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há 8 horas

O extraordinário que existe em cada um

Venha se inspirar com mais uma indicação de filme e com as orientações do presidente Ikeda!

Redação

28/04/2026

O extraordinário que existe em cada um

Extraordinário conta a história de Auggie Pullman, um menino de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética que causou deformidades faciais e o levou a passar por diversas cirurgias ao longo da infância. Depois de anos estudando em casa, ele enfrenta um grande desafio: começar a frequentar a escola pela primeira vez.

No novo ambiente, Auggie precisa lidar com olhares curiosos, preconceito e dificuldades para se encaixar. Ao mesmo tempo, o filme mostra como sua coragem, gentileza e autenticidade impactam colegas, professores e sua própria família.

É uma obra que discute o bullying, a empatia, a amizade e a importância de enxergar além das aparências. O filme é extremamente sensível e enfatiza a importância de aceitar as diferenças e reconhecer o valor único de cada pessoa.

Enfrentamento do bullying

No filme Extraordinário, o bullying aparece de forma muito concreta na experiência de Auggie. Ele não é rejeitado por algo que fez, mas por aquilo que é, ou melhor, por aquilo que os outros enxergam de forma superficial. Os colegas que o intimidam projetam nele seus próprios medos, inseguranças e necessidade de pertencimento.

A fala do presidente Daisaku Ikeda toca exatamente nesse ponto essencial:

Gostaria de enfatizar que falar com alguém de confiança sobre estar sofrendo bullying não é motivo para se envergonhar. Não há necessidade de carregar dentro de si esse tipo de ansiedade. Precisa saber que ser intimidado não é culpa sua. Obviamente, é o valentão quem está totalmente errado.1

No filme, Auggie muitas vezes sofre em silêncio. Ele tenta ser forte, tenta “aguentar”. E é aí que a mensagem do presidente Ikeda ganha ainda mais força. Falar com alguém de confiança não é fraqueza, é um ato de coragem. O bullying costuma criar uma ilusão: faz a vítima acreditar que há algo errado com ela. A frase do presidente Ikeda desmonta essa distorção.

Em Extraordinário, vemos também que a empatia transforma o ambiente. Quando os colegas começam a conhecer Auggie de verdade, a narrativa muda. Isso dialoga com o ensinamento budista citado no trecho anterior: manifestar o melhor potencial onde estamos. Mesmo diante da dor, Auggie continua sendo gentil, e essa escolha inspira mudanças ao redor.

Lidar com as singularidades dos colegas e amigos

No filme, as dificuldades surgem quando as diferenças não são aceitas. Auggie sofre porque foge do padrão, mas a transformação acontece quando os colegas passam a enxergar sua essência: alguém com humor, lealdade, medo e sonhos, e não apenas sua aparência. Ele deixa de ser um rótulo e passa a ser uma pessoa.

Em um dos escritos de Nichiren Daishonin, ele expõe o princípio da “cerejeira, ameixeira, pessegueiro e damasqueiro”. A respeito dessa ideia, o presidente Ikeda explica:

As flores de cerejeira têm uma beleza distinta. Já as flores da ameixeira possuem uma delicada fragrância. Um belo colorido possuem as do pessegueiro, ao passo que as flores do damasqueiro apresentam um sabor especial. Cada pessoa tem missão única, individualidade e modo de vida. É importante reconhecer essa verdade e respeitá-la. Essa é a ordem natural das coisas. É assim que funciona o mundo das flores: miríades de flores desabrocham harmoniosamente juntas numa bela profusão.2

A metáfora compara as pessoas a diferentes flores, cada uma com beleza e valor próprios. Assim como no jardim há variedade, no convívio humano também deve haver respeito às singularidades. O filme e a frase mostram que reconhecer e valorizar a individualidade de cada um torna o ambiente mais harmonioso e mais humano.

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Notas:
1. Brasil Seikyo, ed. 2.112, 1º jan. 2012, p. B1.
2. Terceira Civilização, ed. 649, 1º set. 2022, p. 24-31.

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