BS
Fascículo da Nova Revolução Humana
há 7 anos
2. O potencial dos jovens
26/10/2019

Força jovial
Introdução
Shin’ichi Yamamoto se fazia presente mesmo quando não conseguia estar fisicamente nas atividades. Nos dias de reunião de palestra, sempre dialogava com os líderes centrais para saber como foi a atividade, como estava o aspecto das pessoas e, principalmente, para saber sobre a disposição dos jovens.
Trecho
O espírito dos jovens contagia o bloco e o futuro se torna repleto de esperança e dinamismo. Em várias situações, a alegre determinação manifestada pelas integrantes da Divisão Feminina de Jovens anima e incentiva todas as pessoas à sua volta.
Quando os líderes centrais retornavam à sede da Soka Gakkai depois de participar das reuniões de palestra, Shin’ichi muitas vezes lhes perguntava quantos membros haviam comparecido, e, principalmente, se as componentes da Divisão Feminina de Jovens demonstravam entusiasmo.
Shin’ichi sentia-se muito feliz quando lhe diziam que as integrantes da Divisão Feminina de Jovens do bloco haviam apresentado alegremente relatos sobre seus estudos, experiências pessoais ou atividades.
Certa ocasião, ele observou:
— Fico contente em ouvir isso. Significa que a nossa organização tem um futuro brilhante. Uma das razões pelas quais a Soka Gakkai cresceu até o ponto que constatamos hoje é o fato de termos valorizado consistentemente os jovens e possibilitado que atuassem na linha de frente da organização, treinando-os. A época está mudando rapidamente. A essência fundamental da nossa fé não se altera, mas o modo como a conduzimos e o estilo da nossa organização precisam se adaptar ao tempo. A Soka Gakkai sempre assimilou o espírito da época por meio de seus jovens, empregando a energia deles para assumir a liderança e dar impulso para novos avanços. Os membros da Divisão Sênior e da Divisão Feminina por vezes permanecem presos ao modo como as coisas eram feitas no passado e não pensam em buscar novas abordagens. Contudo, é assim que se tornam ultrapassados. Devemos acompanhar as mudanças em nossa sociedade e aprender com os jovens sobre novas formas de pensar. Esse é outro motivo pelo qual devemos assegurar que nossa organização estimule os membros da Divisão Masculina de Jovens e da Divisão Feminina de Jovens a expressar livremente suas ideias aos membros da Divisão Sênior e da Divisão Feminina.
(...)
Shin’ichi disse aos líderes centrais da Soka Gakkai:
— Quando eu era coordenador da Secretaria da Divisão dos Jovens, elaborava o planejamento integral das nossas atividades e arcava com a responsabilidade pela realização de todos os principais eventos. Com isso, a Soka Gakkai efetuou um grande avanço. É por isso que espero que os membros da Divisão Masculina de Jovens e da Divisão Feminina de Jovens me sucedam em assumir a responsabilidade por todas as nossas atividades, e que cada um deles tenha o espírito de ser, ele próprio, o coordenador da Divisão dos Jovens. Esse é meu sincero desejo. Se isso acontecer, a organização continuará crescendo e se desenvolvendo como uma Soka Gakkai eternamente jovem. Para assegurar isso, é essencial que, ao se encontrarem com os nossos jovens, nossos líderes se aproximem deles e os incentivem sinceramente.
Como observou certa vez Soong Ching-ling (1892–1981), esposa do líder revolucionário chinês Sun Yat-sen (1866–1925): “Os jovens são a pedra fundamental da revolução. São os defensores das conquistas da revolução, bem como a força que impulsiona a história rumo a um mundo melhor”.1
Nota:
1- CHING-LING, Soong. Sou Keirei Senshu [Seleção de Textos de Soong Ching-ling]. Tradução: Fumiko Niki. Tóquio: Domesu Shuppansha, 1979. p. 81.
Fonte: IKEDA, Daisaku. Educação Humanística.
Nova Revolução Humana. v. 24, p. 166 e 168.
