para saber mais sobre o estudo desta edição, leia as respostas do Departamento de Estudo do Budismo (DEB) da BSGI

12/05/2018

A força da oração

1 - O que devo mentalizar ao recitar daimoku?

Como é maravilhoso encontrar um ensinamento que revela o poder de nossas orações para concretizar objetivos. O Budismo Nichiren revela a Lei fundamental para todas as pessoas melhorarem sua vida em meio à realidade.

Nichiren Daishonin declara: “Mesmo que alguém errasse ao apontar para a terra, ou fosse capaz de atar o firmamento; mesmo que o fluxo e o refluxo da maré cessassem; e o Sol nascesse no oeste, jamais ocorreria de as orações do devoto do Sutra do Lótus ficarem sem resposta” (CEND, v. I, p. 362).

Em relação à forma correta de orar, o presidente Ikeda afirma: “Não há nada de errado em ter constantes pensamentos durante a oração. Como seres humanos, isso é natural. O importante é olhar para o Gohonzon da forma como somos.

Não existem regras que ditam como devemos orar. Não há necessidade de sermos algo que não somos. Uma oração forçada e rígida não criará nenhum efeito real. À medida que aprofundamos a fé, nossa capacidade de concentração também aumenta.

Os pensamentos e ideias que vêm à nossa mente enquanto estamos orando são questões que nos preocupam, então, em vez de considerá-los como fatos externos, devemos orar para a solução de cada um deles com sinceridade, independentemente do que sejam. Não devemos orar apenas por problemas grandes, mas sim orar para todas as questões que enfrentamos, vencendo cada uma delas e fortalecendo assim nossa fé. É claro que não há necessidade de ficar tenso ou nervoso durante a oração.

Não há limite para quantas questões podemos orar. Isso significa que quanto mais desejos temos, mais sincera e profunda deverá ser nossa oração. É como se você quisesse comprar muitas coisas. Para isso, seria preciso muito dinheiro. Budismo é razão” (BS, ed. 1.560, 17 jun. 2000, p. A3).

2 - Nosso daimoku é capaz de atingir a vida de outras pessoas?

Todos são capacitados a conquistar a própria felicidade. Nesse sentido, o presidente Ikeda diz: “A felicidade não é algo que nos é concedido pelos outros ou que provenha de algum lugar externo. É algo que nós mesmos devemos conquistar com o nosso próprio coração” (BS, ed. 2.309, 30 jan. 2016, p. B1-B3).

Cientes da grandiosidade da força do budismo para edificarmos uma vida de grande significado, os praticantes se dedicam à prática das orações, ao estudo do ensinamento budista e a compartilhá-lo com outros, permitindo que inúmeras pessoas conquistem imensos benefícios também.

O presidente Daisaku Ikeda orientou: “À medida que o foco de nossas orações se expande, incluindo não apenas nossos próprios desejos, como também a felicidade de nossos amigos, de nossa família, de nossos colegas de classe, da sociedade e de toda a humanidade, nossos horizontes também se expandirão, bem como nossa grandeza como seres humanos” (BS, ed. 1.516, 24 jul. 1999, p. A3).

Quando suas orações e ações se baseiam na benevolência por todos os seres, a vida passa a ser regida pelo mesmo ritmo da Lei do universo.

Como exemplo, o presidente Ikeda fala sobre a decisão de construir uma família harmoniosa, dizendo: “Se levantamos sincera e convictamente na fé, conduziremos nossa família e parentes em direção à esperança e à felicidade.

Somos como um farol solitário numa noite escura, permitindo que inúmeras embarcações naveguem pelos mares em segurança” (BS, ed. 2.309, 30 jan. 2016, p. B1-B3).

Nichiren Daishonin enfatiza: “O venerável Maudgalyayana abraçou o Sutra do Lótus, que é o grande bem supremo. Dessa forma, não somente ele atingiu o estado de buda, mas seu pai e sua mãe também. E por mais surpreendente que pareça, todos os pais e todas as mães das sete gerações anteriores e das sete posteriores e, na verdade, de incontáveis existências passadas e futuras, puderam se tornar budas. Além disso, todos os filhos, esposas ou maridos, vassalos, mantenedores e incontáveis outras pessoas puderam escapar dos maus caminhos, atingir o primeiro estágio da segurança e, então, o estado de buda, o estágio da iluminação perfeita” (CEND, v. II, p. 80).

Dessa forma, a nossa sincera prática da fé contribui positivamente para a vida dos que estão ao nosso redor.

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