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Editorial
há 12 anos

Editorial

24/05/2014

Editorial

Rumo a 3 de maio de 2015

A Soka Gakkai, sob a liderança do presidente Ikeda, partiu rumo ao glorioso 3 de maio de 2015 — o segundo badalar do atual ciclo de sete anos, que se iniciou em 3 de maio de 2001 e continuará até 3 de maio de 2050.

Já se passaram 84 anos desde a sua fundação e os sucessivos mestres, Tsunesaburo Makiguchi, Josei Toda e Daisaku Ikeda ultrapassaram as barreiras da opressão e do autoritarismo religioso, redescobriram o maravilhoso Budismo Nichiren e abriram o caminho para todas as pessoas manifestarem a iluminação. Os três mestres resgataram o elevado ensinamento de autêntico humanismo que se encontrava estagnado por quase setecentos anos em templos no Japão.

O presidente Daisaku Ikeda afirma: “Quando o primeiro presidente de Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi, formulou sua teoria do valor não incluiu a ‘santidade’ ou o ‘sagrado’, que muitos pensadores que o antecederam haviam considerado como valores religiosos. Para Makiguchi, o ‘grande bem’ era o valor máximo que toda religião devia buscar. Na teoria de valor do Sr. Makiguchi considera-se como verdadeira religião aquela que serve ao bem-estar dos seres humanos” (TC, ed. 460, dez. 2006, p. 43).

Padronização de termos

Nesta edição, o BS começa a adotar a nova padronização da escrita de termos e personagens budistas conforme a transliteração de nomes de origem chinesa e japonesa.

Os sutras e as escrituras budistas contêm um grande número de conceitos e princípios, além de inúmeros personagens, budas e bodisatvas, tanto reais como míticos. Considerando a origem oriental do budismo, envolvendo o sânscrito, o chinês e o japonês clássico, o trabalho de definir e de padronizar esses termos para nosso idioma é bastante complexo e ao mesmo tempo de extrema importância. Com a publicação da Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin, iniciou-se um processo de revisão dos termos comumente utilizados, buscando-se não só uma forma de expressão mais exata dos seus significados, mas também a adoção de sistemas internacionais de transliteração de palavras de origem oriental. Naturalmente, esse processo leva a uma mudança, inclusive na grafia de alguns termos que podem causar estranheza, porém de suma importância no contexto do atual mundo globalizado.

Nesse processo, destacamos, resumidamente:

a) adoção do sistema Hepburn, o mais utilizado no ocidente, para a transliteração de nomes e termos em japonês, tais como, Nichiren [“ch”com som de “t”], Echigo, Nichigen-nyo, shakubuku, entre outros;

b) adoção do sistema Pinyin, o mais utilizado internacionalmente, para a transliteração de nomes e termos em chinês, tais como, Tiantai, Miaole, Zhou Enlai, Laozi etc.;

c) adoção de palavras estrangeiras, já aportuguesadas, conforme registradas em dicionários de língua portuguesa, como, xogum, bodisatva, carma, darma, entre outras;

d) tradução e padronização dos princípios budistas (tais como, “diferentes em corpo, unos em mente” para itai doshin e “três grandes leis secretas” para sandai hiho), títulos dos sutras e documentos citados por Nichiren Daishonin, como também a designação de budas e bodisatvas em língua portuguesa, seguindo a padronização estabelecida pela SGI.

Em relação à tradução de nomes de budas e bodisatvas, cabe ressaltar que quando o erudito Kumarajiva traduziu os sutras budistas do sânscrito para o chinês, traduziu também os nomes, provavelmente por estes expressarem os ideais e as doutrinas do budismo e não, somente, identificá-los. Por essa razão, passa-se a padronizar nomes como bodisatva Jamais Desprezar, Práticas Superiores, entre outros.

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