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há 5 anos

Aqueles que sorriem são fortes

28/01/2021

Aqueles que sorriem são fortes

Qual a característica da vitória? Nos incentivos de Ikeda sensei, ele declara que a fé por nós desenvolvida é a chave para progredir em nossa revolução humana. E recomenda que encaremos as dificuldades como oportunidades para realizar a transformação essencial e vivamos com esperança e certeza da vitória absoluta

DR. DAISAKU IKEDA

Aqueles que sorriem são fortes. As pessoas que vivem de forma benéfica e positiva são sempre radiantes e otimistas. Se vocês parecerem sempre tensos e sombrios, farão todos ao seu redor desanimarem. Não conseguirão inspirar ou revigorar os outros dessa maneira.

Exatamente quando as circunstâncias estão difíceis é que devemos encorajar aqueles à nossa volta com um sorriso radiante. Se aparentemente não houver esperança para a situação, criem-na. Não dependam dos outros. Acendam a chama da esperança dentro do próprio coração.

Muitos membros da Soka Gakkai iniciam a prática do Budismo de Nichiren Daishonin por estar sofrendo com doenças, problemas financeiros e outras dificuldades pessoais. Começam a praticar em benefício próprio. Porém, Nichiren Daishonin afirma: “Deve não só perseverar, como também ensinar aos outros” (CEND, v. I, p. 405). Além de nos esforçar na fé, Daishonin diz que é importante ajudarmos os demais a fazer o mesmo. Essa é a fusão da prática para si e em prol das pessoas. Nossos próprios esforços e desejos mundanos se transformam em força propulsora para a suprema prática do bodisatva, o kosen-rufu.

“Sou discípulo do presidente Josei Toda”, minha maior fonte de orgulho. Enquanto esteve na prisão, Toda sensei leu o Sutra do Lótus com a sua vida. O presidente Josei Toda era perspicaz.

Um jornalista perguntou-lhe: “O senhor é um buda?”. Ele respondeu: “Tenho orgulho de ser um digno mortal comum!”.

A vida dele era a real personificação da revolução humana. Naquela simples expressão “revolução humana”, ele rompeu a armadilha da presunção e da hipocrisia na qual as religiões facilmente incorrem, e fundiu de forma magnífica a sabedoria suprema do budismo, o modo de vida ideal como ser humano, e o caminho para a construção de uma sociedade melhor.

O propósito do budismo, e também o da SGI, é libertar todos os seres vivos do sofrimento. A SGI se empenha arduamente para possibilitar que todas as pessoas se tornem felizes. Não há nenhuma outra razão para a sua existência.

Quando mudamos nosso coração, nosso ambiente também muda. O budismo ensina esse fato na doutrina da “unicidade da vida e seu ambiente” e dos “três mil mundos num único momento da vida”.

A prática budista é repleta de desafios difíceis, mas nos permite experimentar a grandiosa alegria da revolução humana, que jamais seria possível numa vida de completa comodidade. Essa é a razão pela qual Daishonin adverte rigorosamente a não nos esquecer, num momento crucial, das promessas que firmamos em relação à fé.

Egoísmo, lamentação, dúvida, desonestidade, presunção, arrogância são as causas da própria infelicidade e as de outras pessoas. Quando nos permitimos ser governados por atitudes negativas como essas, somos iguais a um avião que perdeu a direção num denso nevoeiro. Não conseguimos enxergar nada com clareza. A diferença entre o bem e o mal, o certo e o errado, fica confusa. Mergulhamos nós mesmos no nevoeiro e também nossos passageiros — nossos amigos e os outros ao redor — na infelicidade.

Quando acometida pela arrogância, nossa mente enlouquece como um cavalo insano galopando descontroladamente em círculos, incapaz de se deter, até perdermos a consciência e prejudicarmos as pessoas à nossa volta. Não é um estado humano normal. Embora possamos nos considerar melhor que os outros, a verdade é exatamente o oposto. Na realidade, no budismo, as pessoas pretensiosas e arrogantes são as mais perigosas.

