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há 13 horas
E se eu for além?
Venha se inspirar com mais uma indicação de música e com as orientações do presidente Ikeda!
Redação
27/05/2026

A música “Além (feat. Te Vaka)” é uma canção do filme Moana 2 (2024), interpretada por Any Gabrielly. Ela fala sobre coragem, crescimento e descoberta de si mesma.
No filme, a personagem Moana está diante de um dilema: ficar no que é seguro (sua casa, sua família) ou seguir para explorar o desconhecido. A música expressa esse conflito interno: o medo de perder quem ama e a dúvida sobre o futuro, mas também um forte chamado para evoluir. É sobre dar aquele passo difícil, mesmo sem ter certeza do que vem depois.
Essa música costuma tocar bastante porque ela não é só sobre a Moana; é sobre qualquer pessoa que já teve que escolher entre o conhecido e o que pode transformar sua vida.
Autoconhecimento e a descoberta do eu
No percurso de descoberta presente em Moana 2 e na música, a jornada não acontece apenas no mar, mas principalmente no interior da personagem. Ao se deparar com dúvidas, medos e escolhas difíceis, Moana é levada a olhar para si mesma com sinceridade, questionando suas motivações, seus limites e o impacto de suas decisões. No livro, O Pastor Batista e Seu Mestre Budista, o Dr. Lawrence Edward Carter Sr. afirma:
A autorreflexão não é um ato narcisista. Trata-se de uma avaliação honesta de nós mesmos e de nossas motivações, e de como nosso comportamento afeta os demais. [...] O esforço honesto de refletir sobre nós mesmos é um ato que exige a virtude da coragem.1
Assim como na citação, o filme mostra que se conhecer não é apenas entender quem se é, mas também reconhecer como nossas atitudes afetam as pessoas ao nosso redor. Moana não busca apenas seu próprio caminho, mas considera sua responsabilidade com a comunidade e com aqueles que ama.
Nesse sentido, a autorreflexão exige coragem: para encarar inseguranças, para abandonar certezas e para seguir adiante mesmo sem garantias. Ao escolher ir além, Moana demonstra que o verdadeiro autoconhecimento não é confortável, mas transformador.
Essa jornada também pode ser compreendida à luz do que Ikeda sensei descreve sobre autoconsciência. Ao afirmar que “autoconsciência significa despertar a si mesmo”, ele aponta para um momento de virada interior, em que a pessoa passa a compreender sua natureza mais profunda e sua missão. Em Moana 2, esse despertar se reflete quando a protagonista deixa de agir apenas por dúvida ou medo e passa a enxergar seu papel com mais clareza, conectando suas escolhas a algo maior do que si mesma. É como se, conforme descrito no trecho, uma “porta se abrisse” em seu coração, ampliando sua visão da própria vida e revelando um caminho de responsabilidade, crescimento e contribuição:
Autoconsciência significa despertar a si mesmo; isto é, ter plena compreensão sobre a natureza essencial da sua vida. Nossa missão consiste em consolidar a felicidade e a paz para toda a humanidade. Quando essa conscientização ocorre, é como se uma porta se abrisse no coração de uma pessoa, que antes só se preocupava com a própria felicidade, revelando o caminho supremamente nobre do altruísmo que se estende à sua frente. Esse é o caminho direto para a transformação da condição de vida e a revolução humana da pessoa.2
A jornada retratada em Moana 2 e expressa na música “Além” revela que o verdadeiro crescimento acontece quando temos coragem de olhar para nós mesmos, enfrentar nossas limitações e agir com consciência.
Como ensina o presidente Ikeda, despertar para nossa essência e missão amplia nossa visão da vida e nos conduz a um caminho mais significativo, voltado não apenas para nós, mas também para o bem dos outros. E é justamente nesse processo, construído passo a passo, que desenvolvemos confiança, propósito e a capacidade de transformar nossa realidade.
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Notas:
1. IKEDA, Daisaku. O Pastor Batista e Seu Mestre Budista. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2024, p. 245.
2. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 23, p. 259, 2019.
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