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há 5 anos

Pensamentos a mil

Você sabe identificar quando a ansiedade é normal e quando ela se torna prejudicial?

Redação

23/08/2021

Pensamentos a mil

Você está numa boa, estudando no seu quarto e, do nada, surge uma preocupação. Ao pensar nela, imagina milhões de possibilidades tentando prever o que pode acontecer. Os pensamentos aceleram e dão um looping, como se vários macaquinhos pulassem na sua cabeça impedindo-o de raciocinar e se concentrar no estudo. Só então você percebe que está sofrendo por coisas que nem aconteceram... Se identificou com este exemplo?

A ilustração acima reflete um quadro de ansiedade que, segundo uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), realizada em abril de 2021 com quase 7 mil crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, faz parte da realidade de 26% dos entrevistados.1

No entanto, conforme o exemplo inicial, existem ansiedades que são naturais e outras que extrapolam e precisam de atenção.

Matéria do Mês, ed. 237, set. 2021 - 1

Tudo em excesso faz mal

Algumas pessoas podem pensar que não são ansiosas e até negam a possibilidade de que um dia serão; em contrapartida, existem aquelas que se reconhecem ansiosas no dia a dia.

Um exemplo de ansiedade natural é aquele friozinho na barriga que sentimos antes de apresentar um trabalho da escola para toda a sala. Nesse caso, é normal ficar ansioso, afinal, queremos fazer uma boa apresentação.

O ponto de atenção é quando essa ansiedade se manifesta em excesso, deixa de ser natural e passa a interferir no cotidiano, como a ilustração do início da matéria.

Por isso, lembre-se: caso sinta ansiedade a ponto de ter sintomas incomuns, sejam eles físicos ou mentais, ou que impeçam você de seguir em frente, procure ajuda profissional. Vale também compartilhar essa questão com alguém de sua confiança (você perceberá que se sentirá mais leve).

Matéria do mês, ed. 237, set. 2021 - 2

Presidente Ikeda incentiva Estudantes de Hong Kong (Kowloon, fevereiro de 1988)

Prática da fé e bons amigos

No Budismo de Nichiren Daishonin, aprendemos sobre a importância da prática da fé e da recitação diária do gongyo e daimoku para manifestar sabedoria e, assim, encarar as adversidades com um estado de vida elevado. Além disso, podemos contar com os incentivos do Mestre, que sempre nos lembra do nosso potencial de buda para evidenciar força, avançar e encarar as situações do dia a dia de forma leve e alegre.

Na revista Terceira Civilização, edição 635, o presidente Ikeda comenta sobre os desafios intimidadores que os jovens enfrentam, especialmente neste momento de pandemia. Ele relembra sua luta contra a doença quando jovem e incentiva aos jovens para que “despertem para a suprema e nobre torre de tesouro da vida que eles e todas as pessoas possuem”.2

Além disso, ninguém está sozinho! Na mensagem comemorativa dos 70 anos da Divisão dos Jovens, sensei orienta os jovens e os Estudantes para que “dialoguem com os bons amigos sobre quaisquer assuntos incentivando uns aos outros”.3

Desse modo, como Sucessores Ikeda 2030, através da prática da fé e do diálogo com os companheiros, vamos manifestar sabedoria e encarar os desafios do cotidiano e a ansiedade de forma leve e alegre.

Dicas RDez

Em uma entrevista para o BS+, a psicoterapeuta e especialista em terapia cognitiva comportamental, Rosa Carbone, dá várias dicas para o controle da ansiedade. Uma delas é realizar alternadamente atividades ativas e passivas durante o dia para se sentir mais realizado e não ficar com a sensação de não ter feito nada só porque não pode sair de casa. Entenda um pouco mais:

Atividades passivas: são as que não movimentamos muito o corpo, como assistir a filmes, ler, estudar, jogar videogame, montar quebra-cabeça, entre outras.

Atividades ativas: são as que fazem o corpo se movimentar, como pular corda, dançar, cozinhar, brincar de esconde-esconde, tocar um instrumento etc.

Num sábado, por exemplo, você pode assistir a um filme (atividade passiva), dançar um pouco (atividade ativa), ler um livro (passiva) e preparar uma refeição (ativa).

Desse modo, criamos um ritmo saudável no nosso cotidiano com atividades variadas.

Assista ao vídeo dessa entrevista no link.

Se quiser saber mais, selecionamos outras entrevistas com a Rosa Carbone para maratonar no BS+ 😉:

✅ Como lidar com o período de isolamento físico. Para saber mais acesse aqui. 

✅ Quais são os nossos erros cognitivos mais comuns. Quero ver. 

✅ Os desafios da interação familiar em tempos de pandemia. Confira. 

NRH na vida: para ler e aplicar

Ninguém sabe o que o futuro nos reserva, por isso a ansiedade predomina. Contudo, por meio da oração fervorosa, podemos transformar veneno em remédio, não importando o que aconteça. Nossa prática budista é uma fonte de ilimitada força e esperança. Vamos dar uma nova partida convictos de que, se praticarmos o Budismo de Nichiren Daishonin, jamais ficaremos num beco sem saída!
(Nova Revolução Humana, v. 26, p. 117)

Notas:

1. https://www.scielo.br/j/rpc/a/rwLWHbbn6Q8PJ9cBHxbpdrh/?lang=en

2. Terceira Civilização, ed. 635, jul. 2021, p. 4.

3. Brasil Seikyo, ed. 2.571, 10 jul. 2021, p. 3.

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