Determinação juvenil
Introdução
Quando a Cerimônia de Gongyo de Ano-Novo terminou, no Centro Cultural Soka, em Shinanomachi, Tóquio, Shin’ichi saiu para o pátio da sede da Soka Gakkai e parou em frente a uma placa de pedra enaltecendo a Canção da Revolução Humana, que havia sido inaugurada dois dias antes, em 30 de dezembro. Foram tiradas várias fotos comemorativas, nas quais Shin’ichi convidou grupos de participantes e equipes que trabalharam para a realização do evento a se juntarem a ele. E começou a incentivá-los visando a reunião geral que ocorreria no dia 6 de janeiro.
Trecho
A propósito, quantos anos vocês têm agora?
Eles deram várias respostas, revelando idades que variavam de 24 a 32 anos.
— Deixe-me ver... Eu tinha 24 anos quando assumi a liderança da Campanha de Fevereiro1 como consultor do Distrito Kamata. Foi quando empreendi o avanço que abriu o caminho para no final alcançarmos o objetivo de vida acalentado por Toda sensei de 750 mil famílias associadas.
Quando estava com 26 anos, fui nomeado coordenador da Secretaria da Divisão dos Jovens. Foi naquele ano que, arcando com responsabilidade por todo o planejamento e curso de ação da Soka Gakkai, por meio do meu próprio exemplo, estabeleci a tradição dos jovens como força propulsora do nosso movimento pelo kosen-rufu.
Quando estava com 28 anos, foi-me confiada a responsabilidade de liderar a Campanha de Osaka2 na qual obtive um aumento inédito no número de membros e construí o modelo indestrutível da “Kansai de Contínuas Vitórias”. Aos 32 anos, como todos sabem, tornei-me o terceiro presidente da Soka Gakkai. Espero que tenham a mesma determinação e compromisso. Esse é o segredo para que consigam extrair sua força inerente.
Shin’ichi continuou conversando com os rapazes do grupo Sokahan após terem tirado uma foto comemorativa:
— Para crescerem como jovens, é fundamental que vençam a tendência de se sentir dependentes em relação aos outros. Se pensarem mesmo por um instante que podem transferir sua responsabilidade para a Divisão Sênior, ou que não há problema em negligenciar as atividades da Gakkai, afirmando a si mesmos que estão ocupados demais no trabalho, vocês não conseguirão se aprimorar. Os jovens devem ser empreendedores e sinceros, assumindo voluntariamente a responsabilidade total e estar prontos a aceitar qualquer tarefa. Por mais atarefados que possam estar, é essencial que instiguem a si mesmos a participar das atividades da organização. Caso ignorem este ponto ou desistam de tentar, declarando que simplesmente não conseguem dispor de tempo, estarão deixando escapar uma oportunidade para realizar a revolução humana e desenvolver plenamente a sua vida. Na juventude, vocês, com frequência, são incumbidos de realizar o trabalho duro no serviço e, muitas vezes, suportar o fardo da responsabilidade. Provavelmente tenham pouco tempo livre para vocês mesmos. No entanto, é importante que exercitem sua engenhosidade e criem tempo, efetuem um esforço genuíno e apliquem-se plenamente à fé e à prática budista. Com o tempo, essas experiências os treinarão e nutrirão a força, a solidez subjacente imprescindível para que possam enfrentar todos os desafios da realidade. Isso, no futuro, se tornará a sua boa sorte. Por isso, os esforços na verdade são o maior tesouro da vida. Se vocês acostumarem a tentar se esquivar do esforço e das dificuldades, acabarão infelizes.
Shin’ichi, então, apontou para o monumento da Canção da Revolução Humana.
— Aqui diz: “Enfrentando nevascas, avançamos intrepidamente”. Espero que incorporem este espírito por toda a vida. Conto com vocês para cuidar da Soka Gakkai. Conto com vocês para concretizar o kosen-rufu. Confio o século 21 a vocês.
Notas:
1. Campanha de Fevereiro: Em fevereiro de 1952, o presidente Ikeda, na época consultor do Distrito Kamata de Tóquio, iniciou uma dinâmica campanha de propagação. Junto com os membros de Kamata, ele quebrou todos os recordes mensais anteriores, de cerca de cem novas famílias convertidas ao Budismo Nichiren, aumentando essa marca para 201 novas famílias.
