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há 17 anos

O novo brado do leão

30/05/2009

O novo brado do leão
Por que foi escolhido o dia 3 de maio?

No período da guerra, a última convenção da Soka Kyoiku Gakkai foi realizada no dia 2 de maio de 1943, ocasião em que se reuniram cerca de 700 pessoas no Centro Educacional de Kanda, em Tóquio.

Nessa ocasião, o presidente Makiguti discorreu sobre o espírito de admoestar o governo durante a sua palestra intitulada “Métodos de pesquisa da religião”. Na época, a maioria das reuniões era realizada sob uma rigorosa vigilância de agentes policiais. Nessas condições tempestuosas, o presidente Makiguti declarou resolutamente que a Soka Gakkai teria de realizar o Hosshaku kempon, isto é, revelar sua verdadeira identidade abandonando a provisória. Dois meses depois da convenção, os srs. Makiguti e Toda foram detidos injustamente.

Portanto, o dia 2 de maio foi a data em que o mestre Makiguti lançou pela última vez o seu rugido de leão em defesa da justiça. Daí, então, o dia seguinte, 3 de maio, teria de ser o da partida da nova Soka Gakkai.

***

No dia 3 de maio de 1951, após o término da cerimônia de posse, o presidente Toda me disse serenamente: “Muito obrigado! Foi tudo graças ao seu esforço!” As lágrimas brotavam de seus olhos.

No ano seguinte, o presidente Toda escolheu o aniversário de sua posse presidencial para o dia do meu casamento.

Portanto, no dia 3 de maio estão contidos vários significados relacionados à gratidão e sucessão de mestre e discípulo.

A grande declaração de 3 de maio

Na cerimônia de posse, o presidente Toda declarou que realizaria a conversão de 750 mil famílias e que, caso não o fizesse enquanto vivo, seu funeral não deveria ser realizado.

Os discípulos dessa época consideraram isso como um mero sonho, sem tomar consciência de que era a maior declaração da vida do mestre Toda. Esse objetivo sequer foi citado no Seikyo Shimbun para não deixar registrado um objetivo impossível de ser concretizado. Este era o pensamento e a arrogância dos líderes da época.

Quando Toda foi eleito presidente, o objetivo de conversão era no máximo de 50 famílias por mês nos distritos que apresentavam os melhores resultados. De toda forma, concretizar o ideal do mestre a todo custo deveria ser o caminho do discípulo. Por isso, o desejo do presidente Toda tornou-se o meu juramento, uma missão a ser cumprida infalivelmente. Porém, o resultado de conversão não cresceu e estagnou. Na verdade, a maioria havia desistido desse objetivo em seu coração.

***

Eu me lancei na batalha do Kossen-rufu como secretário do Distrito Kamata em pleno rigor do inverno de fevereiro de 1952, mês em que o meu mestre completou 52 anos.

Procurei transmitir a intenção do presidente Toda, enfatizando a importância de seguir pelo caminho do mestre e discípulo. Estava ciente de que, quando se cria a sintonia com o espírito do mestre do Kossen-rufu, a coragem e a sabedoria de um Bodhisattva da Terra emergem no âmago da vida.

Meus companheiros atuaram comigo com o intuito de corresponder ao mestre com alegria e esperança. Na verdade, ninguém conseguia ficar parado. Assim, o nosso Distrito Kamata concretizou 201 conversões num único mês. Foi um resultado inédito que abriu o caminho para a concretização de 750 mil conversões.

***

Qual foi a causa principal dessa vitória? Em síntese, foi a sintonia com o coração do mestre. Eu informava tudo a ele para receber suas instruções. Foram inúmeras as vezes que o procurei em sua casa. Descia na estação Meguro, que ficava mais próxima, e ia correndo ao seu encontro. Procurei pensar da seguinte forma: “Se fosse o meu mestre, o que faria neste caso?” E também: “Se ele me visse agora, o que falaria de mim?” E assim procurava me disciplinar para estar sempre apto a apresentar-me dignamente diante dele.

***

Em dezembro de 1957, a Soka Gakkai concretizou finalmente a conversão de 750 mil famílias, realizando assim o grande objetivo lançado pelo presidente Toda.

O desafio do mestre é também do seu discípulo, e a vitória do discípulo pertence também ao seu mestre! A glória de mestre e discípulo é eterna!

Deitado doente em seu leito, o presidente Toda apertou minhas mãos e me disse: “Estou plenamente satisfeito por ter a companhia de um bom discípulo! Posso ir ao encontro do presidente Makiguti com todo orgulho! Muito obrigado! Viva também por mim! Deixo o Kossen-rufu do mundo em suas mãos!”

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