Pessoas verdadeiramente sábias criam valor sob quaisquer circunstâncias

No curso da vida, nós nos deparamos com todos os tipos de problemas, e certamente haverá ocasiões em que estaremos diante de circunstâncias além do nosso controle. Mas, por que uma pessoa, numa mesma situa­ção, avança de forma vibrante enquanto outra se entristece e lamenta? Porque felicidade é uma condição interna, algo que sentimos em nosso coração.

Se usufruirmos uma existência com alegria e satisfação de viver, seremos vencedores. Por isso, transformar nosso coração e nossa mente é tão importante — essa é a essência do Budismo de Nichiren Daishonin.

Aqueles que possuem um coração forte, sábio, resiliente e generoso se mantêm otimistas e positivos, não importando o que aconteça. Felicidade não é apenas uma palavra, tampouco se resume a objetos ou é determinada pela riqueza, posição social e prestígio.

A chave de tudo é, em primeiro lugar, recitar Nam-myoho-renge-kyo. Assim, experimentamos uma explosão de energia vital. Sentir alegria nas profundezas da nossa vida, independentemente do que ocorra; ter prazer em cada instante do dia, ao conversar com nossos amigos; e orarmos tanto quanto desejarmos — são exemplos de genuína felicidade.

Se vivermos com base na fé na Lei Mística, experimentaremos alegria tanto em vida como na morte. Sobrepujemos serenamente cada obstáculo e continuemos avançando com entusiasmo.

O que caracteriza a vida de genuínos praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin?

Em primeiro lugar é não ter medo — não se deixar perturbar ou se intimidar por nada.

A Lei Mística e o Budismo de Nichiren Daishonin são totalmente livres de falsidades. Portanto, o curso mais sábio a trilhar é dedicar nossa vida à ampla propagação da Lei, ao kosen-rufu.

A segunda característica consiste em viver com vibrante esperança. A Lei Mística é a fonte da eterna esperança. As pessoas que nunca perdem a esperança, não obstante o que aconteça, são verdadeiramente felizes.

A terceira característica é possuir uma condição de vida na qual se sente alegria em todos os momentos. Significa sentir tal contentamento que, mesmo na hora da morte, a pessoa consiga declarar com um sorriso proveniente do fundo da alma: “Que vida maravilhosa eu tive! Para onde irei em seguida?”. Essa é a condição de vida de um autêntico praticante do Budismo de Nichiren Daishonin.

A gratidão e a alegria ampliam nossa boa sorte enquanto a lamentação e a negatividade a apagam

Praticar o Budismo de Nichiren Daishonin não significa que somos imunes aos problemas da vida. As tempestades do carma surgem de muitas maneiras inesperadas, assumindo a forma de problemas no lar, no trabalho etc. A cada desafio que superamos, porém, fazemos nossa revolução humana e transformamos o destino da nossa família e dos nossos entes queridos. Na realidade, épocas de provações são oportunidades para dar um salto adiante em direção à felicidade mais ampla.

A vida é longa. Algumas vezes conseguimos ter êxito, outras, não. Não há necessidade de nos sentirmos envergonhados por causa de reveses temporários. O importante é vencer no final, e nunca perder o espírito de lutar, por mais difícil que seja a situação. Aqueles que se mantêm otimistas e alegres diante das adversidades são verdadeiramente fortes.

Aqueles que possuem um coração de fé virtuoso são vencedores radiantes que desfrutam um estado de felicidade comparável a um diamante. São eternos vitoriosos. Aonde quer que possam ir, onde quer que morem, esse lugar será um palácio real. Eles possuem uma condição de vida vasta e sublime, como se fitassem serenamente o universo todo.

O diamante da nossa fé só é lapidado pela recitação do Nam-myoho-renge-kyo e a dedicação em prol do kosen-rufu. Nossa prática budista permite que alcancemos uma condição de vida vasta e expansiva, na qual podemos acolher o que venha a acontecer, com coragem e alegria, e continuar avançando de forma positiva.

Fonte:

Conteúdo composto por trechos de discursos proferidos pelo presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda. O texto integral foi publicado no jornal Brasil Seikyo, ed. 2.272, 18 abr. 2015 e ed. 2.274, 9 maio 2015.

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