2. Campanha de Osaka: Em maio de 1956, em torno de Daisaku Ikeda, que havia sido enviado pelo segundo presidente, Josei Toda, para apoiá-los, os membros de Kansai conseguiram converter 11.111 famílias ao Budismo Nichiren. Nas eleições realizadas dois meses depois, o candidato apoiado pela Soka Gakkai em Kansai conquistou uma cadeira na Câmara Alta, um feito considerado impossível na época.
Fonte: IKEDA, Daisaku. Proteção Plena.
Nova Revolução Humana. v. 24, p. 110 e 111.
Construa o sonho
Introdução
Era junho de 1963, quando as naves Vostok VI e Vostok V decolaram, marcando uma grande façanha para a história — Valentina Tereshkova foi a primeira mulher a tripular uma nave espacial. Shin’ichi refletiu sobre o feito histórico, mostrando a importância de ter sonhos enquanto jovem e não desistir deles.
Trecho
O mundo aplaudiu com entusiasmo a façanha de Valentina Tereshkova, que se tornou a primeira mulher a tripular uma nave espacial. Ela nasceu numa família humilde. Seu pai foi motorista de trator e veio a falecer no campo de batalha na Segunda Guerra Mundial. Desde a infância, juntamente com dois irmãos, foi criada pela mãe que trabalhava numa fábrica de tecidos. Ela aprendeu de sua mãe a coragem de não sucumbir diante das dificuldades. Quando completou 17 anos, começou a trabalhar numa fábrica de pneus e depois numa indústria têxtil. O sonho de se tornar cosmonauta surgiu quando ouviu a notícia do êxito da primeira viagem espacial tripulada por Yuri Gagarin. Essa façanha atraiu a atenção dos jovens da época e muitos acalentaram o sonho de viajar em espaçonaves.
Todos os jovens têm um ideal, e é isso o que caracteriza a juventude. Entretanto, poucos são aqueles que lutam para realizar seus sonhos.
A maioria desiste quando enfrenta a dura realidade da vida. Como primeiro passo rumo ao seu sonho, ela se matriculou num clube para aprender e praticar paraquedismo. Seu primeiro desejo era ver a sua terra natal lá do alto saltando de paraquedas. No primeiro salto, provavelmente ela teve de reunir toda a sua coragem para vencer o medo e a insegurança. Era uma luta contra si mesma. Entretanto, o sonho de se tornar cosmonauta foi maior do que qualquer desafio.
Depois de um ano, foi escolhida para compor o grupo de formação de cosmonautas. Apesar de saber do rigor dos treinamentos, os exercícios eram muito mais árduos do que havia imaginado. Além dos exercícios físicos, foi preciso estudar todos os detalhes da engenharia de foguetes e os complicados circuitos elétricos e eletrônicos. Todos os dias eram um desafio contra seu limite mental e físico. Normalmente, as dificuldades que surgem diante das pessoas fazem-nas desistir de seus sonhos. Entretanto, Valentina manteve-se firme em seu propósito e dedicou todo tempo disponível a estudar as matérias, passando as noites estudando até muito tarde. Quando não entendia algum assunto, corria atrás dos instrutores e pedia ajuda até esclarecer todas as dúvidas. Também se empenhou persistentemente nos exercícios físicos e chegou a ser elogiada por Yuri Gagarin.
Quando encontrava algum tempo vago, aproveitava para escrever e enviar notícias para sua mãe e nunca deixou de mandar‑lhe dinheiro a cada mês. Era uma mulher forte e carinhosa, com intensa força de vontade de realizar seus ideais. Como uma flor que desabrocha com toda a sua beleza após suportar o rigor do inverno, seu sonho foi alcançado com esforço e perseverança. Seu sorriso, transmitido pela câmera do interior da nave para o mundo inteiro, simbolizava sua satisfação por ter conquistado o grande triunfo na realização de seu sonho superando as dificuldades.
Fonte: IKEDA, Daisaku. Vanguarda.
Nova Revolução Humana. v. 8, p. 34.
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