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Relato
há 12 anos

A maior das alegrias

Renata Tonezi, 36 anos, solteira, é responsável pela DFJ de regional na Sub. Centro, CCSP, integrante do grupo Arco-íris e pratica o budismo há 11 anos.

24/05/2014

A maior das alegrias
“Fui uma adolescente triste. Dei trabalho, causei muita preocupação à minha mãe. Com isso, nossa relação ficou fria e muito difícil. Minha única alegria era ir a festas com meus amigos. Saía de casa às sextas-feiras, só voltava no domingo e, ao chegar, nada havia mudado. Aos poucos, perdi a vontade de estudar e de viver. Numa noite em que estive fora, conheci um praticante do Budismo de Nichiren Daishonin. Dias depois em uma conversa, minha mãe falou que ou transformava aquela condição de desarmonia ou não valeria mais a pena continuar vivendo. Então, esse amigo nos disse: ‘recitem Nam-myoho-rengue-kyo’”, conta Renata.

Entre tantos desafios, acreditar naquela oração foi o que reaproximou a jovem de sua mãe. Os pais da moça estavam divorciados, morando na mesma casa e desempregados. A família vivia uma realidade com muitos problemas financeiros, de saúde e principalmente de relacionamento: “Faltava-nos tudo. A situação era desesperadora e não tínhamos a quem pedir ajuda”.

Enfrentar os desafios

Após uma discussão, seu pai foi embora de casa e perdeu o contato com ela e o irmão. “Ainda ressentida, descobri que tínhamos uma irmã recém-nascida por parte de pai. Guardava muita mágoa, lamentava constantemente e a falta de coragem me fez tentar a vida em outro lugar.”

Longe dali, nada mudou e a esperança só voltou a surgir no coração de Renata com os incentivos da mãe: “O despertador da minha vida tocou e, em meio ao caos, recorri à prática da fé. Em uma reunião, ouvi que ‘o inverno nunca falha em se tornar primavera’ e aquilo mudou a minha percepção sobre a vida. Voltei para casa mas, somente em dezembro de 2007, eu me converti ao budismo. Em pouco tempo consegui um ótimo emprego, mas faltava algo. Abandonei a faculdade e só realizava a prática quando o ‘sapato apertava’. Eu me afastei dos amigos, fiz um monte de bobagens e fiquei completamente perdida. Meu irmão e eu nos desentendemos e minha mãe me pediu para sair novamente de casa para me proteger”.

A moça foi morar com o pai e recitava daimoku para superar todo o ressentimento que existia entre eles. Ela conta que, por não ter o Gohonzon nem espaço no apartamento, orava dentro do banheiro. Ao conversar com um veterano no budismo ela se encorajou e decidiu receber o Gohonzon: “Isso aconteceu dia 5 de abril de 2009”.

Compartilhar felicidade

Esse foi o início de uma nova jornada para Renata que, ao lado da mãe, lançou grandes objetivos. Como responsável de bloco, ela decidiu que não perderia sequer uma única chance de aprimoramento. “Passei a aceitar todas as oportunidades. Desde o começo do ano visualizava a concretização do meu shakubuku e reconfirmei essa decisão no inesquecível 3 de Maio. Lá, pude sentir a grandiosidade do presidente Ikeda e compreender a unicidade de mestre e discípulo, que até então eu não sentia em meu coração. Nos meses seguintes, concretizei seis shakubuku e um deles recebeu o Gohonzon na SGI-Espanha. Além disso, minha irmã por parte de pai se converteu e a mãe dela também recita daimoku. E minha tia, que mora na Itália, também começou a praticar o budismo. Que ano maravilhoso!”.

A jovem transformou sua condição financeira, concluiu a faculdade e, no trabalho, mostrou-se uma profissional realizada. “Fui indicada por dois anos seguidos a viajar com tudo pago para outro país para representar a equipe.”

O clima de vitória se manteve até o relacionamento entre Renata e o pai voltar a ficar insustentável. Ela já não estava mais feliz no trabalho e não participava das atividades, perdeu a esperança, a alegria e o brilho; adoeceu: “Eu me sentia fraca e cheguei a achar que estava com depressão. Fiz alguns exames e detectou-se que eu estava com hipotireoidismo e um tumor maligno na tireoide. Ter um mestre na vida é a maior boa sorte para um ser humano. Tenho em meu coração uma orientação do presidente Ikeda: ‘Cada um possui as mais variadas questões, angústias e preocupações. E para solucioná-las, torna-se essencial a determinação de que tudo é pelo kosen-rufu’. Encarei aquilo como uma chance para vencer mais uma vez e agradeci pela imensa boa sorte de a doença ter sido detectada ainda em estágio inicial. Orei muito daimoku de gratidão, decidida a vencer infalivelmente pelo kosen-rufu! A cirurgia e a minha recuperação foram um sucesso”.

Pelo mestre

Renata saiu dessa experiência com o coração ainda mais forte. Sua história ganhou um novo sentido. Para ela, não importa quais as circunstâncias, o mais importante é encontrar alegria em tudo. “Percebi o quão forte e responsável sou por provocar a mudança em minha vida. Pedi demissão da empresa onde trabalhava e fui atrás de uma nova oportunidade profissional no Rio de Janeiro. Foi maravilhoso, aprendi muita coisa e continuei a receber propostas que nunca imaginei alcançar. Nos últimos três anos, conheci oito países. Por meio do trabalho melhorei a condição de vida da minha família e posso participar das atividades da Soka Gakkai.”

Com muitas vitórias, a jovem cita o que a deixa mais feliz: “Apresentar o budismo para as pessoas todos os dias até onde minha existência permitir”. E complementa: “Encontrei o amor, um companheiro do kosen-rufu. Determinamos realizar shakubuku em toda a nossa família. Meu irmão, que nos últimos dez anos esteve sempre bastante doente, recita daimoku sansho todos os dias, desfruta de saúde, está desafiando nos estudos e mantemos uma relação de amizade como nunca antes havíamos experimentado. Por meio da prática, nossos pais, mesmo separados, hoje são grandes companheiros. Minha mãe e eu mantivemos a decisão de fazer as pessoas felizes. Concretizamos 20 shakubuku (três deles moram fora do Brasil). Nossa vida mudou muito! Transformamos várias questões que pareciam impossíveis. Conquistamos uma família unida e as coisas mais simples nos trazem alegria”.

Ao final, Renata reafirma seu juramento e descreve a felicidade de ver o pai praticando a filosofia budista: “Tenho muita gratidão por ele ter me dado a oportunidade de lapidar meu coração, e por ter me permitido vencer. Não há oração sem resposta! No ano passado, aos 71 anos, meu pai decidiu receber o Gohonzon. O mais maravilhoso é que ele está conseguindo ser vitorioso em tudo também. Cumprirei pelo mestre a minha missão como DFJ e criarei condições de me tornar uma verdadeira rainha do kosen-rufu. Tal como a frase que mudou a minha vida, ultrapassei o inverno rigoroso e construí um jardim florido de vitórias na primavera da minha história”.

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