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Conheça o Budismo
há 8 anos
Nam-Myoho-Renge-Kyo
A perfeita sintonia da vida
12/05/2018

A maior das alegrias
O Budismo de Nichiren Daishonin praticado na Soka Gakkai é uma religião humanística que visa a felicidade, e sua filosofia constitui a grande esperança para solução de dilemas de nossa sociedade. Nesse sentido, nós possuímos papel fundamental porque é a partir de cada pessoa que toda a mudança no ambiente acontece.
Muitos, ao tomarem conhecimento dos valores do Budismo Nichiren e das ações praticadas pela BSGI, se interessam e iniciam a prática budista, cuja base é a recitação do Nam-myoho-renge-kyo. Mesmo sem total compreensão do seu significado, com sinceridade e convicção, começam a recitar e a conquistar mudanças positivas na vida.
Os resultados reais são a grande comprovação da força da Lei Mística, que encoraja os praticantes a dedicar ainda mais esforços na batalha por uma vida de plena satisfação para si e para todos ao redor.
Viver na órbita de vitória absoluta, em sintonia com a Lei Mística, é a maior das alegrias.
Início do Budismo de Nichiren Daishonin
O budismo surgiu na Índia há cerca de 2.500 anos com Shakyamuni que, preocupado com a felicidade de todas as pessoas, desejou incessantemente descobrir o caminho para uma existência sem sofrimentos. Com essa busca, ele despertou para a verdade de que existia uma lei fundamental que permeia todo o universo, inclusive a vida das pessoas.
No século 13, Japão, Nichiren Daishonin, aos 12 anos, começou a estudar os principais ensinamentos budistas. Após muito empenho e dedicação, chegou à conclusão de que o Sutra do Lótus continha o ensinamento mais profundo do buda Shakyamuni. Ele havia despertado para a mais ampla lei da vida revelada no Sutra do Lótus. Essa Lei fundamental denomina-se Nam-myoho-renge-kyo. Ela existe no interior de sua vida e na de todas as pessoas.
No dia 28 de abril de 1253, ele recitou pela primeira vez Nam-myoho-renge-kyo, e assim deixou sua oração como um legado para toda a humanidade. O buda Nichiren Daishonin abriu definitivamente o caminho para cada pessoa conquistar a revolução humana e atingir a felicidade absoluta. Posteriormente, a data foi considerada o início do Budismo de Nichiren Daishonin.
O presidente Ikeda declara: “O ponto-chave que distingue o Budismo Nichiren de outras escolas budistas foi o estabelecimento desse meio concreto para atingir o estado de buda. Desde que recitou pela primeira vez o Nam-myoho-renge-kyo até o momento de sua morte, Nichiren Daishonin dedicou-se incansavelmente a ensinar esse supremo caminho da iluminação a todas as pessoas da nação japonesa” (Sobre Atingir o Estado de Buda nesta Existência, p. 16).
Prática do daimoku
Os adeptos do Budismo Nichiren realizam orações que consistem na recitação do Sutra do Lótus (gongyo) e do Nam-myoho-renge-kyo (daimoku).
Daishonin estabeleceu a prática da recitação do daimoku ao agregar a palavra nam (devotar a vida) à verdade universal de Myoho-renge-kyo (título do Sutra do Lótus em japonês). Recitar o daimoku representa a determinação e o juramento de dedicar a vida à verdade de Myoho-renge-kyo.
Esse é o meio para que todos manifestem a força da Lei Mística concretamente na vida.
“Nichiren Daishonin também adverte que se buscarmos a Lei Mística fora de nós mesmos, por mais daimoku que recitemos, não poderemos atingir a iluminação. Ao contrário, ele adverte que nossa prática budista só se converterá numa ‘austeridade angustiante e sem fim’. Diz também, claramente: ‘Mesmo que recite e acredite no Myoho-renge-kyo, se pensa que a Lei existe fora de seu coração, o senhor não está abraçando a Lei Mística, mas um ensinamento inferior’” (Ibidem, p. 19), afirma o presidente Ikeda.
Com a prática da fé, evidenciamos energia vital, sabedoria, benevolência, ilimitada capacidade e boa sorte, possibilitando que nossa vida brilhe de plena felicidade, expandindo e influenciando positivamente o nosso ambiente.
Os sete ideogramas
Nam - devotar
Nam (ou Namu) é a reprodução fonética dos ideogramas em chinês da palavra original em sânscrito namas, que significa “reverenciar”. O termo foi traduzido a partir do significado dos ideogramas em chinês “devotar a própria vida”,
e tem o sentido de fazer da Lei Mística a base da vida.
Myoho - Lei Mística
É assim chamado porque o mistério da vida é de inimaginável profundidade e está além da compreensão comum.
Renge - Flor de Lótus
O budismo vê a simultaneidade de causa e efeito em todos os fenômenos do universo. Essa dinâmica é simbolizada pela flor de lótus, que produz a flor (causa) e fruto/semente (efeito) simultaneamente.
Kyo - Sutra ou Ensinamento do Buda
Significa também a transformação do destino, representando a continuidade da vida pelas “três existências” — passado, presente e futuro.
Flor de lótus
É possível compreender a característica da Lei Mística ao observarmos a flor de lótus.
O lótus cresce em meio à água lamacenta, e mesmo nesse habitat hostil não perde suas características, produzindo uma flor bela com agradável fragrância. Diferentemente de outras plantas, a flor e e fruto crescem simultaneamente. A flor (causa) e o fruto/semente (efeito) germinam ao mesmo tempo e ilustram a simultaneidade da lei de de causa e efeito.
Mesmo diante das mais desafiadoras situações, todos podem desfrutar plena felicidade e mudar o ambiente para melhor. Nosso valor não se modifica conforme a situação que enfrentamos ou o ambiente em que nos encontramos. O importante é saber que boas causas dão bons efeitos.
Cada pessoa é o próprio Nam-myoho-renge-kyo
Todos possuem inerente a condição de buda, pois cada um é o Nam-myoho-renge-kyo. Mas, sem a percepção dessa verdade da vida, muitos não conseguem extrair a força e as funções dessa Lei fundamental.
Quando nos conscientizamos do nosso valor e missão, manifestamos força para nos levantar com iniciativa própria e recitamos Nam-myoho-renge-kyo. Dessa forma, nossa vida é envolta por uma grande alegria capaz de superar quaisquer adversidades.
Nichiren Daishonin declara: “Grande alegria é aquela que uma pessoa experimenta quando compreende pela primeira vez que, desde o início, é um buda. O Nam-myoho-renge-kyo é a maior das alegrias” (GZ, p. 788).
Os 13 milhões associados da SGI em 192 países e territórios se dedicam para pôr em prática os ensinamentos de Nichiren Daishonin na própria vida, edificando uma vida repleta de felicidade. Convictos de que todos têm o direito de desfrutar paz e felicidade se dedicam a compartilhar este maravilhoso ensinamento com todos ao redor, unindo corações e contribuindo com sua nobre vida para um mundo melhor.
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